terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

CIDADES HISTÓRICAS: BABILÔNIA


Babilônia foi uma cidade-Estado acadiana (fundada em 1867 a.C. por uma dinastia amorita) na antiga Mesopotâmia, cujas ruínas são encontradas na atual cidade de Al Hillah, na província Babil, atual Iraque, cerca de 85 km ao sul de Bagdá. A Babilônia, juntamente com a Assíria, ao norte, foi uma das duas nações acadianas que evoluíram após o colapso do Império Acadiano, embora raramente tenham sido governadas por acádios nativos. Tudo o que resta da antiga e famosa cidade original da Babilônia é um monte, ou tell, de várias ruínas de edifícios de tijolos de barro e detritos na planície fértil da Mesopotâmia entre os rios Tigre e Eufrates. A própria cidade foi construída sobre o rio Eufrates e dividida em partes iguais ao longo de suas margens esquerda e direita, com taludes íngremes para conter as cheias sazonais do rio.

Recursos históricos disponíveis sugerem que a Babilônia foi primeiro uma pequena cidade que havia aparecido ano início do 3º milênio a.C. A cidade floresceu e alcançou a independência, com a ascensão da Primeira Dinastia Amorita da Babilônia, em 1894 a.C. Afirmando ser a sucessora da antiga Eridu, Babilônia eclipsou Nippur como a "cidade santa" da Mesopotâmia, na época em que um rei amorita chamado Hamurabi criou o primeiro e curto Império Babilônico; esse rapidamente dissolveu-se após a sua morte e a Babilônia passou longos períodos sob dominação assíria, cassita e elamita. A cidade novamente se tornou a sede do Segundo Império Babilônico de 612 a 539 a.C., que foi fundado por caldeus e cujo último rei foi um assírio. Os Jardins Suspensos da Babilônia foram uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Após sua queda, a Babilônia ficou sob dominação aquemênida, selêucida, parta, romana e sassânida. Foi dissolvida como uma província depois da conquista árabe-islâmica do século VII.

A Queda

Teve início com o declínio do império de Sargão I. Era a capital dos amoritas (semitas, vindos do deserto da Arábia), que até então, era uma pequena cidade do Eufrates. Graças ao enfraquecimento dos Acadianos e posteriormente dos Sumérios, a Babilônia cresceu e evoluiu, tornando-se então, um império e um cobiçado centro comercial.

O poder cai nas mãos dos cruéis assírios, que formavam um poderoso império que se iniciou em 1200 a.C., até 612 a.C. quando Nabopolasar (da Babilônia), aliado aos Medos (povo que vivia no planalto iraniano), atacou Nínive, capital do Império Assírio, retomando o poder para a Babilônia, e se iniciando assim o Segundo Império Babilônico (ou Caldeu), que se tornou a mais notável cidade do Oriente.

Os arameus, assírios e os caldeus lutaram durante séculos pelo controle da Babilônia. O Rei assírio Assurbanípal venceu a luta em 648 a.C., e foi sucedido por Nabucodonosor II.

CULTURAS ORIENTAIS: HISTÓRIA DA TAILÂNDIA


A Região conhecida como Tailândia tem sido habitada por humanos desde o período Paleolítico (há cerca de 10.000 anos). Antes da queda do Império Khmer, no século XIII d.C., vários Estados floresceram nesta região, tais como os reinos Tai, Mon, Khmer e Malaio, conforme verificou-se por meio dos vários sítios e artefatos arqueológicos espalhados pelas paisagens do antigo Sião. Antes ainda do século XII, porém, o primeiro Estado tailandês ou siamês é tradicionalmente considerado como sendo o Reino Budista de Sukhothai, fundado em 1238.

Seguindo-se ao declínio e queda do Império Khmer nos séculos XIII e XIV, vários reinos budistas tailandeses de Sukhothai, Lanna e Lan Chang tomaram o poder. Um século mais tarde, o poder dos Sukhothai foi suprimido pelo reino de Ayutthaya, estabelecido em meados do século XIV. Após a queda de Ayutthaya em 1767, os siameses tiveram como nova capital da Tailândia a cidade de Thonburi por um breve período sub o reinado de Taksin, o Grande. A era atual da história tailandesa (Era Rattanakosin) iniciou-se em 1782, após o estabelecimento de Banguecoque como capital do Reino do Sião, sob o reinado de Rama I, da Dinastia Chakri.

O Sião têm tradição imemoriável de comércio com os países e culturas vizinhas do oceano Índico e do mar da China Meridional. O comércio e a influência europeus chegaram à região da atual Tailândia no século XVI, com os portugueses. Apesar da pressão européia, a Tailândia é o único país do sudeste asiático que nunca foi colonizado por europeus. As duas principais razões para tal são que a Tailândia teve uma longa sucessão de governadores bastante hábeis durante o século XIX e estes souberam explorar as rivalidades e tensões entre França e Inglaterra. Como resultado, o país manteve-se como estado-tampão entre as partes do sudeste asiático colonizadas pelas duas potências.

Apesar disto, a influência ocidental levou a muitas mudanças e grandes concessões durante o século XIX, mais notavelmente na grande perda territorial a leste da região do Mekong para os franceses, e na absorção gradual pelos Estados Ingleses de Shan (Thai Yai, atual Birmânia) e pela Malásia peninsular.

Em 1932, uma revolução pacífica resultou em uma nova monarquia constitucional.[5] Durante a Segunda Guerra Mundial, a Tailândia aliou-se ao Japão, mantendo-se, ainda, em posição paradoxal de resistência antijaponesa, no movimento conhecido como Seri Thai. Após a guerra, a Tailândia emergiu como aliado dos Estados Unidos. Como as demais nações em desenvolvimento no período da Guerra Fria, a Tailândia passou por décadas de transgressão política caracterizadas por golpes de estado e regimes militares seguidos, progredindo, ao final, rumo a uma estabilidade democrática na década de 80.

Em 1997, a Tailândia foi atingida pela crise financeira asiática, e o baht tailandês (moeda nacional) atingiu rapidamente um pico de 56 baht por dólar, comparado à cotação de 25 baht por dólar anterior a 1997. Desde então, o bath recuperou grande parte da sua força e em maio de 2007 ficou em 32 baht por dólar americano.

O calendário oficial na Tailândia é baseado na versão ocidental da Era Budista, que está 543 anos à frente do calendário gregoriano ocidental. Por exemplo, o ano 2008 d.C. é o ano 2551 na Tailândia.

DIVINDADES: SETH, MITOLOGIA EGÍPCIA

Seth (ou Set) é o deus egípcio da violência e da desordem, da traição, do ciúme, da inveja, do deserto, da guerra, dos animais e serpentes. Seth era encarnação do espírito do mal e irmão de Osíris, o deus que trouxe a civilização para o Egito. Seth era também o deus da tempestade no Alto Egito. Era marido e irmão de Néftis. É descrito que Seth teria rasgado o ventre de sua mãe Nut com as próprias garras para nascer. O deus vermelho fazia de tudo para conseguir o controle dos deuses e ficar no lugar de seu irmão Osíris. Ele originalmente auxiliava em sua eterna luta contra a serpente Apófis(o proprio caos) no barco solar, e nesse sentido Seth era originalmente visto como um deus bom.

Seth é intimamente associado a vários animais, como cachorro, crocodilo, porco, asno e escorpião. Sua aparência orelhuda e nariguda era provavelmente um agregado de vários animais, em vez de representar somente um. Ele também é representado como um hipopótamo, considerado pelos egípcios como uma criatura destrutiva e perigosa. Há também a possibilidade de possuir o rosto de um aardvark. Nos quadrinhos da Marvel Comics (principalmente de Conan, o bárbaro), Seth é descrito erroneamente como uma grande serpente. Na verdade a grande serpente era uma referencia a Apep, inimiga de , e esta ironicamente era combatida por Seth. (na maioria das versões Seth perde a orelha na luta contra Hórus e este perdeu o olho, porém deus Toth decidiu parar com o combate devolvendo a orelha de Seth e o olho de Hórus e dizem que Seth viverá pela eternidade planejando conseguir a ex-coroa de Osíres hoje com Hórus).

Seth é o deus do caos, também do deserto e das terras estrangeiras. No Livro dos Mortos, Seth é chamado "O Senhor dos Céus do Norte" e é considerado responsável pelas tempestades e a mudança de tempo. A história do longo conflito entre Seth e Hórus é vista por alguns como uma representação de uma grande batalha entre cultos no Egito cujo culto vencedor pode ter transformado o deus do culto inimigo em deus do mal. Seth é, na verdade, a representação do supremo sacrifício em prol da justiça.