sexta-feira, 30 de março de 2012

CIDADES HISTÓRICAS: PEQUIM

Templo do Céu

Durante as dinastias Tang e Song, existiam somente pequenas aldeias na zona. A última dinastia Jin(1115-1234) cedeu grande parte da sua fronteira norte, incluindo Pequim, à dinastia Liao no século X. A dinastia Liao fundou uma segunda capital numa cidade a que chamou Nanjing ("capital do Sul"). A dinastia Jin conquistou Liao e o norte da China, fundando Zhongdu (中都), a "capital central".

Os mongóis, com Genghis Khan, arrasaram Zhongdu em 1215 e reconstruíram-na como Grande Capital (大都), a norte da capital Jin. Este é considerado o início da atual Pequim . O explorador Marco Polo chamou à zona Cambaluc. Kublai Khan, que queria ser imperador da China, localizou a sua capital no norte da China, que era mais próximo às origens de Kublai na Mongólia. Isto realçou a importância da cidade, apesar de ela estar na fronteira norte da China.
Em 1403, o terceiro imperador Ming, Zhu Di (朱棣), que subiu ao trono depois de matar o seu sobrinho e de uma longa guerra civil, moveu a capital, que estava no sul, estabelecendo-a no norte e chamando-a Beijing, ou seja, capital do norte. A Cidade Proibida foi construída entre 1406 e 1420. Em seguida, foram construídos o Templo do Céu (1420) e vários outros projetos. A Praça da Paz Celestial (Tian'anmen) pegou fogo duas vezes durante a dinastia Ming e foi finalmente reconstruída em 1651.
Após a instauração da República da China em 1911, estabeleceu-se de novo a capital em Nanjing (Nanquim) e "Beijing" foi renomeada "Beiping". Durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, foi ocupada pelo Japão em 29 de Julho de 1937. Durante a ocupação, Pequim foi a capital do Governo Provisório da China, um estado fantoche que governou o norte da então China ocupada. A ocupação durou até à rendição do Japão, em 15 de Agosto de 1945.
 Em 31 de Janeiro de 1949, durante a Guerra Civil Chinesa, as forças comunistas entraram em Pequim sem confrontos violentos. No dia 1 de Outubro, o Partido Comunista Chinês chefiado por Mao Tse Tung, anunciou na Praça da Paz Celestial a criação da República Popular da China.

METAL CULTURAL: AES DANA


AES DANA é uma banda de Celtic Black Metal de Paris, França. Em suas letras, batalhas épicas, sagas antigas, bardos e toda a atmosfera medieval acompanhada por guturais furiosos e uma flauta! Sim, a banda também é Folk, mas aqui não tem nada de Fintroll ou Eluveitie. Aes Dana é muito mais brutal. Boa trilha sonora para jogar Age of Empires II.


Formors
2005

Tracklist:

1. Les Traces de La Branche Rouge
2. Formors, Mer de Glaces Et D'ombre
3. Formors, Exil
4. Gwenardell
5. Le Combat des Zrbres
6. Les Griffes des Oiseaux
7. Ventres Noirs
8. Manannan Mac Lir

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HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: TERCEIRA CRUZADA

A Terceira Cruzada (1189-1192), pregada pelo Papa Gregório VIII após a tomada de Jerusalém por Saladino em 1187, foi denominada Cruzada dos Reis. É assim denominada pela participação dos três principais soberanos europeus da época: Filipe Augusto (França), Frederico Barbaruiva (Sacro Império Romano Germânico) e Ricardo Coração de Leão (Inglaterra), constituindo a maior força cruzada já agrupada desde 1095. A novidade dessa cruzada foi a participação dos Cavaleiros Teutônicos.

ANTECEDENTES

Acossados por graves lutas internas e ataques dos maometanos ao longo de 25 anos depois da segunda cruzada, os estados cruzados do Oriente mergulharam numa situação política e militar difícil. Inversamente, em termos econômicos e patrimoniais, conheceram uma época de desenvolvimento. No século XIII, redigiu-se o código denominado Assises de Jerusalém (Fundamentos do Reino de Jerusalém), que estabelecia o sistema feudal na região. Duas ordens militares cristãs, a dos cavaleiros de São João de Jerusalém e a dos templários, aumentaram seu poderio nesses reinos. O regime feudal difundia-se vários povos europeus ali estabelecidos. Este clima, no entanto, acicatou disputas entre os estados e os próprios cristãos. Outro perigo espreitava: Saladino, o sultão do Egito. A Igreja ficou completamente latinizada, e consolidou-se uma população oriunda de quase todos os países da Europa.
Na década de 1180, o Reino Latino de Jerusalém atravessava uma fase delicada. O rei Balduíno IV estava sendo devorado pela lepra e desafiado por um baronato cada vez mais manhoso. Os muçulmanos, pressentindo essa fraqueza, mantinham a pressão no máximo. Qualquer passo em falso seria catastrófico para os cristãos. E não tardou para que ele fosse dado, pelo cavaleiro Reynald de Châtillon, que atacou uma caravana na qual viajava a irmã do sultão Saladino. Na confusão que se seguiu, Saladino convocou uma jihad.

A CRUZADA

 As disputas entre os estados cruzados e a ameaça do sultão Saladino, que se apoderara de Jerusalém em outubro de 1187, levaram o Papa Gregório VIII a lançar imediatamente uma nova cruzada, com o apoio de vários monarcas, entre os quais o imperador germânico Frederico Barba Ruiva, Filipe Augusto da França, Henrique II da Inglaterra (depois substituído pelo seu sucessor, Ricardo I, Coração de Leão) e Guilherme II da Sicília.

O imperador Frederico Barbarossa, atendendo os apelos do papa, partiu com um contingente alemão de Ratisbona e tomou o itinerário danubiano atravessando com sucesso a Ásia Menor. Na Cilícia, ao atravessar o Sélef (hoje Goksu), um dos rios da Anatólia, caiu do cavalo e, não conseguindo se levantar devido ao peso da armadura que vestia, morreu afogado. A sua morte representou o fim prático desse núcleo.


Os franceses e ingleses foram por mar até Acre. Em Abril de 1191 os franceses alcançam Acre, no litoral da Terra Santa, e dois meses depois junta-se-lhes Ricardo. Ao fim de um mês de assédio, os cruzados tomam a praça e rumam para Jerusalém, agora sem o rei francês, que regressara ao seu país depois do cerco de Acre. Ainda em 1191, em Arsuf, Ricardo derrotou as forças muçulmanas e ocupou novamente Jaffa.
Se Ricardo Coração de Leão conseguiu alguns atos notáveis - a conquista de Chipre (que se tornou um reino latino em 1197), Acre, Jaffa e uma série de vitórias contra efectivos superiores - também não teve pejo em massacrar prisioneiros (incluindo mulheres e crianças). Ao garantir a volta do Acre para a mão da cristandade, Ricardo conquistou o título de Coeur de Lion (Coração de Leão, em francês). Com Saladino, teve um adversário à altura, combatendo e travando um subtil táctico. Apesar de inimigos e de de nunca terem se encontrado, Saladino e Ricardo se respeitavam. Trocaram presentes e honrarias, culminando, em 1192, num acordo: os cristãos mantinham o que tinham conquistado e obtinham o direito de peregrinação, desde que desarmados, a Jerusalém (que ficava em mãos muçulmanas). Isso transformou São João de Acre na capital dos Estados Latinos na Terra Santa. Se esse objetivo principal falhara, alguns resultados tinham sido obtidos: Saladino vira a sua carreira de vitórias iniciais entrar num certo impasse e o território de Outremer (o nome que era dado aos reinos cruzados no oriente) sobrevivera. Com isso terminou a terceira cruzada, que, embora não tenha conseguido recuperar Jerusalém, consolidou os estados cristãos do Oriente.
Após a trégua que combinou com Saladino, Ricardo voltou à Inglaterra sem jamais haver entrado na cidade santa. Naufragou. Foi preso pelo Duque da Áustria, cujo estandarte removera das muralhas de Acre quando a conquista desta cidade, e vendido ao imperador germânico que o libertou mediante resgate.

quinta-feira, 22 de março de 2012

ARMAS ANTIGAS: MAÇA


É uma forma mais aprimorada do porrete, sendo uma arma de mão forte e pesada. Consiste em um cabo de madeira, às vezes reforçado com metal ou placas de metal, com uma cabeça de pedra, cobre, bronze, ferro ou aço. Esta cabeça é geralmente bem saliente e as vezes contém tachões e pontas para ajudar a penetração da armadura e infligir maior dano. Caso a cabeça seja presa por tiras de couro ou uma corrente, a arma é denominada mangual e não maça. O tamanho das maças é bem variado.

A maça foi inventada por volta de 12 000 a.C. e, rapidamente, tornou-se uma arma importante. Essas primeiras maças de madeira, com pedra sílex ou obsidiana encravadas, tornaram-se menos populares devido ao aprimoramento das armaduras de couro curtido que podiam absorver grande parte do impacto. Algumas maças tinham a cabeça inteira de pedra, mas eram muito mais pesadas e de difícil manejo.

A descoberta do cobre e do bronze tornou possível as primeiras maças de metal.

Uma das primeiras imagens de maça que se conhece está na paleta de Narmer. Maças eram muito utilizadas na idade do Bronze no Oriente Próximo. Muitos povos eram incapazes de produzir as maças com lâminas e reforços de metal, o que as tornou ainda mais populares.

A maça tornou-se mais comum a partir da Idade do Ferro, quando espadas, e machados de ferro eram facilmente fabricados. O Império Romano não usava maças, provavelmente porque eles não precisavam de armas pesadas e de impacto, ou pelo aspecto do estilo de luta romana envolvendo lanças e armas rápidas. Uma maça era mais útil a um guerreiro sozinho do que a unidades de infantaria romana.

DIVINDADES: IXTAB, MITOLOGIA MAIA


Os antigos maias acreditavam que os suicidas iam diretamente para o Paraíso. Tinham uma deusa especial que era a patrona dos que haviam se privado da vida enforcando-se; a chamavam de Ixtab, deusa do suicídio. Pode-se ver esta deusa no Códice de dresde, onde aparece pendendo do céu por meio de uma corda que está enrolada em seu corpo. Tem os olhos cerrados pela morte e em uma de suas bochechas um círculo negro que representa a decomposição da carne.

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: CHARLES DARWIN


Charles Robert Darwin FRS (Shrewsbury, 12 de Fevereiro de 1809Downe, Kent, 19 de Abril de 1882) foi um naturalista britânico que alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução e propor uma teoria para explicar como ela se dá por meio da seleção natural e sexual. Esta teoria se desenvolveu no que é agora considerado o paradigma central para explicação de diversos fenômenos na Biologia. Foi laureado com a medalha Wollaston concedida pela Sociedade Geológica de Londres, em 1859.

Darwin começou a se interessar por história natural na universidade enquanto era estudante de Medicina e, depois, Teologia. A sua viagem de cinco anos a bordo do brigue HMS Beagle e escritos posteriores trouxeram-lhe reconhecimento como geólogo e fama como escritor. Suas observações da natureza levaram-no ao estudo da diversificação das espécies e, em 1838, ao desenvolvimento da teoria da Seleção Natural. Consciente de que outros antes dele tinham sido severamente punidos por sugerir ideias como aquela, ele as confiou apenas a amigos próximos e continuou a sua pesquisa tentando antecipar possíveis objeções. Contudo, a informação de que Alfred Russel Wallace tinha desenvolvido uma ideia similar forçou a publicação conjunta das suas teorias em 1858.

Em seu livro de 1859, "A Origem das Espécies" (do original, em inglês, On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life), ele introduziu a ideia de evolução a partir de um ancestral comum, por meio de seleção natural. Esta se tornou a explicação científica dominante para a diversidade de espécies na natureza. Ele ingressou na Royal Society e continuou a sua pesquisa, escrevendo uma série de livros sobre plantas e animais, incluindo a espécie humana, notavelmente "A descendência do Homem e Seleção em relação ao Sexo" (The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex, 1871) e "A Expressão da Emoção em Homens e Animais" (The Expression of the Emotions in Man and Animals, 1872).

Em reconhecimento à importância do seu trabalho, Darwin foi enterrado na Abadia de Westminster, próximo a Charles Lyell, William Herschel e Isaac Newton. Foi uma das cinco pessoas não ligadas à família real inglesa a ter um funeral de Estado no século XIX.