sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: NAPOLEÃO NO EGITO


A inusitada expedição francesa ao egito - que incluiu batalhas - não rendeu grandes frutos políticos

por Fabiano Onça

"Nós devemos ir para o Oriente. Toda a grande glória reside lá!" A frase, recheada de heroísmo, só poderia ter vindo de Napoleão Bonaparte. Ela foi proferida como um dos argumentos para que o Diretório, o governo francês, autorizasse uma expedição rumo ao Egito. Se a frase de Napoleão foi épica, seus pensamentos eram extremamente calculados. Conclamado como o grande vencedor da campanha da Itália em 1796, a estrela do jovem general estava em plena ascensão. Só não tinha força sufi ciente para dar um golpe de estado. "Ele precisava continuar em evidência, e a expedição ao Egito lhe daria isso", argumenta o professor John Lynn, especialista em história militar da Universidade de Illinois, nos EUA. O Diretório, a despeito dos altos custos da expedição e de seu duvidoso valor estratégico, não hesitou em patrocinar o projeto. "Eles queriam a todo custo manter Napoleão fora da cena política de Paris. E enviá-lo para longe seria a melhor maneira para isso", completa Lynn. Assim, em março de 1798, sob os argumentos de que a invasão do Egito ameaçaria os interesses britânicos no Oriente, traria ao povo francês uma preciosa colônia e ainda livraria o povo egípcio da opressão dos turcos, Bonaparte iniciou sua inusitada expedição. Em menos de três meses, com sua habitual rapidez, ele montou um exército de 40 mil homens, além de um corpo de cientistas ávidos por dissecar a misteriosa cultura egípcia. O comandante francês alcançou o porto de Alexandria em 1º de julho de 1798. No dia 21, o exército francês chegou às pirâmides de Gizé. Napoleão não perdeu a chance e soltou outra de suas frases célebres: "Soldados! Do topo destas pirâmides, 40 séculos vos contemplam!"

Mas não eram só os séculos que os observavam. Diante deles, os donos daquela terra, os mamelucos, haviam posicionado 100 mil homens e se preparavam para chutar o invasor. A luta ocorreu nesse mesmo dia. Inferiorizado em números, o general francês dispôs suas tropas em cinco grandes quadrados, com os canhões protegidos no meio. Os mamelucos, que tinham na lendária cavalaria sua grande força, se atiraram sobre os franceses numa carga insana. Dispondo de armas obsoletas e sem conseguir quebrar os quadrados adversários, os mamelucos perderam 6 mil homens antes de fugir em pânico. Os mortos e feridos franceses não ultrapassaram 300. Em um único dia, o jovem general de 29 anos havia liquidado com 700 anos de domínio mameluco no Egito.

Até então, a expedição caminhava sem problemas. Mas logo a maré virou. Dez dias após a vitória na Batalha das Pirâmides, os ingleses, sob o comando do almirante Nelson, destroçaram a frota francesa em Alexandria, na chamada Batalha do Nilo. Foi um golpe mortal. De uma hora para outra, o exército francês ficou isolado e sem o precioso suporte marítimo. Para complicar, os egípcios decidiram mostrar sua ira contra os franceses. "Várias revoltas populares foram suprimidas na ponta da baioneta", aponta o professor Lynn. "Para piorar, um surto de peste dizimou as fileiras napoleônicas."

Mas o general não desistiu de sua campanha no Oriente. Reprimida a revolta, Napoleão seguiu, no início de 1799, com seus soldados mais fortes para fora do Egito. Atacou a província otomana da Síria. E, apesar de bater forças muito superiores, não conseguiu tomar a estratégica cidade de Acre, na Palestina. Acossado pela peste e com falta de suprimentos, o general e suas tropas voltaram ao Egito em maio. Na terra dos faraós, tiveram ainda que repelir uma invasão anfíbia feita pelos turcos, com o apoio naval inglês - a disputa ficou conhecida como a Batalha de Aboukir. Em 25 de julho, seus 10 mil homens, exaustos, venceram os 15 mil otomanos de Mustafá Pasha. Inquieto com a situação política francesa e vendo que a campanha egípcia caminhava para o naufrágio, ele embarcou em 22 de agosto para Paris. Em 1801, o que restava do exército francês foi derrotado por uma força expedicionária inglesa, encerrando a invasão napoleônica. "Exceto pela missão científica e pelo assalto aos tesouros, a aventura no Egito de Napoleão não passou disto: uma aventura", sentencia o professor Lynn.

Egiptomania

A expedição de Napoleão trouxe, além de um enorme desenvolvimento científico, duas conseqüências inusitadas. A primeira foi a explosão da egiptomania na sociedade francesa. Panos, pratos, sopeiras, xícaras de chá e uma série de objetos cotidianos passaram a ser decorados com motivos egípcios. Mas não só. "O gosto pelas coisas vindas da terra dos faraós, depois da expedição francesa, alojou-se profundamente tanto no setor artístico quanto no plano espiritual", reflete Ricardo Gonçalves, ex-professor de história das religiões da USP. "A descoberta dos túmulos dos faraós, o deciframento da linguagem dos hieróglifos, o próprio nascimento da egiptologia como ciência impulsionou uma explosão de cultos maçônicos, já que os maçons usavam em seus rituais muitos dos símbolos egípcios." Napoleão também se animou. Conta-se que uma vez, ainda lá, resolveu se vestir à moda oriental - de turbante e roupão. Usou o aparato apenas um dia. É que seus homens riram tanto que ele nunca mais chegou perto de algo parecido.

Eles levaram para paris até um obelisco

Um dos aspectos inusitados da expedição egípcia foi a inclusão de um grupo de cientistas. Considerado por alguns políticos como uma devoção de Bonaparte aos princípios do Iluminismo e por outros um ato descarado de propaganda para ocultar os motivos imperialistas da viagem, a missão científica foi o que deu frutos mais sólidos. Ao todo, embarcaram mais de mil civis - artistas, poetas, botanistas, zoologistas, arqueólogos e economistas. O resultado do trabalho foi suficiente para preencher cerca de 22 volumes, chamados de Descriptions de L·Egypte, uma das obras-mestras da egiptologia até hoje. Entre as estrelas da expedição, estavam o brilhante matemático Gaspard Monge, o químico inventor do grafite para lápis Jacques Conte e, claro, Jean-François Champollion, que viria desvendar os hieróglifos egípcios com base nas inscrições contidas na Pedra de Rosetta. Segundo Steven Englund, historiador americano, Napoleão parece Ter realmente se empolgado com a expedição. "Em julho de 1798, foi fundado o Instituto do Egito, no Cairo. Suas reuniões eram a única ocasião em que Bonaparte tolerava críticas a si mesmo", escreve. A atenção dedicada pelo general aos cientistas provocou ironias. "Os soldados referiam-se aos savants (sábios) como ·a amante favorita do general·", completa Englund. Os cientistas levaram tudo o que puderam para a França, incluindo um colossal obelisco de 30 m, 246 toneladas e 3,2 mil anos, originário de Luxor, que repousa até hoje na praça da Concórdia, em Paris. "O trabalho que os sábios realizaram no Egito praticamente fundou a ciência da egiptologia e foi o único sucesso de uma aventura controversa", diz Englund.

FONTE: http://historia.abril.com.br/home/

DIVINDADES: TYR, MITOLOGIA NÓRDICA



Tyr sempre foi considerado um dos Deuses mais corajosos. Este foi o único Deus que teve coragem de colocar suas mãos nuas na boca do lobo Fenrir, assim permitindo que os demais deuses o acorrentassem. Todavia teve sua mão direita dilacerada. Muitos Clãs Vikings clamavam à si de "Tyr". Fazendo clara alusão à si como Guerreiros Corajosos e Nobilíssimos como o referido Deus. Estes interpretavam a História como sendo por sua vez, Tyr uma encarnação de Força e do Guerreiro Honroso, aquele que Sacrifica-se por seu Povo e um Destino melhor para estes.
Como, alguns clans também julgavam e analisavam o Mito a partir do momento da perda da mão direita por Tyr e pelas significâncias que isto poderia de ter. Segundo alguns nórdicos, o acto de dar a mão direita a outro é um sinal de confiança e de garantia de empreender algo (promessa),assim como também um sinal de que a pessoa está desarmada e por sua vez digna de confiança.
Tudo isto a partir da análise do referido Mito. Para os nórdicos o uso de armas na mão esquerda era um sinal de que a pessoa era por sua vez deveras traiçoeira, pois poderia utilizar sua mão sinistra enquanto mostrava a destra em um acto da mais vil covardia digna dos fracos e traiçoeiros.
Alguns outros nomes para Tyr seriam: Tiw e Tiu. Tyr habitava os palacetes enormes e atemporais de Odin como um dos mais nobres e impávidos Deuses.
Muitos Nórdicos antes de entrar no Estado de Berserker ou em Batalhas clamavam por Tyr em brados com punhos e espadas aos ares de forma selvática.
Quando os Normandos (que possuiam cerne genético Viking ) instalaram-se nas rochosas costas da Bretanha estes possuíam um calendário de Dias utilizando seu Panteão Norse. E um destes dias traduzido para o inglês chamava-se Tyr Day ou "Dia de Tyr". Com as influências gramático ortográficas da língua saxônica e o Tempo que passou por sua vez, o dia transmigrou-se para Tuesday. Um facto comprobatório de tal afirmação é quando pronunciamos ambas as formas designativas dos dias (Tyr Day e Tuesday) vemos que ambas possuem igual valor fonético.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: O CERCO DE VIENA

Na Primavera de 1529, cerca de 150.000 homens partiram de Constantinopla sob o comando de Solimão, o Magnífico. A 21 de Setembro, encontravam-se às portas de Viena e, em poucos dias, a cidade estava cercada. Apesar da superioridade do inimigo e protegida por apenas 20.000 soldados, Viena não se rendeu. Os assaltantes escavaram túneis de modo a atravessar as paredes da cidade, mas o plano foi descoberto pelos austríacos. Solimão considerou a retirada, as suas tropas tinham problemas para abastecerem-se e não parava de chover. No entanto, tentou um último ataque e, a 14 de Outubro, os otomanos conseguiram quebrar uma das portas da cidade. Por um momento, Viena pareceu derrotada mas acabou por não cair. Durante muitos anos, esta vitória valeu-lhe o prestígio da Europa cristã, enquanto a violência do invasor alterou, durante muitos séculos, a imagem da Turquia.

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: HAMURABI

HAMURABI

Rei da Babilônia e fundador do I Império Babilônico (?-1686 a.C.). Sexto rei da primeira dinastia babilônica, que teve 11 reis entre 2000 a.C. e 1600 a.C., transformou a Babilônia, às margens do rio Eufrates, na capital de um reino que compreendia o sul da Mesopotâmia e parte da Assíria - território que atualmente corresponde ao Iraque. Durante seu reinado, de 1728 a.C. a 1686 a.C., Hamurabi domina grande parte da Mesopotâmia.

Como administrador, cerca a capital com muralhas, impulsiona a agricultura e cria impostos e tributos em benefício das obras públicas. Institui o Código de Hamurabi, um dos mais antigos da História, composto de 282 artigos, que estende a lei a todos os súditos do império e estabelece o direito de família, regulamentando dote, divórcio, adoção, herança e delimitando os direitos de esposas e concubinas; legisla sobre as regras da propriedade, do comércio, do cultivo e da compra de escravos.

Prevê penas baseadas na Lei de Talião ("Olho por olho, dente por dente"), princípio legal segundo o qual o criminoso deve receber punição proporcional ao dano que causou à vítima.

O monumento em que foi inscrito, uma pedra de 2,25 por 2 metros, foi encontrado em 1901 por uma expedição arqueológica francesa nas ruínas da Acrópole de Susa, antiga capital do Reino da Pérsia, no atual Irã, e está exposto no Museu do Louvre, em Paris.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

CULTURAS ORIENTAIS: HISTÓRIA DA MALÁSIA


Desde 1824 foi uma colônia do Reino Unido, e entre 1942 e 1945 durante a Segunda Guerra Mundial, foi ocupada pelo Japão e em 1948 os britânicos formaram a Federação Malaia, que conseguiu a sua independência em 1957. A Malásia foi formada em 1963 quando as colônias britânicas de Singapura entraram para a federação. Os primeiros anos do país foram marcados por esforços da Indonésia controlar a Malásia, reivindicações de Sabah pelas Filipinas e pela secessão de Singapura da federação em 1965. Nove dos 13 estados da Malásia têm um sultão ou um chefe de Estado hereditário; os restantes quatro têm governadores nomeados pelo rei. Em 1969 os conflitos raciais entre chineses e malaios levaram a tumultos e os partidos malaios perderam votos nas eleições que se seguiram. Continuam a existir restrições às liberdades individuais como a proibição de discussão em público. Apesar das consideráveis diferenças étnicas, a Malásia tem progredido com a criação da unidade nacional.

DIVINDADES: BLODEUWEDD, MITOLOGIA CELTA



Blodeuwedd

Seu nome foi traduzido como "flor branca", sendo representada, muitas vezes, com um lírio branco nas cerimônias de iniciação celtas de Gales. Criada por Math e Gwydion, o Druida, para ser esposa de Lleu, foi transformada em coruja por causa do seu adultério e da conspiração para a morte do marido. Aspecto virginal da Deusa Tríplice dos galeses, Blodeuwed tinha por símbolo uma coruja. Seu domínio é o das flores, sabedoria, mistérios lunares e iniciações.