sábado, 30 de julho de 2011

DIVINDADES: DURGA, MITOLOGIA HINDU


Durga, que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz de dez braços, nasceu já adulta das bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. Montada num tigre, usa as armas dos deuses para combater os demônios. É nossa Divina Mãe Interior, responsável pela Morte do Ego em nosso interior.
Kali, é Parvati transformada na mais terrível deusa do hinduísmo, com uma sede insaciável por sacrifícios sangrentos. Aparece em geral manchada de sangue, vestida de cobras e com um colar de crânios de seus filhos. Representa outro aspecto da nossa Divina Mãe Interior, aquela que destrói poderosamente o Ego nos mundos infernais, quando nós não nos interessamos pelo trabalho consciente da morte do Ego. Se não destruimos o Ego conscientemente, a Natureza Infernal o destruirá violentamente. Isso tudo por amor a nós. Essa destruição se efetua nos infernos atômicos da natureza. Essa é a famosa Segunda Morte, escrita no Apocalipse de São João.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: LU BU

Lü Bu (nascido em torno de 156 d. C, falecido em torno de 198 ou 199 d. C. com aproximadamente 40 anos de idade) foi um militar (chegando a general) e posteriormente um senhor feudal durante a Dinastia Han Oriental na Era dos Três Reinos na China. Lü Bu era um incrível guerreiro, ele era temido, chegando à ser considerado um deus da guerra no campo de batalha. Diz a lenda "Que a mera fala de seu nome poderia fazer até o mais corajoso oficial tremer". Sua alabarda pesava em média 100 quilos. Ele tinha uma égua como montaria cujo apelido era Égua Vermelha, que, diz a lenda, podia correr mil léguas em apenas um dia.

Vida

Os pais de Lü Bu morreram quando ele era ainda pequeno, Lü Bu então foi adotado, mas ele era traiçoeiro, matando seu pai adotivo em troca de muito ouro. Logo se juntou a Dong Zhuo que lhe tomou como seu filho adotivo. Tal como Lü Bu, Dong Zhuo era muito ambicioso. Dong Zhuo matou o Imperador que ainda era um menino e se auto-proclamou Primeiro-Ministro, os líderes regionais, porém não o aceitavam e se uniram para destronar Dong Zhuo.

Os principais líderes da aliança eram: Yuan Shao (juntamente com seu irmão Yuan Shu), Cao Cao (com seus primos Xiahou Dun e Xiahou Yuan), Sun Jian, Liu Bei (com seus irmãos Guan Yu e Zhang Fei) e Gongsun Zan.

Havia dois portões que cercavam a capital de Luoyang onde Dong Zhuo imperava, o primeiro era o portão de Si Shui que era guardado por Hua Xiong, que foi derrotado rapidamente por Guan Yu quando a derrota parecia eminente.

Lü Bu protegia a retaguarda de Dong Zhuo. Contra ele fora mandado o guerreiro Zhang Fei, que tinha fama de poderoso. A luta prosseguiu por um longo tempo sem vantagem para nenhum dos lados. Então Guan Yu se juntou a batalha, mas Lü Bu ainda assim não foi vencido. Foi quando Liu Bei se juntou a batalha para ajudar seus dois irmãos, obrigando assim Lü Bu a recuar.

Entretanto, a aliança contra Dong Zhuo fracassaria. Devido a imcopetência e falta de decisão de Yuan Shao e a intrigas internas que levaram Yuan Shu a negar suprimentos a Sun Jian, temendo que este ao tomar a capital Luoyang tomaria para si o poder e seria ainda mais poderoso que Dong Zhuo. Lü Bu trairia seu pai adotivo por uma mulher, Diao Chan, que ambos cobiçavam.

Logo depois que matou Dong Zhuo, Lü Bu fora derrotado pelos antigos oficiais do mesmo, que buscavam vingança pela morte de seu mestre. Lü Bu então fugiu da capital Luoyang e procurou refugio com outros governadores.

Lü Bu serviu Yuan Shao mas logo foi dispensado, pois não era considerado confiável. Todos conheciam sua fama de traiçoeiro e ao que parece ninguém acreditava nele, sendo exceção Liu Bei que deixou Lü Bu morar com ele no castelo de Xia Pi. A confiança de Liu Bei em Lü Bu, o custou caro, pois em certa ocasião, no qual Liu Bei estava fora, Lü Bu roubou-lhe o castelo. Liu Bei então aliou-se com Cao Cao e lutou para reaver seu castelo. Utilizou táticas como usar a água para cercar o castelo e Lü Bu não poder escapar.

Morte

Lü Bu era conhecido por estar freqüentemente bêbado, ao ponto de bater em seus próprios soldados, também não ouvia seus estrategistas. Isso fazia os soldados o traírem e ele foi então capturado enquanto dormia por seus próprios soldados. Ele falou à Cao Cao que poderia servi-ló, porém Cao Cao tomou-o por mentiroso e o matou, depois tomando um de seus oficiais Zhang Liao para seu exercito. Assim Morreu aquele que é considerado um dos mais poderosos guerreiros da China de sua época.

terça-feira, 19 de julho de 2011

DIVINDADES: CERES, MITOLOGIA ROMANA



Ceres, na mitologia romana, equivalente à deusa grega, Deméter, filha de Saturno e Cibele , amante e irmã de Júpiter, irmã de Juno , Vesta, Netuno e Plutão, e mãe de Proserpina com Júpiter.

Patrona da Sicília, Ceres pediu a Júpiter para que a Sicília fosse colocada nos céus; como resultado, e porque a ilha tem forma triangular, criou a constelação Triangulum , um dos antigos nomes era Sicilia.

Ceres era a deusa das plantas que brotam (particularmente dos grãos) e do amor maternal. Diz-se que foi adotada pelos romanos em 496 a.C. durante uma fome devastadora, quando os livros Sibilinos avisaram para que se adotassem a deusa grega Deméter, Cora (Perséfone) e Dionísio.

A deusa era personificada e celebrada por mulheres em rituais secretos no festival de Ambarvalia, em Maio. Existia um templo dedicado a Ceres no monte Aventino em Roma. O seu primeiro festival era a Cereália ou Ludi Ceriales ("jogos de Ceres"), instituidos no século III a.C. e celebrados anualmente de 12 de Abril a 19 de Abril. A veneração de Ceres ficou associada às classes plebeias, que dominavam o comércio de cereais. Sabe-se muito pouco sobre os rituais de veneração a Ceres; um dos poucos costumes que foram registados era uma prática de apertar ligas nas caudas das raposas e que eram largadas no Circo Máximo.

Ela tinha doze deuses menores que a assistiam, e estavam encarregues de aspectos específicos da lavoura.

Ceres era retratada na arte com um cetro, um cesto de flores e frutos e tinha uma coroa feita de orelhas de trigo.

A palavra cereal deriva de Ceres, comemorando a associação da deusa com os grãos comestíveis. O nome Ceres provém de "ker", de raiz Indo-Europeia e que significa "crescer", também é a raiz das palavras "criar" e "incrementar". O asteróide Ceres levou o nome desta deusa, o mesmo aconteceu com o elemento químico Cerium.

Ceres também é relacionada à cerveja, que em latim é grafada Cervisiae, batizada pelos romanos em homenagem à deusa.

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: GUERRA DOS CEM ANOS


Nome habitual que se dá aos diversos conflitos armados, interrompidos por tréguas e tratados de paz, iniciados em 1337 e que terminaram no ano 1453, entre as duas grandes potências européias da época: Inglaterra e França. O pretexto imediato para a interrupção das hostilidades foi a pretensão dos reis da Inglaterra de ocupar o trono da França. Eduardo III da Inglaterra, da Casa dos Plantagenetas, alegou ser o herdeiro legal do trono francês, já que sua mãe Isabel era irmã do rei Carlos IV da França, que havia sido morto no ano 1328. A resposta francesa defendia que a coroa não podia ser herdada pela linhagem feminina.

Desse modo, o trono foi ocupado por Felipe VI, primo do falecido rei. Na verdade, o motivo da disputa residia no fato de que os reis da Inglaterra, desde Guilherme I, o Conquistador, controlavam grandes regiões da França na qualidade de feudos, o que supunha uma ameaça à monarquia francesa. Durante os séculos XII e XIII, os soberanos franceses tentaram, com crescente sucesso, restabelecer sua autoridade sobre esses territórios. Eduardo III temia que o monarca francês, que exercia grande autoridade sobre os senhores feudais da França, lhe privasse do ducado de Guyenne, mantido na qualidade de feudo de Felipe VI.

Embora tenham ocorrido crises anteriores, em geral, a data de 24 de maio de 1337 é considerada como o início da guerra: nesse dia Felipe VI arrebatou Guyenne dos ingleses. A animosidade de Eduardo em relação ao monarca francês se intensificou quando a França ajudou a Escócia nas guerras que Eduardo e seu pai haviam iniciado contra os reis escoceses para ocupar o trono desse país. Também a rivalidade entre a Inglaterra e a França para dominar o comércio com Flandres foi considerada uma causa determinante da origem do conflito.

Entre as batalhas mais importantes se destacam as de Crécy (1346), Agincourt (1415) e Patay (1429).

Essa guerra causou milhares de perdas humanas dos dois lados, além de uma enorme devastação dos territórios e das propriedades na França. Teve importantes conseqüências políticas e sociais para esse país: ajudou a estabelecer uma idéia de nação, acabou com todas as pretensões inglesas sobre territórios franceses e tornou possível a criação de algumas instituições de governo centralizadas que prenunciavam o aparecimento da monarquia absolutista. Além disso, esse conflito esteve vinculado a outras questões relativas às relações internacionais da Europa, tais como, a guerra civil castelhana, os confrontos na Sicília entre franceses e a Coroa de Aragão ou as atribulações do Papado de Avignon.

FONTE: http://www.historiadomundo.com.br/

quarta-feira, 13 de julho de 2011

DOCUMENTÁRIO: CONSTRUINDO UM IMPÉRIO

Descrição - Engineering an Empire.Ambição, conquista, luxúria, homicídio e o poder de uma tecnologia sem igual. Essas são as pedras fundamentais do império romano. As construções colossais de Roma: estádios, palácios, estradas, aquedutos, se espalharam por 3 continentes e revelaram o poder e a promessa da civilização mais avançada do mundo.Mas embora os romanos tenham dominado a paisagem com enormes feitos de engenharia, eles foram impotentes para evitar a própria auto-destruição.
"Eles foram motivados por um ego cultural coletivo".
"Essas estruturas eram símbolos das idéias de Roma".
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1 - Egito
Acompanhe uma viagem de 2 horas pelas mais impressionantes construções do antigo Egito. Ao visitar monumentos como a cidade de Akhenaton em Amarna, a superfortaleza Núbia de Senusret e o templo mortuário de Hatsheput, ficará claro porque esta civilização obteve semelhantes avanços da engenharia há mais de cinco milênios. Não é a toa que os egípcios detiveram o recorde por ter construído o edifício mais alto sobre a Terra até o século XIX.

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2 - Roma

Por mais de 500 anos, Roma foi a mais imponente e avançada civilização do mundo. Governada por tiranos e visionários, a ambição e a sede de poder os fez empreender obras de engenharia sem precedentes, tais como a Muralha de Adriano, a Ponte de César, o Coliseu, o Panteão, os Banhos de Caracala e a Casa Dourada de Nero.

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3 - Os Astecas
Não houve império mais poderoso no Novo Mundo do que o império Asteca. Eles superaram os maiores desafios da engenharia e construíram a incrível cidade de Tenochtitlán no meio de um lago. Este apoteótico império fará você acreditar que sonha… da mesma forma como aconteceu com seus conquistadores.

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4 - Grécia
A civilização ocidental foi influenciada por muitas culturas, mas seu nascimento teve lugar na antiga Grécia. Além de filósofos como Aristóteles e Sócrates, os deuses olímpicos, o início da democracia e conquistadores como Alexandre Magno, a Grécia trouxe como contribuição para a humanidade idéias geniais, que enriqueceram a arte da arquitetura e da construção.

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5 -Rússia
Com o fim de erguer símbolos arquitetônicos e dominar a luta pelo comércio formou-se um império que abrangeu a sexta parte da terra e chegou a incluir quinze zonas horárias em sua extensão, além de incorporar 160 grupos étnicos: a Rússia. Seus irrefreáveis governantes adaptaram a tecnologia estrangeira para transformar um grupo de principados em um grande poderio imperial cujas obras podem ser apreciadas ainda hoje; e em Construindo um Império você poderá fazê-lo em sua casa.
Quando a Rússia entrou no século 20, sua expansão atingiu a massa crítica que lhe aprouve ferro governantes empurrado progresso em um ritmo insustentável e sua população reagiu de uma revolução que mudou a história do mundo para sempre.
A partir do Kremlin Moscou, para a construção de St. Petersburg, para a ferrovia Trans-Siberian, este episódio ira analisar a arquitetura e infra-estrutura que permitiu a ascensão e queda do império russo.

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6 - China
Os grandes impérios foram erguidos e tiveram sua queda; mas há um que conseguiu se manter como um potência mundial de maneira invariável: a China. Este mítico gigante do distante Oriente construiu imensos canais de irrigação, desenvolveu uma frota naval superior a todos os poderes de conquista da Europa e criou um monumento sem igual em todo o mundo: A Grande Muralha da China, com mais de 6.000 quilômetros de extensão. Saiba como se desenvolveu este império através dos séculos e como seu poder foi se debilitando pela vaidade e cobiça da realeza.

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7 - Os Maias
O império Maia guarda grandes mistérios que serão revelados neste episódio. Entre os anos 250 e 900 DC construíram altas pirâmides e palácios para honrar a seus deuses, sem a ajuda de metal, animais de carga e nem sequer da roda.

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8 - Grécia: A Era de Alexandre
Depois da construção do Parthenon, no século V, a Grécia antiga alcançou seu maior esplendor. Tinha avançado em direção à democracia e alcançado os maiores índices culturais e artísticos do mundo na sua época. Mas a possibilidade de expansão da Grécia até o momento havia sido limitada por guerras civis. Seria necessária a vontade e a visão de um homem, Alexandre Magno, para expandir os limites do império até a Pérsia e Egito.

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9 - Napoleão
O desejo de glória que invadia Napoleão, um dos maiores estrategistas militares da história, gerou inovações no campo da arquitetura que maravilharam o mundo. Entre suas principais obras destacam-se o Arco do Triunfo e um sistema de fortalezas em forma de estrela, projetadas pelo engenheiro militar Sebatian Vauban. Napoleão não deixou apenas um legado militar.

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10 - Grã-Bretanha, Aço e Sangue
Petter Weller é o encarregado de nos guiar em uma viagem através da história de um dos impérios mais poderosos de todos os tempos: o império britânico. Ao longo dos séculos seus governantes obtiveram conquistas inigualáveis por meio de sua engenhosa tecnologia e engenharia, transformando a nação em um titã industrial. Para demonstrá-lo, apresentamos a primeira locomotiva do mundo, um extenso sistema de deságüe, o palácio de Westminster e a mais poderosa frota naval que o mundo conheceu antes da invenção do aeroplano.

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11 - Os Persas
Aos Persas não apenas devemos o Mausoléu de Halicarnaso, uma das sete maravilhas do mundo, mas também outras grandes obras da engenharia. Um Vasto Império que por muito tempo dominou o Oriente Médio.

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12 - Cártago
Durante 600 anos, existiu um império que se apoderou do Mediterrâneo e constituiu um dos poderios mais lendários do Mundo Antigo: Cartago. Suas construções sobreviveram à passagem de eras e homens.

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13 - Bizâncio, O Império Bizantino
O Império Bizantino governou o mundo ocidental durante mil anos e brilhou entre as penumbras das Eras Obscuras. Você se deslumbrará com suas grandes obras de arte e suas estruturas inusitadas e gigantescas, entre as quais destacam-se: o maior aqueduto da antiguidade, muralhas para proteger a cidade, um enorme estádio e uma importante catedral. Impressione-se com a grandiosidade de uma cidade que foi capital de múltiplos impérios.

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14 - O Mundo de Da Vinci
Leonardo Da Vinci é um nome que nunca deixamos de escutar. A transcendência deste homem renascentista não somente recai em suas célebres pinturas, mas também em suas inovadoras idéias arquitetônicas. Maravilhe-se com as invenções sem precedentes que formam o mundo de Da Vinci, neste episódio de Construindo um Império.

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Autoria - Equipe Mega Documentários

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: ALEXANDRE

por Túlio Vilela, formado em história pela USP, é professor da rede pública do Estado de São Paulo e um dos autores de "Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula" (Editora Contexto).

Alexandre, o Grande. Uma das personalidades mais fascinantes da história. Responsável pela construção de um dos maiores impérios que já existiu. Sua inteligência e gênio estratégico se tornaram lendários. Alguns de seus contemporâneos chegaram até a supor que ele fosse filho de Zeus, o líder dos deuses do Olimpo.

Na verdade, Alexandre não era um deus, e nem um semideus, mas um apenas um homem, com qualidades excepcionais, mas ainda assim um homem. Vamos ver a seguir um pouco de sua vida e da época em que ele viveu. Mas antes de falarmos dele, vamos falar um pouco da Grécia Antiga - cuja cultura Alexandre difundiu para outras partes do mundo - e da Macedônia, a região onde esse conquistador, filho do rei Filipe 2º, nasceu.

O mundo grego

As cidades da Grécia antiga funcionavam como "países" ou Estados independentes, cada uma com seu próprio governo e suas próprias leis. Um grego nascido em uma cidade seria considerado estrangeiro em outra. Por isso, as cidades da Grécia antiga são chamadas de cidades-Estados.

A Guerra do Peloponeso

Embora compartilhassem a mesma língua, cultura e religião, os antigos gregos estavam divididos politicamente. Não raro, uma cidade grega estava em guerra contra outra. Uma dessas guerras foi a Guerra do Peloponeso, que durou quase 30 anos. A Guerra do Peloponeso foi travada entre as duas mais poderosas cidades-Estado da Grécia Antiga: Atenas e Esparta, que disputaram a hegemonia sobre a região.

Quase todas as cidades-Estado gregas se envolveram ou foram envolvidas no conflito, algumas se aliaram a Atenas, enquanto outras se aliaram a Esparta. Essa guerra teve início no ano 431 a.C e terminou somente em 404 a.C., quando Atenas rendeu-se a Esparta. Uma das conseqüências da Guerra do Peloponeso foi o extremo empobrecimento da população grega: os pobres ficaram ainda mais pobres e foram os que mais sofreram.

Contudo, enquanto as cidades-Estado gregas lutavam entre si, um reino vizinho, a Macedônia, ganhava força.

O Reino da Macedônia

A Macedônia localizava-se na península dos Bálcãs, também chamada de península Balcânica, a nordeste da Grécia. A maioria da população era formada por camponeses livres, cujas principais ocupações eram o cultivo de terras e a criação de gado. A língua falada na Macedônia era parecida com a falada na Grécia, mas não era exatamente a mesma.

Apesar das semelhanças culturais, os antigos gregos viam com desprezo o povo da Macedônia. Na visão preconceituosa dos antigos gregos, os macedônios não passavam de montanheses ignorantes que pouco diferiam dos povos chamados de "bárbaros". Em 359 a.C., aos 23 anos de idade, Filipe tornou-se rei da Macedônia, com o nome de Filipe 2º.

Antes disso, ele havia passado três anos como refém em Tebas, uma cidade grega, onde aprendeu as mais avançadas táticas militares da época e testemunhou as violentas batalhas entre as cidades gregas. Filipe 2º aplicou tudo o que aprendeu em Tebas para organizar um exército poderoso e bem treinado.

O exército de Filipe da Macedônia

A cavalaria do exército de Filipe 2º era toda formada por membros da nobreza (o grupo privilegiado) enquanto que a infantaria (o grupo de soldados que lutam a pé, sem montaria) era formada por homens livres pobres. Ao transformar a Macedônia numa potência militar, Filipe 2º deu início à conquista da Grécia, que já se encontrava enfraquecida em decorrência da Guerra do Peloponeso.

O ateniense Demóstenes liderou uma união das cidades gregas contra a invasão macedônia. No entanto, essa união não foi suficiente para vencer o exército macedônio, que era muito mais bem treinado, e os gregos acabaram sendo derrotados definitivamente em 338 a.C. na batalha de Queronéia, nome de outra cidade grega.

Guerra contra a Pérsia

Após ter conquistado a Grécia, Filipe 2º começou a planejar uma guerra contra a Pérsia, região que corresponde mais ou menos ao Irã atual. Os persas eram donos de um grande império e vários povos estavam sob o seu domínio. Os tesouros dos reis persas e as terras férteis desse império atraíram o interesse do rei macedônio.

No entanto, Filipe 2º foi assassinado durante a festa de casamento de sua filha, quando já havia iniciado os preparativos para a guerra contra os persas. O assassino era supostamente um ex-amante rancoroso (tanto na Grécia quanto na Macedônia, era socialmente aceito que um homem tivesse amantes de ambos os sexos).

Também se suspeitou que Alexandre tivesse tramado o assassinato do próprio pai. Já segundo o historiador grego Plutarco, o assassinato foi tramado pelo recém coroado rei da Pérsia, Dario 3º.

Alexandre sobe ao trono

Com a morte do pai, Alexandre, que tinha então 20 anos, se tornou o novo rei da Macedônia. Antes de se tornar rei, o jovem Alexandre já tinha experiência política e militar. Aos 16 anos, quando o pai liderou um ataque contra a cidade de Bizâncio (atual Istambul, na Turquia), em 340 a.C., Alexandre assumiu temporariamente o reino da Macedônia. Alexandre também auxiliou o pai na batalha de Queronéia, liderando a cavalaria.

Apesar de violento, Alexandre também era culto e sofisticado. Ele adquiriu uma sólida formação cultural graças às aulas que recebeu de Aristóteles, um dos maiores filósofos da Antigüidade. Aristóteles estudou na Academia de Platão, importante filósofo grego. Foi Filipe 2º quem confiou a educação de Alexandre aos cuidados de Aristóteles.

A conquista do Egito

Em 334 a.C., Alexandre liderou um exército de milhares de homens e atravessou a Ásia Menor. Esse exército era formado por macedônios e gregos. Além dos soldados, Alexandre também levou sábios da época para estudar a fauna e flora local e cartografar o terreno.O interesse de Alexandre pela ciência foi estimulado pelas aulas que teve com seu mestre.

Durante a campanha, o jovem rei conquistou o litoral da Ásia Menor, marchou contra a Síria e derrotou o exército persa na batalha de Isso. Também dominou Tiro, cidade portuária que era considerada inconquistável. Após a conquista dessa cidade, milhares de pessoas foram mortas e um e outras milhares foram escravizadas, pois Alexandre punia com a morte ou com a escravidão a população das cidades que ousassem resistir.

Depois disso, o exército de Alexandre avançou rumo ao Egito, onde não encontrou resistência. Para os egípcios, Alexandre foi considerado um libertador, porque os livrou do domínio persa. Por isso, os sacerdotes egípcios manifestaram sua gratidão fazendo de Alexandre um novo faraó. Vale lembrar que, no Egito, os faraós eram considerados deuses, o que dá uma idéia de como Alexandre era visto em sua época.

Alexandre aproveitou a ocasião e fundou uma nova cidade no Egito, Alexandria, que veio a se tornar local de uma das maiores bibliotecas da Antigüidade e um importante centro cultural nos séculos seguintes.

A queda do Império Persa

Do Egito, Alexandre marchou com seus soldados em direção à Mesopotâmia. O exército persa era mais numeroso que o de Alexandre e contava com cavalaria, elefantes (que eram usados nos campos de batalha mais ou menos como os atuais tanques de guerra) e carruagens com rodas cujos eixos tinham lâminas pontiagudas.

Quando essas carruagens corriam nos campos de batalha, essas lâminas giravam junto com as rodas e cortavam os soldados inimigos que estivessem no caminho. Apesar disso tudo, o exército persa acabou derrotado. Uma das razões para a derrota foi o fato de que os persas lutavam desmotivados: o rei Dario 3º havia obrigado os homens a se alistarem para a guerra.

O rei persa fugiu. Depois disso, o exército de Alexandre passou pelas cidades da Babilônia e de Persépolis. Essa última foi incendiada por ordem de Alexandre para vingar a destruição de Atenas pelos persas mais de 150 anos antes. Quando Alexandre finalmente alcançou Dario, este acabou morto por membros da sua própria corte.

Ambição sem limites de Alexandre

A ambição de Alexandre não conhecia limites. Não bastassem as conquistas já realizadas, ele decidiu invadir a Ásia Central, atravessando o que hoje é o Afeganistão em direção ao norte da Índia. A resistência da população local foi muito forte. Somente após três anos de luta e massacres o exército de Alexandre conseguiu conquistar uma pequena parte da região.

Alexandre pretendia penetrar ainda mais no território da Índia, mas os seus soldados, tanto gregos quanto macedônios, estavam cansados de guerras intermináveis e difíceis e se recusaram a prosseguir. A contragosto, em 325 a.C, Alexandre se viu obrigado a abandonar seus planos de novas conquistas.

Como resultado de todas essas campanhas, Alexandre criou um império que se estendia da Grécia ao rio Indo. Ele não voltou para a Macedônia, permanecendo na Babilônia. Imitando os antigos reis persas, ele cercou-se de luxo e até ordenou que seus nobres se ajoelhassem diante dele e beijassem sua mão.

Em 323 a.C, aos 33 anos incompletos, Alexandre morreu, vitimado por uma febre. Seus generais começaram a disputar o poder entre si. O vasto império acabou se dividindo em reinos menores, dos quais os mais importantes eram os da Macedônia, da Síria e do Egito. Os generais de Alexandre se tornaram os governantes desses reinos.

O legado de Alexandre, o Grande

Alexandre contribuiu para a difusão da cultura grega no Oriente. Suas conquistas aproximaram Ocidente e Oriente, dando origem a uma nova cultura, a helenística, resultado da mistura das culturas ocidental e oriental. Em grande parte, essa mistura foi estimulada pelo próprio Alexandre, que além de ser tolerante em relação à religião e cultura dos povos conquistados, incentivava que os homens do exército se casassem com mulheres orientais. Ele próprio deu o exemplo, casando-se com três princesas persas. Ele teve dois filhos: um com uma de suas esposas e o outro com uma de suas concubinas.

Por fim, a figura de Alexandre acabou servindo de inspiração para outro líder militar que viveu depois dele: Júlio César, o general romano que fundamentou as bases do que veio a se tornar o Império Romano.

A sexualidade de Alexandre

Um dos aspectos que mais atrai a curiosidade do público atual a respeito de Alexandre é o fato de que, segundo várias fontes, Alexandre não escondia o fato de que mantinha relações sexuais com homens e mulheres. Esse aspecto foi bastante reforçado no filme "Alexandre", dirigido pelo cineasta norte-americano Oliver Stone. Segundo essas fontes, apesar de seus casamentos e filhos, Alexandre preferia a companhia de um dos seus amantes.

No entanto, de acordo com algumas dessas mesmas fontes, Alexandre condenava relacionamentos baseados apenas na atração física. Curiosamente, para alguns, no mundo grego, a homossexualidade masculina era tolerada apenas quando envolvesse o relacionamento de homens mais velhos com homens mais jovens (na visão dos gregos, a beleza era um atributo das pessoas jovens, tanto moças, quanto rapazes).

O que chamava a atenção no caso de Alexandre foi o fato de ter mantido relacionamentos com homens que tinham praticamente a mesma idade que ele. Por outro lado, muitos dos relatos a respeito da vida sexual ou amorosa de Alexandre são vistos com reservas, pois foram escritos muitos séculos depois de sua morte.

FONTE: http://educacao.uol.com.br/historia/

segunda-feira, 4 de julho de 2011

DIVINDADES: YUKI - ONNA, MITOLOGIA JAPONESA



Yuki - Onna

Yuki-Onna - Mulher da Neve, Mulher do Gelo, Sereiia do Gelo, ou a Rainha dos demônios do gelo. Ela é a Senhora da Neve, e representa morte. É um mito próximo ao mito grego das sereias ou ao mito indígena brasileiro da Yara. As Yukio-Onnas cantam para seduzir os homens, fazendo-os se perder nas nevascas e morrer congelados. Frequentemente elas aparecem na forma de mulheres belas e jovens, e em muitas lendas elas se apaixonam por homens e se aproximam deles, casando-se e constituindo família, tendo filhos, inclusive. Entretanto, a história de amor sempre finda com o desaparecimento dela num dia de maior bruma ou de tempestade, provavelmente quando o chamado de seu mundo se torna mais forte.

Aqui está uma lenda de Yuki-Onna:

"Uma noite, um homem chamado Mosaku e seu aprendiz, Minokichi, foram forçados a se abrigar em uma pequena cabana. No meio da noite, Minokichi despertou e viu Yuki-Onna agachada sobre o mestre dele, ela soprava um ar semelhante a um fumaça branca sobre Mosaku. Então ela se virou a Minokichi, e pairando em cima dele, falou para ele que devido a sua mocidade e beleza, ela não lhe faria o mesmo e que se ele ousasse repitir o que ele tinha visto, ela o mataria. Após Yuki-Onna ir embora, Minokichi correu para seu mestre e o tocou com a mão, verificando que Mosaku estava frio como gelo. Mosaku estava morto.

Durante o inverno seguinte, Minokichi conheceu uma jovem chamada Yuki, e os dois se casaram. Ela lhe deu dez crianças, com pele alva como a neve. Certa noite, Yuki estava cosendo sob a luz de uma luminária de papel, e Minokichi disse a ela: " Yuki, você me faz lembrar tanto de uma mulher branca e bonita que conheci quando eu tinha dezoito anos. Ela matou meu mestre com sua respiração fria. Eu tenho certeza de que ela era algum espírito estranho, e esta noite parece se assemelhar a você "!

Com um sorriso horrível, gritou ela: " Era eu, Yuki-Onna que fui então a vocês e silenciosamente matei seu mestre! Oh, incrédulo miserável, você quebrou sua promessa de manter segredo sobre o que aconteceu, se não fosse pelas nossas crianças que estão dormindo eu o mataria agora! Lembre-se, se eles reclamarem de você eu ouvirei, eu saberei, e numa noite quando a neve cair eu matarei você!" Com isso, ela tranformou-se em uma névoa branca e foi embora. Ela nunca mais retornou."