quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: REINO DA PRÚSSIA


Em 1701, Brandemburgo-Prússia tornou-se o Reino da Prússia, sob Frederico I, com a permissão do Sacro Imperador Romano Leopoldo I da Germânia e do Eleitor Saxão Augusto, o Forte, rei da Polônia. Mais tarde, com Frederico II (Frederico, o Grande), a Prússia tomou à Áustria a província da Silésia, derrotando-a na Guerra dos Sete Anos, concluída em 1763. A Prússia emergiu do conflito como a potência dominante no leste da Alemanha, acrescentando territórios em outras áreas germânicas por meio de casamentos e herança, inclusive a Pomerânia e a costa do Mar Báltico (ver: Partições da Polônia)

Durante este período estabeleceu-se a grande máquina militar prussiana e uma eficiente burocracia estatal, instituições que viriam a formar as bases do Estado alemão até 1945. A Prússia expandiu-se em direção ao leste durante o colapso da monarquia polonesa, entre 1772 e 1795, chegando até mesmo a Varsóvia.

Frederico Guilherme II levou a Prússia à guerra contra a França revolucionária em 1792, mas foi derrotado em Valmy e viu-se forçado a ceder seus territórios ocidentais para os franceses. Frederico Guilherme III reiniciou o conflito, mas o desastre sofrido em Jena fez com que se retirasse da guerra, após ceder ainda mais território com o Tratado de Tilsit.

Expansão da Prússia (1807-1871).

Em 1813, a Prússia repudiou o tratado e voltou à guerra contra a França napoleônica. Como recompensa, o Congresso de Viena de 1815 devolveu-lhe os seus territórios perdidos e entregou-lhe toda a Renânia e a Vestfália, além de outras áreas. Estas regiões ocidentais viriam a ser de importância vital, pois incluíam o vale do Ruhr, centro da promissora industrialização alemã, em especial as indústrias de armamento. Os ganhos territoriais dobraram a população governada pela Prússia, que saiu das guerras napoleônicas como a potência hegemônica inconteste da Alemanha, sobrepujando a sua rival, a Áustria, que havia desistido da coroa imperial em 1806. Em troca, a Prússia retirou-se de áreas da Polônia central de modo a permitir que o Congresso de Viena criasse um Reino da Polônia vinculado à Rússia.

A primeira metade do século XIX assistiu a um embate prolongado na Alemanha entre as forças do liberalismo, que queriam uma Alemanha federal unida sob uma constituição democrática, e as forças do conservadorismo, que desejavam mantê-la como um conjunto de fracos Estados independentes e palco da competição entre Prússia e Áustria. Em 1848, os liberais tiveram a sua chance quando revoluções eclodiram através da Europa. Um preocupado Frederico Guilherme IV concordou em convocar uma Assembléia Nacional e outorgar uma constituição. Mas quando o Parlamento de Frankfurt ofereceu-lhe a coroa de uma Alemanha unificada, Frederico Guilherme recusou-a, ao argumento de que assembléias revolucionárias não estariam habilitadas a conceder títulos de realeza. A Prússia obteve uma constituição semi-democrática, mas o poder das classes proprietárias de terras (os Junkers) permanecia incólume, especialmente no leste.

CULTURAS ORIENTAIS: HISTÓRIA DE FILIPINAS


Muitos historiadores acreditam que as Filipinas foram colonizadas no Paleolítico, quando um povo asiático atravessou por meio de embarcações de madeira o caminho que leva à região. Descobertas mais recentes parecem indicar que as ilhas podem ter sido habitadas desde a era pleistocênica.

A primeira grande corrente migratória chegou a essa região através do sul. Acredita-se que esses imigrantes eram de origem indonésio-caucasiana, possuindo um grau de civilização mais adiantado que as tribos nativas. Posteriormente ocorreram mais duas grandes correntes migratórias. Cada nova corrente sucessivamente impeliu os habitantes originais a procurarem terra ao norte.

A corrente migratória seguinte, cujo apogeu foi no século XIV, veio do reino madjapahit e trouxe consigo a religião muçulmana.

Fernão de Magalhães, um navegador português a serviço do Rei de Espanha, descobriu as ilhas no século XVI, introduzindo-as ao cristianismo. Os espanhóis estabeleceram sua capital em Manila a partir de 1571, garantindo seu domínio por mais de trezentos anos.

O herói nacional das Filipinas, o linguista, escritor, artista, médico e cientista José Rizal iniciou um movimento de reforma. Ao mesmo tempo, uma sociedade secreta chamada Katipunan, chefiada por Andrés Bonifácio, começou a revolução, dando aos espanhóis a desculpa que precisavam executar Rizal, que se encontrava em exílio em Dapitan, Mindanao (sul do país). Ele foi trazido a Manila para julgamento e condenado à morte, embora não se tenha prova de sua participação na revolta.

Sua morte, porém, estimulou ainda mais essa revolução, levando o General Emílio Aguinaldo a declarar no dia 12 de Junho de 1898 a independência do país e proclamar a primeira República das Filipinas.

Naquele mesmo ano, os Estados Unidos adquiriram as Filipinas através do Tratado de Paris, levando o país a ser dominado por 48 anos. Após uma guerra por sua independência que durou cerca de três anos, houve outra pelo mesmo motivo que durou cerca de quatro anos.

Contudo, as Filipinas lutaram junto à bandeira americana contra o Japão na Segunda Guerra Mundial. A heróica batalha em Bataan ajudou a impedir o avanço das tropas japonesas em direção à Austrália. Após um breve período como um protetorado americano, os Estados Unidos tentaram mudar em 1946 o dia da independência das Filipinas para 4 de julho, dia da independência das Estados Unidos. Os americanos quiseram que os filipinos acreditassem que os Estados Unidos já tinham dado a independência filipina, mas a história não mudou. As Filipinas já tinham mobilizado sua independência antes que os americanos chegassem ao país e assim os americanos apresentaram sua versão de independência com a força. Os filipinos atualmente celebram sua data da independência no dia 12 de junho.

As Filipinas tiveram suas primeiras eleições automatizadas no passado dia 10 de maio de 2010.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: EDUARDO I


Eduardo I de Inglaterra (17 de Junho de 1239 - 7 de Julho de 1307), cognominado Longshanks (Pernas Longas), foi um Rei de Inglaterra da dinastia Plantageneta entre 1272 e 1307. Era filho de Henrique III de Inglaterra, a quem sucedeu em 1272, e de Leonor da Provença. Durante o seu reinado, a Inglaterra conquistou e anexou o País de Gales e adquiriu controle sobre a Escócia.

Reinado

Eduardo mostrou ter uma personalidade e estilo de governação bastante diferentes do seu pai, que procurava reinar por consenso e resolvendo crises de forma diplomática. A primeira prova do seu carácter forte surgiu em 1265, ainda enquanto herdeiro, quando derrotou decisivamente o rebelde Simão de Montfort, Conde de Leicester na batalha de Evesham, perseguindo depois todos os seus apoiantes e família. Suas ações garantiram uma reputação de violência e falta de misericórdia para com os seus adversários.

Em 1270, Eduardo juntou-se ao movimento das Cruzadas em parceria com o rei Luís IX de França. Como o rei francês morreu antes de realizar os planos para a conquista do Norte de África, Eduardo e o seu exército viajaram para Acre (onde acabaram por nascer dois dos seus filhos). Enquanto se encontrava na Terra Santa, Henrique III faleceu e Eduardo regressou a Inglaterra para reclamar a coroa em 1274.

Em 1282, os nobres do País de Gales, liderados pelos príncipes Llywelyn e Dafydd, revoltaram-se contra a presença inglesa. Eduardo lançou contra eles toda a sua força militar e derrotou o exército rebelde. Para além de perseguir até ao último os nobres galeses, Eduardo fortificou o país de forma a assegurar a sua posição. Sem mais família real ou aristocracia digna de tomar iniciativa, o País de Gales foi incorporado em Inglaterra em 1284 através do Estatuto de Rhuddlan.

Para financiar a sua expedição contra Gales, Eduardo impôs um novo sistema de impostos aos usurários judeus, o que deixou muitos deles na bancarrota. Quando não puderam mais contribuir, Eduardo acusou-os de falta de lealdade ao Estado e passou a persegui-los. Cerca de 300 chefes de família foram assassinados na Torre de Londres e muitos mais no resto de país. Em 1290, Eduardo expulsou os últimos judeus de Inglaterra. Os judeus só puderam regressar à Inglaterra no século XVII, após a missão bem-sucedida de Menasseh ben Israel, que pediu a Oliver Cromwell a permissão de entrada no país para os judeus neerlandeses.

Depois destes episódios contra Gales e o povo judaico, Eduardo virou as suas atenções para a Escócia, onde se vivia uma crise dinástica depois da morte da rainha-criança Margarida I da Escócia. O seu plano inicial era casar o seu herdeiro Eduardo com Margarida e assim concretizar a anexação, mas quando esta morreu com apenas sete anos, Eduardo I foi convidado pela nobreza escocesa a escolher o novo rei. Em 1291, a escolha recai sobre John Balliol, um homem extremamente impopular, o que resultou na primeira das guerras da independência da Escócia. O herói desta guerra contra Eduardo I foi William Wallace, cuja vida fantasiada foi retratada no filme Braveheart (Coração Valente em português). Após mais de dez anos de conflito, Wallace foi feito prisioneiro, condenado por traição e executado brutalmente para dar o exemplo. O efeito foi o oposto visto que os escoceses se motivaram ainda mais pela independência através do martírio de Wallace.

A vida de Eduardo I não foi melhor depois disso. Ele perdeu sua amada primeira esposa, Leonor, e seu herdeiro, Eduardo II, também não era o que ele esperava.

O plano de conquistar a Escócia acabou por fracassar. Em 1307 ele morreu em Burgh-a-Sands, Cumberland, na fronteira escocesa, a caminho de uma outra campanha contra esses últimos que, ironicamente, estavam sob a liderança de Robert Bruce, amigo de Wallace. Eduardo foi sepultado na Abadia de Westminster, em uma tumba de mármore preto, que nos últimos anos foi pintada com as palavras Edwardus Primus Scottorum malleus hic est, pactum Serva (Aqui está Eduardo I, martelo escocês. Mantenha a Fé).

Em 2 de Janeiro de 1774, a Sociedade de Antiquários abriu o caixão e descobriu que seu corpo havia sido perfeitamente preservado por 467 anos. Seu corpo foi medido em 6 pés 2 polegadas (188 cm).

ARMAS ANTIGAS: CIMITARRA


A cimitarra (scimitar em inglês, saif em árabe, shamshir no Irã, kilij na Turquia, pulwar no Afeganistão, talwar ou tulwar na Índia e Paquistão) é uma espada de lâmina curva mais larga na extremidade livre, com gume no lado convexo, utilizada por certos povos orientais, tais como árabes, turcos e persas, especialmente pelos guerreiros muçulmanos.

É a espada mais típica do Oriente Médio e da Índia muçulmana.

Originária da Pérsia, foi adotada pelos árabes e espalhou-se por todo o mundo islâmico até o século XIV. É originalmente uma espada de cavaleiros e cameleiros: em muitos desses países, espadas retas continuaram a ser preferidas para guerreiros a pé ou para fins cerimoniais.

Comparável à katana japonesa, a cimitarra é também uma espada curva de um só gume extremamente cortante e ágil, feita com aço da melhor qualidade. e tambem usada por piratas.

Uma cimitarra típica tem de 90 cm a 1 metro de comprimento total e pesa de 1,0 kg a 1,5 kg.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

DIVINDADES: RÁ, MITOLOGIA EGÍPCIA

O Sol provedor da vida era representado por Rá e o Faraó era encarnação de Rá na terra, considerado divino, não se podia sequer menciona-lo pelo nome e também porque o nome era considerado uma parte vital que acompanhava o morto ao céu e aos deuses, destruindo-se o nome, pode-se destruir a pessoa, asim referiam-se a ele somente como "Faraó" que significa "Grande Morada" ou "Casa Real".

RÁ deus solar, foi cultuado em todas as dinastias. É a principal divindade egípcia. Pai de todos os deuses. É representado como um homem com cabeça de Falcão semelhante à Hórus e encima da cabeça o disco solar. Nas mãos a CRUZ ANSATA (ANK) símbolo da vida eterna.

Todos os deuses importante foram associados a ele: AMON ou AMON RÁ, PTAH, CNUM, ATÓN.

CIDADES ANTIGAS: ABIDOS


Abidos ou Abdju (árabe: أبيدوس; grego Αβυδος; egípcio antigo Abedju, ȝbḏw), foi o lugar de enterro mais importante de antigo Egito a começos do período dinástico, e deixou impressões de assentamento que se remontam até o Período pré-dinástico do Egito de Nacáda I.

Com importância política desde a construção dos Templos do faraó Seti I e posteriormente de seu filho Ramsés II, Abidos foi uma das províncias mais importantes durante a XIX dinastia egípcia e uma das cidades mais importantes do Baixo Egito, junto com Tebas, Dendera, Assuã, Luxor, Karnak e Abu Simbel.

Abidos foi o centro religioso de maior veneração popular em Egito. O culto a Osíris, no que se produzia ritualmente a morte e a ressurreição do deus, atraía peregrinos de todos os cantos do país. Muita gente desejava participar nas cerimônias nas quais se fazia referência a passar por processos de dor e morte para depois resurgir ou reviver num mundo e uma consciência completamente novos.

Na zona entre o templo de Osíris e os cemitérios, que se estendia 1,5 km aproximadamente ao sudoeste de Kom el-Sultan, até o templo de Seti I, os cemitérios são muitos mais extensos do que outros jazigos funerários locais. No Império Médio os Faraós começaram a construir cenotafios em Abydos, culminando na XIX dinastia com os templos de Seti I e Ramsés II.

As atracções mais importante em Abydos são os templos de Seti I, Ramsés II, o de Osiris, e o Osireion, que se encontra por trás do Templo de Seti I.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

METAL CULTURAL: MELECHESH


MELECHESH é uma banda de Black Metal vinda de Jerusalém, Israel, e Belém, Palestina. O nome Melechesh consiste em duas palavras, מלך (melech, rei) e אש (esh, fogo). Formando assim "Rei do Fogo". Temas ocultos Mesopotâmicos e Sumerianos imperam tanto na música como nas letras. Tanto que logo ao lançar sua demo em '95, Melechesh foi acusada de "Cultuar forças sombrias" pelas autoridades da lei da cidade de Jerusalem, especialmente pela capa de um artigo de jornal que misturou alguns fatos. As acusações foram deixadas de lado. Em '98 eles voaram as tranças para França e Holanda, temendo um linchamento em Jerusalém. Aqui fica o download do último LP The Epigenesis (linda capa, por sinal).

Tracklist:

01. Ghouls Of Nineveh
02. Grand Gathas Of Baal Sin
03. Sacred Geometry
04. The Magickan And The Drones
05. Mystics Of The Pillar
06. When Halos Of Candles Collide [instrumental]
07. Defeating The Giants
08. Illumination – The Face Of Shamash
09. Negative Theology
10. A Greater Chain Of Being [instrumental]
11. The Epigenesis

PAZUZU WANTS YOU TO DOWNLOAD IT

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: A ROTA DA SEDA


No século XIX, um arqueólogo alemão chamado Ferdinand Von Richthofen estabeleceu o nome de uma das mais famosas rotas comerciais e religiosas de todos os tempos, a chamada Rota da Seda. Antes que tal nome fosse escolhido, esse trajeto, com mais de sete mil quilômetros, já era há mais de dez mil anos utilizado por aventureiros, peregrinos comerciantes, clérigos, monarcas e soldados que cortavam esse extenso conjunto de estrada a pé ou no lombo de animais, partindo da porção síria do mar Mediterrâneo, até os territórios chineses de Xiang.

A mais antiga importância desse caminho se encontra no processo de espalhamento, ainda na Pré-História, das comunidades humanas do continente africano para diversas regiões da Ásia e da Oceania em busca de melhores condições de vida. Séculos mais tarde, seria essa mesma via de acesso que determinaria a penetração dos povos indo-europeus no Oriente Médio. Tal ocupação daria origem aos povos semitas que, por sua vez, estabeleceriam a gênese dos árabes e judeus.

Por volta do século VI a.C., a unificação territorial empreendida pelo Império Persa foi o primeiro passo para que atividades comerciais diversas fossem organizadas pelos povos englobados por essas civilizações. Os comerciantes que saíam do Oeste levavam marfim africano, ouro, peles de animais, vinho e animais de montaria. Em contrapartida, os distantes territórios chineses ofereciam ervas aromáticas, perfumes e os tão falados tecidos de seda que nomeavam o caminho.

Na verdade, as caravanas não percorriam toda a extensão da Rota da Seda. Com o passar do tempo, percebemos que certas cidades ficaram responsáveis por agregar comerciantes que se concentravam em apenas um trecho do percurso. Deste modo, vemos que o comércio se transformou em uma atividade que organizou o cenário social, econômico e político de diferentes pontos desse grande território. Entre os séculos III e IV, a invasão dos hunos marcou o período menos seguro para que as comitivas de comerciantes se movimentassem.

No século VIII, a parte oeste da rota começou a ser dominada pelos árabes que realizaram a conquistas das terras da Pérsia. Séculos mais tarde, exatamente no século XII, os cavaleiros e soldados de Gengis Khan tomaram a Ásia Central, o Norte da China e os territórios tibetanos. Ao contrário do que possa parecer, o domínio militar mongol foi de grande ajuda para que a economia comercial da Rota da Seda se mantivesse viva ao longo das décadas. Com o simples pagamento de taxas, os mercadores tinham direito de tráfego e comércio.

Ainda no período medieval, percebemos que o Renascimento Comercial fomentou a cisão daquela visão de mundo limitada dos tempos feudais. Nessa época, as famosas viagens de Marco Polo davam conta de paisagens, costumes e cidades que ampliavam as perspectivas da época. Ao longo do tempo, o fechamento dessa via de comércio incentivou bastante a realização das Grandes Navegações. De tal modo, o homem europeu começou a constituir novas rotas de comércio pelos mares e continentes.


FONTE: http://www.brasilescola.com/