domingo, 1 de setembro de 2013

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: VIKINGS NA AMÉRICA PRÉ-COLOMBIANA

A expressão “América Pré-Colombiana” faz referência ao longo período que antecedeu à chegada do navegador Cristóvão Colombo ao continente americano, no ano de 1492. Nessa época, a América já havia sido povoada por humanos havia muitos milhares de anos. Ou seja, os primeiros povos a habitarem a América não foram espanhóis, ingleses ou portugueses. Em teoria, a chamada “Era Pré-Colombiana” engloba todos os períodos da História e da Pré-História das Américas antes do aparecimento dos europeus na região. Assim, ela abrange desde o povoamento original, durante o Paleolítico, até o início da colonização europeia, já na Idade Moderna. Na prática, no entanto, o termo “América Pré-Colombiana” costuma ser utilizado referindo-se, especialmente, à história das principais culturas indígenas americanas até que elas fossem conquistadas ou significativamente influenciadas pelos europeus. Assim, a expressão é frequentemente utilizada no contexto das grandes civilizações indígenas americanas, como as da Mesoamérica (olmecas, zapotecas, astecas e maias, dentre outras) e da América do Sul (como incas, guaranis e macros-jês).

Embora, nos dias de hoje, pouco se questione a ideia de que espanhóis, portugueses e ingleses tenham sido os primeiros europeus a conhecerem as culturas pré-colombianas, na década de 1830, a revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro divulgou uma série de estudos defendendo a hipótese de que, na verdade, guerreiros vikings é que teriam sido os primeiros europeus a pisar em solo brasileiro. O termo “viking” é utilizado para designar os exploradores, guerreiros, comerciantes e piratas originários da Escandinávia, uma região geográfica e histórica do norte da Europa, abrangindo, atualmente, países como Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Ilhas Feroé e Islândia. Hábeis navegadores, os vikings invadiram, exploraram e colonizaram grandes áreas da Europa e das ilhas do Atlântico Norte no período entre o final do século VIII e meados do século XI. A ideia de que eles tivessem alcançado o território brasileiro foi popularizada por historiadores da primeira metade do século XIX, que buscavam uma identidade nacional diferente da portuguesa.

Atualmente, historiadores confirmam que um grupo de vikings realmente chegou ao litoral da América do Norte perto do ano 1000, fundando uma aldeia onde hoje é o Canadá. Entretanto, esses vikings foram logo massacrados e expulsos pelos nativos da região. E é pouco provável que tenham se aventurado ao sul dali. Entretanto, o mito de que os vikings haviam sido os primeiros europeus em solo brasileiro ganhou força no imaginário popular após aquelas primeiras pesquisas publicadas por volta de 1830. Muita gente queria acreditar que os povos nórdicos tinham ido muito além da pequena aldeia fundada na América do Norte. A ideia, aliás, de uma forte presença viking no passado do continente americano alinhava-se ao preconceito, tão forte na passagem do século XIX para o XX, em favor da superioridade da chamada “raça ariana”.


Aproveitando-se do mito em torno da presença viking na história brasileira, filmes, livros, artigos e histórias em quadrinhos já foram publicados sobre o assunto. Aos interessados, vale a pena assistir a Desbravadores: a lenda do guerreiro fantasma, filme de 2007, de Marcus Nipel. Também é interessante conhecer os quadrinhos do ilustrador Rodval Matias sobre o mito viking. Em 1981, o autor publicou o quadrinho Guaraciaba, pela Editora Nova Sampa. A história gira em torno de um grupo de navegantes vikings que, tendo se perdido no mar, encontra um confluente do Rio Amazonas e acaba entrando em choque com povos nativos, os índios ticunas.

Fonte: http://clickeaprenda.uol.com.br/portal/index2.php

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