sábado, 31 de agosto de 2013

ARMAS ANTIGAS: PILUM

Pilum (em plural: pila) era um dardo pesado utilizado pelo exército romano na antiguidade. A diferença dos dardos mais ligeiros e lanças mais pesadas, o pilum era uma lança Llancívola, desenhada para ser lançada dantes do corpo a corpo. Outros povos da antiguidade também utilizaram armas deste tipo como os celtas (gaestum) ou os ibers (falarica)

Características

Em geral, o pilum foi passando por várias modificações ao longo da história mesmo assim mantiveram dois modelos, o pilum pesado e o ligeiro.

O pilum media uns dois metros de longo, estava constituído por um cabo de ferro de uns 7mm de diametro e 60 cm de comprimento e ao extremo tinha uma ponta em forma pirâmide, o pilum costumava a pesar entre dois e cinco quilos; nas diferentes versões produzidas durante o Império foi um pouco mais ligeiro. À vez chegou a sugerir que em algumas versões do pilum este incorporava uma bola de plom para lhe aumentar o poder de penetracão mas não se encontraram amostras arqueológicas. Os estudos sobre esta arma demonstraram que as pila tinham um rang aproximado de 30 metros (98 pés), ainda que o alcance efectivo era de uns 15–20 m (49-66 pés).

Utilização

Os legionarios da República tardia e do início do Império romano costumavam levar duas pila, sendo uma mais pesada que a outra. A táctica regular para utilizar o pilum era lançamentos em massa quando o inimigo estava situado a uns 30 metros por todo seguido carregar com a gladius (a espada romana), o pilum também poderia ser utilizado no combate corpo a corpo como uma lança ou bem como uma barreira contra os ataques de cavalaria. A pila também era utilizada nas pequenas guardas para proteger o portador e o poder utilizar como arma de corpo a corpo, apesar que não ser mais comum.

CIDADES HISTÓRICAS+MISTÉRIOS: MOHENJO DARO

Mohenjo-daro, um dos grandes centros populacionais da civilização do Vale do Indo e um dos primeiros grandes povoados do planeta, foi construído há cerca de 4.500 anos atrás, e abandonado misteriosamente.
A cidade foi abandonada por volta do século XIX aC, e só foi então descoberta em 1922. Não se sabe o motivo do repentino do desaparecimento da civilização. Não há tumbas em Mohenjo-daro, e os esqueletos estão jogados na Colina dos Mortos, um local extremamente radiativo.
A maioria desses esqueletos, incluindo de crianças, homens, mulheres e até animais, como elefantes, cães e cabras, apresentam traços de carbonização e calcinação, sendo provavelmente vítimas de uma morte violenta e rápida, sem que houvesse tempo para uma fuga. Além do mais, nenhum ferida produzida por armas foi descoberta nesses esqueletos, o que aumenta ainda mais o mistério.
Como legado da civilização que povou Mohenjo-daro, temos uma escrita de tipo pictográfico, sem nenhum grande significado até agora.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

DIVINDADES: MORRIGAN, MITOLOGIA CELTA


Morrigan é a deusa celta da batalha, conflito e fertilidade. Seu nome pode ser traduzido tanto como “A Grande Rainha” ou “A Rainha Fantasma”, títulos ambos apropriados para ela. Ela aparece tanto quanto uma deusa única quanto como um trio de deusas. As outras deusas que formam o trio são Badb (Corvo) e/ou Macha (também uma palavra para corvo) ou Nemain (Fúria). A deusa é frequentemente representada como esta ave que lhe dá nome e é uma dos Tuatha Dé Danann (A tribo dos deuses Danu) que ajudou a derrotar os gigantes Firbolg e os Fomorian, nas duas guerras de Mag Tuireadh.

Morrigan, assim como todas as deidades celtas, está associada às forças da Natureza, ao poder sagrado da terra, o Grande Útero de onde toda a vida nasce e depois deve morrer para que a fecundidade e a criação da terra possam renovar-se.

Características

Morrigan é alta, possui cabelos longos até a cintura, que serviam como uma espécie de "capa" sobre os ombros, olhos penetrantes tão negros quanto a noite, pele branca quase translúcida e corpo de músculos bem delineados que não deixavam de revelar os seus encantos femininos sem par e fazer qualquer um pensar nos prazeres carnais que ela poderia oferecer.

Por trás da sua bela aparência há uma guerreira implacável, caçadora das mais hábeis, mestra no manuseio de qualquer arma e invencível no combate por sua força descomunal e invulnerabilidade.

Morrigan é também a Deusa da Morte, do Amor e da Guerra, que pode assumir a forma de um corvo. Nas lendas irlandesas, Morrigan é a deidade invocada antes das batalhas, como a Deusa do Destino humano. Dizia-se que quando os soldados celtas a escutavam ou a viam sobrevoando o campo de batalha sabiam que havia chegado o momento de transcender. Então, davam o melhor de si, realizando todo o tipo de ato heroico, pois depreciavam a própria morte. Para os celtas, a morte não era um fim, mas um recomeço em outro Mundo, o início de um novo ciclo.

Aliás, em qualquer batalha, seja entre deuses ou mortais, lá estava ela liderando tropas com um grito de guerra tão alto quanto o de dez mil homens e plenamente armada até os dentes onde se destacava em sua indumentária de combate as duas lanças da mais pura prata que carregava nas mãos (quando lançadas capazes de partir ao meio o avanço de um exército inimigo e destroçar em pedaços quem estivesse mais próximo).

Compreender a morte no ponto de vista celta nos faz recusar o fato de muitos autores associarem Morrigan ao aspecto Ancião. A morte é um inicio de um novo ciclo, a entrada num novo mundo, e não somente o fim. Os Celtas não tinham esta nossa moderna visão negativa da morte. Portanto antes de Anciã, Morrigan Donzela é.

Morrigan também tinha poderes mágicos como o de cegar os inimigos jogando sobre o campo de batalha uma névoa penetrante bem como também dotada do dom de mudar sua forma humana para de um corvo carniceiro, lobo ou mesmo de uma anciã de aparência bem inocente. Conhecendo bem tanto o poder curativo das ervas e raízes quanto à maneira de usa-las como um veneno mortal.

Morrigan e Cúchulain

Morrigan, a Grande Rainha, sempre vitoriosa no combate, acabou pelo amor não correspondido de Cúchulainn (uma espécie de semideus e herói celta ao estilo do Hércules dos gregos) sendo atingida de uma forma mais dolorosa do que em qualquer ferimento obtido em batalha. Assim, ironicamente, o Amor foi à arma que finalmente derrotou a invencível Morrigan.

Conta-se que Morrigan foi atraída pelas façanhas do herói celta Cúchulain. Certa vez, Cúchulain foi acordado por um forte grito vindo do Norte (que na lenda celta, é o Reino da Justiça e Morte). Ordenou, então, ao seu cocheiro que ele preparasse a carruagem para que fossem atrás da origem do estranho grito.

Durante a viagem pelo Norte, encontraram uma mulher vinda em direção a eles: ela usava um longo vestido e manto vermelho, tinha cabelos ruivos e carregava uma lança longa e cinza. Saudando-a, Cúchulainn perguntou quem era ela. A mulher respondeu-lhe que era filha de um rei chamado Buan (o Eterno), e que tinha caído de amor por ele depois de ouvir sobre seus feitos.

Cúchulainn não reconheceu que a mulher era uma encarnação da deusa Morrigan, e bruscamente respondeu-lhe que tinha coisas melhores a fazer, do que preocupar-se com o amor de uma mulher. Morrigan disse-lhe que ela havia ajudado em seus combates, e que iria continuar a ajudá-lo em troca de seu amor. Arrogantemente, Cúchulainn recusou, dizendo que não precisava da ajuda de nenhuma mulher em uma batalha.

Morrigan enfureceu: "Se você não quer o meu amor e ajuda então você terá meu ódio e inimizade. Quando você estiver em combate com um inimigo tão bom como a ti mesmo, irei contra você em várias formas e impedi-lo-ei, até que seu oponente tenha a vantagem.”.

O herói desembainhou a espada para atacar a mulher, mas assim que iria ameaçá-la, viu um corvo sentado no galho de uma árvore. O corvo era o pássaro totem da deusa e Cúchulainn finalmente percebeu que ele havia rejeitado a ajuda da Morrigan, a temível.

No dia seguinte, Cúchulainn desafiou um grande guerreiro chamado Loch. Este zombou de Cúchulainn e se recusou a lutar. Mas, o herói o provocou e o combate iniciou-se e a deusa iria interferir. Morrigan veio contra ele três vezes. A primeira foi na forma de uma novilha vermelha que tentou bater-lhe; a segunda foi na forma de uma enguia, que se envolveu em suas pernas enquanto ele estava na água, e; pela terceira vez, ela veio de encontro a ele como um lobo cinzento que agarrou o braço da espada.

Apesar das vantagens ganhas pelo seu adversário, Cúchulainn conseguiu acertar a deusa: quebrou a perna da novilha, pisoteou a enguia e espetou um olho do lobo. Apesar das desvantagens em relação à Loch, Cúchulainn conseguiu, finalmente, matá-lo como sua lança mágica.

Depois que o confronto terminou, Morrigan apareceu-lhe novamente, mas desta vez, sob a forma de uma velha que ordenhava uma vaca de três tetas. Cúchulainn pediu-lhe um copo de leite, então, ela deu-lhe a bebida da primeira teta, mas não foi o suficiente para saciar sua sede; deu-lhe então mais leite, só que da segunda teta, e o efeito ainda fora o mesmo; finalmente, a partir da terceira teta da vaca, a bebida pôde saciar a sede do herói. Grato, ele perguntou como poderia recompensá-la, e ela pediu para que a curasse dos ferimentos que ele a tinha causado enquanto estava sob os disfarces - apenas Cúchulainn podia curar as feridas, e gentilmente o fez.

Morrigan apareceu para ele mais outras vezes, e por último em sua morte na Batalha de Muirthemn, como um corvo que pousou em seu ombro.

Quando Lugo (Lugh) pergunta para Morrigan qual seria a sua contribuição para derrotar os exércitos dos Fomore (dentro da segunda grande batalha de Mag-Tured) ela responde: "Não te preocupes: tudo o que eu quiser alcançarei, graças ao poder dos meus feitiços. A minha arte aterrorizará de tal modo os Fomore que a planta dos seus pés ficará branca, e os seus maiores campeões terão uns a seguir aos outros devido à retenção da urina. Quanto aos outros guerreiros, fá-los-ei ter tanta sede que ficarão enfraquecidos, e farei com que todas as fontes fujam deles de modo a não poderem matar a sede. E enfeitiçarei as árvores, as pedras e as elevações de terra de tal modo que, confundindo-as com contingentes de homens armados, os inimigos nelas se perderão cheios de terror e de pânico".

fontes:
http://cultura.culturamix.com

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: NAPOLEÃO BONAPARTE


Um dos mais famosos generais dos tempos contemporâneos e um extraordinário estadista nascido em Ajácio, na Córsega, ilha do Mediterrâneo sob administração da França, desde o ano do seu nascimento, que deixou marcas duradouras nas instituições da França e de grande parte da Europa ocidental.

Filho de família pobre, mas dona de um título de nobreza da República de Gênova, estudou na academia militar de Brienne e na de Paris, saindo como oficial de artilharia (1785). Aderiu à Revolução francesa (1789), uniu-se aos jacobinos, serviu como tenente da recém-criada guarda nacional e transformou-se num dos principais estrategistas do novo sistema de guerra de massa. Fez uma carreira meteórica e se destacou pela originalidade nas campanhas militares. Capitão de artilharia na retomada de Toulon aos ingleses e foi promovido general-de-brigada (1793), o mais jovem general do Exército francês.

Após a queda de Robespierre foi detido sob acusação de ser jacobino, mas depois foi encarregado de dirigir a repressão ao levante monarquista de Paris (1795). Casou-se com Josefina (1796), viúva do general guilhotinado (1794) Beauharnais, e tornou-se o comandante-em-chefe do Exército nas campanhas da Itália, contra os austríacos (1795-1797), e do Egito, contra os ingleses (1796-1799). Quando da ocupação do Egito (1798) a expedição científica que o acompanhou incluía o astrônomo Laplace, o químico Bertholet, o físico Monge e o arqueólogo Denon. Em pesquisas arqueológicas foi descoberta a pedra de Rosetta, fragmento de estela, espécie de monolito de basalto negro, que apresenta um decreto de Ptolomeu V, em caracteres hieroglíficos, demóticos e gregos (196 a. C.), que Champollion usaria para decifrar os hieróglifos egípcios (1822) e está exposta no British Museum, em Londres.

Liderou um golpe de Estado (1799), instalou o Consulado e fez-se eleger cônsul-geral, apoiado em um plebiscito popular. Promulgou uma Constituição de aparência democrática. Organizou o governo, a administração, a polícia, a magistratura e as finanças. Tomou medidas despóticas e antiliberais, como o restabelecimento da escravidão nas colônias, e outras de grande importância econômica, como a criação do Banco de França (1800). Concluiu com o papa Pio VII a concordata (1801), que restabelecia a igreja na França, embora submetida ao estado.

Criou a Legião de Honra e o novo código civil, depois chamado Code Napoléon, elaborado por uma comissão de juristas com participação ativa do primeiro-cônsul. Essa medida de grande alcance tornou-se o maior feito jurídico dos tempos modernos, consubstanciou os princípios defendidos pela revolução francesa e influenciou profundamente a legislação de todos os países no século XIX.

O restabelecimento da ordem e da paz, bem como atentados frustrados de monarquistas, fizeram crescer a sua popularidade, que habilmente a utilizou para se fazer proclamar cônsul vitalício por plebiscito (1802). Coroou-se rei da Itália (1805) divorciou-se da imperatriz Josefina (1809) e casou-se com Maria Luísa, filha do imperador austríaco. Em guerra permanente contra as potências vizinhas enfrentou a coalizão de todas as potências européias e foi derrotado em Leipzig (1813).

Depois de uma desastrada campanha na Rússia, foi derrotado pelos exércitos aliados adversários dos franceses e obrigado a abdicar (1814). Exilou-se na ilha de Elba, na costa oeste da Itália.

No ano seguinte organizou um exército e tentou restaurar a monarquia, mas foi derrotado na Batalha de Waterloo, na Bélgica (1815). esse período ficou conhecido como o Governo dos Cem Dias. Preso pelos ingleses, foi deportado para a ilha de Santa Helena, no meio do Atlântico, onde morreu em 5 de maio.

 Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: CÓDIGO DE HAMURABI


Introdução
O Código de Hamurabi é um conjunto de leis criadas na Mesopotâmia, por volta do século XVIII a.C, pelo rei Hamurabi da primeira dinastia babilônica. O código é baseado na lei de talião, “olho por olho, dente por dente”. 
Leis e objetivos do código 

As 281 leis foram talhadas numa rocha de diorito de cor escura. Escrita em caracteres cuneiformes, as leis dispõem sobre regras e punições para eventos da vida cotidiana. Tinha como objetivo principal unificar o reino através de um código de leis comuns. Para isso, Hamurabi mandou espalhar cópias deste código em várias regiões do reino.

As leis apresentam punições para o não cumprimento das regras estabelecidas em várias áreas como, por exemplo, relações familiares, comércio, construção civil, agricultura, pecuária, etc. As punições ocorriam de acordo com a posição que a pessoa criminosa ocupava na hierarquia social.

O código é baseado na antiga Lei de talião, “olho por olho, dente por dente”. Logo, para cada ato fora da lei haveria uma punição, que acreditavam ser proporcional ao crime cometido. A pena de morte é a punição mais comum nas leis do código. Não havia a possibilidade de desculpas ou de desconhecimento das leis.

Algumas leis do Código de Hamurabi:

- Se alguém enganar a outrem, difamando esta pessoa, e este outrem não puder provar, então aquele que enganou deverá ser condenado à morte.
- Se uma pessoa roubar a propriedade de um templo ou corte, ele será condenado à morte e também aquele que receber o produto do roubo deverá ser igualmente condenado à morte.
- Se uma pessoa roubar o filho menor de outra, o ladrão deverá ser condenado à morte.
- Se uma pessoa arrombar uma casa, deverá ser condenado à morte na parte da frente do local do arrombamento e ser enterrado.
- Se uma pessoa deixar entrar água, e esta alagar as plantações do vizinho, ele deverá pagar 10 gur de cereais por cada 10 gan de terra.
- Se um homem tomar uma mulher como esposa, mas não tiver relações com ela, esta mulher não será considerada esposa deste homem.
- Se um homem adotar uma criança e der seu nome a ela como filho, criando-o, este filho quando crescer não poderá ser reclamado por outra pessoa.


Curiosidade:

- O monólito com o código de Hamurabi foi encontrado no ano de 1901, pela expedição de Jacques de Morgan, na região do atual Irã.
 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

MISTÉRIOS: ILHA DE PÁSCOA

MISTÉRIOS: ILHA DE PÁSCOA

Os Moais são as estatuas gigantes esculpidas na rocha solida, tais rochas são granito, e estratos vulcânicos. As teorias dos Materialistas/Ateus para tais construções são completamente desprovidas de provas, os fatos falam por si, essas estatuas são muito grandes, muito bem trabalhadas, e pesam muitas toneladas, tal obra é impossível de ser executada por um povo primitivo usando de equipamentos antigos. Nem hoje em dia seria fácil para nós fazermos isso, mesmo com toda a tecnologia disponível, mas no passado, a muito tempo atrás, os antigos foram capazes de fazê-lo... como? Das duas uma, ou os locais possuíam poderes psíquicos devastadores, ou receberam ajuda de extraterrestres. Fica o enigma...

A Ilha da Páscoa ou Rapa Nui, é sem dúvida um dos lugares mais misteriosos que existem no planeta, uma pessoa me mandou um e-mail, o que me deixou muito surpreso, pois não bastava as cabeças enormes de Granito solido já serem uma obra fantástica, descomunal, impossível de se explicar por meios puramente comuns, e agora, ainda por cima, se descobre que tais cabeças tem corpos... Localizada no Oceano Pacífico, essa ilha vulcânica foi descoberta pelo navegador holandês Jakob Roggeveen, no domingo de Páscoa no ano de 1722, e mais tarde tornou-se posse do Chile, em 1888. Muitos mistérios cercam a Ilha de Páscoa que é famosa por suas incríveis estátuas chamadas Moais e que estão ao redor de toda a ilha. A descoberta, não tão nova, mas que aumenta o mistério sobre quem as esculpiu, quem vivia na ilha, como elas foram parar lá é o fato de que as estátuas da Ilha de Páscoa têm corpos! Isso mesmo, as cabeças gigantes são estatuas completas cuja maior parte está enterrada e correspondem a corpos e mãos, e são cheias de hieróglifos. Um grupo de pesquisa privado tem escavado recentemente as estátuas da Ilha da Páscoa e está estudando as escrituras nos corpos das mesmas. A dúvida agora é por que estes gigantes de pedra tiveram seus corpos enterrados? As estatuas sempre foram assim ou com o tempo ficaram desta maneira?

Fonte: http://brodeschi.wordpress.com/2012/01/30/as-estatuas-de-rapa-nui-tem-corpo/

ARMAS ANTIGAS: ARCO MONGOL

O arco mongol é o modelo que faz referência ao típico arco curvado asiático, fabricado como um arco inteiriço, com o corno de um íbex (de acordo com a tradição), de búfalo de água, tendões, e bambu. A principal diferença técnica para distinguir um Arco Mongol de um Arco Húngaro é a presença de uma corda sujeita a um acessório de corno ou madeira, que mantinha a corda um pouco mais distante dos braços do arco. Este acessório, como se diz, ajudava o arqueiro com uma vantagem mecânica ao final da contração, o dava um estalo, suplementava-o porque acelerava a corda depois de sua liberação.
A tradição mongol da arqueria é testemunhada por uma inscrição em pedra que foi encontrada a cerca de Nerchinsk, na Sibéria: "enquanto Gengis Khan mantinha uma reunião com dignitários mongóis, dispunha de suas conquista em Sartaul. Esungge (sobrinho de Khan) disparou a uma distancia de 536 metros".

CIDADES HISTÓRICAS: NEMRUT DAG

Nemrut Dağ

O Monte Nemrut (em turco: Nemrut Dağ, localizado no Sudeste da Anatólia, a 100 km da cidade de Adıyaman, Turquia, é o primeiro relevo a destacar-se no norte da Mesopotâmia, e atinge uma altitude de 2 150 metros acima do nível do mar. Está classificado pela UNESCO como como Património Mundial desde 1987.

No topo do Monte Nemrut encontram-se as ruínas do túmulo e hierotheseion (palavra derivada do Grego e que se refere à area do enterramento sagrado de uma família real, e cuja utilização só é conhecida em Comagena) do rei Antíoco I (ou Antiochus Theos), um dos reis do pequeno Estado Helenístico de Comagena. Numa inscrição de culto, o Rei Antíoco declara que construiu o monumento para os anos e gerações que se lhe seguissem "como uma dívida de agradecimento aos deuses e aos seus antepassados deificados pela sua manifesta assistência”.

Para a construção deste monumento funerário, construído com grandes lajes de pedra e de configuração piramidal, o cume original do monte Nemrut foi removido. As plataformas Este e Oeste do monte, que correspondem à base do túmulo, são templos a céu aberto com imensas estátuas de leões, águias e estátuas gigantescas de deuses e do rei Antíoco, a maior parte extraordinariamente bem preservadas. Estão dispostas da mesma forma em ambas as plataformas e correspondem às estátuas dos deuses Apolo, Zeus, do meio-deus Hércules, da deusa Comagena da fertilidade Tique e do rei Antíoco de Comagena.

Descrição das Ruínas

O túmulo no cume do Monte Nemrut mede 50 metros de altura e estende-se por uma área com 150 metros de diâmetro. É limitado a este, oeste e norte por terraços escavados na rocha. O terraço este constitui o centro do recinto sagrado e possui o mais importante grupo de trabalhos de escultura e arquitectura. É limitado a oeste por estátuas colossais, a este por um altar em forma de pirâmide com degraus, e a norte e sul por ortóstatos (lajes de pedra cravadas verticalmente) dispostos numa base estreita e comprida.

Os ortóstatos voltados para o terraço localizado a norte, apresentam relevos que descrevem os antepassados persas de Antíoco, enquanto que a sul possuem relevos que representam os seus antepassados macedónios. No topo da lista de antepassados deificados, figuram dois nomes eminentes: Dario I, o fundador da dinastia Aqueménida pelo lado do seu pai, e Alexandre, o Grande por parte da sua mãe. Em frente de cada relevo existiu um altar de sacrifícios. As bem-preservadas e gigantescas estátuas que estão voltadas para o terraço este foram construídas com blocos de calcário e medem 8 a 10 metros de altura. Inscrições identificam as estátuas (cujos nomes são fornecidos em persa e grego, tendo em conta a união sincrética das religiões grega e persa) no terraço oeste, da esquerda para a direita na seguinte ordem: Antíoco, Zeus-Oromasdes (o deus greco-persa do céu e supremo Deus, e também a estátua de tamanho maior), Apolo-Mitras, e Hércules-Artagnes. As expressões faciais destas estátuas são exemplos impressionantes do estilo Helenístico Tardio.

Os deuses estão representados com chapéus persas e os pescoços de Antíoco e dos outros deuses estão protegidos por babados ao estilo persa.

A cabeça da deusa Comagena da fertilidade está decorada com uma coroa de frutos. As partes dos pedestais que estão voltadas para o terraço e para o túmulo, apresentam inscrições das leis e preceitos do país assim como a data de nascimento do rei, e detalhes de procedimentos de culto, tudo escrito em Grego. As estátuas colossais do terraço Oeste estão dispostas da mesma maneira das estátuas localizadas no terraço Este. As cabeças também estão tombadas no chão mas estão melhor preservadas. As estátuas foram recolocadas nos seus locais originais no decurso dos trabalhos levados a cabo em 1985 sob a direcção de F. K. Dorner. As lajes com os relevos dos antepassados persas do rei localizam-se no extremo sul do terraço oeste, enquanto que as lajes com os relevos relativos aos antepassados macedónios estão em frente às estátuas monumentais.

No terraço oeste, os relevos que representam Antíoco a apertar as mãos a diferentes divindades estão muito bem preservadas. Das lajes que descreviam as mesmas cenas no terraço este, restam apenas escassos fragmentos. As cenas de aperto de mão que podem ser vistas no terraço Oeste representam Antíoco e a deusa Comagena, Antíoco e Apolo-Mitras, Antíoco e Zeus-Oromasdes, Antíoco e Hércules-Artagnes.

O relevo do leão no pátio oeste é de particular interesse. A laje de pedra mede 1,75 metros de altura e tem 2,40 metros de comprimento e mostra um poderoso leão a caminhar para a direita. O seu corpo está decorado com 19 estrelas e tem um crescente no peito. Das três estrelas maiores que estão representadas nas costas do leão emergem 16 raios, enquanto que as estrelas mais pequenas têm só oito raios cada uma. As três estrelas maiores estão identificadas como sendo Júpiter, Mercúrio e Marte. Trata-se da representação do mais antigo horóscopo do mundo. Inicialmente pensava-se que este horóscopo representaria a data de nascimento de Antíoco, mas o Professor Otto Neugebauer identifica a representação como sendo 7 de Julho do ano de 62 ou 61 a.C.. Assim sendo, corresponderá à data em que Antíoco I foi colocado no trono pelo general Romano Pompeio. Por outro lado, de acordo com o professor Dorner, o evento representado corresponderá à data da construção deste monumento funerário no Monte Nemrut.

O terraço Norte tem a forma de um caminho processional que liga os terraços por este e oeste. As estátuas colossais de uma águia em ambos os lados guardam a entrada no centro exacto da parede que forma o terraço norte.

De acordo com as inscrições na parte traseira dos tronos onde as divindades estão sentadas, o rei Antíoco I de Comagena ordenou ser enterrado no seu hierothseion.

As escavações que têm sido desenvolvidas no local, revelaram que o túmulo foi erguido no topo da colina rochosa. Assim sendo, os ossos ou cinzas do rei foram colocados numa câmara escavada na rocha, que terá sido depois coberta com o túmulo. Apesar dos trabalhos que têm vindo a ser desenvolvidos, ainda não foi descoberta a câmara de enterramento.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

RESSUSCITOU!

Pessoal, gostaria de informar que retomarei as atividades nesse blog. Eu sei que ficou esquecido por um ano, mas andei muito ocupado com outros projetos literários. Foi bom saber que mesmo inativa, a Bibliotheca ainda ajudava quem precisasse. Mesmo com tantas outras coisas pra se fazer, no fundo eu sabia que como a fênix, a Bibliotheca ressurgiria. Eu nunca pensei em excluir este blog, pois sabia que esse dia chegaria.