quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: REINO DA PRÚSSIA


Em 1701, Brandemburgo-Prússia tornou-se o Reino da Prússia, sob Frederico I, com a permissão do Sacro Imperador Romano Leopoldo I da Germânia e do Eleitor Saxão Augusto, o Forte, rei da Polônia. Mais tarde, com Frederico II (Frederico, o Grande), a Prússia tomou à Áustria a província da Silésia, derrotando-a na Guerra dos Sete Anos, concluída em 1763. A Prússia emergiu do conflito como a potência dominante no leste da Alemanha, acrescentando territórios em outras áreas germânicas por meio de casamentos e herança, inclusive a Pomerânia e a costa do Mar Báltico (ver: Partições da Polônia)

Durante este período estabeleceu-se a grande máquina militar prussiana e uma eficiente burocracia estatal, instituições que viriam a formar as bases do Estado alemão até 1945. A Prússia expandiu-se em direção ao leste durante o colapso da monarquia polonesa, entre 1772 e 1795, chegando até mesmo a Varsóvia.

Frederico Guilherme II levou a Prússia à guerra contra a França revolucionária em 1792, mas foi derrotado em Valmy e viu-se forçado a ceder seus territórios ocidentais para os franceses. Frederico Guilherme III reiniciou o conflito, mas o desastre sofrido em Jena fez com que se retirasse da guerra, após ceder ainda mais território com o Tratado de Tilsit.

Expansão da Prússia (1807-1871).

Em 1813, a Prússia repudiou o tratado e voltou à guerra contra a França napoleônica. Como recompensa, o Congresso de Viena de 1815 devolveu-lhe os seus territórios perdidos e entregou-lhe toda a Renânia e a Vestfália, além de outras áreas. Estas regiões ocidentais viriam a ser de importância vital, pois incluíam o vale do Ruhr, centro da promissora industrialização alemã, em especial as indústrias de armamento. Os ganhos territoriais dobraram a população governada pela Prússia, que saiu das guerras napoleônicas como a potência hegemônica inconteste da Alemanha, sobrepujando a sua rival, a Áustria, que havia desistido da coroa imperial em 1806. Em troca, a Prússia retirou-se de áreas da Polônia central de modo a permitir que o Congresso de Viena criasse um Reino da Polônia vinculado à Rússia.

A primeira metade do século XIX assistiu a um embate prolongado na Alemanha entre as forças do liberalismo, que queriam uma Alemanha federal unida sob uma constituição democrática, e as forças do conservadorismo, que desejavam mantê-la como um conjunto de fracos Estados independentes e palco da competição entre Prússia e Áustria. Em 1848, os liberais tiveram a sua chance quando revoluções eclodiram através da Europa. Um preocupado Frederico Guilherme IV concordou em convocar uma Assembléia Nacional e outorgar uma constituição. Mas quando o Parlamento de Frankfurt ofereceu-lhe a coroa de uma Alemanha unificada, Frederico Guilherme recusou-a, ao argumento de que assembléias revolucionárias não estariam habilitadas a conceder títulos de realeza. A Prússia obteve uma constituição semi-democrática, mas o poder das classes proprietárias de terras (os Junkers) permanecia incólume, especialmente no leste.

CULTURAS ORIENTAIS: HISTÓRIA DE FILIPINAS


Muitos historiadores acreditam que as Filipinas foram colonizadas no Paleolítico, quando um povo asiático atravessou por meio de embarcações de madeira o caminho que leva à região. Descobertas mais recentes parecem indicar que as ilhas podem ter sido habitadas desde a era pleistocênica.

A primeira grande corrente migratória chegou a essa região através do sul. Acredita-se que esses imigrantes eram de origem indonésio-caucasiana, possuindo um grau de civilização mais adiantado que as tribos nativas. Posteriormente ocorreram mais duas grandes correntes migratórias. Cada nova corrente sucessivamente impeliu os habitantes originais a procurarem terra ao norte.

A corrente migratória seguinte, cujo apogeu foi no século XIV, veio do reino madjapahit e trouxe consigo a religião muçulmana.

Fernão de Magalhães, um navegador português a serviço do Rei de Espanha, descobriu as ilhas no século XVI, introduzindo-as ao cristianismo. Os espanhóis estabeleceram sua capital em Manila a partir de 1571, garantindo seu domínio por mais de trezentos anos.

O herói nacional das Filipinas, o linguista, escritor, artista, médico e cientista José Rizal iniciou um movimento de reforma. Ao mesmo tempo, uma sociedade secreta chamada Katipunan, chefiada por Andrés Bonifácio, começou a revolução, dando aos espanhóis a desculpa que precisavam executar Rizal, que se encontrava em exílio em Dapitan, Mindanao (sul do país). Ele foi trazido a Manila para julgamento e condenado à morte, embora não se tenha prova de sua participação na revolta.

Sua morte, porém, estimulou ainda mais essa revolução, levando o General Emílio Aguinaldo a declarar no dia 12 de Junho de 1898 a independência do país e proclamar a primeira República das Filipinas.

Naquele mesmo ano, os Estados Unidos adquiriram as Filipinas através do Tratado de Paris, levando o país a ser dominado por 48 anos. Após uma guerra por sua independência que durou cerca de três anos, houve outra pelo mesmo motivo que durou cerca de quatro anos.

Contudo, as Filipinas lutaram junto à bandeira americana contra o Japão na Segunda Guerra Mundial. A heróica batalha em Bataan ajudou a impedir o avanço das tropas japonesas em direção à Austrália. Após um breve período como um protetorado americano, os Estados Unidos tentaram mudar em 1946 o dia da independência das Filipinas para 4 de julho, dia da independência das Estados Unidos. Os americanos quiseram que os filipinos acreditassem que os Estados Unidos já tinham dado a independência filipina, mas a história não mudou. As Filipinas já tinham mobilizado sua independência antes que os americanos chegassem ao país e assim os americanos apresentaram sua versão de independência com a força. Os filipinos atualmente celebram sua data da independência no dia 12 de junho.

As Filipinas tiveram suas primeiras eleições automatizadas no passado dia 10 de maio de 2010.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: EDUARDO I


Eduardo I de Inglaterra (17 de Junho de 1239 - 7 de Julho de 1307), cognominado Longshanks (Pernas Longas), foi um Rei de Inglaterra da dinastia Plantageneta entre 1272 e 1307. Era filho de Henrique III de Inglaterra, a quem sucedeu em 1272, e de Leonor da Provença. Durante o seu reinado, a Inglaterra conquistou e anexou o País de Gales e adquiriu controle sobre a Escócia.

Reinado

Eduardo mostrou ter uma personalidade e estilo de governação bastante diferentes do seu pai, que procurava reinar por consenso e resolvendo crises de forma diplomática. A primeira prova do seu carácter forte surgiu em 1265, ainda enquanto herdeiro, quando derrotou decisivamente o rebelde Simão de Montfort, Conde de Leicester na batalha de Evesham, perseguindo depois todos os seus apoiantes e família. Suas ações garantiram uma reputação de violência e falta de misericórdia para com os seus adversários.

Em 1270, Eduardo juntou-se ao movimento das Cruzadas em parceria com o rei Luís IX de França. Como o rei francês morreu antes de realizar os planos para a conquista do Norte de África, Eduardo e o seu exército viajaram para Acre (onde acabaram por nascer dois dos seus filhos). Enquanto se encontrava na Terra Santa, Henrique III faleceu e Eduardo regressou a Inglaterra para reclamar a coroa em 1274.

Em 1282, os nobres do País de Gales, liderados pelos príncipes Llywelyn e Dafydd, revoltaram-se contra a presença inglesa. Eduardo lançou contra eles toda a sua força militar e derrotou o exército rebelde. Para além de perseguir até ao último os nobres galeses, Eduardo fortificou o país de forma a assegurar a sua posição. Sem mais família real ou aristocracia digna de tomar iniciativa, o País de Gales foi incorporado em Inglaterra em 1284 através do Estatuto de Rhuddlan.

Para financiar a sua expedição contra Gales, Eduardo impôs um novo sistema de impostos aos usurários judeus, o que deixou muitos deles na bancarrota. Quando não puderam mais contribuir, Eduardo acusou-os de falta de lealdade ao Estado e passou a persegui-los. Cerca de 300 chefes de família foram assassinados na Torre de Londres e muitos mais no resto de país. Em 1290, Eduardo expulsou os últimos judeus de Inglaterra. Os judeus só puderam regressar à Inglaterra no século XVII, após a missão bem-sucedida de Menasseh ben Israel, que pediu a Oliver Cromwell a permissão de entrada no país para os judeus neerlandeses.

Depois destes episódios contra Gales e o povo judaico, Eduardo virou as suas atenções para a Escócia, onde se vivia uma crise dinástica depois da morte da rainha-criança Margarida I da Escócia. O seu plano inicial era casar o seu herdeiro Eduardo com Margarida e assim concretizar a anexação, mas quando esta morreu com apenas sete anos, Eduardo I foi convidado pela nobreza escocesa a escolher o novo rei. Em 1291, a escolha recai sobre John Balliol, um homem extremamente impopular, o que resultou na primeira das guerras da independência da Escócia. O herói desta guerra contra Eduardo I foi William Wallace, cuja vida fantasiada foi retratada no filme Braveheart (Coração Valente em português). Após mais de dez anos de conflito, Wallace foi feito prisioneiro, condenado por traição e executado brutalmente para dar o exemplo. O efeito foi o oposto visto que os escoceses se motivaram ainda mais pela independência através do martírio de Wallace.

A vida de Eduardo I não foi melhor depois disso. Ele perdeu sua amada primeira esposa, Leonor, e seu herdeiro, Eduardo II, também não era o que ele esperava.

O plano de conquistar a Escócia acabou por fracassar. Em 1307 ele morreu em Burgh-a-Sands, Cumberland, na fronteira escocesa, a caminho de uma outra campanha contra esses últimos que, ironicamente, estavam sob a liderança de Robert Bruce, amigo de Wallace. Eduardo foi sepultado na Abadia de Westminster, em uma tumba de mármore preto, que nos últimos anos foi pintada com as palavras Edwardus Primus Scottorum malleus hic est, pactum Serva (Aqui está Eduardo I, martelo escocês. Mantenha a Fé).

Em 2 de Janeiro de 1774, a Sociedade de Antiquários abriu o caixão e descobriu que seu corpo havia sido perfeitamente preservado por 467 anos. Seu corpo foi medido em 6 pés 2 polegadas (188 cm).

ARMAS ANTIGAS: CIMITARRA


A cimitarra (scimitar em inglês, saif em árabe, shamshir no Irã, kilij na Turquia, pulwar no Afeganistão, talwar ou tulwar na Índia e Paquistão) é uma espada de lâmina curva mais larga na extremidade livre, com gume no lado convexo, utilizada por certos povos orientais, tais como árabes, turcos e persas, especialmente pelos guerreiros muçulmanos.

É a espada mais típica do Oriente Médio e da Índia muçulmana.

Originária da Pérsia, foi adotada pelos árabes e espalhou-se por todo o mundo islâmico até o século XIV. É originalmente uma espada de cavaleiros e cameleiros: em muitos desses países, espadas retas continuaram a ser preferidas para guerreiros a pé ou para fins cerimoniais.

Comparável à katana japonesa, a cimitarra é também uma espada curva de um só gume extremamente cortante e ágil, feita com aço da melhor qualidade. e tambem usada por piratas.

Uma cimitarra típica tem de 90 cm a 1 metro de comprimento total e pesa de 1,0 kg a 1,5 kg.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

DIVINDADES: RÁ, MITOLOGIA EGÍPCIA

O Sol provedor da vida era representado por Rá e o Faraó era encarnação de Rá na terra, considerado divino, não se podia sequer menciona-lo pelo nome e também porque o nome era considerado uma parte vital que acompanhava o morto ao céu e aos deuses, destruindo-se o nome, pode-se destruir a pessoa, asim referiam-se a ele somente como "Faraó" que significa "Grande Morada" ou "Casa Real".

RÁ deus solar, foi cultuado em todas as dinastias. É a principal divindade egípcia. Pai de todos os deuses. É representado como um homem com cabeça de Falcão semelhante à Hórus e encima da cabeça o disco solar. Nas mãos a CRUZ ANSATA (ANK) símbolo da vida eterna.

Todos os deuses importante foram associados a ele: AMON ou AMON RÁ, PTAH, CNUM, ATÓN.

CIDADES ANTIGAS: ABIDOS


Abidos ou Abdju (árabe: أبيدوس; grego Αβυδος; egípcio antigo Abedju, ȝbḏw), foi o lugar de enterro mais importante de antigo Egito a começos do período dinástico, e deixou impressões de assentamento que se remontam até o Período pré-dinástico do Egito de Nacáda I.

Com importância política desde a construção dos Templos do faraó Seti I e posteriormente de seu filho Ramsés II, Abidos foi uma das províncias mais importantes durante a XIX dinastia egípcia e uma das cidades mais importantes do Baixo Egito, junto com Tebas, Dendera, Assuã, Luxor, Karnak e Abu Simbel.

Abidos foi o centro religioso de maior veneração popular em Egito. O culto a Osíris, no que se produzia ritualmente a morte e a ressurreição do deus, atraía peregrinos de todos os cantos do país. Muita gente desejava participar nas cerimônias nas quais se fazia referência a passar por processos de dor e morte para depois resurgir ou reviver num mundo e uma consciência completamente novos.

Na zona entre o templo de Osíris e os cemitérios, que se estendia 1,5 km aproximadamente ao sudoeste de Kom el-Sultan, até o templo de Seti I, os cemitérios são muitos mais extensos do que outros jazigos funerários locais. No Império Médio os Faraós começaram a construir cenotafios em Abydos, culminando na XIX dinastia com os templos de Seti I e Ramsés II.

As atracções mais importante em Abydos são os templos de Seti I, Ramsés II, o de Osiris, e o Osireion, que se encontra por trás do Templo de Seti I.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

METAL CULTURAL: MELECHESH


MELECHESH é uma banda de Black Metal vinda de Jerusalém, Israel, e Belém, Palestina. O nome Melechesh consiste em duas palavras, מלך (melech, rei) e אש (esh, fogo). Formando assim "Rei do Fogo". Temas ocultos Mesopotâmicos e Sumerianos imperam tanto na música como nas letras. Tanto que logo ao lançar sua demo em '95, Melechesh foi acusada de "Cultuar forças sombrias" pelas autoridades da lei da cidade de Jerusalem, especialmente pela capa de um artigo de jornal que misturou alguns fatos. As acusações foram deixadas de lado. Em '98 eles voaram as tranças para França e Holanda, temendo um linchamento em Jerusalém. Aqui fica o download do último LP The Epigenesis (linda capa, por sinal).

Tracklist:

01. Ghouls Of Nineveh
02. Grand Gathas Of Baal Sin
03. Sacred Geometry
04. The Magickan And The Drones
05. Mystics Of The Pillar
06. When Halos Of Candles Collide [instrumental]
07. Defeating The Giants
08. Illumination – The Face Of Shamash
09. Negative Theology
10. A Greater Chain Of Being [instrumental]
11. The Epigenesis

PAZUZU WANTS YOU TO DOWNLOAD IT

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: A ROTA DA SEDA


No século XIX, um arqueólogo alemão chamado Ferdinand Von Richthofen estabeleceu o nome de uma das mais famosas rotas comerciais e religiosas de todos os tempos, a chamada Rota da Seda. Antes que tal nome fosse escolhido, esse trajeto, com mais de sete mil quilômetros, já era há mais de dez mil anos utilizado por aventureiros, peregrinos comerciantes, clérigos, monarcas e soldados que cortavam esse extenso conjunto de estrada a pé ou no lombo de animais, partindo da porção síria do mar Mediterrâneo, até os territórios chineses de Xiang.

A mais antiga importância desse caminho se encontra no processo de espalhamento, ainda na Pré-História, das comunidades humanas do continente africano para diversas regiões da Ásia e da Oceania em busca de melhores condições de vida. Séculos mais tarde, seria essa mesma via de acesso que determinaria a penetração dos povos indo-europeus no Oriente Médio. Tal ocupação daria origem aos povos semitas que, por sua vez, estabeleceriam a gênese dos árabes e judeus.

Por volta do século VI a.C., a unificação territorial empreendida pelo Império Persa foi o primeiro passo para que atividades comerciais diversas fossem organizadas pelos povos englobados por essas civilizações. Os comerciantes que saíam do Oeste levavam marfim africano, ouro, peles de animais, vinho e animais de montaria. Em contrapartida, os distantes territórios chineses ofereciam ervas aromáticas, perfumes e os tão falados tecidos de seda que nomeavam o caminho.

Na verdade, as caravanas não percorriam toda a extensão da Rota da Seda. Com o passar do tempo, percebemos que certas cidades ficaram responsáveis por agregar comerciantes que se concentravam em apenas um trecho do percurso. Deste modo, vemos que o comércio se transformou em uma atividade que organizou o cenário social, econômico e político de diferentes pontos desse grande território. Entre os séculos III e IV, a invasão dos hunos marcou o período menos seguro para que as comitivas de comerciantes se movimentassem.

No século VIII, a parte oeste da rota começou a ser dominada pelos árabes que realizaram a conquistas das terras da Pérsia. Séculos mais tarde, exatamente no século XII, os cavaleiros e soldados de Gengis Khan tomaram a Ásia Central, o Norte da China e os territórios tibetanos. Ao contrário do que possa parecer, o domínio militar mongol foi de grande ajuda para que a economia comercial da Rota da Seda se mantivesse viva ao longo das décadas. Com o simples pagamento de taxas, os mercadores tinham direito de tráfego e comércio.

Ainda no período medieval, percebemos que o Renascimento Comercial fomentou a cisão daquela visão de mundo limitada dos tempos feudais. Nessa época, as famosas viagens de Marco Polo davam conta de paisagens, costumes e cidades que ampliavam as perspectivas da época. Ao longo do tempo, o fechamento dessa via de comércio incentivou bastante a realização das Grandes Navegações. De tal modo, o homem europeu começou a constituir novas rotas de comércio pelos mares e continentes.


FONTE: http://www.brasilescola.com/

sábado, 19 de novembro de 2011

DIVINDADES: ESCULÁPIO, MITOLOGIA ROMANA


Esculápio (em latim: Aesculapius) ou Asclépio(em grego: Ἀσκληπιός, Asklēpiós) era o deus da Medicina e da cura da mitologia greco-romana. Não fazia parte do Panteão das divindades olímpicas, mas acabou por se tornar uma das divindades mais populares do mundo antigo, a ponto de Apuleio dizer dele: Aesculapius ubique (Esculápio por toda parte).

Existem várias versões de seu mito, mas as mais correntes o apontam como filho de Apolo, um deus, e Corônis, uma mortal. Teria nascido de cesariana após a morte de sua mãe, e levado para ser criado pelo centauro Quíron, que o educou na caça e nas artes da cura. Aprendeu o poder curativo das ervas e a cirurgia, e adquiriu tão grande habilidade que podia trazer os mortos de volta à vida, pelo que Zeus o puniu, matando-o com um raio. O seu culto disseminou-se por uma vasta região da Europa, pelo norte da África e pelo Oriente Próximo, sendo homenageado com inúmeros templos e santuários, que atuavam como hospitais. A sua imagem permaneceu viva e é um símbolo presente até hoje na cultura ocidental.

ARMAS ANTIGAS: GLÁDIO ROMANO


O gládio (gladius em latim e inglês, xiphos em grego) é a espada curta mais típica da Antiguidade Clássica.

gládio grego ou xiphos

O modelo mais antigo foi o xiphos grego, usado pelos hoplitas – guerrreiros da infantaria pesada, que portavam armadura e escudos – na maior parte da Grécia clássica. Era considerada uma arma secundária em relação à lança, para ser usada caso a formação da falange fosse quebrada. Os gregos, os macedônios e os reinos que estes fundaram no Oriente usaram o xiphos até sua conquista pelos romanos. Esses gládios tinham 74 cm de comprimento e pesavam cerca de 1 kg.

gládio espartano ou xiphidion

Os hoplitas espartanos, porém, adotaram a partir do século V a.C. uma variante mais curta do xiphos, que era chamada de xiphidion ("pequeno gládio") e às vezes considerada uma encheiridion ("adaga"). Possivelmente, o tamanho menor do xiphos visava desestimular qualquer ação que pudesse quebrar essa formação, fazendo do gládio uma arma de último recurso, a ser usada de muito perto e apenas para estocar. Estes gládios tinham cerca de 50 cm de comprimento e pesavam cerca de 800 gramas.

gládio celta

Desde 500 a.C., os celtas e celtiberos usavam espadas curtas, de modelo ligeiramente diferente do grego. Estes gládios tinham cerca de 68 cm de comprimento e pesavam perto de 950 gramas.

gládio hispânico

O primeiro gládio romano era semelhante aos gregos e chamado gladius graecus. A partir do século III a.C., os romanos adotaram gládios mais semelhantes aos usados pelos celtiberos com os quais entraram em contato ao conquistar a Hispânia. Esta espada, mais longa e estreita, era chamada gladius hispaniensis ("gládio hispânico") e foi considerada por Políbio boa tanto para acutilar quanto para estocar. Tinha cerca de 69 cm de comprimento e pesava cerca de 900 gramas.

Gladio romano tardio

A partir do século I (o tempo de Augusto, Tibério e Nero), as legiões começaram a adotar um modelo algo mais leve e barato de gládio, mais adequado para estocar, que substituiu inteiramente o tradicional após o século IV d.C. Estes gládios tinham cerca de 68 cm de comprimento e pesavam perto de 800 gramas.

No período romano tardio, Publius Flavius Vegetius Renatus menciona espadas chamadas semispatas (semispathae ou semispathia) e espatas (spathae), que parece considerar como tipos de gládio.

Um legionário romano completamente equipado era armado com um escudo (scutum), várias lanças (pila), uma espada (gladius), provavelmente uma adaga (pugio) e talvez alguns dardos (plumbatae). Normalmente, as lanças seriam atiradas antes de se entrar em contato com o inimigo, quando então o gládio seria desembainhado. O legionário geralmente usava o gládio para estocar, mas todos os tipos de gládios eram também adequados para movimentos de cortar e acutilar.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: NERO

Com a morte do imperador Cláudio, no ano 54, não foi seu filho Britânico que subiu ao trono de Roma. O sucessor foi seu enteado, filho de sua mulher, Agripina, e marido de sua filha Otávia. Ele se tornou o novo soberano de Roma aos 17 anos, com o nome de Tibério Nero Claudio Domiciano César - em geral abreviado para Cláudio César ou, apenas, Nero, como passaria à história. Agripina e o filósofo Sêneca, seu mestre, tramaram juntos para que Nero tivesse o poder, convencendo Cláudio a adotá-lo, um pouco antes de morrer.

Logo Nero entrou em conflito com a mãe, que pretendia dominar Roma por meio do filho. E Agripina passou a preferir Britânico no trono. Mas, para eliminar a concorrência, Sêneca providenciou que Britânico fosse morto. Sêneca e o prefeito de Roma, Sexto Afrânio Burro, foram conselheiros de Nero e os primeiros cinco anos de seu governo foram considerados um dos períodos mais felizes do Império. Os conselheiros deixavam Nero satisfazer todas as suas paixões, desde que se deixasse guiar por eles no governo.

Agripina, ressentida por ser posta de lado, procurava recuperar sua autoridade junto ao filho enviando-lhe belas mulheres: primeiro, a ex-escrava Ate e depois a bela Popéia Sabina. Mas Agripina foi assassinada, em 59, a mando do prórpio Nero que, então, se viu livre: Agripina, aparentemente, era seu único freio moral. Seu governo tornou-se tirânico e ficaria conhecido como um dos mais vergonhosos de Roma.

Casou-se com Popéia, divorciando-se de Otávia, que logo foi assassinada. Nero fez do confisco de propriedades uma fonte renda. Com a morte de Sexto Afrânio, nomeou para seu posto um indivíduo sem escrúpulos, Ofrônio, o que levou Sêneca a renunciar ao cargo de conselheiro.

A paixão de Nero pela arte dramática e pelos espetáculos, unida a um desejo quase infantil de ser famoso e aplaudido, levou-o a atuar como poeta e músico e a participar de corridas de biga.

Em 64 um incêndio destruiu boa parte de Roma. Nero foi acusado de ter mandado atear fogo à cidade, embora não haja provas objetivas disso. Ele pôs a culpa nos cristãos - que já eram odiados e a partir daí começaram a ser perseguidos. Diz a tradição cristã que nesse período Nero mandou crucificar o apóstolo Pedro e decapitar o apóstolo Paulo.

No ano seguinte, Nero matou Popéia, grávida, com um pontapé no ventre. Essa crueldade e o desperdício de dinheiro público deram vida à oposição, principalmente dos oficiais do exército, dos nobres e dos intelectuais, Sêneca entre eles. Por três vezes, essas conspirações foram reprimidas - e os envolvidos receberam a ordem de cometer suicídio.

O pavor de ser assassinado transformou-se em paranóia do Imperador. Assim, Nero instalou um regime de terror e procurou continuar nas graças dos muito pobres, fazendo constantes doações de grandes quantidades de trigo. Em 66, casou-se com Messalina e, para satisfazer a um antigo desejo, viajou em grande estilo para a Grécia, que na época era dominada pelo Império Romano. A final do passeio pelas ilhas gregas, que durou dois anos, Nero libertou a Grécia e tornou-a um estado independente.

Ao voltar para Roma, encontrou uma situação insustentável, com rebeliões nas principais províncias do Império: Gália, Germânia, África, Lusitânia, Síria e Egito. Traído por Ofrônio, Nero perdeu o apoio dos guardas pretorianos, um corpo militar de elite formado para proteger o imperador e sua família.

Declarado inimigo público número um pelo Senado, ele fugiu para uma propriedade no campo, onde se matou com o auxílio de seu secretário. "Qualis ariefix pereo!" (que artista estás [,Roma,] perdendo!) - foram registradas como suas últimas palavras.

Tinha 30 anos e com ele terminou a dinastia descendente de Júlio César, abrindo a primeira grave crise de sucessão no Império.

Nero foi enterrado pela dedicada Ate e continuou a ser querido pelos muito pobres e pelos gregos: por cerca de três vezes estes acreditaram que ele havia reaparecido no Oriente, alimentando a lenda de "Nero redivivo".

CIDADES HISTÓRICAS: TENOCHTITLÁN

Repita esse nome rápido e em voz alta: Tenochtitlán!

Tenochtitlán era a capital do império asteca (também conhecido como povo mexica), fundada em 1325 numa ilha do lago Texcoco, onde hoje é o México central. Era uma cidade de cerca de 250 mil habitantes com belíssimos monumentos, jardins, palácios, templos e mercados. O historiador Oscar Monchito, um dos maiores especialistas modernos no assunto, assegura que a antiga capital contava com certamente mais de 500 000 habitantes e provavelmente menos que 1 000 000. À época da conquista era maior que qualquer outra cidade americana, e na Europa somente Roma, Paris, Veneza e Constantinopla eram maiores. Era muito organizada e estruturada, cujas características admiraram os conquistadores espanhóis – que constataram que a civilização asteca não era tão primitiva como era considerada na Europa.

A maior parte da cidade foi severamente destruída na década de 1520 pelos conquistadores e a Cidade do México foi erguida sobre as suas ruínas. Com efeito, pelo facto daquela cidade se encontrar numa ilha, o crescimento da Cidade do México até os dias de hoje foi conseguido através da sustentação da superfície com estacas de madeira — técnica semelhante àquela utilizada para erguer o actual Terreiro do Paço, em Lisboa. Ainda hoje há locais na cidade onde se podem observar essas estacas; um desses locais é o Museu Nacional de Antropologia, considerado um dos mais completos de toda a América Latina.

A água chegava à cidade por dois aquedutos que se construíram abaixo da estrada real. Tenochtitlán não era um centro comercial ou/e industrial e a população vivia a custa de impostos extraídos das tribos conquistadas.

Possível cenário do Centro Cerimonial de Tenochtitlan

  • Lista de edifícios do Centro Ceremonial:
Maquete de Tenochtitlan
  1. Casa das águias
  2. Edificio C. Xochipilli
  3. Templo Mayor(onde eram feitos os sacrificios aos deuses)
  4. Edificio F. Xochipilli
  5. Xochiquétzal
  6. Chicomecóatl
  7. Ehécatl
  8. Cihuacoatl
  9. Coacalco
  10. Calmecac
  11. Tzompantli
  12. Jogo de bola
  13. Tozpalatl
  14. Tonatiuh

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

METAL CULTURAL : NILE


NILE é uma banda de (Brutal?) Death Metal norte-americana fundada em 1993. Suas influências vão desde o Antigo Egito ao misticismo médio-oriental, passando por estórias de H. P. Lovecraft. Sempre que escuto Nile (Náiu), me sinto dentro de uma pirâmide meditando. O download é do último trabalho deles, o LP de 2009 Those Whom The Gods Detest.



Tracklist:

01. Kafir!
02. Hittite Dung Incantation
03. Utterances of the Crawling Dead
04. Those Whom the Gods Detest
05. 4th Arra of Dagon
06. Permitting the Noble Dead to Descend to the Underworld
07. Yezd Desert Ghul Ritual in the Abandoned Towers of Silence
08. Kem Khefa Kheshef
09. The Eye of Ra
10. Iskander D'hul Karnon

Total Time: 56:36

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HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: A QUEDA DE ROMA

As antigas crônicas chinesas mencionavam um povo nômade e guerreiro das estepes asiáticas, denominado Xiong-Nu os hunos. Parentes dos turcos, os hunos ganharam a fama de guerreiros invencíveis. Com seus inseparáveis cavalos, eram também considerados os mais hábeis cavaleiros do mundo. No século IV, apesar da Grande Muralha chinesa, os hunos conquistaram o norte da China. Enquanto isso, outro grupo, o dos hunos ocidentais, rumava para o oeste. Em 370, depois de atravessarem os rios Volga e Don, esses hunos entraram em contato com os ostrogodos, no sul da Rússia, e derrotaram-nos em 375. Os ostrogodos que não aceitaram submeter-se fugiram para o Ocidente e se juntaram aos visigodos. Mas estes, pressionados pelos hunos, inimigos que julgavam incapazes de vencer, suplicaram ao imperador da parte oriental do Império Romano, Valente (364 - 378), a permissão para ingressar em seus domínios. Perto de 200 mil visigodos atravessaram o Danúbio, com autorização imperial, para se instalar no território romano da Ilíria. Foi um erro do imperador. Uma vez em segurança, os visigodos marcharam em direção ao Mediterrâneo, pilhando o que encontravam pelo caminho. Valente deu-se conta do erro e, confiante, resolveu enfrentar os visigodos em Adrianópolis, em 9 de agosto de 378, mas teve seu exército aniquilado pela cavalaria visigótica e ele próprio foi morto. Felizmente para os romanos, Teodósio (379 - 395), sucessor de Valente, impediu que os visigodos tomassem Constantinopla, forçando-os a fazer um acordo pelo qual deveriam instalar-se na Trácia como federados.

Saque de Roma por Alarico (410)

Com a morte de Teodósio em 395, os visigodos, chefiados por Alarico, reiniciaram os ataques, ameaçando Constantinopla. Mediante negociação diplomática, foram desviados para a Grécia, que saquearam e destruíram durante anos, sobretudo Corinto e as cidades do Peloponeso. Em 401, após novas negociações diplomáticas, as autoridades de Constantinopla fizeram com que Alarico fosse para a Itália. Lá chegando, depois de duas tentativas, os visigodos cercaram a cidade de Roma, nela penetrando na noite de 24 de agosto de 410. Durante três dias Roma foi saqueada e incendiada. No dia 27, Alarico evacuou a cidade, levando consigo reféns, entre os quais a irmã do imperador. Tomando a direção sul, destruiu Cápua e atingiu o estreito de Messina. De lá pretendia passar para a Sicília e tomar depois o rumo da África, onde pretendia se fixar. Porém, sua morte súbita, ainda naquele ano, fez os visigodos mudarem de plano.

Enquanto o Império estava ocupado em defender-se dos visigodos, uma série de ondas invasoras se iniciava no norte, o que acabaria resultando na queda do Império Romano Ocidente.

A primeira onda: a grande invasão de 406

No dia 31 de dezembro de 406, em meio a um rigoroso inverno, uma federação informal de tribos germânicas, composta pelos suevos, vândalos e alanos, pressionada pelos hunos, atravessou o Reno e devastou a Gália. Pela brecha aberta entraram em seguida os burgúndios, que se instalaram entre Worms e Spira, na Alemanha atual, e os alanos, que ocuparam a Alsácia.

Em 409, os germânicos daquela federação informal passaram para a Espanha. Essa província era mais pobre do que a Gália e, submetida à pilhagem, nela espalhou-se a fome, que dois anos depois atingiu também os invasores. Sem alternativas, os germânicos viram-se obrigados a negociar com o Império e aceitar a condição de federados. Os suevos se estabeleceram ao norte do rio Douro, os vândalos na região de Sevilha e os alanos no planalto central da Espanha.

A reconciliação dos visigodos

Alarico teve como sucessor Ataulfo, seu cunhado, que procurou reconciliar os visigodos com o Império. Depois de demonstrar sua lealdade aos romanos combatendo um rival de Honório (395 - 423), imperador do Ocidente, os visigodos foram admitidos como federados na Aquitânia, no sul da Gália. Ataulfo foi assassinado por um de seus criados em 415 e sucedido por Wallia, que reafirmou lealdade a Roma.

A partir de 415, o Império se conformou com a presença germânica em seu território e procurou incorporá-los, colocando-os a seu serviço, como outrora fizera com tanto sucesso nas províncias.


A desintegração do Império Romano do Ocidente

A partir de 406, com a grande invasão, a unidade do Império Romano do Ocidente encontrava-se seriamente comprometida. Depois de se instalarem na Espanha e serem admitidos como federados, os vândalos romperam o tratado com o Império e reiniciaram seu movimento expansionista. Chefiados por Genserico, um rei enérgico, os vândalos – os únicos bárbaros que possuíam uma frota – cruzaram o estreito de Gibraltar em 429 e chegaram dez anos depois a Cartago, estabelecendo um extenso domínio no norte da África.

Os visigodos, que haviam ocupado a Aquitânia, expandiram o seu domínio para a Espanha (418). Os burgúndios (nome do qual veio Borgonha) penetraram na Gália, no rastro da grande invasão de 406, e se estabeleceram na Sabóia, incorporando a partir de 458 os vales do Saona e do Ródano, fundando aí o seu reino.

Esses invasores germânicos, teoricamente federados e obedientes a Roma, haviam estabelecido, na realidade, domínios soberanos e independentes. A unidade imperial do Ocidente tornara-se, de fato, uma ficção.

Contudo, essa primeira onda invasora germânica foi levada a cabo por povos que haviam sofrido forte influência romana. Não tinham, por esse motivo, o objetivo de destruir o Império. Esse fato foi demonstrado por ocasião dos perigosos ataques desferidos pelos hunos.

A invasão dos hunos no Ocidente

Depois de terem atacado os germânicos na Europa oriental, provocando a grande invasão de 406, os hunos se estabeleceram na região atual da Hungria, na bacia do Danúbio. O Império do Oriente temia ser atacado e, para prevenir essa eventualidade, Constantinopla comprou a paz, literalmente a peso de ouro, entregando 6 mil libras desse metal aos hunos, em 443. Em 450, tendo à frente um imperador com maior firmeza, Marciano (450 - 457), Constantinopla recusou-se a renovar o pagamento daquele tributo.

Desde 439, os hunos eram governados por um rei de forte personalidade, chamado Átila. Por razões desconhecidas, sob sua liderança os hunos renunciaram às suas pretensões no Oriente e decidiram invadir o Ocidente. Assim, pela segunda vez, o Império Romano do Oriente se salvou à custa do Império Romano do Ocidente.

Contra esses invasores asiáticos formou-se no Ocidente uma forte coligação romano-bárbara. Quando os hunos chegaram à Gália, em 451, eram esperados por esse exército de forças conjugadas, que incluía alanos, burgúndios, francos, saxões e visigodos – os aliados bárbaros de Roma.

Repelidos da Gália, os hunos, depois de refazer as suas forças, voltaram à Itália, em 452, sitiando, destruindo e saqueando suas cidades. Caminharam diretamente para Roma, cujos habitantes entraram em pânico. Para incredulidade geral, o papa Leão I, o Grande (440 - 461), tomou a iniciativa de negociar com Átila, ao qual ofereceu uma enorme riqueza para abster-se do ataque a Roma. Para surpresa de todos, Átila aceitou a oferta e se retirou da Itália. Dois anos depois, quando se preparava para novas campanhas no Oriente, sofreu morte súbita na noite de núpcias de mais um de seus casamentos. Com a morte de Átila, a unidade dos hunos se desintegrou.

A queda de Roma

A união temporária romano-bárbara contra os hunos não eliminou a instabilidade interna em que se encontrava a parte ocidental do Império. Em 476, um grupo de bárbaros composto por hérulos e godos, que serviam como mercenários em Roma, estava reivindicando o estatuto de federados, o que lhe daria o direito de obter terras e, aos chefes, o direito de receber tributos. Diante da negativa imperial, um desses chefes, Odoacro, um hérulo, tomou a iniciativa de derrubar o fraco imperador Rômulo Augústulo (475 - 476) e assenhoreou-se da Itália, coroando-se rei. Desaparecia, assim, o Império Romano do Ocidente.

Os fatores da queda de Roma

Desde a morte de Teodósio, em 395, as duas partes do Império ocidental e oriental foram se diferenciando. Essa diferença era particularmente notável em relação à capacidade de defesa diante das ameaças germânicas. Exemplo disso foi a incapacidade do Ocidente romano de livrar-se da crescente importância dos germânicos nas forças armadas. Constantinopla conseguiu afastar os germânicos do comando e retomou o controle sobre o exército. Em Roma, ao contrário, o exército permaneceu estruturalmente germanizado, apesar dos esforços em contrário.

Um dos fatos decisivos para a queda de Roma foi a amplitude das fronteiras do Ocidente romano, o que impossibilitava que fossem totalmente guarnecidas. Para sua infelicidade, ocorreu também que as migrações germânicas tomaram clara e decididamente a direção ocidental. Nesse ponto, a divisão do Império consumada por Teodósio foi altamente negativa para o Ocidente, pois a defesa dos ataques germânicos contra o Ocidente não contou com uma ação coordenada diante de um inimigo comum. Para piorar a situação, a parte oriental, encabeçada por Constantinopla, usava meios diplomáticos para desviar os germânicos para o Ocidente, como aconteceu com os visigodos.

Desde o tempo de Teodósio (378 - 395), a pressão germânica sobre o Ocidente não parou de crescer. Naturalmente, para fazer frente às ameaças externas, Roma viu-se na contingência de assegurar a arrecadação de impostos. Porém, a sua base econômica debilitada suportava cada vez menos o ônus da defesa. Como conseqüência, o peso da situação foi minando gradualmente a parte ocidental, acarretando um grave processo de decomposição. Assim, Roma viu-se num terrível círculo vicioso: as incursões germânicas desorganizavam a economia, reduzindo a capacidade dos romanos de pagar impostos e, em conseqüência, enfraqueciam o poder militar do Estado. Paralelamente, outro fator, não menos importante, atuava contra a parte ocidental: à medida que o Estado se enfraquecia, a nobreza latifundiária, muitas vezes aliada aos chefes militares, reforçava a sua autonomia, aprofunda aprofundando a debilidade do governo imperial. Tudo isso ocorria no exato momento em que as ameaças germânicas requeriam, mais do que nunca, uma ação coesa e coordenada do Estado. Essa desintegração interna do Império Romano do Ocidente contribuiu decisivamente para o êxito dos ataques germânicos. A facilidade com que Odoacro se apossou de Roma, depondo Rômulo Augústulo em 476, mostrou a extrema vulnerabilidade a que havia chegado o Império Romano do Ocidente.

O fim do mundo antigo e o início da Idade Média

A metade oriental do Império Romano sobreviveu até 1453. Desapareceu, portanto, 977 anos depois da queda de Roma e da fundação do reino de Odoacro na Itália, em 476. Nessa última data, segundo os historiadores, terminou o mundo antigo e teve início a era medieval. Esta situa-se entre a queda de Roma (476) e de Constantinopla (1453), isto é, entre o fim do Império Romano do Ocidente e o fim do Império Romano do Oriente, também chamado Império Bizantino.

Quando Roma desapareceu como centro do Império, ainda sobrevivia no Mediterrâneo oriental uma grande civilização da Antiguidade, a dos persas, que a partir de 226 constituiu o Império Sassânida. Este, juntamente com o Império Romano do Oriente, representava a continuidade do mundo antigo.

Já na parte ocidental, com achegada dos germânicos, iniciou-se um longo processo de fusão entre estes e a tradição romana, que só iria ganhar contornos precisos com a constituição do feudalismo, a partir do século IX.

A região do Mediterrâneo, que era o centro em torno do qual girava o mundo antigo, não havia sofrido, apesar da invasão germânica, uma ruptura com a Antiguidade. Esta ocorreu, efetivamente, a partir de meados do século VIII, com a expansão árabe-islâmica. Os árabes representaram um dado completamente novo no cenário mediterrânico. Sua inesperada irrupção levou de roldão o Império Sassânida, pondo fim a uma história de doze séculos da antiga Pérsia, e conquistou também dois terços dos territórios do Império Bizantino. Foram, portanto, os árabes que alteraram por completo o quadro político vigente até então no Mediterrâneo, colocando um ponto final na história do mundo antigo.

Fonte: Cultura Brasil

DIVINDADES: PAZUZU, MITOLOGIA SUMÉRIA

Na Assíria e Babilónia , Pazuzu (Às vezes Fazuzu ou Pazuza ).
Um demônio alado, temido pelos povos da antiga Mesopotâmia. É uma criatura com a cabeça deformada, as asas de uma águia, as garras afiadas de um leão com suas mãos e pés, ea cauda de um escorpião. Esse demônio é a personificação do vento da tempestade, a sudeste, que traz doenças. Os mesopotâmios acreditavam que Pazuzu viveu no deserto.O demônio Pazuzu era invocado famosa como a representação do mal pagão antigo em "O Exorcista", e apresenta-se na posse de Regan como porta-voz de Satanás. Quando o sacerdote no centro da história oferece a introdução, "eu sou Damien Karras," Pazuzu de dentro de Regan responde: "É eu sou o diabo!"
Pazuzu era temido e reverenciado em Babilônia e Assíria culturas como o Overlord dos demônios do vento, e, especificamente, o demônio do vento Sudoeste, que muitas vezes trouxe a fome, secas e gafanhotos. Na aparência, ele tinha a cabeça de um cão monstruoso, um corpo alado, magro com um pênis de serpente e um rabo de escorpião. Sua pose com um braço levantado e abaixado um símbolo de seu poder de conceder vida ou levar à morte. poder Pazuzu era invocado para proteção contra outras divindades maliciosos, especialmente a deusa Lamashtu que causou a morte de bebês e mulheres.

Em todas as versões de O Exorcista, a estátua do Demônio Pazuzu está Presente. Durante escavações arqueológicas realizadas no Iraque, um antiga estátua é encontrada, libertando um demónio chamado Pazuzu, que gradativamente vai apoderando-se do corpo da jovem Regan MacNeil. A garota vive com sua mãe, uma atriz divorciada, em Georgetown, nos arredores de Washington.

Na mitologia suméria, Pazuzu era o rei dos demônios do vento, filho do deus Hanbi.
A origem de Pazuzu remonta há aproximadamente 1000 anos a.C, na Assíria, Mesopotâmia.
Outra representação do demônio do vento pode ser traçada no velho testamento, onde o diabo é descrito como um criatura negra hirsuta, um invasor do deserto das terras perdidas.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: IMPERADOR JIMMU


Imperador Jimmu (神武天皇, Jinmu-tennō?) foi o primeiro Imperador do Japão, de acordo com a tradicional lista de sucessão. Ele também é conhecido como Kamuyamato Iwarebiko e seus nomes pessoais são Wakamikenu no Mikoto ou Sano no Mikoto.

A casa imperial do Japão basea-se nos descendentes diretos de Jimmu. Nenhuma data pode ser afirmada sobre sua vida e reinado. O reinado do Imperador Kimmei (509 - 571 a.C.), o 29º Imperador do Japão é o primeiro a ter datas precisas.

Narrativa legendária

Atualmente existe o questionamento da existência dos nove primeiros imperadores e o Imperador Sujin, o 10º Imperador Japonês, é o primeiro a ter sua existência registrada. O nome Jimmu-tennō foi assinado póstumamente, muitas gerações depois.

Jimmu é considerado pelos historiadores como um "imperador lendário", por causa da escassez de informações sobre ele, que não implica necessariamente que certa pessoa não existiu. Não há material de estudos suficientes para verificação. O reinado do Imperador Kimmei (509-571), o 29º Imperador do Japão é o primeiro a ter datas atribuídas.

CULTURAS ORIENTAIS: HISTÓRIA DE MYANMAR


A população de Myanmar é descendente de tribos mongóis que se instalaram na região no século VII. Estas tribos constituíram um Estado unificado em 1054, com a fundação da dinastia Pagan por Anawrahta, introdutor do budismo no país.

Em 1287, a Birmânia é invadida pelos mongóis de Kublai Khan. A região se fragmenta em pequenos estados até sua reunificação em 1752, sob a liderança de Alangpaya.

No século XIX, o Império Britânico invade a Birmânia, incorpora-a à sua colônia da Índia, expulsando a família real para um exílio na Índia. Em 1937, torna-se uma colônia à parte.

Durante a Segunda Guerra Mundial, no período de 1942 a 1945, a Birmânia é ocupada pelo Japão, onde ocorrem violentos combates.

Em 1948, torna-se uma República independente.

Em 1962, um golpe militar, leva ao poder o general U Ne Win, que governa ditatorialmente até 1988, quando uma onda de protestos populares obriga a sua renúncia. Ainda em 1988 um novo golpe militar leva ao poder o general Saw Maung.

Em junho de 1989 o nome do país é alterado para Mianmar.

Em 1990, nas eleições para o Parlamento, encarregado de elaborar a nova Constituição, a oposição vence com ampla maioria, porém, o governo impede sua atividade. O país mergulha em crise política e social, com o governo reprimindo qualquer manifestação da oposição. No plano econômico, a ditadura estreita as relações com a China.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

ARMAS ANTIGAS: SICA


Espada curta semelhante à falcata, usada pelos trácios do norte da Grécia e, em Roma, a partir da ditadura de Sulla (81 a.C. – 78 a.C.), por gladiadores que lutavam no estilo trácio, procurando contornar o escudo do adversário.

Pela eficiência e facilidade de ocultação, era também uma arma favorecida por assassinos – daí a palavra “sicário”.

METAL CULTURAL: RUDRA


RUDRA é a banda precursora do Vedic Metal (Metal Védico), iniciou os trabalhos em 1998 em Singapura. Rudra mistura elementos hindus com Death Metal, e em suas letras vemos tanto passagens de mantras como a visão dos caras da banda sobre as histórias e mitos dos livros sagrados. Aqui deixo o último trabalho deles, Brahmavidya Imortal I, que encerra a trilogia (Brahmavidya Primordial I, Brahmavidya Transcendental I e Brahmavidya Imortal I).


  • Tracklist
  • 01. Now, Therefore…
  • 02. Illusory Enlightenment
  • 03. Ravenous Theories of Deception
  • 04. Vultures of Slavery
  • 05. Incredulous Void
  • 06. Sinister Devotion
  • 07. Harrowing Carrions of Syllogism
  • 08. Embryonic Theologies
  • 09. Supposed Sages of Sensuality
  • 10. Hymns of the Immortal Self
  • 11. Advaita Samrajya
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DIVINDADES: RUDRA, MITOLOGIA HINDU

Deus que era filho de Brama, pertencendo à casta sacerdotal das divindades. É também uma designação genérica da galeria dos semi-deuses. Era uma das manifestações inferiores de Shiva, mas num plano mais construtivo, já que o seu nome reporta para o conceito de "benfeitor", "benfazejo". Todavia, também destruía, mas num sentido benigno. Os Rudras eram Adjesapada, Ahivrahdhma, Virupakcha, Surisuara, Djayanta, Vahurupa, Tiyambaka, Aparadjita, Savitra e Hara.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

DOCUMENTÁRIOS: CIDADES OCULTAS - SUBTERRÂNEOS SECRETOS DA CAPADÓCIA

Sinopse: Durante séculos a região central da Turquia sofreu inumeras invasões. Esta paisagem rudimentar chama-se capadócia. Embaixo de aldeias, estradas e fazendas, existe um enorme campo de batalha subterrâneo. Há mais de 3000 anos os hititas foram os primeiros a escavarem cidades subterrâneas que persistiram a guerras sangrentas, batalhas religiosas e conflitos constantes. De túneis que ocultam armadilhas a as raízes do cristianismo até as ruínas de uma avançada civilização pagã.
Titulo Original: History Channel – Hidden Cities – Underground Secret of Cappadocia
Ano de Lançamento: 2008
Gênero: Documentário
Duração: 45 min
Áudio: Português
Tamanho: 566 MB
Qualidade: PDRIP
Formato: AVI

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CIDADES HISTÓRICAS: HATTUSA


Hattusa, Hattusa ou Hattusha do Império Hitita (2º milénio a.C.), situada perto da atual cidade de Boğazkale (antiga Bogazköy), a cerca de 200 km a leste de Ancara.

Os primeiros sinais de ocupação remontam a 2000 a.C., provavelmente dos hatitas (algumas fontes indicam Hattusa como a capital do reino hatita de Hatti). No seu apogeu, no século XIV a.C., a cidade ocupava cerca de 1,8 km².

Redondezas

A paisagem que rodeia a cidade incluí ricos campos agrícolas, terras no monte para pastagem, bem como árvores. Pequenos bosques ainda se encontram fora da cidade, mas nos tempos antigos eram muito mais difundidas. Isto significava que a população tinha uma fonte excelente fonte de madeira para construir suas casas e outras estruturas. Os campos proviam aos povos muito trigo, cevada e lentilhas. Panos também eram abundantemente confeccionados, mas a sua principal fonte de vestuário foi de de carneiro. Eles também caçavam veado na floresta, mas este foi, provavelmente, apenas um luxo reservado para a nobreza. A fonte de carne eram de animais domesticados. Havia vários outros povoados nos arredores, como o santuário na Yazilikaya ea cidade em Alacahöyük Uma vez que os rios da área são muito pequenos e inadequados para os principais navios, todos os transportes de e para Hattusa tinha que ir por terra.

História

Antes de 2 000 a.C., a região aparentemente seria uma colônia de indígenas Hatti que se estabaleceram por lá nessa época.[1] Os traços mais antigos da colônia são de 6 000 a.C. Nos seculos 19 e 18 a.C., comerciantes de Assur na Assíria, estabeleceram um posto de troca aqui, criado em um quarteirão separado da cidade. O centro da sua rede comercial era localizada em Kanesh (Neša, no lugar atualmente chamado Kültepe). Os negócios só seriam realizados se escrevessem relatórios para Hattusa: a rede de comércio de Assur começaram a relatar as negociações para Hattusa em forma de escrita cuneiforme.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: IMPÉRIO DOS KUSHANA


O Império dos Kushana, também designados por Kushan, Kuchans ou Kusana (século Iséculo III) foi um estado político que teve o seu auge de 105década de 250, localizado entre os territórios actuais do Tajiquistão, Mar Cáspio, Afeganistão e vale do rio Ganges.

O império foi criado pela tribo dos Kushana, que por sua vez, pertencem à etnia dos Yuezhi, que vive actualmente em Xinjiang, na China, e, possivelmente relacionados com os Tocarianos.

O império teve relações diplomáticas importantes com Roma, com a Pérsia Sassânida e com a China, em grande parte pela sua posição geográfica, num local de passagem entre o Ocidente e o Oriente.

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: ATAHUALPA

Atahualpa foi um imperador inca que nasceu em março de 1502 em Quito, atual capital do Equador. Era filho do imperador Huayna Cupac, famoso por manter uma política rígida e cruel com seu povo, com a princesa Tocto Pala.

Antes de dar a luz à Atahualpa, Tocto Pala havia desposado primeiro o pai de Huayna, Tupac Yupanqui. Como a cultura inca era hereditária em praticamente todos os sentidos, a morte de Tupac acabou fazendo com que Huayna se tornasse imperador e, consequentemente, marido de Pala.

Huayna havia cedido para seu filho o território norte da Cordilheira dos Andes, que abrangia parte do Peru e praticamente todo o Equador, em consideração a Pala. Entretanto, o imperador também tinha outro filho, Huascar, a quem havia lhe entregado todos os territórios andinos do Sul, que tinha sede em Cusco.

Com a morte de Huayna e, não muito tempo depois, a morte de seu filho primogênito que iria substituí-lo no cargo de imperador, havia dúvidas sobre quem seria o novo imperador inca. Huascar, que dominava Cusco, histórica sede imperial, estava decidido de que seria o novo rei, mas sentia-se inseguro com as grandes terras deixadas para seu meio-irmão.

Sendo assim, Huascar ordenou que Atahualpa se dirigisse à Cusco para lhe reconhecer como imperador. Entretanto, os soldados de Atahualpa o alertaram para uma possível emboscada e viajaram junto com ele na intenção de tomar o Império Inca.

Atahualpa contava com uma grande vantagem: em seu exército, reuniu diversas sociedades que pretendiam acabar com o domínio cruel exercido pelos incas, lutando com muito mais homens a seu favor que Huascar. Historiadores avaliam que durante essa batalha, que ficou conhecida como Guerra dos Dois Irmãos, cerca de cem mil pessoas pereceram.

Naquele momento, corria um boato de que havia estrangeiros que pretendiam acabar com todo o Império Inca, que já estava bem enfraquecido após a batalha entre os irmãos. Atahualpa, que se tornara imperador, resolver apurar essa história e dirigiu-se até Cajamarca, no Peru, onde recebeu um convite do líder das tropas espanholas, Francisco Pizarro, para um jantar.

De fato, o álibi de Pizarro revelou-se uma grande armadilha. Ele cercou os incas e fez uma proposta: ordenou que eles aceitassem a religião cristã se quisessem sobreviver e ofereceu um livro da Bíblia Sagrada. Sem entender nenhuma palavra em castelhano, Atahualpa jogou a Bíblia no chão, o que deu a entender que ele queria guerra. No mesmo momento, soldados espanhóis que estavam escondidos avançaram e prenderam imediatamente o imperador.

Mesmo na prisão, o imperador inca pediu aos seus súditos que assassinassem seu meio-irmão Huascar, pois acreditava que ele estava envolvido na conspiração.

Durante muito tempo Atahualpa permaneceu preso, pois os espanhóis tinham interesse em manter contato para desvendar algumas localizações estratégicas. Mas, por não aceitar a doutrina católica, acabou sendo condenado segundo as leis da Igreja por poligamia, assassinato de ente familiar e tirania. Morreu enforcado em julho de 1533, pena considerada leve por seus contatos com Pizarro.

FONTE: http://www.infoescola.com/

ARMAS ANTIGAS: ALABARDA


Alabarda é uma arma antiga composta por uma longa haste. A haste é rematada por uma peça pontiaguda, de ferro, que por sua vez é atravessada por uma lâmina em forma de meia-lua (similar à de um machado), com um gancho ou esporão no outro lado. Está incluída na categoria de armas de cabo longo, que tornaram-se mais conhecidas no século XVI; sua difusão provocou a associação de diferentes formas, o que pode confundí-la com outras armas de cabo longo como Bardiche, Spetum, Ranseur, Partisan, Voulge, Glaive, Naginata, Fouchard, Guisarme, Bill-Guisarme, Machado de cabo-longo, Bec do Corbin, e a Lança, todos de cabo longo mas com diferenças importantes no formato e uso.

A principal indicação de se tratar de uma alabarda é possuir a lâmina transversal (meia lua) com o fio voltado (angulado) levemente para trás. O três componentes da parte ativa que a caracterizam como Alabarda propriamente dita são:

  • A ponta longitudinal reta (similar à lança)
  • Porção transversal em lâmina (visualmente similar ao machado),
  • Porção em gancho (como um esporão), formando três tipos de dispositivos, com usos específicos.

É considerada a arma de infantaria mais eficaz contra invasores em fortificações e muralhas. Era por excelência a arma usada pelos guardas de castelos e palácios e ainda hoje aparece como o padrão em unidades militares históricas, mantidas para fins decorativos, com suas fardas e armaduras de época. Um conjunto de soldados com alabardas podia imobilizar um cavaleiro de armadura, principalmente quando desmontado do cavalo, alguns tracionando com os ganchos pontiagudos e outros ancorando-o com a extremidade da lança. Tem a vantagem de aumentar o efeito de alavanca e alcance devido ao comprimento do cabo.

A alabarda possuia uma eficácia especial no combate a oponentes montados ou usando armaduras. Existiam três métodos básicos contra cavaleiros: a face oposta à lâmina, normalmente uma ponteira ou gancho podia ser usada para puxar o cavaleiro para baixo derrubando-o; a lâmina podia se usada para golpear a parte de trás do tornozelo do cavalo forçando-o a dobrar as pernas caindo, algumas vezes a lâmina em forma de meia-lua convexa dava lugar a uma em forma de meia-lua, ou um "V", côncava para encaixar melhor na perna do cavalo; e por fim podia ser usada apoiando a extremidade contrária da haste no pé e apontando a peça pontiaguda de lança para o peito do cavalo, matando-o.

O uso a curta-distância (corpo-a-corpo) não era frequente devido a haste longa, assim o soldado armado de alabarda geralmente possuía uma adaga e eventualmente uma espada curta para estas situações.

Além dos usos da parte ativa da alabarda, a haste ou cabo poderia ser usada como bastão, para impacto, e o pé ou coronha muitas vezes era recoberto por metal (pontiagudo ou rombo) para ser usado como ponta ativa secundária, para atingir um oponente que já tenha ultrapassado a linha do portador da alabarda (golpe para trás).

A alabarda possui ainda o efeito psicológico de, quando mantida verticalmente, mostrar suas laminas acima dos soldados, vistas à distância.

Partes componentes

1 - Lâmina longitudinal reta - a peça reta pontiaguda permitia o uso da alabarda como lança, o que era muito utilizado nos combates contra outras unidades de infantaria, principalmente as que escalavam muralhas usando-se de escadas. Permitia explorar emendas e aberturas em armaduras.

2 - Porções tranversais (lâmina e gancho) - graças à sua lâmina em meia-lua, a alabarda era usada (dependendo do tamanho, forma e capacidade de corte) como dispositivo de corte a distância, mas não como machado, uma vez que as hastes eram finas e com comprimentos entre 1,80m e 4,0m, o que provocaria fratura ou curvamento do cabo. As alabardas com pontas transversais curvas, menores e finas tinham a finalidade principal de explorar aberturas da armadura do oponente, atingindo-o por alguma fresta, ou enganchar-se a peças componentes da armadura, na tentativa de expor alguma parte do corpo do usuário, ou mesmo arrancar uma porção da armadura. Esta porção tranversal tinha também a utilidade de evitar a transfixação completa, que poderia prender a alabarda e assim desarmar o usuário após o primeiro uso efetivo. Esta porção tranversal permite ainda que, na eventualidade do uso como lança ser defletido, passando lateralmente, puxar-se de volta a arma e assim obter o contato no movimento de volta.

3 - Cabo ou haste - porção usada para manuseio, geralmente de diâmetro menor para preensão com as duas mãos. Comprimentos variados.

4 - Adorno - apesar de ser visto como adorno tinha a utilidade de evitar que o sangue do oponente deixasse o cabo escorregadio.

5 - Pé ou coronha - muitas vezes era recoberto por metal (pontiagudo ou rombo) para ser usado como ponta ativa secundária, para atingir um oponente que já tenha ultrapassado a linha do portador da alabarda (golpe para trás).