segunda-feira, 30 de setembro de 2013

MISTÉRIOS: PIRÂMIDE SUBMERSA EM AÇORES, PORTUGAL






Uma descoberta incrível teria sido realizada por um velejador português, entre as ilhas Terceira e São Miguel, no arquipélago Açores. Em uma entrevista concedida à rede de televisão estatal portuguesa, RTP, Diocleciano Silva afirma ter descoberto uma enorme pirâmide submersa, com 60 metros de altura e 8 mil metros quadrados de base, quando fazia uma busca por navios de pesca. A identificação aconteceu pelo uso de aparelhos de navegação, e a estrutura foi detectada por leitura batimétrica.

A partir dos relatos do velejador, o Governo Regional afirmou que o assunto está sendo investigado pela Marinha portuguesa. Na opinião de Diocleciano Silva, esta pirâmide não é uma estrutura natural, já que, segundo ele, o seu vértice está na orientação norte-sul, como acontece nas pirâmides de Gizé, no Egito.

Diante do mistério e da controvérsia do assunto ainda pouco esclarecido, muitos já especulam, principalmente nas redes sociais, de que esta suposta pirâmide submersa estaria associada à antiga e mitológica civilização de Atlântida.







VEJA OUTRAS IMPRESSIONANTES DESCOBERTAS SUBMARINAS:        

1. Herakleion: O Instituto Europeu de Arqueologia Submarina descobriu Herakleion, uma cidade submersa na costa do Egito, que permaneceu escondida nas profundezas dos oceanos por mais de 1200 anos.

2. A cidade perdida de Dwaraka: a lendária cidade de Krishna, com 12 mil anos, foi encontrada sob sob as águas da costa do ponto ao extremo oeste da Índia.

3. As ruínas de Yonaguni: descobertas ao acaso em 1987 por um instrutor de mergulho, ela engloba uma área de 150 por 300 metros e, entre os vários achados, foram encontrados partes de um castelo, um arco do triunfo, cinco templos e um estádio, todos conectados por estradas, canais de água e cercada por muros altos. Estas ruínas têm pelo menos cinco mil anos de idade.

4. Pavlopetri: esta cidade submersa na costa sul da Grécia é a mais mais antiga do mundo. Seu auge aconteceu na mesma época em que nascia a sociedade ocidental e depois ela mergulhou, literalmente, no fundo do mar, com ruas e edifícios intactos.

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: QUEDA DE BASTILHA

Segundo a historiografia tradicional, a Queda da Bastilha marca o início da Revolução Francesa. Não há dúvida de que o movimento popular em Paris tenha grande significado, porém a Revolução deve ser vista como um processo, onde é necessário analisar a situação econômica do país, os interesses de classes envolvidos e os interesses dos demais países europeus.

A BASTILHA

A Bastilha foi construída em 1370 e tornou-se uma prisão durante o reinado de Carlos VI; no entanto foi durante a Regência do Cardeal Richelieu, no século XVII que tornou-se uma prisão para nobres ou letrados, adversários políticos, aqueles que se opunham ao governo ou mesmo `a religião oficial.
No dia 14 de julho a Bastilha abrigava apenas 7 prisioneiros, no entanto a multidão invadiu-a tanto por representar um símbolo do absolutismo, como para tomar as armas que haviam em seu interior.

A REVOLUÇÃO

A importância da Queda da Bastilha reside no fato de que a partir desse momento a revolução conta com a presença das massas trabalhadoras, deixando de ser apenas um movimento onde deputados julgavam que poderiam eliminar o Antigo Regime apenas fazendo novas leis.
A gravidade da crise econômica havia envolvido todo o país em uma situação caótica: os privilégios dados à nobreza e ao Alto Clero dilapidaram as finanças do país, situação ainda mais agravada com a participação da França na Guerra de Independência dos EUA em ajuda aos colonos e palas secas, responsáveis por uma crise agrária, que levava os camponeses miséria extrema e determinava o desabastecimento das cidades assim como a retração do comércio interno.

Na medida em que a nobreza recusou-se a abrir mão de seus privilégios, o rei Luís XVI viu-se forçado a convocar a Assembléia dos Estados Gerais, que reuniria os representantes da Nobreza, do Clero e do Povo ( burgueses). As manobras políticas da realeza tinham por objetivo fazer aprovar nova legislação, que preservaria os privilégios do 1° e 2° estados e ao mesmo tempo sobrecarregariam o 3° estado.

Em 17 de junho os representantes do povo se auto proclamam Assembléia Nacional. Esse fato representa de um lado o grau de organização e a consciência da burguesia, ancorada pelos ideais do Iluminismo, e ao mesmo tempo nos dá idéia de qual era a perspectiva de Revolução para essa classe social, eliminar o Antigo Regime, através de uma reforma na legislação, forçando o rei a aceitar o organização de um poder legislativo responsável pela elaboração das leis.
Enquanto os deputados se reuniam na Assembléia, o rei reunia tropas na tentativa de evitar o movimento revolucionário, foi nesse contexto que formou-se a "Milícia de Paris" e no dia seguinte as ruas e a Bastilha eram do povo.
O movimento revolucionário saia às ruas; percebia-se que somente com a participação e o apoio popular poderiam haver mudanças significativas. Apesar de organizada e armada, a camada popular urbana defendia a manutenção da Assembléia Constituinte e portanto acreditava que as novas leis poderiam trazer uma mudança significativa.

Ao contrário, no campo, a situação era de marcada por grande radicalização caracterizada por invasões de propriedades senhoriais,,onde muitos nobres foram executados, cartórios invadidos, onde os títulos de propriedade feudal eram queimados. Os camponeses não possuíam uma ideologia definida e nem um projeto acabado, porém o movimento -- Grande Medo - refletia a situação de profunda miséria vivida no campo
Ao fugir do controle da burguesia, o movimento camponês foi responsável por uma das primeiras mudanças significativas da Revolução: a 26 de agosto foi aprovada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de inspiração iluminista, defendia o direito a liberdade, à igualdade perante a lei, a inviolabilidade da propriedade privada e o direito de resistir à opressão.

sábado, 21 de setembro de 2013

SERES MITOLÓGICOS: ASWANG


ASWANG é uma criatura mística do folclore filipino, supostamente uma criatura-vampira de mau gosto e objeto de uma variedade de mitos e histórias. Os colonizadores espanhóis observaram que o ASWANG era mesmo no século 16, descrita muitas vezes como uma combinação de vampiro e bruxa e são quase sempre do sexo feminino. Eles são usados às vezes como um termo genérico aplicado a todos os tipos de bruxas, manananggals, metamorfos, lobisomens e monstros. Elas são muitas vezes as como um monstro com asas que agitam ruidosamente quando ela está longe e em silêncio quando está mais perto.

CULTURAS AFRICANAS: HISTÓRIA DE BOTSUANA

O atual território botsuano foi primeiramente habitado por povos de línguas khoisan, há mais de 100 000 anos atrás. Aproximadamente no ano 500, povos de línguas bantas invadiram a região, exterminando, misturando-se ou expulsando os habitantes originais. No século XVIII, a tribo makwena invadiu a região, procedente da região sul-africana do Transvaal. Disputas sucessórias fizeram com que uma porção dos makwenas se separasse e fundasse um novo reino ao norte, assumindo o nome Bamangwato. No final do século XIX, conflitos entre os bamangwatos, invasores da tribo ndebele procedentes do leste, colonos bôeres procedentes da região do Transvaal e exploradores alemães procedentes da África do Sudoeste Alemã fizeram com que Khama III, rei do povo bamangwato, pedisse proteção ao governo britânico. Como consequência, em 1885, o norte do território foi declarado pelos britânicos um protetorado com o nome de Bechuanalândia (Bechuana foi a forma anglicizada do nome Botsuana, a comunidade dos falantes da língua setsuana). Já o sul do território foi transformado na Bechuanalândia Britânica e incorporada à colônia do Cabo. Diante de pressões crescentes dos britânicos liderados por Cecil Rhodes, ao norte e de colonos bôeres, ao sul, o rei Khama III conseguiu, em 1895, a confirmação da semiautonomia política dentro do regime de protetorado por parte da rainha britânica Vitória.

Na década de 1950, começaram a ser erigidas cercas de arame farpado delimitando a fronteira com a Rodésia do Sul com o objetivo de proteger o gado botsuano de doenças vindas do país vizinho. O regime de protetorado continuou até 1966, quando Botsuana declarou sua independência. Um ano antes, a capital do protetorado havia sido transferida de Mafeking, na África do Sul, para Gaborone, que se localizava dentro do território do protetorado. Seu primeiro presidente foi Seretse Khama, neto do rei Khama III. Seretse governou até a sua morte em 1980. Sucedeu-o seu vice, Ketumile Masire. No início dos anos 1980, a AIDS começou a preocupar o mundo e, em especial, os países africanos, detentores dos maiores índices de contaminação da população pelo vírus HIV.
Memorial em homenagem ao sítio de Mafeking na guerra dos Bôeres, em Mafeking
Estátua de Seretse Khama em Gaborone
Ao centro, Ketumile Masire

Após quatro mandatos, Masire foi substituído por seu vice, Festus Mogae, em 1998. Em 2003, o país começou a eletrificar a cerca que marca a fronteira com o Zimbábue. O objetivo, além do controle sanitário do gado botsuano, era o controle da entrada de imigrantes ilegais zimbabuanos. Em 2008, Mogae foi sucedido por seu vice, Ian Khama, filho do primeiro presidente botsuano.
Festus Mogae em visita oficial aos EUA em 2005
Ian Khama, presidente de Botsuana, em visita a Cingapura

Desde sua independência, o país gozou de uma estabilidade política rara no continente africano. O dinheiro gerado pela exploração de diamantes foi investido na melhoria da infraestrutura do país, revertendo em melhoria das condições de vida da população. As taxas de crescimento econômico ficaram sempre em torno dos dez por cento anuais, uma das maiores do mundo. Tudo isto motivou a qualificação de Botsuana como a "Suíça africana".

No entanto, alguns problemas surgiram neste período. A dependência em relação à mineração ameaçou as altas taxas de crescimento econômico na recessão mundial do início dos anos 1990. E a altíssima contaminação da população pelo vírus HIV (aproximadamente um terço da população) revela-se um desafio para o governo.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

CIDADES HISTÓRICAS: ROMA

Roma é uma cidade histórica. Conhecida como Cidade Eterna, ela tem construções que refletem o passado do povo romano. Foi um período em que o Império Romano tinha sob seu controle boa parte do Mediterrâneo. O imperador Caio Júlio César Otaviano Augusto, iniciou alguns projetos de construção da cidade. Ela contava com mais de 500 mil habitantes, chegando a aproximadamente 3,5 milhões - esse índice oscilava.

O Fórum de Augusto é um dos monumentos que até hoje se encontra na capital da Itália. Porém, agora, está em ruínas e a lembrança que ele traz é da vitória dos romanos sobre os fenícios na província de Cartago e os gregos na cidade de Corinto. Além disso, o monumento é dedicado ao deus da guerra, Marte, o mesmo Ares, dos gregos.

Os romanos procuravam se estruturar. O Teatro de Pompeu construído por Gneu Pompeu Magno, general, que hoje se encontra em ruínas, foi construído em 55 a. C. De acordo com estudiosos, esse monumento foi edificado apenas para a popularidade de um novo império que se reestruturava. Simultaneamente, houve a conclusão do jardim central e o local de encontro dos senadores.

A construção do Coliseu aconteceu entre os anos 70 e 90 d.C.. Anfiteatro Flaviano é outra denominação desse monumento. Vespasiano deu o pontapé inicial para erigir o anfitrião dos grandes espetáculos, entretanto, Tito, cerca de 10 anos depois o inaugurou. O Coliseu recebia combates de gladiadores e caça de animais selvagens: leões, leopardos, panteras. Um símbolo da história de Roma.

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: MICHELÂNGELO

Michelangelo nasceu a 6 de março de 1475, em Caprese, província florentina. Se pai Ludovico di Lionardo Buonarroti Simoni era um homem violento, "temente de Deus", sua mãe, Francesca morreu quando Michelangelo tinha seis anos. Eram 5 irmãos.
Michelangelo foi entregue aos cuidados de uma ama-de-leite cujo marido era cortador de mármore na aldeia de Settignano. Mais tarde, brincando, Michelangelo atribuirá a este fato sua vocação de escultor. Brincadeira ou não, o certo é que na escola enchia os cadernos de exercícios com desenhos, totalmente desinteressados das lições sobre outras matérias. Por isso, mais de uma vez foi espancado pelo pai e pelos irmãs de seu pai, a quem parecia vergonhoso ter um artista na familia, justamente uma familia de velha e aristocrática linhagem florentina, mencionada nas crônicas locais desde o século XII. E o orgulho familiar jamais abandonará Michelangelo. Ele preferirá a qualquer titulo, mesmo o mais honroso, a simplicidade altiva de seu nome: "Não sou o escultor Michelangelo. Sou Michelangelo Buonarroti".
Aos 13 anos, sua obstinação vence a do pai: ingressa, como aprendiz, no estúdio de Domenico Ghirlandaio, já então considerado mestre da pintura de Florença. Mas o
aprendizado é breve - cerca de um ano -, pois Michelangelo irrita-se com o ritmo do ensino, que lhe parece moroso, e além disso considera a pintura uma arte limitada: o que busca é uma expressão mais ampla e monumental. Diz-se também que o motivo da saida do jovem foi outro: seus primeiros trabalhos revelaram-se tão bons que o professor, enciumado, preferiu afastar o aluno. Entretanto, nenhuma prova confirma essa versão.


Florença e o Mecenato

Deixando Ghirlandaio, Michelangelo entra para a escola de escultura que o mecenas Lourenço, o Magnifico - riquissimo banqueiro e protetor das artes em Florença mantinha nos jardins de São Marcos. Lourenço interessa-se pelo novo estudante: aloja-o no palácio, faz com que sente à mesa de seus filhos. Michelangelo está em pleno ambiente fisico e cultural do Renascimento italiano. A atmosfera, poética e erudita, evoca a magnificência da Grécia Antiga, seu ideal de beleza - baseado no equilibrio das formas -, sua concepção de mundo - a filosofia de Platão.

Michelangelo adere plenamente a esse mundo. Ao produzir O Combate dos Centauros, baixo-relevo de tema mitologico, sente-se não um artista italiano inspirado nos padrões clássicos helênicos, mas um escultor grego de verdade. Em seu primeiro trabalho na pedra, com seus frisos de adolescentes atléticos~ reinam a força e a beleza impassíveis, como divindades do Olimpo.
Na Igreja del Carmine, Michelangelo copia os afrescos de Masaccio. Nos jardins de Lourenço, participa de requintadas palestras sobre filosofia e estética. Mas seu temperamento irônico, sua impaciência com a mediocridade e com a lentidão dos colegas lhe valem o primeiro - e irreparável - choque com a hostilidade dos invejosos. Ao ridicularizar o trabalho de um companheiro, Torrigiano dei Torrigiani - vaidoso e agressivo -, este desfechou-lhe um golpe tão violento no rosto que lhe desfigurou para sempre o nariz. Mancha que nunca mais se apagará da bua sensibilidade e da sua retina, a pequena deformação lhe parecerá dai por diante um estigma - o de um mundo que o escorraça por não aceitar a grandeza do seu gênio - e também uma mutilação ainda mais dolorosa para quem, como ele, era um sofisticado esteta, que considerava a beleza do corpo uma legitima encarnação divina na forma passageira do ser humano.
Em 1490, Michelangelo tem 15 anos. É o ano em que, o monge Savonarola começa a inflamada pregação mistica que o levará ao governo de Florença. O anúneio de que a ira de Deus em breve desceria sobre a cidade atemoriza o jovem artista: sonhos e terrores apocalípticos povoam suas noites. Lourenço, o Magnifico, morre em 1492. Michelangelo deixa o palácio. A revolução estoura em 1494. Michelangelo, um mês antes, fugira para Veneza.
Longe do caos em que se convertera a aristocrática cidade dos Médici, Michelangelo se acalma. Passa o inverno em Bolonha, esquece Savonarola e suas profecias, redescobre a beleza do mundo. Lê Petrarca, Boccaccio e Dante. Na primavera do ano seguinte, passa novamente por Florença. Esculpe o Cupido Adormecido -- obra "pagã" num ambiente tomado de fervor religioso -, vai a Roma, onde esculpe Baco Bêbado, Adônis Morrendo. Enquanto isso, em Florença, Savonarola faz queimar livros e quadros - "as vaidades e os anátemas".


As Principais Obras

Logo, porém, a situação se inverte. Os partidários do monge começam a ser perseguidos. Entre eles, está um irmão de Michelangelo, Leonardo - que também se fizera monge durante as prédicas de Savonarola. Michelangelo não volta. Em 1498, Savonarola é queimado. Michelangelo se cala. Nenhuma de suas cartas faz menção a esses fatos. Mas esculpe a Pietá, onde uma melancolia indescritível envolve as figuras belas e clássicas. A tristeza instalara-se em Michelangelo.


Na primavera de 1501, ei-lo por fim em Florcnça. Nesse mesmo ano, surgirá de suas mãos a primeira obra madura. Um gigantesco bloco de mármore jazia abandonado
havia 40 anos no local pertencente à catedral da cidade. Tinha sido entregue ao escultor Duccio, que nele deveria talhar a figura de um profeta. Duccio, porém, faleceu repentinamente e o mármore ficou á espera. Michclangelo decidiu trabalhá-lo. O resultado foi o colossal Davi, símbolo de sua luta contra o Destino, como Davi ante Golias.
Uma comissão de artistas, entre os quais estavam nada menos que Leonardo da Vinci, Botticelli, Filippino Lippi e Perugino, interroga Michelangelo sobre o lugar onde deveria ficar a estátua que deslumbra a todos que a contemplam. A resposta do mestre é segura: na praça central de Florença, defronte ao Palácio da Senhoria. E para esse local a obra foi transportada. Entretanto, o povo da cidade, chocado com a nudez da figura, lapidou a estátua, em nome da moral.

Da mesma época data a primeira pintura (que se conhece) de Michclangelo. Trata-se de um tondo - pintura circular - cujas formas e cores fariam com que, pasteriormente, os críticos o definissem como obra precursora da escola "maneirista". É A Sagrada Familia. Pode-se ver que, mesmo com o pincel, Michdangelo não deixa de ser escultor. Ou, como ele próprio dizia: "Uma pintura é tanto melhor quanto mais se aproxime do relevo".
Em março de 1505, Michelangelo é chamado a Roma pelo Papa Júlio lI. Começa então o periodo heróico de sua vida. A idéia de Júlio II era a de mandar construir para si uma tumba monumental que recordasse a magnificência da Roma Antiga com seus mausoléus suntuosos e solenes. Michclangelo aceita a incumbência com entusiasmo e durante oito meses fica em Carrara, meditando sobre o esquema da obra e selecionando os mármores que nela seriam empregados. Enormes blocos de pedra começam a chegar a Roma e se acumulam na Praça de São Pedro, no Vaticano. O assombro do povo mistura-se à vaidade do papa e à inveja de outros artistas. Bramante de Urbino, arquiteto de Júlio II, que fora freqüentes vezes criticado com palavras sarcásticas por Michelangelo, consegue persuadir o papa a que desista do projeto e o substitua por outro: a reconstrução da Praça de São Pedro. Em janeiro de 1506, Sua Santidade aceita os conselhos de Bramante. Sem sequer consultar Michelangelo, decide suspender tudo: o artista está humilhado e cheio de dividas.

Michelangelo parte de Roma. No dia seguinte, Bramante, vitorioso, começa a edificação da praça. No entanto, Júlio II quer o mestre de volta. Este recusa, Finalmente, encontra-se com o papa em Bolonha e pede-lhe perdão por Ter-se ido. Uma nova incumbência aguarda Michelangelo: executar uma colossal estátua de bronze para ser erguida em Bolonha. São inúteis os protestos do artísta de que nada entende da fundição desse metal. Que aprenda, responde-lhe o caprichoso papa. Durante 15 meses, Michelangelo vive mil acidentes na criação da obra. Escreve ao irmão: "Mal tenho tempo de comer. Dia e noite, só penso no trabalho. Já passei por tais sofrimentos e ainda passo por outros que, acredito, se tivesse de fazer a estátua mais uma vez, minha vida não seria suficiente: é trabalho para um gigante".
O resultado não compensou. A estátua de Júlio II, erguida em fevereiro de 1508 diante da lgreja de Sào Petrônio, teria apenas quatro anos de vida. Em dezembro de 1511, foi destruida por uma facção política inimiga do papa e seus escombros vendidos a um certo Alfonso d'Este, que deles fez um canhão.
De regresso a Roma, Michelangelo deve responder a novo capricho de Júlio II : decorar a Capela Sistina. O fato de o mestre ser antes de tudo um escultor não familiarizado com as técnicas do afresco não entrava nas cogitações do papa. Todas as tentativas de fugir á encomenda são inúteis. O Santo Padre insiste - segundo alguns críticos, manejado habilmente por Bramante que, dessa forma, desejaria arruinar para sempre a carreira de Michelangelo - e o artista cede mais uma vez. A incumbência - insólita e extravagante - é aceita.

Dia 10 de maio de 1508, começa o gigantesco trabalho. A primeira atitude do artista é recusar o andaime construído especialmente para a obra por Bramante. Determina que se faça outro, segundo suas próprias idéias. Em segundo lugar, manda embora os pintores que lhe haviam sido dados como ajudantes e instrutores na técnica do afresco. Terceiro, resolve pintar não só a cúpula da capela mas também suas paredes.
É a fase de Michelangdo herói. Herói trágico. Tal como Prometeu, rouba ao Olimpo o fogo de sua genial inspiração, embora os abutres das vicissitudes humanas não deixem de acossá-lo. O trabalho avança muito lentamente. Por mais de um ano, o papa não lhe paga um cêntimo sequer. Sua família o atormenta com constantes pedidos de dinheiro. A substância frágil das paredes faz logo derreter as primeiras figuras que esboçara. Impaciente com a demora da obra, o papa constantemente vem perturbar-lhe a concentração para saber se o projeto frutificava. O diálogo é sempre o mesmo: "Quando estará pronta a minha capela?" -- "Quando eu puder!" Irritado, Júlio II faz toda a sorte de ameaças. Chega a agredir o artista a golpes de bengala, que tenta fugir de Roma. O papa pede desculpas e faz com que lhe seja entregue - por fim - a soma de 500 ducados. O artista retoma a tarefa.

No dia de Finados de 1512, Michelangelo retira os andaimes que encobriam a perspectiva total da obra e admite o papa à capela. A decoração estava pronta. A data dedicada aos mortos convinha bem á inauguração dessa pintura terrível, plena do Espírito do Deus que cria e que mata. Todo o Antigo Testamento está ai retratado em centenas de figuras e imagens dramáticas, de incomparável vigor e originalidade de concepção: o corpo vigoroso de deus retorcido e retesado no ato da criação do Universo; Adão que recebe do Senhor o toque vivificador de Sua mão estendida, tocando os dedos ainda inertes do primeiro homem; Adão e Eva expulsos do Paraíso; a embriaguez de Noé e o Dilúvio Universal; os episódios bíblicos da história do povo hebreu e os profetas anunciando o Messias.
São visões de um esplendor nunca dantes sonhado, imagens de beleza e genialidade, momentos supremos do poder criador do homem. No olhar do Papa Júlio II naquele
dia de Finados de 1512 já se prenunciavam os olhares de milhões de pessoas que, ao longo dos séculos e vindas de todas as partes do mundo, gente de todas as raças, de todas as religiões, de todas as ideologias políticas, se deslumbrarão diante da mais célebre obra de arte do mundo ocidental.

Vencedor e vencido, glorioso e alquebrado, Michelangelo regressa a Florença. Vivendo em retiro, dedica-se a recobrar as forças minadas pelo prolongado trabalho; a vista fora especialmente afetada e o mestre cuida de repousá-la. Mas o repouso é breve: sempre inquieto, Michelangelo volta a entregar-se ao projeto que jamais deixara de amar:
o túmulo monumental de Júlio II. Morto o papa em fevereiro de 1513, no mês seguinte o artista assina um contrato comprometendo-se a executar a obra em sete anos. Dela fariam parte 32 grandes estátuas. Uma logo fica pronta. É o Moisés - considerada a sua mais perfeita obra de escultura. Segue-se outra, Os Escravos, que se acha no Museu do Louvre, doada ao soberano Francisco I pelo florentino Roberto Strozzi, exilado na França, que por sua vez a recebera diretamente do mestre em 1546.
Como breve foi o repouso, breve foi a paz. O novo papa, Leão X, decide emular seu antecessor coma protetor das artes. Chama Michelangelo e oferece-lhe a edificação da fachada da Igreja de São Lourenço, em Florença. E o artísta, estimulado por sua rivalidade com Rafael -- que se aproveitara de sua ausência e da morte de Bramante para tornar-se o soberano da arte em Roma -, aceita o convite, sabendo que precisaria suspender os trabalhos relacionados com a tumba de Júlio II. O pior, porém, é que após anos de esforços ingentíssimos, após mil dificuldades, vê o contrato anulado pelo papa Leão X.

Só com o sucessor de Leão X, o Papa Clemente VII, Michelangelo encontra novamente um mecenas que o incita a trabalhar arduamente: deverá construir a capela e a tumba dos Medici, sendo-lhe paga uma pensão mensal três vezes superior á que o artista exigira. Mas o destino insiste em turvar seus raros momentos de tranqüilidade: em 1527, a guerra eclode em Florença e Michelangelo, depois de ajudar a projetar as defesas da cidade, prefere fugir, exilando-se por algum tempo em Veneza. Restabelecida a paz, o Papa Clemente, fiel a seu nome, perdoa-lhe os "desvarios" políticos e o estimula a reencetar o trabalho da Capela dos Médici. Com furor e desespero, Michelangelo dedica-se á obra. Quando o interrogam sobre a escassa semelhança das estátuas com os membros da poderosa familia, ele dá de ombros: "Quem perceberá este detalhe daqui a dez séculos?
Uma a uma emergem de suas mãos miraculosas as alegorias da Ação, do Pensamento e as quatro estátuas de base: O Dia, A Noite, A Aurora e O Crepúsculo, terminadas em 1531. Toda a amargura de suas desilusões, a angústia dos dias perdidos e das esperanças arruinadas, toda a melancolia e todo o pessimismo refletem-se nessas obras magnificas e sombrias.

Os Últimos Dias: Solidão e Produção

Com a morte de Clemente VII em 1534, Michelangelo - odiado pelo Duque Alexandre de Medici -- abandona mais uma vez Florença. Agora, porém, seu exilio em Roma será definitivo. Nunca mais seus olhos contemplarão a cidade que tanto amou. Vinte e um anos haviam passado desde sua última estada em Roma: nesse periodo, produzira três estátuas do monumento inacabado de Júlio II, sete estátuas inacabadas do monumento inacabado dos Médici, a fachada inacabada da lgreja de São Lourenço, o Cristo inacabado da lgreja de Santa Maria della Minerva e um Apolo inacabado para Baccio Valori.
Nesses vinte e um anos, perdeu a saúde, a energia, a fé na arte e na pátria. Nada parecia mantê-lo vivo: nem a criação, nem a ambição, nem a esperança. Michelangelo tem 60 anos e um desejo: morrer.
Roma, entretanto, lhe trará novo alento: a amizade com Tommaso dei Cavalieri e com a Marquesa Vittoria Colonna, afastando-o do tormento e da solidão, permite-lhe aceitar a oferta de Paulo III, que o nomeia arquiteto-chefe, escultor e pintor do palácio apostólico. De 1536 a 1541, Michelangelo pinta os afrescos do Juízo Universal na Capela Sistina. Nada melhor que suas próprias idéias sobre pintura para definir essa obra e o homem que a criou: "A boa pintura aproxima-se de Deus e une-se a Ele... Não é mais do que uma cópia das suas perfeições, uma sombra do seu pincel, sua música, sua melodia... Por isso não basta que o pintor seja um grande e hábil mestre de seu oficio. Penso ser mais importante a pureza e a santidade de sua vida, tanto quanto possível, a fim de que o Espírito Santo guie seus pensamentos..."
Terminados os afrescos da Sistina, Michelangelo crê enfim poder acabar o monumento de Júlio II. Mas o papa, insaciável, exige que o ancião de 70 anos pinte os afrescos da Capela Paulina - A Crucifixação de São Pedro e A Conversão de São Paulo).
Concluídos em 1550, foram suas últimas pinturas. Durante todo esse tempo, os herdeiros do Papa Júlio II não cessararn de perseguir o artista pelo não cumprimento dos vários contratos por ele assinados para o término da obra. O quinto contrato seria cumprido. Em janeiro de 1545, inaugurava-se o monumento. O que restara da plano primitivo? Apenas o Moisés, no inicio um detalhe do projeto, agora o centro do monumento executado. Mas Michelangelo estava livre do pesadelo de toda a sua vida.

Os últimos anos do mestre ainda foram fecundos, embora numa atividade diferente: a arquitetura. Dedicou-se ao projeto de São Pedro, tarefa que lhe custou exaustivos esforços devido às intrigas que lhe tramaram seus acirrados inimigos. Projetou também o Capitólio - onde se reúne o Senado italiano - e a Igreja de São João dos Florentinos (cujos planos se perderam).

Ainda encontra energias para esculpir. Renegando cada vez mais o mundo, Michelangelo busca uma união mística com o Cristo. Sua criação, como a de Botticelli no final da vida, é toda voltada para as cenas da Paixão. De pé, aos 88 anos de idade, ele elabora penosa e amorosamente uma Pietá, até que a doença o acorrente em definitivo ao leito, onde - com absoluta lucidez - dita um testamento comovente, pedindo "regressar pelo menos já morto" à sua adorada e inesquecível Florença, doando sua alma a Deus e seu corpo á terra. O seu gênio, ele já o tinha legado á humanidade.


Esta Biografia foi retirada de "Gênios da Pintura" do Círculo do Livro

terça-feira, 10 de setembro de 2013

DIVINDADES: HERA, MITOLOGIA GREGA

Hera  era uma rainha do Olimpo, conhecida também como a deusa protetora do casamento, da vida e da mulher, governava Olimpo ao lado do seu marido o Zeus, filha de Cronos e Réia. Tem como seu animal preferido o Pavão e é associada ao signo de Escorpião. Tinha a fama de ser ciumenta com razão, pois Zeus era muito infiel – de todos os filhos que Zeus teve, dois foram concebidos em seu casamento com Hera que foi Ares (deus da guerra) e Hefesto (deus do fogo). Hera considerava muito o casamento e foi muito humilhada por Zeus por suas traições e o que a deixou muito triste, foi quando ele sozinho gerou sua filha Atena, mostrando que não precisava de Hera nem para conceber um filho.

Um dos episódios de ciúmes de Hera foi com Calisto (deusa) que por ter muita beleza conquistou seu marido, mas Hera para separar os dois a transformou em uma Ursa. Calisto ficou muito isolada de todos e também com medo da floresta por causa dos caçadores. Até que um dia ao reconhecer seu filho Arcas correu para abraçá-lo, mas Arcas já preparava sua lança por não reconhecer sua mãe. Hera vendo o que aconteceria lançou um feitiço e enviou os dois para os céus que viraram constelações, a Ursa maior e a Ursa menor. Porém como Hera ainda tinha muita raiva de sua rival pede para Tétis e Oceano, divindades do mar, para que não deixem descansarem em suas águas, e com isso essas duas constelações sempre ficam em círculos e nunca descem para trás das águas como as outras estrelas.

Outro episódio de ciúme de Hera foi quando Zeus, por saber que Hera estava chegando e ele estava com uma de suas amantes (Io), a transforma rapidamente em uma vaca. Hera, muito desconfiada, pede para Zeus aquela vaca de presente e Zeus não podendo negar um presente, o dá para sua esposa. Ela então coloca aquela novilha aos cuidados de Argos, um monstro de muitos olhos, que ao dormir nunca fechava todos com isso a novilha estava sempre sendo observada. Mas Zeus ao ver o sofrimento da amante pede para que Hermes mate Argos. Então, Hermes toca uma música, fazendo Argos dormir completamente, fechando todos os olhos. Após isso, Hermes arranca-lhe a cabeça.

Hera muito triste pelo acontecimento, pega todos os olhos e coloca na cauda de seu pavão, onde eles estão até hoje. A deusa continua perseguindo Io, mas Zeus promete que não terá mais nada com a amante – Hera aceita a promessa e devolve a aparência humana à Io.

Hera durante muito tempo não só perseguia as amantes, mas também os filhos que Zeus teve fora do casamento. E sempre foi considerada a deusa protetora das mulheres casadas.

Por Fernanda Lima

Referências:

http://contoselendas.blogspot.com/2004/10/hera.html
http://www.rosanevolpatto.trd.br/deusahera.htm

MISTÉRIOS: CIVILIZAÇÃO NAZCA

 A Civilização de Nazca nasceu e se desenvolveu no sul do Peru, no período de 300 AC e 800 DC (antes dos Incas). Estudada até hoje com relação aos geoglifos, extensos desenhados no solo do deserto de Nazca.
A civilização também tinha a capacidade de construir aquedutos subterrâneos e  artigos em cerâmica. Os geóglifos são conhecidos como as “linhas de Nazca”, desenhos de grande dimensão no Deserto de Nazca, percebidos em vôos de avião e helicóptero.

As Linhas de Nazca estão localizados no deserto de Nazca, um altiplano árido que se estende entre as cidades de Nazca e Palpa no pampa (uma grande área plana do sul do Peru). A planície deserta da costa peruana, que inclui o Pampa de San Jose (Jumana), Socos, El Ingenio e outros, na província de Nazca, mede 400 km. Ao sul de Lima, abrange uma área de aproximadamente 450 km, do deserto de areia, bem como as encostas dos contornos dos Andes. Elas cobrem cerca de 400 quilômetros quadrados de deserto. Gravadas na superfície de areia no deserto de Pampa tem cerca de 200 figuras feitas em linhas retas, suas formas geométricas só podem ser vistas do ar, em grande altitude.

Linhas de Nazca

As linhas de Nazca são geóglifos e linhas direitas no deserto Peruviano. Foram feitas pelo povo Nazca, entre 200 a.C. e 600 d.C. ao longo de rios que desciam dos Andes. O deserto estende-se por mais de 1.400 milhas ao longo do Oceano Pacifico. A área de Nazca onde se encontram os desenhos é conhecida pelo nome de Pampa Colorada. Tem 15 milhas de largura e corre ao longo de 37 milhas paralela aos Andes e ao mar. As pedras vermelho escuras e o solo foram limpas, expondo o subsolo mais claro, criando as "linhas". Não existe areia neste deserto. Do ar, as "linhas" incluem não só linhas e formas geométricas, mas também representações de animais e plantas estilizadas. Algumas, incluindo imagens de humanos, estendem-se pelas colinas nos limites do deserto.
As Linhas de Nazca são um enigma. Ninguém tem provas de quem os construiu e por quê. Desde sua descoberta, as Linhas de Nazca tem inspirado explicações fantásticas a respeito dos deuses antigos, sendo que uma pista de pouso foi construída para o regresso dos deuses, um calendário celestial criado pela antiga civilização de Nazca. As linhas podem ser vistas com maior precisão a partir de um vôo de um pequeno avião (3 passageiros por vez), a partir do aeroporto de Nazca.

 As Enigmáticas Figuras de Nazca

Dezenas de hipóteses já foram levantadas à cerca de quem elaborou por que teria feito as fabulosas "linhas" e "figuras" geométricas de Nazca. Porém nenhuma parece ser conclusiva.
São cinquênta quilômetros povoados de formas geométricas, figuras de animais e supostas "pistas de aterrissagem".
Não foi se não na década de vinte que pilotos peruanos, que sobrevoavam a região, alertaram sobre as enigmáticas figuras. A partir de 1926, os primeiros mapas e estudos sobre a região começaram a surgir, assim como toda a sorte de explicações.
No entanto, registros sobre estas imagens remontam à época da conquista espanhola. Nas crônicas de Luis de Monzón, magistrado espanhol, foram incluidas - em fins do século XVI - a versão contada pelos índios anciãos das planícies, os quais viam os viracochas como causa e motivo para a execução das imagens.
Segundo parece, os Viracochas eram um grupo étnico minoritário, descendentes do mítico "homem-deus-viracocha", que chegado dos céus, resolveu instruir uma parte dos povos andinos. Segundo estes mesmos povos da região de Nazca, eles seriam capazes de voar. Portanto, as figuras geométricas que encontramos na região seriam uma forma de contato, homenagem ou culto para/com aqueles que podiam "enxergar do alto".

 Nazca e  Extraterrestre?

Em 1968, um polêmico livro transformou a cidade de Nazca num centro de peregrinação de esotéricos.
Erich Von Däniken, suíço e gerente de um hotel nos Alpes publicou o livro "Eram os Deuses Astronautas?".
Em seu livro, Erich relaciona uma série de mistérios do passado à presença de extraterrestres entre as civilizações antigas. Uma página e meia dedicada a Nazca fez com que a cidade entrasse nos roteiros turísticos de milhares de visitantes do mundo todo.
O fato é que tendo sido feitos para extraterrestres ou não, nada explica até agora, o fato de certas imagens de centenas de metros terem sido feitas de modo que só pudessem ser vistas ou identificadas do alto.
Situados no Vale do Ingênio, há algo que algumas pessoas dizem ser uma pista de pouso para ÓVNIS. Apesar de achar possível que os povos nativos desta e de outras regiões já fizessem contato com estes viajantes, me parece ridícula a idéia que seres com tamanha tecnologia para viajens interplanetárias, precisarem de qualquer tipo de "pista de pouso".
A teoria extraterrestre é proposta principalmente por aqueles que consideram difícil de acreditar que uma raça de "índios primitivos" poderia ter a inteligência de conceber tal projetos, muito menos a tecnologia para transformar o conceito em realidade.

 Outras Teorias
Como em todos os mistérios sem explicação, há diversas teorias a seu respeito.
Uma delas dispõe que as imagens ou figuras geométricas seriam um gigante método de predição astronômica. A maior defensora desta idéia é a matemática alemã Maria Reiche.
De acordo com Maria Reiche, que dedicou 40 anos de sua carreira ao estudo, limpeza e conservação das linhas - as figuras constituiriam solstícios, posição e mudanças das estrelas. Sua teoria foi corroborada pelo astrônomo peruano Luis Mazzoti. Mazzoti diz que Nazca nada mais é que um complexo "mapa estelar", com a configuração das constelações assim como eram vistas naquelas latitudes há aproximadamente 1500 anos atrás. No entanto, o que dizer das "linhas", "pistas" e demais formas geométricas?
Teorias recentes dos astrônomos e antropólogos norte americanos Anthony Aveni, Gary Urton e Persis Clarkson dizem que as linhas retas mais longas teriam uma conecção com lugares sagrados, uma espécie de caminho que os peregrinos deveriam percorrer. Mas sendo assim, onde estão as ruínas de tais lugares ou templos sagrados?

O Maior dos Mistérios

Talvez o maior dos mistérios seja como as figuras foram feitas. A mesma Maria Reiche, autora do primeiro mapa das figuras da região - em 1956, concluiu que as figuras teriam sido feitas com estacas e cordas. Esta é uma idéia simples e interessante... não fosse pelo fato que:
Como explicar a simetria existente entre os desenhos que se encontram a mais de 18 quilômetros?
Como vencer as enormes dificuldades impostas pela topografia do local para executar com tal perfeição uma obra de tal natureza e com imagens tão simétricas?
Que sentido teria tamanho esforço para executar tal obra metereológica e/ou astronômica num lugar tão seco onde praticamente não há chuvas no local?
Provavelmente, as respostas que procuramos estão além de nossas vistas.

Cemitério de Chauchilia

Cemitério de Chauchilia  - A 30 km de Nazca fica o Cemitério de Chaullita, onde pode-se observar as tumbas, esqueletos e múmias do período 100aC a 1300dC.A poucos anos atrás as múmias eram vistas na superfície, mas agora elas foram colocadas em 12 tumbas. A cultura nazca, é uma das mais antigas civilizações americanas a dominar técnicas avançadas de mumificação. Devido ao clima seco do deserto, os corpos ali enterrados permaneceram intocados até o início deste século, quando o local foi invadido por huaqueros (saqueadores), que se especializaram em vender peças retiradas das tumbas para colecionadores e museus europeus e norte-americanos sem a burocracia exigida pelo governo peruano. Durante anos, o cemitério de Chauchilia permaneceu vulnerável a esses roubos, tendo perdido toda sua riqueza material, já que muitos corpos eram enterrados com significativas quantias de ouro e pedras preciosas. Muitas múmias, esqueletos, crânios e ossos, no entanto, continuam lá e hoje tornaram-se uma das principais atrações turísticas da região. Um passeio no mínimo curioso e que vale a pena ser feito. Normalmente um tour de meio dia custa cerca de US$5, quando não integrado às Linhas.

Aquedutos de Dantallo

Construído  - entre 300 a.C e 700 d.C, os aquedutos testemunham o grau de desenvolvimento das antigas civilizações que habitavam a região - uma das mais secas do mundo. Ainda em funcionamento, são responsáveis pela irrigação, levando a água de lagunas das montanhas aos campos das redondezas. As ventarias construídas em pedra e de forma aspiral são bastante interessantes, e você pode não apenas ver, como também entrar e percorrer pela água.

Fontes:

http://www.infoescola.com/historia/civilizacao-de-nazca/

http://teoriaalien.blogspot.com.br/2011/05/o-misterio-das-linhas-de-nazca.html

http://www.viagensmaneiras.com/viagens/internacional/nazca.htm

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/peru/linhas-de-nazca.php

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

SERES MITOLÓGICOS; BASAJAUNAK


Na mitologia basca, o basajaunak é um espírito que habita em cavernas ou na floresta, que protege rebanhos de gado e ensina as habilidades, como a agricultura e metalurgia aos seres humanos. O basajaunak também existe na mitologia aragonês nos vales de Tena, Ansó e Broto. Esculturas do século XV representando o basajaunak podem ser vistas na Catedral de Burgos e no mosteiro de Santa Maria Real de Nájera.

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: CERCO DE JERUSALÉM PELOS ROMANOS


O cerco de Jerusalém no ano 70 dC foi um acontecimento decisivo na Primeira revolta judaica. Ela foi seguida pela queda de Masada em 73 dC.
O exército romano, liderada pelo futuro imperador Tito, com Tibério Júlio Alexandre como seu segundo em comando, sitiaram e conquistaram a cidade de Jerusalém, que havia sido ocupada por seus defensores judeus em 66 dC. A cidade e seu famoso Templo foram destruídos em 70 dC.

A destruição do Templo é ainda anualmente lamentado com o jejum judaico Tishá Be Av, e o Arco de Tito, que mostra e celebração do saque de Jerusalém e do Templo, ainda está em Roma.

Cerco

Apesar dos sucessos iniciais em repelir os cercos Romanos, o Zealotes lutavam entre si, pela liderança. Eles não tinham disciplina, treinamento e preparação para as batalhas que se seguiriam.

Tito cercou a cidade, com três legiões (V Macedonica, OmeuNuke XII, XV Apolinário), no lado ocidental, e uma quarta (X Fretensis) sobre o Monte das Oliveiras, a leste. Ele colocou pressão sobre os alimentos e abastecimento de água dos moradores, permitindo que os peregrinos entrassem na cidade para comemorar a Páscoa e, em seguida, recusando-lhes saída. Após os judeus terem mataram um número de soldados romanos, Tito enviou Josefo, o historiador judeu, para negociar com os defensores, o que acabou com os judeus ferindo o negociador com uma seta. Em uma ocasião Tito quase foi capturado durante um súbito ataque, mas escapou.

Em meados de maio Tito definiu destruir o Terceiro muro construído recentemente, rompendo-o, bem como a segunda parede, e voltando sua atenção para a Fortaleza de Antônia ao norte do Monte do Templo. Os romanos foram atraídos para combates de rua com os zelotes, que foram, então, condenada a retirar-se para o templo para evitar grandes perdas. Josephus não em outra tentativa de negociação, e os ataques judeus impediram a construção de torres de cerco na Fortaleza de Antonia. Comida, água e outras disposições foram diminuindo dentro da cidade, mas pequenas partes de forragem conseguiu esgueirar-se para o abastecimento da cidade. Para colocar um fim às forrageiras, foram emitidas ordens para construir um novo muro, e construção da torre de cerco foi reiniciado também.

Depois de várias tentativas fracassadas de violação ou de escalar os muros da Fortaleza Antônia, os romanos finalmente lançou um ataque secreto, aos guardas enquanto dormiam e tomara a fortaleza. Com vista para o recinto do Templo, a fortaleza desde um ponto perfeito para atacar o próprio Templo. Os Aríetes tiveram pouco progresso, mas durante a luta em si, eventualmente, as paredes ficaram em chamas, quando um soldado romano atirou um tição em uma das paredes do Templo. Destruir o Templo não estava entre as metas de Tito. O mais provável, Tito quis agarrá-la e transformá-lo em um templo dedicado ao imperador romano e um panteão romano. Mas o fogo se espalhou rapidamente e logo estava fora de controle. O templo foi destruído em no final de agosto, e as chamas se espalharam nas seções residencial da cidade. As legiões romanas esmagaram rapidamente a resistência remanescente dos judeus. Parte dos judeus restantes escaparam através de túneis subterrâneos ocultos, enquanto outros fizeram uma última resistência na Cidade Alta. Esta defesa parou o avanço dos romanos como eles tiveram que construir torres de assalto para atacar os judeus remanescentes. A cidade foi completamente sob controle romano em 7 de setembro e os romanos continuaram a perseguir os judeus que haviam fugido da cidade.

Destruição de Jerusalém

Sulpício Severo (363 - 420), referindo-se em sua crônica de uma anterior por escrito, Tácito (56 - 117), alegou que Tito favoreceu a destruição do Templo de Jerusalém para ajudar a arrancar e destruir o povo judeu. O relato de Flávio Josefo Tito descrito como moderado em sua abordagem e, depois de conferenciar com os outros, ordenando que os mil anos de idade (na época) Templo ser poupados. (Templo de Salomão, datado do século 10 aC, embora a estrutura física foi o Templo de Herodes, cerca de 90 anos na época.) De acordo com Josephus, os soldados romanos ficaram furiosos com os ataques e táticas dos judeus e , contra as ordens de Tito, incendiaram um apartamento ao lado do Templo, que logo se espalhou por todo.

Josephus agiu como mediador para os romanos e, quando as negociações fracassaram, testemunhou o cerco e rescaldo. Ele escreveu:

Agora, logo que o Exército não tinha mais pessoas para matar ou roubar, porque não ficou ninguém para ser objeto de sua fúria (por que não teria poupado algum, se houvesse permanecido qualquer outro trabalho a ser feito), [Tito] César deu ordens para que eles agora devem destruir toda a cidade eo Templo, mas deve deixar o maior número de torres de pé como eles eram as de maior eminência, isto é, Phasaelus e Hípico e Mariamne; e tanto da parede em anexo a cidade no lado oeste. Este muro foi poupado, a fim de permitir um acampamento para os que estavam a residir na guarnição [na Cidade Alta], como eram as torres [os três fortes] também poupados, a fim de demonstrar à posteridade que tipo de cidade que foi , e como bem fortificada, que o valor romano tinha subjugado, mas para todo o resto da parede [em torno de Jerusalém], que era tão completamente estabelecido, mesmo com o solo por aqueles que cavaram-lo até a base, que havia deixado nada fazer aqueles que vieram de lá que ela [Jerusalém] jamais foi habitada. Este foi o final que chegou a Jerusalém pela loucura dos que foram para as inovações, uma cidade de outra forma de grande magnificência e da fama de valente entre todos os homens.
E realmente, o ponto de vista muito em si foi uma coisa triste; país para aqueles lugares que eram adornadas com árvores e jardins agradáveis, foram-se agora desolado todos os sentidos, e suas árvores estavam todas cortadas. Nem poderia qualquer estrangeiro que anteriormente haviam visto a Judéia e os subúrbios mais bonitas da cidade e, agora, viu-o como um deserto, mas lamento e luto, infelizmente, a tão grande mudança. Para que a guerra tinha previsto todos os sinais de beleza muito desperdício. Também não havia ninguém que tivesse conhecido o lugar antes, tinha chegado a uma repentina para ele agora, ele teria conhecido lo novamente. Mas, embora ele [estrangeiro] não eram da própria cidade, mas teria ele perguntou por ela.

Josefo afirma que 1.100.000 pessoas morreram durante o cerco, dos quais a maioria eram judeus, e que 97.000 foram capturados e escravizados, incluindo Simão Bar Giora e João de Gischala. Muitos fugiram para áreas em torno do Mediterrâneo. Tito teria se recusado a aceitar a coroa da vitória, pois "não há mérito em vencer povo abandonado pelo seu próprio Deus."

CULTURAS AFRICANAS: HISTÓRIA DE GANA


Gana foi um dos maiores impérios formados no continente africano que se desenvolveu para fora das regiões litorâneas ou da África muçulmana. Sua área correspondia às atuais regiões de Mali e da Mauritânia, fazendo divisa com o imenso deserto do Saara. Desde já, percebemos a instigante história de um reino que prosperou mesmo não possuindo saídas para o mar e estando próximo a uma região considerada economicamente inviável.

As dificuldades geográficas explícitas da região começaram a ser superadas quando as populações da África Subsaariana (ou África negra) passaram a ter contato com a porção norte do continente. Graças à domesticação do camelo, foi possível que comunidades pastoris próximas do Deserto do Saara começassem a empreender novas atividades econômicas. Nas épocas de seca, os pastores berberes deslocavam-se para a região do Sael para realizar trocas comerciais com os povos da região.

Entre essas populações se destacavam os soniquês, que ocupavam uma região próxima às margens dos rios Senegal e Níger. Esse povo começou a se organizar em comunidades agricultoras estáveis que se uniram, principalmente, por conta dos ataques de tribos nômades. A região que era rica em ouro aliou sua produção agrícola ao comércio na região para empreender a formação do Reino de Gana. Dessa forma, estabelecia-se uma monarquia no interior da África.

Sua organização política é motivo de controvérsia entre os historiadores que estudam o assunto. Mesmo possuindo um amplo território e uma organização política típica dos governos imperiais, Gana não possuía uma cultura militarizada ou expansionista. O Estado era mantido através de um eficiente sistema de cobrança de impostos localizados nos principais entrepostos comerciais de um território não muito bem definido.

A economia comercial de Gana atingiu seu auge no século VIII, ao interligar as regiões do Norte da África, Egito e Sudão. Entre os principais produtos comercializados estavam o sal, tecidos, cavalos, tâmaras, escravos e ouro. Esses dois últimos itens eram de fundamental importância para a expansão econômica do reino de Gana e o considerável aumento da força de trabalho disponível. Entre os mais importantes centros urbano-comerciais desse período destacamos a cidade de Bambuque.

O ouro era escoado principalmente para a região do Mar Mediterrâneo, onde os árabes utilizavam na cunhagem de moedas. Para controlar as regiões de exploração aurífera, o rei era responsável direto pelo controle produtivo. Para proteger a região aurífera, o uso de lendas sobre criaturas fantásticas era utilizado para afastar a cobiça de outros povos. O sal também tinha grande valor mediante sua importância para a conservação de alimentos e a retenção de líquido para os povos que vagueavam no deserto.

O reino de Gana começou a sentir os primeiros sinais de sua crise com o esgotamento das minas de ouro que sustentavam a sua economia. Além disso, após o século VIII, a expansão islâmica ameaçou a estrutura centralizada do governo. Os chamados almorávidas teriam empreendido os conflitos que, em nome de Alá, desestruturaram o Reino de Gana. A partir de então, os reinos de Mali, Sosso e Songai disputariam a região.

domingo, 8 de setembro de 2013

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: VIRGÍLIO


Publius Vergilius Maro, ou simplesmente Virgílio como passou à história, nasceu perto de Mântua em uma família de camponeses. Estudou filosofia e retórica em Cremona, Milão e finalmente Roma, com grandes mestres, e passou a freqüentar os círculos eruditos da cidade. Protegido de Mecenas, tornou-se o poeta oficial do imperador Augusto.

Sua obra se compõe das "Bucólicas", uma coleção de 10 poemas inspirados na poesia pastoral grega de Téocrito de Siracusa (séc. 3 a.C.), composta provavelmente entre 42 e 38 a.C.; das quatro "Geórgicas", que fazem um elogio da Itália e tratam didaticamente de temas como a lavoura, a avicultura e a apicultura, escritas provavelmente em 29 a.C.; e finalmente da epopéia que o imortalizou, a "Eneida".

Essa obra épica narra a viagem do troiano Enéas, filho de Vênus, a quem os deuses encarregaram de lançar a pedra fundamental de uma cidade que, mais tarde, seria Roma. É portanto um elogio do Império, dedicado ao imperador Augusto, e que ressalta a nobreza e a divindade das origens de Roma.

Em 23 a.C., o poeta apresentou-a parcialmente à família imperial, mas morreu antes de dar ao texto todos os retoques finais. Diz a lenda que Virgílio, pouco antes de morrer, pediu aos amigos que queimassem o manuscrito do seu famoso poema, pois só assim acabaria os penosos onze anos de trabalho que lhe havia dedicado, na busca de uma perfeição inatingível.

A "Eneida" é um poema belíssimo e muito complexo que obriga o leitor a repensar a epopéia e a tragédia grega. Sua fantasia e sua linguagem são ricas e variadas e as questões teológicas e morais que levanta têm frustrado todas as tentativas de solução. Apesar do caráter épico e exaltativo, o poema não deixa de ter aspectos melancólicos que ressaltam a sensação de perda do ser humano.

CIDADES HISTÓRICAS: PETRA



Apesar de grande parte do que vamos hoje em Petra ter sido construído pelos Nabateus, sabemos que a zona foi habitada de 7000 a 6500 a.C. Ainda hoje podemos encontrar vestígios de uma povoação desse período em Little Petra, a norte de Petra.

Durante a Idade do Ferro (1200 a 539 a.C.), Petra foi habitada pelos Edomitas. Fixaram-se principalmente nas colinas à volta de Petra e não no local escolhido pelos Nabateus. Apesar de os Edomitas não dominarem a arte da alvenaria, eram excelentes a fabricar cerâmica e, ao que tudo indica, transmitiram esta arte aos Nabateus.

Os Nabateus foram um povo árabe nómada da Arábia que começaram a chegar e a fixar-se em Petra em finais do século VI a.C. Julga-se que a sua chegada a Petra não foi planeada, porque a sua intenção original era migrar para o Sul da Palestina. Não há dúvida de que acharam este sítio atractivo devido às muitas fontes de água, paredes de desfiladeiros usados na defesa e os acolhedores Edomitas com quem tiveram, ao que parece, uma existência pacífica.

No século II a.C., Petra era uma cidade enorme com uma área de 10 km e era a capital do Reino dos Nabateus.

Em primeiro lugar, os Nabateus eram agricultores. Cultivavam a vinha, o olival e criavam camelos, ovelhas, cabras e cavalos. Eram peritos na gestão da água e construíram uma complexa rede de canais e de cisternas para transportar a água de uma abundante fonte em Ain Musa, a vários quilómetros de distância, para o centro da cidade. Mas a sua principal fonte de riqueza era o facto de Petra ser um eixo importante para as rotas comerciais lucrativas que ligavam a China, a oriente, a Roma, no ocidente. As caravanas carregadas de incenso, seda e especiarias e outros artigos exóticos paravam em Petra que tinha um abundante abastecimento de água e oferecia protecção contra os saqueadores. Em troca da sua hospitalidade, os Nabateus cobravam um imposto sobre todas as mercadorias que passavam na cidade e ficaram ricos com as receitas.

Os Nabateus eram um povo letrado que falava um dialecto do aramaico, a língua dos tempos bíblicos e podemos ver exemplos da sua bela caligrafia gravados na face rochosa de Petra.

Para além dos seus feitos arquitectónicos surpreendentes, os Nabateus eram famosos pela sua arte de fabricar cerâmica, arte esta que lhes foi transmitida pelos Edomitas, segundo se crê. As escavações recentes de um forno descoberto em Wadi Musa indicam que Petra era um centro regional de produção de cerâmica até finais do século III d.C., entrando em declínio depois desta data.

Em 64 a.C., os Romanos chegaram e estabeleceram uma província romana na Síria. Constituíram a Liga de Decápolis, com dez cidades-estado, que evitou os movimentos de expansão dos Nabateus. Em 106 d.C., anexaram o Reino dos Nabateus, integrando-o na Província Romana da Arábia. Petra prosperou sob domínio romano e foram feitas várias alterações ao estilo romano na cidade, incluindo a ampliação do teatro, a pavimentação da Rua de Colunatas e um arco de triunfo que foi construído acima do Siq. Quando o Imperador Romano Adriano visitou o local em 131 d.C., deu-lhe o seu nome, Adriano Petra.

Os Romanos assumiram o controlo das rotas comerciais lucrativas e desviaram-nas de Petra. Foi o início do fim para os Nabateus, cuja riqueza e poder entraram, gradualmente, em declínio.

Os vestígios dos Nabateus em Petra diminuíram e quando o Cristianismo se espalhou pelo Império Bizantino, Petra foi sede episcopal e o monumento do túmulo de Urn foi convertido em igreja. As escavações recentes revelaram três igrejas, uma delas com mosaicos coloridos no chão e outras foram construídas.

Em 661 d.C., a Dinastia Muçulmana Omíada estabeleceu a sua capital em Damasco, na Síria, e Petra ficou isolada da sede do poder. Este facto, juntamente com uma série de fortes terramotos, ditou o fim desta outrora poderosa cidade.

No século XII d.C., os Cruzados construíram um posto avançado em Petra, para o seu grande castelo em Shobak, a 30 km de distância.

Apesar de haver indícios de que o local era, uma vez mais, local de paragem para as caravanas nos séculos XIII e XV, acabou por ser abandonado e transformou-se num local habitado - e fortemente guardado - pelos beduínos locais. Esta cidade, outrora magnífica, foi esquecida pelo mundo ocidental até que o viajante suíço Johann Ludwig Burckhardt, disfarçado de árabe, a descobriu no dia 22 de Agosto de 1812.

Fonte: pt.visitjordan.com/

sábado, 7 de setembro de 2013

POST ESPECIAL: INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Bandeira do Brasil Império

Introdução

A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira.

Dia do Fico

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta ideia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."

O processo de independência

Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembleia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.

O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembleia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole.

Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.

Pós Independência

Os primeiros países que reconheceram a independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México. Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-colônia. Sem este dinheiro, D. Pedro recorreu a um empréstimo da Inglaterra.

Embora tenha sido de grande valor, este fato histórico não provocou rupturas sociais no Brasil. O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi a camada que mais se beneficiou.

MISTÉRIOS: STONEHENGE

Obra dos primitivos povos britânicos, Stonehenge é um exemplo clássico das civilizações megalíticas. Cientistas afirmam que Stonehenge foi construído entre os anos 2800 e 1100 a . C., em três fases separadas: 1ª Fase : (Morro Circular), que conhecemos como o círculo externo de Stonehenge e dos três círculos de buracos, cinquenta e seis ao todo, que cercam o monumento.

As quatro "pedras de estação" que se supõe terem sido utilizadas como um Observatório Astronômico, o objetivo aparente seria observar o nascer e o por do Sol e da Lua, visando elaborar um calendário de estações do ano. 2ª Fase : que iniciou em 2100 a . C., houve a construção do duplo círculo de pedras, em posição vertical no centro do monumento, bem como da larga avenida que leva a Stonehenge e da margem externa das planícies cobertas de grama que o rodeiam.

Na Terceira e última fase, o duplo círculo de pedras foi separado e reconstruído, sendo erguidos muitos dos trílitos.

Ao meditar sobre os mistérios de Stonehenge, vale lembrar que, naquela época, diferentes tribos e autoridades contribuíram para a construção de Stonehenge. Cada um pode ter tido objetivos diferentes para construir o monumento.

Os saxões chamavam ao grupo de pedras eretas "Stonehenge" ou "Hanging Stones" ( pedras suspensas), enquanto os escritores medievais se lhes referem como "Dança de Gigantes".

Novos construtores edificaram uma avenida de monólitos que ligava Stonehenge ao rio Avalon a cerca de 3,2 Km de distância. Stonehenge sobreviveu e a sua magia nunca desapareceu. Atribui-se ao mago Merlim o levantamento das pedras, enquanto que a população local acreditou por muitos anos que as pedras tinham poder curativo que, quando transferidos para a água, conseguiam curar todo o tipo de doenças.

Durante séculos, Stonehenge foi cenário de reuniões de camponeses e nos últimos 90 anos os "Druidas" modernos celebraram aqui o solstício de Verão. Durante aproximadamente 20 anos, milhares de pessoas se reuniam no local todos os meses de junho para assistirem ao festival que aí tem lugar. Mas em 1985 as autoridades proibiram tanto a vinda dos Druidas como o festival em si, receosas de que as pedras, assim como a paisagem circundante, possam ser danificadas.

Os Arqueólogos, no entanto, ainda consideram a hipótese de uma construção religiosa...

Acredita-se que Stonehenge e outros sítios megalíticos hajam sido construídos pelos antepassados dos Druidas deste milênio, por acreditarem que fossem lugares de grande força para concretizarem seus rituais...em vez de templos fechados eles reuniam-se nos círculos de pedra, como se vêem nas ruínas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros.

A datação pelo carbono-14 mostra que aquelas construções são anteriores à fase clássica do Druidismo. Isto é verdade pois foram construídos logo depois da chegada dos Atlantes. Na realidade foram construídos, e ainda existem centenas de círculos de pedra especialmente na Bretanha e na Escócia.

Do grego: mega = grande, lithós = pedra, de modo que megálitos são grandes monumentos de pedra. Eles podem representar linhas fechadas ( circulares, elípticas, ovóides, etc), alinhamentos retilíneos, ou empilhamentos como as pirâmides egípcias, chinesas e centro-americanas. Eles estão espalhados pelo mundo inteiro: Europa, China, América do Norte e Norte da África sendo os locais mais importantes.

Dentre os megálitos, os mais famosos são a Grande Pirâmide de Khufu e Stonehenge.

Tanto sobre a pirâmide de Khufu como sobre Stonehenge foram escritos milhares de livros. Isso não é por acaso. A maioria dos historiadores da Antiguidade diria que esses monumentos estão entre as maravilhas do Mundo Antigo.

Stonehenge é um megálito formado por círculos concêntricos de pedras (algumas com 45 toneladas e 5 metros de altura), construído na planície de Salisbury, na Grã Bretanha.

Existe evidência arqueológica que nos permite afirmar que havia atividade humana no local há mais de 10 000 anos. Contudo, o megálito propriamente dito só foi iniciado c. 2 100 AC, tendo sido construído em três etapas, entre 2 100 AC e 1600 AC. Para ter uma idéia mais clara de seu plano arquitetônico.

Não se sabe quem construiu Stonehenge, sendo que a teoria popular de que teriam sido os druídas está hoje refutada, pois o monumento foi concluído 1 000 anos antes de os druídas tomarem o poder. Contudo, os arqueólogos notaram a quase total ausência de lixo no local e isso é indicador de que o local era solo sagrado.

Quanto aos propósitos da construção de uma obra tão difícil para os meios da época é o que passaremos a tratar.

Stonehenge (em Salisbury, sudoeste da Inglaterra) também é palco dos misteriosos Círculos Ingleses.

Alguns pesquisadores passaram a tentar encontrar algumas explicações naturais para desvendar o mistério dos Círculos Ingleses, como fenômenos climáticos inusitados, casualidades meteorológicas e outras hipóteses mais complexas. Esses desenhos (círculos ingleses) costumam aparecer frequentemente em plantações de trigo, soja, cevada e milho. E esses cereais afetados chegam a se desenvolver muito mais rápido (cerca de 40% mais rápido) no interior dos desenhos do que aqueles mais próximos das bordas.

Em quase toda a sua totalidade esses desenhos surgem durante a noite, no meio do silêncio e da escuridão nos campos de cereais e pessoas que acampam nos locais de maior incidência, na expectativa de registrar uma dessas figuras se formando acabam se frustrando por passar a noite em claro sem conseguir testemunhar nenhuma luz ou som diferente e em algumas vezes acabam se surpreendendo ao ver com o clarear do dia que a poucos metros de onde estavam acampados apareceu um desenho, misteriosamente como se tivesse sido feito por algum tipo de energia invisível ao olho humano.

Existem diversos pesquisadores tentando interpretar o significado dessas figuras, alguns ligando os desenhos a símbolos matemáticos, outros assossiandos a sistemas astronômicos, além de compara-los a símbologia de civilizações antigas, como Persas, Druidas, Romanos, Celtas, Egípcios...

Segundo pesquisadores, esses desenhos (círculos ingleses), devido a sua complexidade, seriam impossíveis de serem feitos pelas mãos humanas. A maior quantidade dos Círculos costumam aparecer em plantações localizadas ao redor do local onde esta erguido o monumento de Stonehenge e outros sítios arqueológicos importantes como Avebury e Silbury Hill.

Importância de Stonehenge para a História da Matemática

A maior parte dos historiadores que estudaram Stonehenge afirma que o mesmo era usado como uma calculadora de pedra, um verdadeiro computador megalítico com o objetivo de prever o nascimento do Sol e da Lua no solstício e no equinócio. Contudo, existem historiadores que não aceitam os argumentos e dados associados e apresentam outras explicações para a construção desse monumento.

Fonte: http://www.misteriosantigos.com/

SERES MITOLÓGICOS: RAKSHASA


Rakshasa é um demônio ou espírito maligno, na mitologia hindu e budista. Acredita-se ser derivada do pé do Deus hindu da criação. Rakshasas são uma raça de humanoides populosa e sobrenatural que tendem para o mal. Poderosos guerreiros, eles recorrem ao uso de magia e de ilusão quando vencidos com armas convencionais. Como forma de trocadores, podem assumir várias formas físicas, e nem sempre é claro, têm uma forma natural ou verdadeiro. Suas unhas são venenosas, e se alimentam de carne humana e comida estragada.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

DIVINDADES: HEIMDALL, MITOLOGIA NÓRDICA


Apesar de ser um deus importante, a sua origem é um tanto obscura. Consta que ele é filho de nove donzelas, nove ondas, filhas de Aegir . Heimdall é o Deus da Luz, chamado de Deus Reluzente de Dentes de Ouro. Heimdall tem os sentidos altamente apurados: segundo consta, ele pode ver até cem milhas de dia ou de noite; ele pode ouvir a relva a crescer no chão e a lã a crescer no corpo dos carneiros; além disso, o tempo de sono de um passarinho é o suficiente para ele. Com estas características, nada mais lógico do que os deuses oescolhecem para ser o seu guardião. Heimdall é o sentinela na Ponte do Arco-íris (Bifrost). O seu palácio em Asgard chama-se Himinbjorg (Penhascos do Céu) e fica junto à Bifrost. Heimdall possui uma grande trompa chamada Gjall que ele soará no Ragnarok para convocar os deuses para a batalha final. Heimdall é o maior inimigo de Loki - sendo Heimdall o Deus da Luz, pode-se ver suas desavenças com Loki como sendo a luta entre luz e trevas. Os dois enfrentar-se-ão em Ragnarok e um exterminará o outro.

CULTURAS AFRICANAS: HISTÓRIA DE MARROCOS



Os berbéres chegaram a Marrocos há cerca de 3000 anos atrás.

Em 685 a.C. os exércitos árabes invadem o Norte de África introduzindo o Islão e o árabe.

Em 711 os muçulmanos marroquinos invadem o território Ibérico.

Em 788 berbéres e árabes unificam-se para um estado marroquino independente.

Em meados do século 11, os Almorávidas conquistam Marrocos construindo assim um império muçulmano.

A dinastia Almóadas sucedeu aos Almorávidas.

A presente dinastia real chama-se Alauita e entrou no poder em 1660.

O nome vem de Alaouite Ali, o fundador da dinastia Moulay Ali Cherif que se tornou sultão de Tafilalt em 1631.

Em 1912 Marrocos é inserido como protectorado francês e espanhol em algumas partes do território.

Abd al-Krim começou a revolta contra a presença europeia em território marroquino nos anos 1921 até 1926.

Em 1956 Marrocos ganha independência total do território excepto nas cidades autónomas de Ceuta e Melilla.

Em 1957 Marrocos tornou-se numa monarquia constitucional.

O Sultão Sidi Mohammed mudou então o seu título para Rei Mohammed V.

Em 1961 o filho de Mohammed V, Hassan II tornou-se o rei de Marrocos.

Em 1979 Marrocos assume o controlo do Saara Ocidental refazendo então assim o antigo mapa do reino de Marrocos já criado por dinastias anteriores.

Em 1999 o rei Hassan II morre e o seu filho Mohammed VI torna-se então o novo rei de Marrocos.

O nome de todas as dinastias marroquinas são: Idríssidas, Almorávidas, Almóadas, Merínidas, Oatácidas‎, Saadianos‎ e Casa de Alaoui.

Os berbéres chegaram a Marrocos há cerca de 3000 anos atrás. Em 685 a.C. os exércitos árabes invadem o Norte de África introduzindo o Islão e o árabe.
Em 711 os muçulmanos marroquinos invadem o território Ibérico.
Em 788 berbéres e árabes unificam-se para um estado marroquino independente.
Em meados do século 11, os Almorávidas conquistam Marrocos construindo assim um império muçulmano.
A dinastia Almóadas sucedeu aos Almorávidas.
A presente dinastia real chama-se Alauita e entrou no poder em 1660.
O nome vem de Alaouite Ali, o fundador da dinastia Moulay Ali Cherif que se tornou sultão de Tafilalt em 1631.
Em 1912 Marrocos é inserido como protectorado francês e espanhol em algumas partes do território.
Abd al-Krim começou a revolta contra a presença europeia em território marroquino nos anos 1921 até 1926.
Em 1956 Marrocos ganha independência total do território excepto nas cidades autónomas de Ceuta e Melilla.
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HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: REINOS BÁRBAROS

A Formação dos Reinos Bárbaros
A decadência do Império Romano do Ocidente foi acelerada pela invasão de povos bárbaros. Bárbaros era a denominação que os romanos davam áqueles que viviam fora das fronteiras do Império e não falavam o latim. Dentre os grupos bárbaros destacamos os:

Germanos: de origem indo-européia, habitavam a Europa Ocidental. As principais nações germânicas eram: os vigiados, ostrogodos, vândalos, bretões, saxões, francos etc.

Eslavos: provenientes da Europa Oriental e da Ásia, compreendiam os russos, tchecos, poloneses, sérvios, entre outros.

Tártaro-mongóis: eram de origem asiática. Faziam parte deste grupo as tribos dos hunos, turcos, búlgaros, etc.

Os Germanos

Entre os povos bárbaros, os germanos foram os mais significativos para a formação da Europa Feudal.

A organização política dos germanos era bastante simples. Em época de paz eram governados por uma assembléia de guerreiros, formada pelos homens da tribo em idade adulta. Essa assembléia não tinha poderes legislativos e suas funções se restringiam à interpretação dos costumes. Também decidia as questões de guerra e de paz ou se a tribo deveria migrar para outro local.

Em época de guerra, a tribo era governada por uma instituição denominada comitatus. Era a reunião de guerreiros em torno de um líder militar, ao qual todos deviam total obediência. Esse líder era eleito e tomava o título de Herzog.

Os germanos viviam de uma agricultura rudimentar, da caça e da pesca. Não tendo conhecimento das técnicas agrícolas, eram seminômades, pois não sabiam reaproveitar o solo esgotado pelas plantações. A propriedade da terra era coletiva e quase todo trabalho era executado pelas mulheres. Os homens, quando não estavam caçando ou lutando, gastavam a maior parte de seu tempo bebendo ou dormindo

A sociedade era patriarcal, o casamento monogâmico e o adultério severamente punido. Em algumas tribos proibia-se até o casamento das viúvas. O direito era consuetudinário, ou seja, baseava-se nos costumes.

A religião era politeísta e adoravam as forças da natureza. Os principais deuses eram: Odim, o protetor dos guerreiros; Tor, o deus do trovão; e Fréia, a deusa do amor. Acreditavam que somente os guerreiros mortos em combate iriam para o Valhala, uma espécie de paraíso. As Valquírias, mensageiras de Odin, visitavam os campos de batalha, levando os mortos. As pessoas que morriam de velhice ou doentes iriam para o reino de Hell, onde só havia trevas e muito frio.

Os Reinos Bárbaros

Devido à expansão do Império, a partir do século I, os romanos mantinham contato pacífico com povos bárbaros, principalmente os germanos. Muitos desses povos migraram para o Império Romano e chegaram a ser utilizados no exército como mercenários.

Porém, no século V, os germanos foram pressionados pelos belicosos hunos.

Os hunos, de origem asiática, deslocaram-se em direção à Europa e atacaram os germanos, levando-os a fugir. Estes, acabaram por invadir o Impéio Romano, que enfraquecido pelas crises e guerras internas, não resistiu às invasões e decaiu. No antigo mundo romano nasceram vários reinos bárbaros.

"(...) Não têm eles (os hunos) necessidade de fogo nem de comidas temperadas, mas vivem de raizes selvagens e de toda espécie de carne que comem meio crua, depois de tê-la aquecido levemente sentando-se em cima durante algum tempo quando estão a cavalo. Não têm casas, não se encontra entre eles nem mesmo uma cabana coberta de caniço. Vestem-se panos ou peles de ratos do campo. (...) Nenhum cultiva a terra nem toca mesmo um arado. Sem morada fixa, sem casas, erram por todos os lados e parecem sempre fugir com as suas carriolas. Como animais desprovidos de razão, ignoram inteiramente o que é o bem e o que é o mal; não têm religião, nem superstições; nada iguala sua paixão pelo ouro."

Dos reinos bárbaros que se formaram na Europa, os principais foram:

Reinos dos Visigodos: situado na península ibérica, era o mais antigo e extenso. Os visigodos ocupavam estrategicamente a ligação entre o Mar Mediterrâneo e o oceano Atlântico, que lhes permitia a supremacia comercial entre a Europa continental e insular.

Reino dos Ostrogodos: localizam-se na península Itálica. Os ostrogodos se esforçaram para salvanguardar o patrimônio artistico-cultural de Roma. Restauraram vários monumentos, para manter viva a memória romana. Conservaram a organização político-administrativa imperial, o Senado, os funcionários públicos romanos e os militares godos.

Reino do Vândalos: o povo vândalo atravessou a Europa e fixou-se no norte da África. Nesse reino houve perseguição aos cristãos, cujo resultado foi a migração em massa para outros reinos, provocando falta de trabalhadores, e uma diminuição da produção.

Reino dos Suevos: surgiu a oeste da península Ibérica e os suevos viviam da pesca e da agricultura. No final do século VI, o reino foi absorvido pelos visigodos, que passaram a dominar toda península.

Reino dos Borgúndios: os borgúndios migraram da Escandináva, dominaram o vale do Ródano até Avinhão, onde fundaram o seu reino. Em meados do século VI, os borgúndios foram dominados pelos francos.

Reino do Anglo-Saxões: surgiu em 571, quando os saxões venceram os bretões e consolidaram-se na região da Bretanha.

No processo de invasão e formação dos reinos bárbaros, deu-se ao mesmo tempo, a "barbarização" das populações romanas e a "romanização" dos bárbaros. Na economia, a Europa adotou as práticas econômicas germânicas, voltada para a agricultura, ode o comércio era de pequena importância.

Apesar de dominadores, os bárbaros não tentaram destruir os resquícios da cultura romana; ao contrario, em vários aspectos assimilaram-na e revigoraram-na. Isso se deu, por exemplo, na organização política. Eles que tinham uma primitiva organização tribal, aodtaram parcialmente a instituição monárquica, além de alguns mecanismos e normas de administração romana. Muitos povos bárbaros adotaram o latim com língua oficial. Os novos reinos converteram-se progressivamente ao catolicismo e aceitaram a autoridade da Igreja Católica, à cabeça da qual se encontrava o bispo de Roma.

Com a ruptura da antiga unidade romana, a Igreja Católica tornou-se a única instituição universal européia. Essa situação lhe deu uma posição invejável durante todo o medievalismo europeu.


Fonte:  http://www.historiadomundo.com.br/

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

CIDADES HISTÓRICAS: ATLÂNTIDA

Atlântida ou Atlantis é uma lendária ilha cuja primeira menção conhecida remonta a Platão (428-347 a.C.) em suas obras "Timeu ou a Natureza" e "Crítias ou a Atlântida".
A mitologia ocidental reduz o continente ou Reino Atlante a uma ilha que teria submergido, engolida pelo oceano, nove mil anos antes da época de Sólon. Porém, Platão deixa claro que a ilha, além de ser tão grande quando "Líbia e Ásia juntas", era apenas uma parte do território Atlante, que se estendia em outras partes do mundo. A Atlântida de Platão seria o que restou de um continente muito mais antigo e os Atlantes, foram a quarta Raça humana, que povoou o mundo durante milhões de anos, até que se extinguiu no episódio relatado por Platão.

Platão preservou a história de Atlântida naquele que é, hoje, um dos mais valiosos registros que nos chega da antiguidade. Platão viveu 400 anos antes do nascimento de Cristo, Seu ancestral, Sólon, foi um grande legislador em Atenas 600 anos antes da Era Cristã. Sólon visitou o Egito. Diz Plutarco: "Sólon deixou uma longa descrição em verso ou, melhor dizendo, um fabuloso relato sobre a Atlantic Island (Ilha Atlântica), que ele ouviu dos homens de ciência, em Saís, relato particularmente relacionado com os atenienses."

Platão tencionava produzir uma grandiosa narrativa sobre a "Ilha Atlântica", uma fábula maravilhosa digna do relato de Sólon, uma história como nenhuma outra antes escrita; um deleite para escritor e um prazer ainda maior para o leitor. Mas a vida de Platão terminou antes que ele completasse o trabalho.

Não há dúvida que Sólon esteve no Egito. Sua ausência em Atenas por mais de dez anos é claramente atestada em Plutarco. Há muitas razões para crer que, de fato, Sólon aprendeu muito com os sacerdotes egípcios. Era um homem com uma extraordinária força e pensamento penetrante, como atestam suas leis e seus "ditos". É bem possível que tenha começado em verso a história e a descrição de Atlantis, trabalho que deixou incompleto.

O manuscrito de Sólon, muito possivelmente caiu nas mãos de Platão, seu sucessor e descendente, ele mesmo, Platão, sendo um estudioso, um pensador e um historiador, uma das mentes mais poderosas do mundo antigo. Um sacerdote egípcio teria dito a Sólon: "Vocês [gregos] não tem antiguidade de história [em termos de história] e nem têm a história da antiguidade; e Sólon compreendeu a vasta importância do registro daquele passado histórico, não apenas milhares de anos antes do tempo da civilização grega mas muitos milhares de anos antes do surgimento do Reino do Egito; e ficou [Sólon] muito ansioso para preservar para o seu mundo meio-civilizado ainda, aquela inestimável sabedoria do passado.

Atlântida seria uma ilha de extrema riqueza vegetal e mineral. Não só era a ilha magnificamente prolífica em depósitos de ouro, prata, cobre, ferro, etc., como ainda de oricalco, um metal que brilhava como fogo.

Os reis de Atlântida construíram inúmeras pontes, canais e passagens fortificadas entre os seus cinturões de terra, cada um protegido com muros revestidos de bronze no exterior e estanho pelo interior. Entre estes brilhavam edifícios construídos de pedras brancas, pretas e vermelhas.

Tanto a riqueza e a prosperidade do comércio, como a inexpugnável defesa das suas muralhas, se tornariam imagens de marca da ilha.

Pouco mais se sabe de Atlântida. Segundo Platão, esta foi destruída por um desastre natural (possivelmente um terremoto ou maremoto) cerca de 9000 anos antes da sua era. Crê-se ainda que os atlantes teriam sido vítimas das suas ambições de conquistar o mundo, acabando por ser dizimados pelos atenienses.
Outra tradição completamente diferente chega-nos por Diodoro da Sicília, em que os atlantes seriam vizinhos dos líbios e que teriam sido atacados e destruídos pelas amazonas.
Segundo outra lenda, o povo que habitava a Atlântida era muito mais evoluído que os outros povos da época e, ao prever a destruição iminente, teria emigrado para a África, sendo os antigos egípcios descendentes dos atlantes.

Na cultura pop do séc. XX, muitas histórias em quadrinhos, filmes e desenhos animados retratam Atlântida como uma cidade submersa, povoada por sereias ou outros tipos de humanos subaquáticos.
Teorias e hipóteses sobre sua existência
O tema Atlântida tem dado origem a diferentes interpretações, das cépticas às mais fantasiosas. Segundo alguns autores mais céticos, tratar-se-ia de uma metáfora referente a uma catástrofe global (identificada, ou não, com o Dilúvio), que teria sido assimilada pelas tradições orais de diversos povos e configurada segundo suas particularidades culturais próprias. Consideram também que a narrativa se insere numa dada mitologia que pretendia explicar as transformações geográficas e geológicas devidas às transgressões marinhas.

Teoria do antigo continente
Há ainda a versão, como a defendida pelo cientista brasileiro Arysio Nunes dos Santos, segundo a qual Atlântida seria nada mais do que o nome grego para uma civilização ancestral, que teria sido descrita com diferentes nomes nas mais diversas culturas. Para Arysio, a Atlântida supostamente real ficaria próxima à Indonésia e diversos povos do mundo, como os gregos, hindus e tupis, seriam descendentes dos atlantes. Ainda, segundo essa teoria, diversas descobertas científicas como a criação de determinadas culturas agrícolas e do cavalo, seriam tributárias dos atlantes; e a causa da submersão da cidade/continente e do dilúvio teriam sido devidas a uma bomba atômica.

Teoria de Tântalis
Alguns pesquisadores acreditam que a Atlântida, nome derivado do deus Atlas, é uma releitura grega da antiga cidade, também perdida, de Tântalis, nome derivado do deus Tântalo. A lenda de Tântalo seria essencialmente a mesma de Tântlis, sendo tântalo uma releitura lídia de Atlas. A Atlântida então, segundo essa versão, nada mais seria que a versão grega da antiga capital da Lídia, Tântalis, conhecida também como Sipylus, que se localizava nas terras de Arzawa, situada na costa ocidental da Anatólia. Segundo escritos antigos e autores clássicos, a cidade antiga de Tântalis sucumbiu, devido a um grande terremoto que despedaçou o monte Sipylus, afundando, após isso, nas águas que brotaram de Yarikkaya, uma ravina profunda, transformando-se no lago Saloe. Durante o século XX, o lago Saloe, último vestígio de Tântalis, foi esvaziado sem cerimônia para abrir mais espaço para a agricultura.

Teoria da Antártida
Na década de 1960, o professor Charles Hapgood, tentando entender como ocorreram as eras glaciais, propôs a teoria de que o gelo que se acumula nas calotas polares provocaria um peso suficiente para que o polo terrestre se deslocasse sobre a superfície da Terra, carregando outro continente para o polo e causando uma era glacial nesse lugar. Segundo essa teoria, uma parte dos Estados Unidos já teria se tornado o pólo norte e a Antártida já teria se localizado mais acima no Oceano Atlântico, entre a Argentina e a África. Se valendo dessa teoria, o polêmico jornalista britânico Graham Hancock propôs que o continente perdido de Atlântida seria, nada mais, do que a Antártida antes do último período glacial, quando estaria mais alta no Oceâno Atlântico, e as cidades Atlântidas, por sua vez, estariam em baixo de grossa camada de gelo, tornando impossível sua investigação arqueológica.

Essa teoria seria ainda confirmada por uma mapa, o mapa dos antigos reis dos mares, feito por Piri Reis no século XVI, baseado em mapas antigos, que mostra um estranho formato para a América do Sul, que seria não a América do Sul, mas sim a Antártida na sua localização não polar. Essa teoria é aceita por alguns, porém não pelos estudiosos atuais que afirmam que o peso dos pólos não seria suficientemente grande para fazer mover os continentes na superfície da Terra, e, ainda, descobriram que o mapa de Piri Reis é realmente o mapa da América do Sul, porém, tendo como referência a cidade do Cairo, o que deu um formato diferente ao continente. Ainda, fotos de satélite tiradas a partir da cidade do Cairo, comprovaram que o formato da América do Sul, vista do Cairo, é como o mostrado no mapa. Outro problema encontrado com esse mapa é que sem o gelo a Antártida teria um formato diferente do que o mostrado, já que o nível da água subiria e deixaria aquele continente com várias ilhas.

Teoria extra-terrestre
Uma das mais polêmicas teorias sobre a Atlântida foi proposta recentemente pelo pesquisador Prof. Ezra Floid. Partindo do desenho de cidade circular descrito por Platão, Floid propõe que Atlântida se tratava de uma gigantesca nave espacial, um disco-voador movido à hidrogênio, hidromagnetismo, com uma usina central de Hidro-Forças, chamada de Templo de Poseidon: um imenso OVNI descrito por muitas culturas como "A Ilha Voadora" (citada em Viagens de Gulliver), relacionada com a Jerusalém Celestial descrita na Bíblia, à Purana Hindu que desce do Céu, o Disco Solar dos Astecas, Maias, Incas e Egípcios.

Sendo Atlântida uma missão colonizadora, ela teria estado em muitos pontos da Terra, pois se locomovia e se instalava em regiões; este teria sido o motivo pelo qual sua presença ora é imaginada no Mediterrâneo, ora na Indonésia, ora no Atlântico, nos Pólos e nos Andes: Atlântida seria a mesma nave descrita na epopéia dos Sumérios. Segundo esta teoria inovadora do professor Ezra Floid, Atlântida não teria submergido catastroficamente, mas intencionalmente, como parte do projeto colonizador que seu povo realizava no planeta. Após permanecer algum tempo no fundo do mar como cidade submarina, o disco-voador atlante teria usado também a hidroenergia de emersão para lançar-se diretamente no espaço sideral, provocando com sua massa e seu arranque poderoso uma enorme onda circular de tsunami no oceano onde estaria oculta. Os sobreviventes deste tsunami, após a tragédia, teriam julgado que Atlântida havia afundado. No entanto, os atlantes apenas teriam voltado para seu sistema natal.

Hipóteses sobre a localização geográfica
Há diversas correntes de teóricos sobre onde se situaria Atlântida, e sobre quem teriam sido seus habitantes. A lenda que postula Atlântida, Lemúria e Mu como continentes perdidos, ocupados por diferentes raças humanas, ainda encontra bastante aceitação popular, sobretudo no meio esotérico (não confundir com os antigos continentes que, de acordo com a teoria da tectónica de placas existiram durante a história da Terra, como a Pangéia e o Sahul).

Alguns teóricos sugerem que Atlântida seria uma ilha sobre a Dorsal Oceânica que - no caso de não ser hoje parte dos Açores, Madeira, Canárias ou Cabo Verde - teria sido destruída por movimentos bruscos da crosta terrestre naquele local. Essa teoria baseia-se em supostas coincidências, como a construção de templos em forma de pirâmide na América, semelhantes às pirâmides do Egito, fato que poderia ser explicado com a existência de um povo no meio do oceano que separa estas civilizações, suficientemente avançado tecnologicamente para navegar à África e à América para dividir seus conhecimentos. Esta posição geográfica explicaria a ausência concreta de vestígios arqueológicos sobre este povo.

Alguns estudiosos dos escritos de Platão acreditam que o continente de Atlântida seria na realidade a própria América, e seu povo culturalmente avançado e coberto de riquezas seria o povo Chavín, da Cordilheira dos Andes, ou os olmecas da América Central, cujo uso de ouro e pedras preciosas é confirmado pelos registros arqueológicos. Terremotos comuns nestas regiões poderiam ter dado fim a estas culturas, ou pelo menos poderiam tê-las abalado de forma violenta por um período de tempo. Através de diversos estudos, alguns estudiosos chegaram a conclusão que Tiwanaku, localizada no altiplano boliviano, seria a antiga Atlântida. Essa civilização teria existido de 17.000 a.C. a 12.000 a.C., em uma época que a região era navegável. Foram encontrados portos de embarcações em Tiwanaku, faltando escavar 97,5% do local.

Para alguns arqueólogos e historiadores, Atlântida poderia ser uma mitificação da cultura minóica, que floresceu na ilha de Creta até o final do século XVI a.C. Os ancestrais dos gregos, os micênicos, tiveram contato com essa civilização culturalmente e tecnologicamente muito avançada no início de seu desenvolvimento na Península Balcânica. Com os minóicos, os micênicos aprenderam arquitetura, navegação e o cultivo de oliveiras, elementos vitais da cultura helênica posterior. No entanto, dois fortes terremotos e maremotos no Mar Egeu solaparam as cidades e os portos minóicos, e a civilização de Creta rapidamente desapareceu. É possível que as histórias sobre este povo tenham ganhado proporções míticas ao longo dos séculos, culminando com o conto de Platão.

Uma formulação moderna da história da Atlântida e dos atlantes foi feita por Helena Petrovna Blavatsky, fundadora da Teosofia. Em seu principal livro, A Doutrina Secreta, ela descreve em detalhes a raça atlante, seu continente e sua cultura, ciência e religião. Existem alguns cientistas que remetem a localização da Atlântida a um local sob a superfície da Antártica.

A localização mais recente foi sugerida pela imagem obtida com o Google Earth por um engenheiro aeronáutico e publicada no tablóide The Sun, mostrando contornos que poderão indicar a construção de edifícios numa vasta extensão com dimensões comparáveis ao País de Gales e situado no Oceano Atlântico, numa área conhecida como o abismo plano da Ilha da Madeira.

Fonte: pt.wikipedia.org