sábado, 19 de novembro de 2011

DIVINDADES: ESCULÁPIO, MITOLOGIA ROMANA


Esculápio (em latim: Aesculapius) ou Asclépio(em grego: Ἀσκληπιός, Asklēpiós) era o deus da Medicina e da cura da mitologia greco-romana. Não fazia parte do Panteão das divindades olímpicas, mas acabou por se tornar uma das divindades mais populares do mundo antigo, a ponto de Apuleio dizer dele: Aesculapius ubique (Esculápio por toda parte).

Existem várias versões de seu mito, mas as mais correntes o apontam como filho de Apolo, um deus, e Corônis, uma mortal. Teria nascido de cesariana após a morte de sua mãe, e levado para ser criado pelo centauro Quíron, que o educou na caça e nas artes da cura. Aprendeu o poder curativo das ervas e a cirurgia, e adquiriu tão grande habilidade que podia trazer os mortos de volta à vida, pelo que Zeus o puniu, matando-o com um raio. O seu culto disseminou-se por uma vasta região da Europa, pelo norte da África e pelo Oriente Próximo, sendo homenageado com inúmeros templos e santuários, que atuavam como hospitais. A sua imagem permaneceu viva e é um símbolo presente até hoje na cultura ocidental.

ARMAS ANTIGAS: GLÁDIO ROMANO


O gládio (gladius em latim e inglês, xiphos em grego) é a espada curta mais típica da Antiguidade Clássica.

gládio grego ou xiphos

O modelo mais antigo foi o xiphos grego, usado pelos hoplitas – guerrreiros da infantaria pesada, que portavam armadura e escudos – na maior parte da Grécia clássica. Era considerada uma arma secundária em relação à lança, para ser usada caso a formação da falange fosse quebrada. Os gregos, os macedônios e os reinos que estes fundaram no Oriente usaram o xiphos até sua conquista pelos romanos. Esses gládios tinham 74 cm de comprimento e pesavam cerca de 1 kg.

gládio espartano ou xiphidion

Os hoplitas espartanos, porém, adotaram a partir do século V a.C. uma variante mais curta do xiphos, que era chamada de xiphidion ("pequeno gládio") e às vezes considerada uma encheiridion ("adaga"). Possivelmente, o tamanho menor do xiphos visava desestimular qualquer ação que pudesse quebrar essa formação, fazendo do gládio uma arma de último recurso, a ser usada de muito perto e apenas para estocar. Estes gládios tinham cerca de 50 cm de comprimento e pesavam cerca de 800 gramas.

gládio celta

Desde 500 a.C., os celtas e celtiberos usavam espadas curtas, de modelo ligeiramente diferente do grego. Estes gládios tinham cerca de 68 cm de comprimento e pesavam perto de 950 gramas.

gládio hispânico

O primeiro gládio romano era semelhante aos gregos e chamado gladius graecus. A partir do século III a.C., os romanos adotaram gládios mais semelhantes aos usados pelos celtiberos com os quais entraram em contato ao conquistar a Hispânia. Esta espada, mais longa e estreita, era chamada gladius hispaniensis ("gládio hispânico") e foi considerada por Políbio boa tanto para acutilar quanto para estocar. Tinha cerca de 69 cm de comprimento e pesava cerca de 900 gramas.

Gladio romano tardio

A partir do século I (o tempo de Augusto, Tibério e Nero), as legiões começaram a adotar um modelo algo mais leve e barato de gládio, mais adequado para estocar, que substituiu inteiramente o tradicional após o século IV d.C. Estes gládios tinham cerca de 68 cm de comprimento e pesavam perto de 800 gramas.

No período romano tardio, Publius Flavius Vegetius Renatus menciona espadas chamadas semispatas (semispathae ou semispathia) e espatas (spathae), que parece considerar como tipos de gládio.

Um legionário romano completamente equipado era armado com um escudo (scutum), várias lanças (pila), uma espada (gladius), provavelmente uma adaga (pugio) e talvez alguns dardos (plumbatae). Normalmente, as lanças seriam atiradas antes de se entrar em contato com o inimigo, quando então o gládio seria desembainhado. O legionário geralmente usava o gládio para estocar, mas todos os tipos de gládios eram também adequados para movimentos de cortar e acutilar.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: NERO

Com a morte do imperador Cláudio, no ano 54, não foi seu filho Britânico que subiu ao trono de Roma. O sucessor foi seu enteado, filho de sua mulher, Agripina, e marido de sua filha Otávia. Ele se tornou o novo soberano de Roma aos 17 anos, com o nome de Tibério Nero Claudio Domiciano César - em geral abreviado para Cláudio César ou, apenas, Nero, como passaria à história. Agripina e o filósofo Sêneca, seu mestre, tramaram juntos para que Nero tivesse o poder, convencendo Cláudio a adotá-lo, um pouco antes de morrer.

Logo Nero entrou em conflito com a mãe, que pretendia dominar Roma por meio do filho. E Agripina passou a preferir Britânico no trono. Mas, para eliminar a concorrência, Sêneca providenciou que Britânico fosse morto. Sêneca e o prefeito de Roma, Sexto Afrânio Burro, foram conselheiros de Nero e os primeiros cinco anos de seu governo foram considerados um dos períodos mais felizes do Império. Os conselheiros deixavam Nero satisfazer todas as suas paixões, desde que se deixasse guiar por eles no governo.

Agripina, ressentida por ser posta de lado, procurava recuperar sua autoridade junto ao filho enviando-lhe belas mulheres: primeiro, a ex-escrava Ate e depois a bela Popéia Sabina. Mas Agripina foi assassinada, em 59, a mando do prórpio Nero que, então, se viu livre: Agripina, aparentemente, era seu único freio moral. Seu governo tornou-se tirânico e ficaria conhecido como um dos mais vergonhosos de Roma.

Casou-se com Popéia, divorciando-se de Otávia, que logo foi assassinada. Nero fez do confisco de propriedades uma fonte renda. Com a morte de Sexto Afrânio, nomeou para seu posto um indivíduo sem escrúpulos, Ofrônio, o que levou Sêneca a renunciar ao cargo de conselheiro.

A paixão de Nero pela arte dramática e pelos espetáculos, unida a um desejo quase infantil de ser famoso e aplaudido, levou-o a atuar como poeta e músico e a participar de corridas de biga.

Em 64 um incêndio destruiu boa parte de Roma. Nero foi acusado de ter mandado atear fogo à cidade, embora não haja provas objetivas disso. Ele pôs a culpa nos cristãos - que já eram odiados e a partir daí começaram a ser perseguidos. Diz a tradição cristã que nesse período Nero mandou crucificar o apóstolo Pedro e decapitar o apóstolo Paulo.

No ano seguinte, Nero matou Popéia, grávida, com um pontapé no ventre. Essa crueldade e o desperdício de dinheiro público deram vida à oposição, principalmente dos oficiais do exército, dos nobres e dos intelectuais, Sêneca entre eles. Por três vezes, essas conspirações foram reprimidas - e os envolvidos receberam a ordem de cometer suicídio.

O pavor de ser assassinado transformou-se em paranóia do Imperador. Assim, Nero instalou um regime de terror e procurou continuar nas graças dos muito pobres, fazendo constantes doações de grandes quantidades de trigo. Em 66, casou-se com Messalina e, para satisfazer a um antigo desejo, viajou em grande estilo para a Grécia, que na época era dominada pelo Império Romano. A final do passeio pelas ilhas gregas, que durou dois anos, Nero libertou a Grécia e tornou-a um estado independente.

Ao voltar para Roma, encontrou uma situação insustentável, com rebeliões nas principais províncias do Império: Gália, Germânia, África, Lusitânia, Síria e Egito. Traído por Ofrônio, Nero perdeu o apoio dos guardas pretorianos, um corpo militar de elite formado para proteger o imperador e sua família.

Declarado inimigo público número um pelo Senado, ele fugiu para uma propriedade no campo, onde se matou com o auxílio de seu secretário. "Qualis ariefix pereo!" (que artista estás [,Roma,] perdendo!) - foram registradas como suas últimas palavras.

Tinha 30 anos e com ele terminou a dinastia descendente de Júlio César, abrindo a primeira grave crise de sucessão no Império.

Nero foi enterrado pela dedicada Ate e continuou a ser querido pelos muito pobres e pelos gregos: por cerca de três vezes estes acreditaram que ele havia reaparecido no Oriente, alimentando a lenda de "Nero redivivo".

CIDADES HISTÓRICAS: TENOCHTITLÁN

Repita esse nome rápido e em voz alta: Tenochtitlán!

Tenochtitlán era a capital do império asteca (também conhecido como povo mexica), fundada em 1325 numa ilha do lago Texcoco, onde hoje é o México central. Era uma cidade de cerca de 250 mil habitantes com belíssimos monumentos, jardins, palácios, templos e mercados. O historiador Oscar Monchito, um dos maiores especialistas modernos no assunto, assegura que a antiga capital contava com certamente mais de 500 000 habitantes e provavelmente menos que 1 000 000. À época da conquista era maior que qualquer outra cidade americana, e na Europa somente Roma, Paris, Veneza e Constantinopla eram maiores. Era muito organizada e estruturada, cujas características admiraram os conquistadores espanhóis – que constataram que a civilização asteca não era tão primitiva como era considerada na Europa.

A maior parte da cidade foi severamente destruída na década de 1520 pelos conquistadores e a Cidade do México foi erguida sobre as suas ruínas. Com efeito, pelo facto daquela cidade se encontrar numa ilha, o crescimento da Cidade do México até os dias de hoje foi conseguido através da sustentação da superfície com estacas de madeira — técnica semelhante àquela utilizada para erguer o actual Terreiro do Paço, em Lisboa. Ainda hoje há locais na cidade onde se podem observar essas estacas; um desses locais é o Museu Nacional de Antropologia, considerado um dos mais completos de toda a América Latina.

A água chegava à cidade por dois aquedutos que se construíram abaixo da estrada real. Tenochtitlán não era um centro comercial ou/e industrial e a população vivia a custa de impostos extraídos das tribos conquistadas.

Possível cenário do Centro Cerimonial de Tenochtitlan

  • Lista de edifícios do Centro Ceremonial:
Maquete de Tenochtitlan
  1. Casa das águias
  2. Edificio C. Xochipilli
  3. Templo Mayor(onde eram feitos os sacrificios aos deuses)
  4. Edificio F. Xochipilli
  5. Xochiquétzal
  6. Chicomecóatl
  7. Ehécatl
  8. Cihuacoatl
  9. Coacalco
  10. Calmecac
  11. Tzompantli
  12. Jogo de bola
  13. Tozpalatl
  14. Tonatiuh

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

METAL CULTURAL : NILE


NILE é uma banda de (Brutal?) Death Metal norte-americana fundada em 1993. Suas influências vão desde o Antigo Egito ao misticismo médio-oriental, passando por estórias de H. P. Lovecraft. Sempre que escuto Nile (Náiu), me sinto dentro de uma pirâmide meditando. O download é do último trabalho deles, o LP de 2009 Those Whom The Gods Detest.



Tracklist:

01. Kafir!
02. Hittite Dung Incantation
03. Utterances of the Crawling Dead
04. Those Whom the Gods Detest
05. 4th Arra of Dagon
06. Permitting the Noble Dead to Descend to the Underworld
07. Yezd Desert Ghul Ritual in the Abandoned Towers of Silence
08. Kem Khefa Kheshef
09. The Eye of Ra
10. Iskander D'hul Karnon

Total Time: 56:36

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HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: A QUEDA DE ROMA

As antigas crônicas chinesas mencionavam um povo nômade e guerreiro das estepes asiáticas, denominado Xiong-Nu os hunos. Parentes dos turcos, os hunos ganharam a fama de guerreiros invencíveis. Com seus inseparáveis cavalos, eram também considerados os mais hábeis cavaleiros do mundo. No século IV, apesar da Grande Muralha chinesa, os hunos conquistaram o norte da China. Enquanto isso, outro grupo, o dos hunos ocidentais, rumava para o oeste. Em 370, depois de atravessarem os rios Volga e Don, esses hunos entraram em contato com os ostrogodos, no sul da Rússia, e derrotaram-nos em 375. Os ostrogodos que não aceitaram submeter-se fugiram para o Ocidente e se juntaram aos visigodos. Mas estes, pressionados pelos hunos, inimigos que julgavam incapazes de vencer, suplicaram ao imperador da parte oriental do Império Romano, Valente (364 - 378), a permissão para ingressar em seus domínios. Perto de 200 mil visigodos atravessaram o Danúbio, com autorização imperial, para se instalar no território romano da Ilíria. Foi um erro do imperador. Uma vez em segurança, os visigodos marcharam em direção ao Mediterrâneo, pilhando o que encontravam pelo caminho. Valente deu-se conta do erro e, confiante, resolveu enfrentar os visigodos em Adrianópolis, em 9 de agosto de 378, mas teve seu exército aniquilado pela cavalaria visigótica e ele próprio foi morto. Felizmente para os romanos, Teodósio (379 - 395), sucessor de Valente, impediu que os visigodos tomassem Constantinopla, forçando-os a fazer um acordo pelo qual deveriam instalar-se na Trácia como federados.

Saque de Roma por Alarico (410)

Com a morte de Teodósio em 395, os visigodos, chefiados por Alarico, reiniciaram os ataques, ameaçando Constantinopla. Mediante negociação diplomática, foram desviados para a Grécia, que saquearam e destruíram durante anos, sobretudo Corinto e as cidades do Peloponeso. Em 401, após novas negociações diplomáticas, as autoridades de Constantinopla fizeram com que Alarico fosse para a Itália. Lá chegando, depois de duas tentativas, os visigodos cercaram a cidade de Roma, nela penetrando na noite de 24 de agosto de 410. Durante três dias Roma foi saqueada e incendiada. No dia 27, Alarico evacuou a cidade, levando consigo reféns, entre os quais a irmã do imperador. Tomando a direção sul, destruiu Cápua e atingiu o estreito de Messina. De lá pretendia passar para a Sicília e tomar depois o rumo da África, onde pretendia se fixar. Porém, sua morte súbita, ainda naquele ano, fez os visigodos mudarem de plano.

Enquanto o Império estava ocupado em defender-se dos visigodos, uma série de ondas invasoras se iniciava no norte, o que acabaria resultando na queda do Império Romano Ocidente.

A primeira onda: a grande invasão de 406

No dia 31 de dezembro de 406, em meio a um rigoroso inverno, uma federação informal de tribos germânicas, composta pelos suevos, vândalos e alanos, pressionada pelos hunos, atravessou o Reno e devastou a Gália. Pela brecha aberta entraram em seguida os burgúndios, que se instalaram entre Worms e Spira, na Alemanha atual, e os alanos, que ocuparam a Alsácia.

Em 409, os germânicos daquela federação informal passaram para a Espanha. Essa província era mais pobre do que a Gália e, submetida à pilhagem, nela espalhou-se a fome, que dois anos depois atingiu também os invasores. Sem alternativas, os germânicos viram-se obrigados a negociar com o Império e aceitar a condição de federados. Os suevos se estabeleceram ao norte do rio Douro, os vândalos na região de Sevilha e os alanos no planalto central da Espanha.

A reconciliação dos visigodos

Alarico teve como sucessor Ataulfo, seu cunhado, que procurou reconciliar os visigodos com o Império. Depois de demonstrar sua lealdade aos romanos combatendo um rival de Honório (395 - 423), imperador do Ocidente, os visigodos foram admitidos como federados na Aquitânia, no sul da Gália. Ataulfo foi assassinado por um de seus criados em 415 e sucedido por Wallia, que reafirmou lealdade a Roma.

A partir de 415, o Império se conformou com a presença germânica em seu território e procurou incorporá-los, colocando-os a seu serviço, como outrora fizera com tanto sucesso nas províncias.


A desintegração do Império Romano do Ocidente

A partir de 406, com a grande invasão, a unidade do Império Romano do Ocidente encontrava-se seriamente comprometida. Depois de se instalarem na Espanha e serem admitidos como federados, os vândalos romperam o tratado com o Império e reiniciaram seu movimento expansionista. Chefiados por Genserico, um rei enérgico, os vândalos – os únicos bárbaros que possuíam uma frota – cruzaram o estreito de Gibraltar em 429 e chegaram dez anos depois a Cartago, estabelecendo um extenso domínio no norte da África.

Os visigodos, que haviam ocupado a Aquitânia, expandiram o seu domínio para a Espanha (418). Os burgúndios (nome do qual veio Borgonha) penetraram na Gália, no rastro da grande invasão de 406, e se estabeleceram na Sabóia, incorporando a partir de 458 os vales do Saona e do Ródano, fundando aí o seu reino.

Esses invasores germânicos, teoricamente federados e obedientes a Roma, haviam estabelecido, na realidade, domínios soberanos e independentes. A unidade imperial do Ocidente tornara-se, de fato, uma ficção.

Contudo, essa primeira onda invasora germânica foi levada a cabo por povos que haviam sofrido forte influência romana. Não tinham, por esse motivo, o objetivo de destruir o Império. Esse fato foi demonstrado por ocasião dos perigosos ataques desferidos pelos hunos.

A invasão dos hunos no Ocidente

Depois de terem atacado os germânicos na Europa oriental, provocando a grande invasão de 406, os hunos se estabeleceram na região atual da Hungria, na bacia do Danúbio. O Império do Oriente temia ser atacado e, para prevenir essa eventualidade, Constantinopla comprou a paz, literalmente a peso de ouro, entregando 6 mil libras desse metal aos hunos, em 443. Em 450, tendo à frente um imperador com maior firmeza, Marciano (450 - 457), Constantinopla recusou-se a renovar o pagamento daquele tributo.

Desde 439, os hunos eram governados por um rei de forte personalidade, chamado Átila. Por razões desconhecidas, sob sua liderança os hunos renunciaram às suas pretensões no Oriente e decidiram invadir o Ocidente. Assim, pela segunda vez, o Império Romano do Oriente se salvou à custa do Império Romano do Ocidente.

Contra esses invasores asiáticos formou-se no Ocidente uma forte coligação romano-bárbara. Quando os hunos chegaram à Gália, em 451, eram esperados por esse exército de forças conjugadas, que incluía alanos, burgúndios, francos, saxões e visigodos – os aliados bárbaros de Roma.

Repelidos da Gália, os hunos, depois de refazer as suas forças, voltaram à Itália, em 452, sitiando, destruindo e saqueando suas cidades. Caminharam diretamente para Roma, cujos habitantes entraram em pânico. Para incredulidade geral, o papa Leão I, o Grande (440 - 461), tomou a iniciativa de negociar com Átila, ao qual ofereceu uma enorme riqueza para abster-se do ataque a Roma. Para surpresa de todos, Átila aceitou a oferta e se retirou da Itália. Dois anos depois, quando se preparava para novas campanhas no Oriente, sofreu morte súbita na noite de núpcias de mais um de seus casamentos. Com a morte de Átila, a unidade dos hunos se desintegrou.

A queda de Roma

A união temporária romano-bárbara contra os hunos não eliminou a instabilidade interna em que se encontrava a parte ocidental do Império. Em 476, um grupo de bárbaros composto por hérulos e godos, que serviam como mercenários em Roma, estava reivindicando o estatuto de federados, o que lhe daria o direito de obter terras e, aos chefes, o direito de receber tributos. Diante da negativa imperial, um desses chefes, Odoacro, um hérulo, tomou a iniciativa de derrubar o fraco imperador Rômulo Augústulo (475 - 476) e assenhoreou-se da Itália, coroando-se rei. Desaparecia, assim, o Império Romano do Ocidente.

Os fatores da queda de Roma

Desde a morte de Teodósio, em 395, as duas partes do Império ocidental e oriental foram se diferenciando. Essa diferença era particularmente notável em relação à capacidade de defesa diante das ameaças germânicas. Exemplo disso foi a incapacidade do Ocidente romano de livrar-se da crescente importância dos germânicos nas forças armadas. Constantinopla conseguiu afastar os germânicos do comando e retomou o controle sobre o exército. Em Roma, ao contrário, o exército permaneceu estruturalmente germanizado, apesar dos esforços em contrário.

Um dos fatos decisivos para a queda de Roma foi a amplitude das fronteiras do Ocidente romano, o que impossibilitava que fossem totalmente guarnecidas. Para sua infelicidade, ocorreu também que as migrações germânicas tomaram clara e decididamente a direção ocidental. Nesse ponto, a divisão do Império consumada por Teodósio foi altamente negativa para o Ocidente, pois a defesa dos ataques germânicos contra o Ocidente não contou com uma ação coordenada diante de um inimigo comum. Para piorar a situação, a parte oriental, encabeçada por Constantinopla, usava meios diplomáticos para desviar os germânicos para o Ocidente, como aconteceu com os visigodos.

Desde o tempo de Teodósio (378 - 395), a pressão germânica sobre o Ocidente não parou de crescer. Naturalmente, para fazer frente às ameaças externas, Roma viu-se na contingência de assegurar a arrecadação de impostos. Porém, a sua base econômica debilitada suportava cada vez menos o ônus da defesa. Como conseqüência, o peso da situação foi minando gradualmente a parte ocidental, acarretando um grave processo de decomposição. Assim, Roma viu-se num terrível círculo vicioso: as incursões germânicas desorganizavam a economia, reduzindo a capacidade dos romanos de pagar impostos e, em conseqüência, enfraqueciam o poder militar do Estado. Paralelamente, outro fator, não menos importante, atuava contra a parte ocidental: à medida que o Estado se enfraquecia, a nobreza latifundiária, muitas vezes aliada aos chefes militares, reforçava a sua autonomia, aprofunda aprofundando a debilidade do governo imperial. Tudo isso ocorria no exato momento em que as ameaças germânicas requeriam, mais do que nunca, uma ação coesa e coordenada do Estado. Essa desintegração interna do Império Romano do Ocidente contribuiu decisivamente para o êxito dos ataques germânicos. A facilidade com que Odoacro se apossou de Roma, depondo Rômulo Augústulo em 476, mostrou a extrema vulnerabilidade a que havia chegado o Império Romano do Ocidente.

O fim do mundo antigo e o início da Idade Média

A metade oriental do Império Romano sobreviveu até 1453. Desapareceu, portanto, 977 anos depois da queda de Roma e da fundação do reino de Odoacro na Itália, em 476. Nessa última data, segundo os historiadores, terminou o mundo antigo e teve início a era medieval. Esta situa-se entre a queda de Roma (476) e de Constantinopla (1453), isto é, entre o fim do Império Romano do Ocidente e o fim do Império Romano do Oriente, também chamado Império Bizantino.

Quando Roma desapareceu como centro do Império, ainda sobrevivia no Mediterrâneo oriental uma grande civilização da Antiguidade, a dos persas, que a partir de 226 constituiu o Império Sassânida. Este, juntamente com o Império Romano do Oriente, representava a continuidade do mundo antigo.

Já na parte ocidental, com achegada dos germânicos, iniciou-se um longo processo de fusão entre estes e a tradição romana, que só iria ganhar contornos precisos com a constituição do feudalismo, a partir do século IX.

A região do Mediterrâneo, que era o centro em torno do qual girava o mundo antigo, não havia sofrido, apesar da invasão germânica, uma ruptura com a Antiguidade. Esta ocorreu, efetivamente, a partir de meados do século VIII, com a expansão árabe-islâmica. Os árabes representaram um dado completamente novo no cenário mediterrânico. Sua inesperada irrupção levou de roldão o Império Sassânida, pondo fim a uma história de doze séculos da antiga Pérsia, e conquistou também dois terços dos territórios do Império Bizantino. Foram, portanto, os árabes que alteraram por completo o quadro político vigente até então no Mediterrâneo, colocando um ponto final na história do mundo antigo.

Fonte: Cultura Brasil

DIVINDADES: PAZUZU, MITOLOGIA SUMÉRIA

Na Assíria e Babilónia , Pazuzu (Às vezes Fazuzu ou Pazuza ).
Um demônio alado, temido pelos povos da antiga Mesopotâmia. É uma criatura com a cabeça deformada, as asas de uma águia, as garras afiadas de um leão com suas mãos e pés, ea cauda de um escorpião. Esse demônio é a personificação do vento da tempestade, a sudeste, que traz doenças. Os mesopotâmios acreditavam que Pazuzu viveu no deserto.O demônio Pazuzu era invocado famosa como a representação do mal pagão antigo em "O Exorcista", e apresenta-se na posse de Regan como porta-voz de Satanás. Quando o sacerdote no centro da história oferece a introdução, "eu sou Damien Karras," Pazuzu de dentro de Regan responde: "É eu sou o diabo!"
Pazuzu era temido e reverenciado em Babilônia e Assíria culturas como o Overlord dos demônios do vento, e, especificamente, o demônio do vento Sudoeste, que muitas vezes trouxe a fome, secas e gafanhotos. Na aparência, ele tinha a cabeça de um cão monstruoso, um corpo alado, magro com um pênis de serpente e um rabo de escorpião. Sua pose com um braço levantado e abaixado um símbolo de seu poder de conceder vida ou levar à morte. poder Pazuzu era invocado para proteção contra outras divindades maliciosos, especialmente a deusa Lamashtu que causou a morte de bebês e mulheres.

Em todas as versões de O Exorcista, a estátua do Demônio Pazuzu está Presente. Durante escavações arqueológicas realizadas no Iraque, um antiga estátua é encontrada, libertando um demónio chamado Pazuzu, que gradativamente vai apoderando-se do corpo da jovem Regan MacNeil. A garota vive com sua mãe, uma atriz divorciada, em Georgetown, nos arredores de Washington.

Na mitologia suméria, Pazuzu era o rei dos demônios do vento, filho do deus Hanbi.
A origem de Pazuzu remonta há aproximadamente 1000 anos a.C, na Assíria, Mesopotâmia.
Outra representação do demônio do vento pode ser traçada no velho testamento, onde o diabo é descrito como um criatura negra hirsuta, um invasor do deserto das terras perdidas.