quarta-feira, 25 de abril de 2012

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: MARCO POLO

Marco Polo (Veneza, 15 de setembro de 1254 – Veneza, 29 de janeiro de 1324) foi um mercador, embaixador e explorador. Nasceu na República de Veneza no fim da Idade Média. Juntamente com o seu pai, Nicolau Polo (Niccolò), e o seu tio, Matteo, foi um dos primeiros ocidentais a percorrer a Rota da Seda. Partiram no início de 1272 do porto de Laiassus (Layes) na Armênia. O relato detalhado das suas viagens pelo oriente, incluindo a China, foi durante muito tempo uma das poucas fontes de informação sobre a Ásia no Ocidente.

A data e o local de nascimento exatos de Marco Polo são desconhecidos, e as teorias atuais são na sua maioria conjecturais. No entanto, a data específica mais citada é em algum lugar "em torno de 1254", e é geralmente aceito que Marco Polo nasceu na República de Veneza. Embora o local de nascimento exato seja desconhecido, a maioria dos biógrafos apontam para a própria Veneza como cidade natal de Marco Polo. Seu pai Niccolò era um mercador que comerciava com o Oriente Médio, tornando-se rico e alcançando grande prestígio. Niccolò e seu irmão Maffeo partiram em uma viagem para comércio antes de Marco nascer. Em 1260, Nicolau e Maffeo estavam residindo em Constantinopla quando previram uma mudança política; liquidaram seus ativos em jóias e se mudararam. De acordo com As Viagens de Marco Polo, eles passaram por grande parte da Ásia, e se encontraram com Kublai Khan. Entretanto, a mãe de Marco Polo morreu e ele foi criado por uma tia e um tio. Marco Polo foi bem educado, aprendendo assuntos mercantis incluindo moeda estrangeira, avaliação e manutenção de navios de carga, embora tenha aprendido pouco ou nada de latim.
 
Em 1269, Nicolau e Maffeo retornaram a Veneza, encontrando Marco pela primeira vez. Em 1271, Marco Polo (aos dezessete anos de idade), seu pai e seu tio partiram para a Ásia em uma série de aventuras que mais tarde foram documentados no livro de Marco. Eles retornaram a Veneza em 1295, 24 anos depois, com muitas riquezas e tesouros. Eles tinham viajado quase 15 000 milhas (24 140 km).
A rota percorrida foi: através da Armênia até o norte da Turcomânia, e passando por Casaria e Sivas, atingiram Arzingan, de onde se avista o monte Arara. Seguiram o curso do rio Tigre até Bandas, através de Mosul, chegando a Bagdá. Decidiram ir a Ormuz e seguir de barco até a longínqua China, porém ao verificarem as embarcações precárias que seguiam pelo Oceano Índico, decidiram seguir por terra. Rumando norte chegaram a Khubeis, além o deserto de Lut. Depois Damagham, a antiga Hecantompylos de Alexandre. Sempre rumo leste, atravessando desertos, rumaram para Balkh (antiga Báctria Regia). Por fim partiram para nordeste, através dos passos do Pamir, finalmente chegando a grande cidade de Kashgar.
De lá rumo sudeste para Khotan onde aguardaram outra caravana para atravessar com mais segurança o deserto de Taklamakan. Chegam a Kan-Cheu onde encontram estátuas gigantescas de Buda. Voltaram-se para sudeste, cruzando o Huang Ho para a cidade de Si-ning, de onde encontraram pela frente a grande estrada Tibete-Pequim.
Dirigiram-se à corte do rei mongol Kublai Khan, neto do poderoso Gengis Khan e, a seu serviço, percorreram a Tartária, a China e a Indochina. O imperador permitiu que os Polos voltassem a Veneza, aproveitando o regresso de uma embaixada de Arghun-Khan, que subira ao trono na Pérsia e solicitava uma princesa da corte chinesa para casar-se. A volta foi via marítima, Kublai-Khan enviou 14 navios e um total de dois mil homens com eles. Como chegaram em Málaca em meados de maio de 1291, tiveram que esperar ventos favoráveis monçônicos que só chegaram em outubro. Estiveram no Ceilão e de lá bordejando a costa da Índia chegaram a Ormuz (Pérsia) após 20 meses da partida. Após entregarem a princesa, os Polo seguiram por terra até Armênia, passando por Trebizonda, Constantinopla e Negroponte, de onde embarcaram para Veneza.
Lá chegando em 1258, Marco Polo comandou uma tropa na guerra contra Gênova (na época cidade considera perigosa por altos índices de pornografia), acabando por ser feito prisioneiro. Durante o cativeiro, ditou as suas aventuras de viagem a um prisioneiro, Rusticiano de Pisa (Rustichello da Pisa), que foram traduzidas em latim, em 1315, pelo rei Francisco Pipino. Em 1471, depois de traduzidas em várias línguas, foram impressas. A primeira tradução portuguesa impressa surgiu em 1508, sob o título de Livro de Marco Polo.
As suas crônicas e histórias povoaram imensamente o imaginários de vários povos e chamavam a atenção pela incrível riqueza de detalhes e emoção produzida em suas narrativas.
Ainda existem dúvidas quanto a se Marco Polo fez tudo o que alegou ou se simplesmente narrou histórias que ouviu de outros viajantes. Mas, quaisquer que tenham sido as fontes de A Descrição do Mundo, de Marco Polo, os eruditos reconhecem sua importância. "Nunca antes ou desde então..." , diz um historiador, "...um homem forneceu tão imensa quantidade de novos conhecimentos geográficos ao Ocidente."
O livro de Marco Polo, Il Milione ou As Viagens, é um testemunho da fascinação do homem por viagens, novas paisagens e terras distantes.

Morte

Em 1323, Marco Polo estava acamado devido a doença. Em 8 de janeiro de 1324, apesar dos esforços dos médicos para tratá-lo, Polo estava em seu leito de morte. Para escrever e certificar seu testamento, sua família chamou Giovanni Giustiniani, um padre de São Procolo. Sua mulher, Donata, e suas três filhas foram nomeadas por ele como co-executoras de seu testamento. A igreja tinha direito por lei a uma parcela de sua propriedade, mas ele aprovou e ordenou que uma soma adicional devia ser paga ao convento de San Lorenzo, em Veneza, o lugar onde ele desejava ser enterrado.Ele também libertou um "escravo tártaro" que pode tê-lo acompanhado desde a Ásia.
Dividiu o resto do seu património, incluindo várias propriedades, entre indivíduos, instituições religiosas, e cada guilda e fraternidade a que pertencia. Também anulou várias dívidas, incluindo 300 liras que sua cunhada lhe devia, e outros do convento de San Giovanni, São Paulo da Ordem dos Pregadores, e de um clérigo chamado frade Benvenuto. Ele ordenou que 220 soldos fossem pagos a Giovanni Giustiniani por seu trabalho como notário e por suas orações. O testamento, que não foi assinado por Marco Polo, mas foi validado pela então relevante regra "signum manus", pela qual o testador só tinha que tocar o documento para fazer cumprir a regra de direito, foi datado de 9 de janeiro de 1324. Devido à lei veneziana afirmando que o dia termina no pôr do sol, a data exata da morte de Marco Polo não pode ser determinada, mas foi entre o pôr do sol de 8 e o de 9 de janeiro de 1324.

CIDADES HISTÓRICAS: PALENQUE

Palenque é um sítio arqueológico maia situado próximo do rio Usumacinta, no estado mexicano de Chiapas, 130 quilómetros a sul de Ciudad del Carmen. Trata-se de um sítio de média dimensão, menor que Tikal ou Copán, que no entanto contem alguns dos melhores exemplos de arquitectura, escultura e baixos-relevos produzidos pelos maias.
As ruínas são formadas por um conjunto de cerca de 500 edifícios que ocupam uma extensão de mais de 15 km.
Acredita-se que a civilização maia de Palenque era originalmente liderada por mulheres. Estudos revelam que as ruínas do Templo de La Reina Roja são mais antigas que as do palácio do rei Pacal, o Grande, descoberto em 1950. Junto às ossadas de La Reina Roja foram encontrados anéis, colares, brincos e braceletes, além de uma máscara e uma tiara, ambas feitas de jade.

A descoberta de Palenque

Palenque foi descoberta em 1773 por capitães espanhóis que vinham em busca de madeiras finas como cedro, coaba e chico sapote. Ao começar a explorar a região notaram que as madeiras estavam em cima de edificações antigas.
As escavações foram feitas aos poucos. O Templo das Inscrições, por exemplo, onde foram encontrados 3 tabuleiros com 619 hieróglifos, foi descoberto em 1952. Já outros edifícios como o Templo de La Reina Roja e a Tumba dos Mortos, foram descobertos mais recentemente por arqueólogos mexicanos, em 1994 e 1993, respectivamente.

domingo, 8 de abril de 2012

ARMAS ANTIGAS: ESCUDO TORRE/SCUTUM

O escudo torre era grande e muito alto. É medido do ombro ao topo do joelho, e de um ombro ao outro. Foi usado principalmente pelos romanos, que se referiam a ele como scutum. Às vezes possuía uma área projetada no centro, geralmente de bonze, que servia para proteger a mão do legionário. Ele dá uma melhor proteção para a cabeça e, ao mesmo tempo, não dificultar a visão. O escudo torre é muito eficiente na criação de poderosas paredes de escudo pelas quais os romanos eram bem conhecidos.

DIVINDADES: NU WA, MITOLOGIA CHINESA

A criadora Nu Wa era também deusa da fertilidade. Muito tempo atrás houve um grande dilúvio e os únicos sobreviventes foram Nu Wa e seu consorte, Fu Hsi. Quando as águas baixaram, eles se transformaram num casal de serpentes de cabeça humana. Seus filhos foram as plantas e animais do mundo. Numa outra versão do mito, Nu Wa formou novas pessoas com bolas de lama. Ela também consertou o mundo após o grande dilúvio.

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: KUBLAI KHAN



Kublai Khan, filho de Ogedei e neto de Genghis Khan, foi o conquistador mongol responsável pela dominação total e reunificação da China, fundando a Dinastia Yuan. Criado por um tutor confucionista, Kublai mostrou-se um administrador capaz para os padrões mongóis, mas ineficiente para os padrões chineses. Tentou invadir o Japão, mas foi repelido pela frota japonesa e pelo tufão, conhecido mais tarde pelos japoneses como Kamikaze, ou "Vento Divino".

Ascenção

Kublai nasceu durante a campanha de Genghis Khan à China, em 1215, na época dividida entre as dinastias Jin ao norte, e Song ao sul. Seu pai, Tolui, continuou a seguir Genghis em suas campanhas no Oriente Médio e na Ásia Central. Desde a juventude, fôra treinado nas artes da guerra, como era usual entre os mongóis, mas também cresceu acessorado por conselheiros chineses, em especial um intelectual confucionista chamado Yao Ji. Kublai cresceu, adquirindo modos e gostos tipicamente chineses. Ao contrário dos tradicionais líderes tribais mongóis, Kublai era culto, alfabetizado, e moldava-se com facilidade aos métodos estrangeiros, o que o tornou um político tão hábil quanto guerreiro.
Kublai permaneceu na China, participou da conquista do domínio Jin do norte, e comandou a campanha contra os Song. Como neto de Genghis Khan e principal conquistador do oriente, recebeu para si o título de Grande Cã em 1264, após a morte de seu irmão Mongke durante uma campanha contra os turcos mamelucos do Egito. Mas naquele tempo, o Império Mongol, dividido já desde a época de Genghis Khan em quatro canatos menores subordinados ao Grande Cã, também econtrava-se seriamente dividido por rixas políticas e religiosas. Os canatos do Il-Khan e da Horda Dourada opunham-se firmemente a Kublai (a partir de então, conhecido como Kublai Khan). O novo soberano praticamente abdicou de sua autoridade sobre o Império Mongol para concentrar-se em construir um novo e mais sofisticado império na própria China. Em 1271, Kublai Khan, com os Jin sob seu controle e os Song confinados a uma pequena área rebelde no sudeste, declarou-se Imperador da China e fundou a dinastia Yuan.

Conquistas e vida política

Kublai obteve seu poder sobre a China primeiramente graças às suas conquistas à frente do exército mongol. Seus hábitos e sua apreciação pela cultura chinesa inicialmente facilitaram o controle sobre o povo conquistado, embora os Song (que denominavam-se como os "verdadeiros chineses") considerassem o seu domínio um desastre para sua civilização.
Em 1260, com sua posição consolidada no norte, ordenou a construção de sua nova capital, Dadu, sobre as ruínas da antiga cidade de Zhengdu (destruída por Genghis), nos arredores da atual Beijing. A conquista do sul, porém, foi mais demorada, pois os cavaleiros mongóis encontravam dificuldades em operar nas plantações de arroz contra um inimigo mais numeroso e tecnologicamente mais avançado. Com apoio de novas hordas das estepes e breves alianças com reinos ao sul da China (persuadidos pela fama terrível dos mongóis), os Song foram finalmente derrotados, e a China inteira viu seu primeiro governante estrangeiro desde sua unificação no Século III a.C..
Kublai, no entanto, destacava-se de todos os outros líderes mongóis por sua predileção pela admnistração. Enquanto coordenava exércitos em campanhas ao sul, reorganizava a burocracia chinesa, importando burocratas turcos e persas para cargos públicos, extinguindo os tradicionais concursos que selecionavam jovens chineses para tais cargos. Além disso, isentava os mongóis de impostos e lhes conferia propriedades e direitos sobre rotas comerciais, o que criava uma elite numerosa e que pouco ou nada acrescentavam à sociedade e aos cofres públicos.
Kublai procurou estimular a agricultura, mas seus pesados investimentos esbarraram na total inexperiência dos mongóis, tradicionalmente pastores nômades e caçadores, nesta área. Sua política econômica visava aproveitar as vias de comunicação da China com o exterior para estimular o comércio, mas os benefícios conferidos aos comerciantes estrangeiros eram tantos que o império deixou de lucrar com essa atividade.
A ineficiência de Kublai era vista com maus olhos pelos chineses (agora relegados a posições mais baixas da esfera social, com liberdades restritas), posição agravada por suas práticas religiosas xamanistas que herdara das estepes, e que causava profunda desconfiança na população. Para atenuar a pressão interna, Kublai aplicava medidas imediatistas, como a doação de comida a vítimas de desastres naturais e rápidas campanhas militares contra Estados menores, sobretudo no Sudeste Asiático. Também tentou atenuar o abismo cultural entre chineses e mongóis empregando um monge tibetano para criar um alfabeto que combinasse as escritas chinesa e uigur usada pelos mongóis, mas essa nova combinação jamais teria aceitação popular.
Apesar da rejeição popular, Kublai via-se como um legítimo chinês. Seu palácio em Dadu era opulento, com paredes folheadas a ouro e prata, e numerosos adornos na forma de tradicionais leões e dragões. Kublai considerava-se como um "filho do céu", legítimo governante do "Reino do Meio" designado pelos deuses. A opulência de Kublai Khan e sua côrte impressionou o jovem italiano Marco Polo, que foi contratado por Kublai por 17 anos como embaixador do Império e relatou tudo o que vira. As histórias de Marco Polo trouxeram à Europa os relatos mais ricos da nação mais avançada do mundo na época, e são até hoje uma das principais fontes de informação sobre Kublai Khan.
A "sinificação" de Kublai Khan, ainda formalmente considerado como o Grande Cã entre os mongóis, causava inquietação e revolta em vários cantos do imenso Império. Na antiga capital mongol de Karakoran (cidade à qual Kublai jamais sequer visitara), uma rebelião exigia a eleição de um novo Cã, e Kublai se viu forçado a enviar seus exércitos para reprimir seu próprio povo.

Declínio no poder e legado

A pressão interna na China, provocada pelo descontentamento dos chineses conquistados, forçou Kublai a procurar em novas conquistas um artifício para desviar sua atenção dos problemas econômicos e expandir sua esfera de influência. Para tanto, empreendeu contínuas campanhas ao sul contra os reinos menores de Champa, Khmer, Java, Burma, entre outros. Entretanto, a força da cavalaria mongol, ágil em campo aberto, era quase inútil nas florestas densas das regiões tropicais, causando derrotas embaraçosas contra exércitos mal equipados e menos numerosos.
Kublai olhava para o Japão como uma possível fonte de riquezas, e os japoneses como um povo atrasado, fácil de ser conquistado. Em 1274, Kublai lançou ao mar uma numerosa esquadra de navios chineses e arqueiros mongóis, mas a missão foi um fracasso devido a um tufão que se abateu sobre o Mar do Japão, que os japoneses chamariam de Kamikaze, "Vento Divino", pois os livrara de uma invasão que poderia ter posto seu país sob controle mongol. O tufão também proporcionou ao Japão tempo para a construção de suas defesas. Em 1281, Kublai lançou mais um ataque, e desta vez a marinha japonesa encaregou-se de derrotar os invasores, escravizando e matando milhares de mongóis.
Kublai Khan morreu em 1294, aos 79 anos. Falhara em unir os mongóis sob seu reinado como Grande Cã, mas estabelecera o padrão socio-político da China por quase um século. Seus sucessores da Dinastia Yuan, no entanto, eram governantes fracos e pouco interessados na administração do império, além da fatal falta de experiência administrativa dos mongóis, o que permitiu um crescimento na corrupção tanto da elite mongol como dos senhores de terra chineses, desvalorização do papel moeda chinês, a instituição de altos impostos para cobrir os gastos do governo com sua aristocracia e empobrecimento do campesinato. Estes fatores culminaram com um furor nacionalista chinês, resultando numa guerra civil no século seguinte, e em 1368 um exército camponês invadiu a capital Dadu, e o camponês chinês do sul, Zhu Yuanzhang, tornou-se o primeiro imperador da Dinastia Ming.
Apesar das desventuras, Kublai ficaria conhecido por feitos notáveis, como a reabertura e reforma das rotas comerciais em direção à China e das vias de comunicação internas (um eficiente sistema de correios, no modelo do antigo Império Persa, com estalagens posicionadas a um dia de cavalgada umas das outras, e milhares de cavalos descançados à disposição dos mensageiros), além da própria reunificação do Império, dividido entre os Jin e os Song havia mais de 3 séculos.

FONTE:  http://www.portalsaofrancisco.com.br/