domingo, 26 de dezembro de 2010

CULTURAS ORIENTAIS: HISTÓRIA DO IRÃ



As origens do Irã atual estão no antigo Império Persa, fundado em 539 antes de Cristo por Ciro, o Grande. A invasão árabe, em 642, marca a conversão de seus habitantes ao islamismo. O zoroastrismo, religião tradicional persa, é suprimido e seus últimos praticantes fogem para a Índia. É adotado o alfabeto arábico, mas o idioma persa se mantém… O país é invadido pelos turcos no século XI e pelos mongóis no século XIII. Recupera a independência e passa por várias dinastias: Safávida, Afjar, Kajar… No século XIX é cenário de disputa entre o Reino Unido e a Rússia, que dividem o território em áreas de influência em 1906. Cabe aos ingleses explorar o petróleo, descoberto em 1908…

Rebelião curda

O período moderno tem como marco o golpe de Estado de 1921, quando o general Reza Khan derruba o último sultão Kajar, coroando-se xá, em 1926, com o nome de Reza Shah Pahlevi. Um decreto real em 1935 muda o nome do país de Pérsia para Irã. A II Guerra Mundial atinge o Irã em 1941 com a ocupação do país por tropas inglesas e soviéticas. O xá, que simpatizava com o nazismo, abdica em favor do filho, Mohammad Reza Pahlevi. A ocupação estrangeira termina em 1946, com a saída dos últimos soldados soviéticos… Em 1948 (Scott: B1, SG: 899), com valor facial de 50 dinares + 25d (verde), foi emitido o primeiro selo de caridade (Charity): Fundo para reconstrução da Tumba de Avicenna, em Persépolis – antiga capital do Império Persa e Patrimônio da Humanidade, atualmente.

A história política recente do Irã

Do ponto de vista histórico, o Irã é visto como uma nação fortemente influenciada pela expansão islâmica que marcou o período medieval. De fato, os valores religiosos deste país possuem um grau de penetração que se manifesta em diferentes esferas do cotidiano do povo iraniano. Contudo, a compreensão deste conturbado cenário político não deve somente limitar-se a simples crítica à hegemonia do pensamento islâmico no interior de sua cultura. Nas primeiras décadas do século XX, o Irã despertou o interesse do mundo Ocidental por causa de suas valiosas reservas petrolíferas. Inicialmente, a interferência no Irã partiu do governo britânico, que tentava preservar seus interesses para com as reservas energéticas da nação islâmica. Contudo, no ano de 1951, a interferência político-econômica estrangeira sofreu um duro golpe quando o primeiro ministro Mohammad Mossadegh nacionalizou a exploração do petróleo em seu país. Entretanto, dois anos mais tarde, com apoio logístico e militar norte-americano, Mohammad Reza Pahlevi consagrou um governo ditatorial comprometido com os interesses do bloco capitalista. Desfrutando de amplos poderes, esse estadista perseguiu os partidários do movimento nacionalista iraniano e estabeleceu a adoção de práticas, vestimentas e padrões de consumo ocidentais no país. Acuados, os nacionalistas promoveram a manutenção de sua orientação política no interior das mesquitas iranianas.
A fusão entre o discurso nacionalista e a defesa dos ideais religiosos passou a ganhar vigor sob a voz do aiatolá Ruhollah Khomeini. Dessa forma, a defesa da interferência política conservadora do clero iraniano se transformou em uma via de defesa dos interesses nacionais contra a intervenção estrangeira. Exilado no Iraque, Khomeini acabou obrigado a se retirar do país por exigência do ditador Saddam Hussein, então aliado dos norte-americanos. No início de 1979, uma série de revoltas, protestos e greves anunciavam a insustentabilidade do governo de Reza Pahlevi. Com isso, sob a tutela do aiatolá Khomeini, a chamada Revolução Iraniana alicerçou um Estado conservador, teocrático e contrário à intervenção Ocidental. Nesse contexto transitório, Saddam Hussein promoveu uma guerra que pretendia enfraquecer a influência política dos xiitas e controlar as ricas reservas petrolíferas da nação vizinha. Após o conflito, que não estabeleceu nenhum tipo de ganho para nenhum dos lados, a tutela religiosa prosseguiu orientando a vida política iraniana. Em 1997, a eleição de Mohammad Khatami representou uma possibilidade de reformas que desmobilizassem os rigores que a cúpula religiosa tinha dentro do Irã. Contudo, não foi possível alcançar as transformações que eram, principalmente, almejadas por mulheres e estudantes. No ano de 2005, por conta das frustrações vivenciadas no governo Khatami, uma grande evasão de eleitores permitiu que o líder ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad vencesse o processo eleitoral. Em seu primeiro mandato, observamos o acirramento das tensões políticas para com os Estados Unidos, a pretensão do desenvolvimento de um programa nuclear e a realização de várias declarações polêmicas contra os regimes ocidentais e o governo de Israel. Em 2009, um novo pleito estabeleceu a disputa entre Mahmoud Ahmadinejad e Mir Hossein Mousavi, que teria uma política de pretensões liberais. Apesar das pesquisas que sugeriam uma acirrada disputa, o processo eletivo acabou apontando uma vitória esmagadora de Ahmadinejad, detentor de mais de 60 % dos votos contabilizados. Com isso, vários protestos e denúncias sugerem a ilegalidade do processo eletivo iraniano, que foi ratificado pelo aiatolá Ali Khamenei, Líder Supremo do país.

Por Rainer Sousa

DIVINDADES: SCATH, MITOLOGIA CELTA


Scathach / Scota / Scatha / Scath

Seu nome traduzia-se como A Sombra, Aquela que combate o medo. Deusa do submundo, Scath era a deusa da escuridão, aspecto destruidor da Senhora. Mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, e que ensinava artes marciais para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era tida como dura e impiedosa. Não foi à toa que o adestramento do herói Cuchulainn foi levado a cabo por ela mesma, considerada a maior guerreira de toda a Irlanda. Scath era ainda a patrona dos ferreiros, das curas, magia, profecia e artes marciais.

SERES MITOLÓGICOS: ALKONOST




ALKONOST

A Alkonost é uma ave lendária da mitologia eslava, com o corpo de uma ave e o rosto de uma mulher. Seu nome deriva das ninfa alciônides, transformadas pelos deuses nas aves alcíones ou guarda-rios.

Na tradição da igreja ortodoxa russa, Alkonost personifica a vontade de Deus. Ela vive no paraíso, mas vem ao nosso mundo para transmitir mensagens divinas. Sua voz é tão doce que ninguém que a escute pode jamais esquecer o que ela cantou. Ao contrário da maligna Sirin (Sirena), de aparência similar, ela é inteiramente benévola.

VII. TAJ MAHAL (ÍNDIA)


VII. TAJ MAHAL (ÍNDIA)

Umas das 7 maravilhas do mundo, praticamente todos já o viram em inúmeras fotografias, mas o que poucos sabem, é a história que está por detraz deste inigualável monumento. O Taj Mahal, é não mais do que uma ode ao amor e representa toda a eloquência que este sentimento pode ser. Durante séculos, o Taj Mahal inspirou poetas, pintores e músicos que tentaram capturar a sua magia em palavras, cores e música. Viajantes cruzaram continentes inteiros para ver esta esplendorosa beleza, sendo poucos os que lhe ficaram indiferentes.

Surge assim o Taj Mahal. O seu nome é uma variação curta de Mumtaz Mahal.. o nome da mulher cuja a memória preserva. O nome "Taj", é de origem Persa, que significa Coroa. "Mahal" é arábico e significa lugar. Devidamente enquadrado num jardim simétrico, tipicamente muçulmano, dividido em quadrados iguais cruzado por um canal ladeado de ciprestes onde se reflecte a sua imagem mais imponente. Por dentro, o mausoléu é também impressionante e deslumbrante. Na penumbra, a câmara mortuária está rodeada por finas paredes de mármore incrustado com pedras preciosas que forma uma cortina de milhares de cores. A sonoridade do interior, amplo e elevado é triste e misterioso, como um eco que soa e ressoa sem nunca se deter.

Sobre o edifício surge uma cúpula esplendorosa, que é a coroa do Taj Mahal. Esta é rodeada por quatro cúpulas mais pequenas, e nos extremos da plataforma sobressaem quatro torres que foram construídas com uma pequena inclinação, para que em caso de desabamento, nunca caiam sobre o edifício principal.

Os arabescos exteriores são desenhos muçulmanos de pedras semi preciosas incrustadas no mármore branco, segundo uma técnica Italiana utilizada pelos artesãos hindus. Estas incrustações eram feitas com tamanha precisão que as juntas somente se distinguem à lupa. Uma flor de apenas sete centímetros quadrados, pode ter até 60 incrustações distintas. O rendilhado das janelas foi trabalhado a partir de blocos de mármore maciço.

Diz-se que o imperador Shah Jahan queria construir também o seu próprio mausoléu. Este seria do outro lado do rio. Muito mais deslumbrante, muito mais caro, todo em mármore preto, que seria posteriormente unido com o Taj Mahal através de uma ponte de ouro. Tal empreendimento nunca chegou a ser levado a cabo. Após perder o poder, o imperador foi encarcerado no seu palácio e, a partir dos seus alojamentos, contemplou a sua grande obra até à morte. O Taj Mahal foi, por fim, o refúgio eterno de Shah Jahan e Mumtaz Mahal. Posteriormente, o imperador foi sepultado ao lado da sua esposa, sendo esta a única quebra na perfeita simetria de todo o complexo do Taj Mahal.

Após quase quatro séculos, milhões de visitantes continuam a reter a sua aura romântica... o Taj Mahal, será para todo o sempre um lágrima solitária no tempo.



FONTE: http://obviousmag.org/archives/2005/08/taj_mahal.html#ixzz19GRqZCUq

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: NZINGA MBANDI


Uma das maiores governantes da história da África, a rainha obrigava seus amantes a se fantasiarem de mulher

Por Gilberto Stam

O maior símbolo da resistência africana à colonização foi uma mulher. Rainha do Ndongo, atual Angola, Nzinga Mbandi (1582-1663) entrou para a história como combatente destemida, exímia estrategista militar e diplomata astuciosa. Ela chefiou pessoalmente o exército até os 73 anos de idade e era tão respeitada pelos portugueses que Angola só foi dominada depois da sua morte, aos 81 anos.

Falar de Nzinga é falar de um mundo ao mesmo tempo muito distante e muito próximo. Ela nasceu entre os africanos de língua bantu, os mesmos que, escravizados no Brasil, criaram o samba e a capoeira. Seu povo está, portanto, na raiz da nossa identidade nacional. A sociedade a que ela pertencia, no entanto, é bem pouco conhecida.

Como se a invasão lusitana não bastasse, o reino de Ndongo tinha que se defender dos ataques de inimigos mais tradicionais: os jagas, um povo de guerreiros saqueadores. Ainda assim, as guerras não eram a única dor de cabeça da heroína Nzinga Mbandi (pronuncia-se inzinga imbandi). Ela também teve de aturar forte oposição interna por ser mulher e ter como mãe uma escrava – mancha grave em sua ficha, já que todo o poder, no reino, se baseava nas relações de parentesco. Nzinga fora criada pelo pai, o rei Jinga Mbandi, para ser uma rainha guerreira. Mas, quando ele morreu, em 1617, foi o irmão dela, Kia Mbamdi, quem assumiu o trono. Começou, então, uma agitada luta pelo governo de Ndongo. Uma das primeiras medidas de Kia foi matar o filho único de Nzinga, concorrente em potencial. Ela mesma só virou rainha em 1624, após o assassinato de Kia durante uma das piores crises do reino, quando o Ndongo rapidamente perdia terreno para os portugueses.

É claro que não faltaram más línguas para insinuar que teria sido Nzinga a responsável pela morte do rei.

Foi ele, seu próprio irmão, quem abriu as portas para a brilhante carreira diplomática da rainha. Em meio à crise, Kia precisava de alguém capacitado para negociar com os portugueses e resolveu pedir ajuda à irmã. Ela, então, partiu para Luanda com a missão de negociar um acordo de paz com os invasores. Foi recepcionada em grande estilo, com salvas de canhões, soldados perfilados e tapetes cobrindo toda a extensão do trajeto. Mas, quando se encontrou com o governador, notou que havia somente uma cadeira no recinto, sobrando para ela algumas almofadas no chão. Nzinga imediatamente ordenou que uma escrava se ajoelhasse e sentou sobre ela, para não se inferiorizar.

Anos depois, já coroada, ela realizou sua mais bem-sucedida manobra política: a união com os terríveis jagas. Para isso, teve de adotar muitos costumes estranhos à cultura de Ndongo, como os rituais de canibalismo, que ajudavam a manter os soldados animados para a batalha. Os jagas eram especialmente perigosos: combatiam até o último homem e a covardia era punida com a morte. Diz a lenda que, em certos rituais, Nzinga se vestia de homem e obrigava seus inúmeros amantes a se fantasiarem de mulher. Sua fama era mesmo a de subverter tradições, provavelmente uma forma de reafirmar o próprio poder em uma sociedade que não aceitava uma mulher como soberana.

Também não faltam contradições curiosas em sua biografia. Nzinga lutou contra a escravidão do seu povo, mas vendeu os próprios escravos – prisioneiros de guerra – para os portugueses. Defendeu a religião do seu reino, mas adotou muitos costumes católicos. Abraçou uma cultura diferente só para aproveitar o poderio militar dos jagas. Tinha tudo para fracassar, mas tornou-se uma das maiores governantes da história da África. Por fim, conseguiu manter a independência do seu povo durante todo o reinado e hoje permanece uma figura central na cultura de Angola, país ainda dividido por conflitos internos. No Brasil, apesar de quase desconhecida, a rainha Nzinga ainda é homenageada em festas populares de origem bantu, como a congada. Zumbi dos Palmares, contemporâneo dela que adoraria tê-la conhecido, certamente diria: ela merece!

FONTES:

http://super.abril.com.br/superarquivo/2001/conteudo_180260.shtml


http://humbertoosousa.blogspot.com/

DIVINDADES: MINERVA, MITOLOGIA ROMANA


Minerva era a deusa romana das artes e da sabedoria. Correspondente à grega Atena.

Origem

Equivalente romana da deusa grega Atena, Minerva era filha de Júpiter, após este engolir a deusa Métis (Prudência). Com uma forte dor de cabeça, pediu a Vulcano que abrisse sua cabeça com o seu melhor machado, após o qual saiu Minerva, já adulta, portando escudo, lança e armadura. Era considerada uma das três deusas virgens, ao lado de Diana e Vesta.

Deusa da sabedoria, das artes e da estratégia de guerra, era filha de Júpiter. Minerva e Netuno disputaram entre si qual dos dois daria o nome à cidade que Cécropes, rei dos atenienses, havia mandado construir na Ática. Essa honra caberia àquele que fizesse coisa de maior beleza e significado. Minerva, com um golpe de lança, fez nascer da terra uma oliveira em flor, e Netuno, com um golpe do seu tridente, fez nascer um cavalo alado e fogoso. Os deuses, que presidiram a este duelo, decidiram em favor de Minerva, já que a oliveira florida, além de muito bela, era o símbolo da paz. Assim, a cidade nova da Ática foi chamada Atenas.

Minerva representa-se com um capacete na cabeça, escudo no braço e lança na mão, porque era deusa da estratégia de guerra, tendo junto de si um mocho e vários instrumentos matemáticos, por ser também deusa da sabedoria. A Minerva é o símbolo oficial dos engenheiros.

Minerva era para os ateanienses a deusa da excelência, da misericórdia e da pátria.

SERES MITOLÓGICOS: ANFISBENA


Anfisbena (Plural: Anfisbenas), Anfisbênia, Anfibena, Anfisbênio, Amphisboena, Amphisbaena, Anfista, Anfivena, palavra Grega, que significa "que vai em duas direções", do (amphis), que significa "ambos os caminhos", e (bainein), que significa "ir", também chamado a Mãe das Formigas, é uma serpente mitológica, que come formigas e com uma cabeça em cada ponta. Segundo a mitologia grega, a Anfisbena nasceu do sangue que gotejou da cabeça de Górgona Medusa quando Perseu voou por cima do Deserto da Líbia, com ela em suas mãos. Foi então que o exército de Cato encontrou-a junto com outras serpentes em sua marcha. A Anfisbena alimentou-se dos cadáveres deixados para trás. Ela tem sido citada por poetas, como Nicandro de Cólofon, John Milton, Alexander Pope, Alfred Tennyson, e Alfred Edward Housman, e a Anfisbena como uma criação mitológica e lendária foram citados por Lucano, Caio Plínio Segundo, Isidoro de Sevilha, e Thomas Browne, os últimos dos quais desiludiram a sua existência.

Aparência

A Amphisbaena tem cabeça dupla, uma que está na extremidade da cauda, bem, como se não fosse o suficiente para ser envenenado por uma boca.

Esta recente descrição da Anfisbena apresenta uma criatura parecida a uma cobra venenosa, de duas-cabeças. Contudo, os desenhos Medievais e posteriores muitas vezes mostram-na com dois ou mais pés escamosos, em particular pés de frango e asas emplumadas. Alguns até representam-na como uma criatura chifruda, semelhante a um dragão com o rabo de cabeça-de-serpente e orelhas pequenas e redondas, enquanto outras têm os dois "pescoços" do mesmo tamanho para que não possam ser destinguido qual é a cabeça traseira. Muitos relatos da Anfisbena dizem que seus olhos incandescem como luz de velas ou como relâmpago, mas o poeta Nicandro parece contradizer isto descrevendo-a como "sempre de olho fosco". Ele também diz que "de uma ponta a outra sobressai um queixo embotado; cada um é distante um do outro." O relato de Nicandro de Cólofon parece estar se referindo ao que de fato é chamado de Anfisbena.


Habitat

A Anfisbênia faz sua habitação em desertos.

Habilidades

  • Natação
  • Hipnose
  • Escavação
  • Caninos venenosos
  • Velocidade
  • O contato com os olhos mata imediatamente quando em lua cheia.

Origens

Em O Livro das Bestas, T.H. White sugere que a criatura provém de descobertas de Ubijaras do mesmo nome. Estas criaturas são encontradas nos países do Mediterrâneo, onde muitas destas lendas surgiram.