quinta-feira, 21 de outubro de 2010

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: ASHOKA

Ashoka é considerado o primeiro imperador da Índia, pois foi o primeiro a reinar sobre grande parte do sub-continente indiano, com excepção da regiões do sul.

O rei Ashoka, filho do rei Bindusara, foi o terceiro da dinastia Maurya. Nasceu cerca de 304 A.C.

Parece ter havido uma guerra de sucessão durante dois anos, durante a qual pelo menos um dos seus irmãos foi morto. Ashoka começou a governação cerca de 274 A.C..

Em 262 A.C., Ashoka conquistou a região de Kalinga, correspondente aproximadamente ao moderno Estado de Orissa. A mortandade e sofrimento resultantes desta guerra provocaram uma alteração na personalidade do rei. Desde então, governou o seu vasto império sob o signos da paz, moralidade, respeito, justiça, prosperidade, sem esquecer a proteção da natureza vegetal e animal.

Protegeu e apoiou a doutrina budista com respeito pelas outras religiões. Ashoka chegou a criar um ministério para a moral e a religião cerca de 261 A.C.. No ano 253 A.C. convocou um concílio budista para Pataliputra, a capital. Diz-se que construiu 84000 stupas (santuários budistas).

Ashoka desenvolveu a culturas do arroz e do algodão. Desenvolveu o comércio interno e com o exterior. A Índia exportava especiarias, pedras preciosas, elefantes, algodão, etc. e importava seda, cavalos e ouro.

Muito do pouco que se sabe hoje do rei Ashoka resulta da decifração dos seus éditos inscritos em pedra.

Ashoka mandou construir colunas encimadas por um capitel com quatro leões em posição de dorso contra dorso. Por baixo de cada leão está uma roda. Este capitel de leões tornou-se um emblema nacional da Índia, figurando em muito símbolos oficiais e a roda foi incorporada na bandeira da Índia.

Ashoka morreu em 232 A.C..

O império desmoronou-se em 180 A.C., apenas cerca de 50 anos após a morte de Ashoka. Atribui-se este desenlace às grandes despesas com um enorme exército necessário durante as conquistas, mas supérfluo em tempo de paz e também a problemas religiosos.


Bibliografia
Les mystères de l’Inde (L’Histoire – 2003)

The edicts of King Ashoka – Ven. S. Dhammika (1993)

Fonte: http://www.grupoescolar.com/

DIVINDADES: PARVATI, MITOLOGIA HINDU


Parvati (sânscrito: Pārvatī, पार्वती), às vezes escritas Parvathi ou Parvathy, é uma deusa hindu e nominalmente a segunda consorte de Shiva, o deus hindu da destruição e renovação. No entanto, ela não é diferente de Sáti, sendo a reencarnação da ex-consorte de Shiva. Ela também é a mãe de Ganesha, Skanda (Kartikeya). Algumas comunidades também acreditam que ela é a irmã de Vishnu e Shaktas. Ela é considerada como a derradeira Divina Shakti - a encarnação da energia total do Universo. Em muitas interpretações das escrituras, Parvati é também considerada como uma representação de Shakti, embora com aspecto mais suave do que a deusa mãe, porque ela é uma deusa. Ela é considerada a filha do Himalaia.

Parvati quando retratada junto com Shiva aparece com duas armas, mas, quando sozinha, ela é mostrada com quatro braços, e astride um tigre ou leão. Geralmente considerada uma deusa benigna, mas também tem aspectos temerosa como Durga, Kali, Chandi e os Mahavidyas bem como benevolente formas como Mahagauri, Shailputri e Lalita. Às vezes, Parvati é considerado como a suprema Mãe Divina e todas as outras deusas são referidas como encarnações ou manifestações dela. Em Shavias, Parvati e Durga são iguais, mas seguidores de Shakti e Vishnu consideram Durga, Kali e Chandi como aspectos temerosos de Parvati, considerando-se ela como Deusa Suprema.

domingo, 17 de outubro de 2010

V. CHICHEN ITZÁ (MÉXICO)


V. CHICHÉN ITZÁ (MÉXICO)

Chichén Itzá (do iucateque: Chi'ch'èen Ìitsha) é uma cidade arqueológica maia localizada no estado mexicano de Iucatã que funcionou como centro político e económico da civilização maia. As várias estruturas – a pirâmide de Kukulkán, o Templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas, e o Campo de Jogos dos Prisioneiros – podem ainda hoje ser admiradas e são demonstrativas de um extraordinário compromisso para com a composição e espaço arquitetónico. A pirâmide foi o último e, sem qualquer dúvida, o mais grandioso de todos os templos da civilização maia. O nome Chichén-Itzá tem raiz maia e significa "na beirada do poço do povo Itza". Estima-se que Chichén-Itzá foi fundada por volta dos anos 435 e 455. Foi declarada Património Mundial da Unesco em 1988.

HISTÓRIA

Chichen Itzá ganhou proeminência regional em aproximadamente 600 a.C., mas foi no final dos século clássico que tornou-se um grande centro político regional. A ascensão de Chichen Itzá está relacionada ao declínio de outros centros regionais das planícies do sul de Iucatã, como, por exemplo, Tikal.

Algumas fontes etnográficas afirmam que em 987 um rei tolteca de nome Topiltzin Ce Acatl Quetzalcoatl dominou esta região com o apoio de algumas tropas maias e fez de Chichén Itzá a capital, juntamente com Tula Xicocotitlan. A paritr de então houve uma aglutinação entre os estilos arquitetônicos do povo maia e dos toltecas. A arte e a arquitetura desse período mostra uma mistura interessante de Maya e estilos tolteca. Alguns estudiosos afirmam que neste período a região não fora liderada por um único governante, mas por um conselho formado pelos mais notórios cidadãos. Entretanto, recentemente esta teoria vêm sendo menos apontada pelos historiadores durante as pesquisas sobre a origem de Chichén Itzá.

Durante a era de ouro de Chichén Itzá, a cidade experimentou um período de forte crescimento econômico e tornou-se o centro financeiro de Iucatã. As rotas de comércio possibilitaram a obtensão de ouro e outros recursos minerais para a região.

Segundo o Chilam Balam a cidade foi conquistada por Hunac Ceel no século XIII. Hunac Ceel propôs sua ascensão ao poder e controle da região. Na época as crenças maias destiguiam dolinas chamadas de Cenotes Sagrados e durante algumas cerimônias indivíduos eram lançados nestes Cenotes. Se algum indivíduo sobrevivesse, este era considerado de linhagem sagrada. Mas, durante uma das cerimônias não houve sobreviventes e Hunac Ceel se auto-proclamou rei de Chichén Itzá.

Embora existam algumas evidências arqueológicas que indicam que Chichén Itzá foi saqueada, algumas fontes históricas provam que a região não poderia ser atacada por ladrões. A questão está envolvida em um grande enigma arqueológico até os dias atuais. Após o período de ouro, acredita-se que Chichén Itzá entrou em declínio, mas alguns estudiosos sugerem que a região não foi completamente abanonada, já que os cenotes foram usados como local de pregrinação durante o extermínio do povo maia.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

IV. MACHU PICCHU (PERU)



IV. MACHU PICCHU (PERU)

Machu Picchu (em Portugal também denominado de Machu Pichu), em quíchua Machu Pikchu, "velha montanha", também chamada "cidade perdida dos Incas", é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, atual Peru. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas.

Consta de duas grandes áreas: a agrícola formada principalmente por terraços e recintos de armazenagem de alimentos; e a outra urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus reais.

A disposição dos prédios, a excelência do trabalho e o grande número de terraços para agricultura são impressionantes, destacando a grande capacidade daquela sociedade. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Segundo a histórica inca, tudo planejado para a passagem do deus sol.

O lugar foi elevado à categoria de Património mundial da UNESCO, tendo sido alvo de preocupações devido à interacção com o turismo por ser um dos pontos históricos mais visitados do Peru.

Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque.

Pela obra humana e pela localização geográfica, Machu Picchu é considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO. A 7 de julho de 2007, em Lisboa, estádio da Luz, Portugal, o monumento foi eleito e considerado oficialmente como uma das sete maravilhas do Mundo.

HISTÓRIA

Machu Picchu no séc. XIX

Em 1865, no curso de suas viagens de exploração pelo Peru, o naturalista italiano Antonio Raimondi passou ao pé das ruínas sem sabê-lo e menciona o quão escassamente povoada era a região na época. Porém, tudo indica que foi por esses anos que a região começou a receber visitas por interesses distintos dos meramente científicos.

De fato, uma investigação em curso divulgada recentemente revela informação sobre um empresário alemão chamado Augusto Berns que em 1867 não só havia "descoberto" as ruínas mas também havia fundado uma empresa "mineira" para explorar os presumidos "tesouros" que abrigavam (a "Compañía Anónima Explotadora de las Huacas del Inca"). De acordo com esta fonte, entre 1867 e 1870 e com a aprovação do governo de José Balta, a companhia havia operado na zona e logo vendido "tudo o que encontrou" a colecionadores europeus e norte-americanos.

Conectados ou não com esta suposta empresa (cuja existência espera ser confirmada por outras fontes e autores) o certo é que nesta época que os mapas de prospecções mineiras começam a mencionar Machu Picchu. Assim, en 1870, o norte-americano Harry Singer coloca pela primeira vez em um mapa a localização do Cerro Machu Picchu e se refere ao Huayna Picchu como "Punta Huaca del Inca". O nome revela uma inédita relação entre os incas e a montanha e inclusive sugere un caráter religioso (uma huaca nos Andes antigos era um lugar sagrado).

Um segundo mapa de 1874, elaborado pelo alemão Herman Gohring, menciona e localiza em seu local exato ambas montanhas.

Por fim, em 1880 o explorador francês Charles Wiener confirma a existência de restos arqueológicos no lugar (afirma "há ruínas na Machu Picchu"), embora não possa chegar ao local. Em qualquer caso está claro que a existência da suposta "cidade perdida" não se havia esquecido, como se acreditava até há alguns anos.

Redescobrimento

Foi o professor norte-americano Hiram Bingham quem, à frente de uma expedição da Universidade de Yale, redescobriu e apresentou ao mundo Machu Picchu em 24 de julho de 1911. Este antropólogo, historiador ou simplesmente, explorador aficcionado da arqueologia, realizou uma investigação da zona depois de haver iniciado os estudos arqueológicos. Bingham criou o nome de "a Cidade Perdida dos Incas" através de seu primeiro livro, Lost City of the Incas. Porém, naquela época, a meta de Bingham era outra: encontrar a legendária capital dos descendentes dos Incas, Vilcabamba, tida como baluarte da resistência contra os invasores espanhóis, entre 1536 e 1572. Ao penetrar pelo cânion do Urubamba, Bingham, no desolado sítio de Mandorbamba, recebeu do camponês Melchor Arteaga o relato que no alto de cerro Machu Picchu existiam abundantes ruínas. Alcançá-las significava subir por uma empinada ladeira coberta de vegetação.

Quando Bingham chegou à cidade pela primeira vez, obviamente encontrou a cidade tomada por vegetação nativa e árvore. E também era infestada de víboras.

Embora céptico, conhecedor dos muitos mitos que existem sobre as cidades perdidas, Bingham insistiu em ser guiado ao lugar. Chegando ao cume, um dos meninos das duas famílias de pastores que residiam no local o conduziu aonde, efetivamente, apareciam imponentes construções arqueológicas cobertas pelo manto verde da vegetação tropical e, em evidente estado de abandono há muitos séculos. Enquanto inspecionava as ruínas, Bingham, assombrado, anotou em seu diário:
Cquote1.svg Would anyone believe what I have found?" (Acreditará alguém no que encontrei?) Cquote2.svg
— Hiram Bingham

Depois desta expedição, Bingham voltou ao lugar em 1912 e, nos anos seguintes (1914 e 1915), diversos exploradores levantaram mapas e exploraram detalhadamente o local e os arredores.

Suas escavações, não muito ortodoxas, em diversos lugares de Machu Picchu, permitiram-lhe reunir 555 vasos, aproximadamente 220 objetos de bronze, cobre, prata e de pedra, entre outros materiais. A cerâmica mostra expressões da arte inca e o mesmo deve dizer-se das peças de metal: braceletes, brincos e prendedores decorados, além de facas e machados. Ainda que não tenham sido encontrados objetos de ouro, o material identificado por Bingham era suficiente para inferir que Machu Picchu remonta aos tempos de esplendor inca, algo que já evidenciava seu estilo arquitetônico.

Bingham reconheceu também outros importantes grupos arqueológicos nas imediações: Sayacmarca, Phuyupatamarca, a fortaleza de Vitcos e importantes trechos de caminhos (Caminho Inca), todos eles interessantes exemplos da arquitetura desse império. Tanto os restos encontrados como as evidências arquitetônicas levam os investigadores a crer que a cidade de Machu Picchu terminou de ser construída entre fim do século XV e início do século XVI.

A expedição de Bingham, patrocinada não somente pela Universidade de Yale como também pela National Geographic Society, foi registrada em uma edição especial da revista, publicada em 1913, contendo um total de 186 páginas, que incluía centenas de fotografias.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

CULTURAS ORIENTAIS: HISTÓRIA DO SRI LANKA



Os registros mais antigos da história do Sri Lanka datam do século VI a.C. quando o povo cingalês (ou sinhala) migrou para a ilha a partir de Bengala, no subcontinente indiano. Antes da invasão cingalesa, a ilha era ocupada pelo povo hoje conhecido como Vedas, que se acredita serem de origem malaia. Ainda hoje, pessoas de origem Veda ainda vivem no leste do Sri Lanka.

A crônica cingalesa de Mahavamsa relata a chegada de Vijaya, o primeiro rei cingalês, em 543 a.C.. Acredita-se que o povo cingalês tenha migrado a partir de algum ponto do norte da Índia: não são povos dravídicos, tais como os povos do vizinho sul da Índia. A língua cingalesa (sinhala) é relacionada ao sânscrito, tal como ocorre com o hindi. O primeiro reino do Sri Lanka tinha sua capital em Anuradhapura. No terceiro século a.C., os cingaleses se converteram ao budismo, e a ilha se converteu em um centro de estudos budista e de trabalho missionário. Isto separou o Sri Lanka da cultura hindu do sul da Índia.

Anuradhapura permaneceu como capital do reino cingalês até o século VIII, quando foi substituída por Polonnaruwa. Os tamis, do sul da Índia, começaram a chegar à ilha no início do século III, e houve seguidas guerras entre cingaleses e os invasores do sul da Índia. Durante boa parte do primeiro milênio d.C., a ilha foi controlada por vários príncipes de origem tamil.

O período áureo do reino do Sri Lanka ocorreu no século XII, quando o rei cingalês Prakrama Bahu derrotou os tamis, unificou a ilha sob o seu governo, e ainda invadiu a Índia e Burma. No século XV a ilha foi atacada pela China, e por 30 anos os reis locais prestaram tributo ao imperador chinês.

Ocupação européia

O Sri Lanka era conhecido dos gregos e dos romanos, que o chamavam de Taprobana. Depois da conquista do Oriente Médio pelos árabes , mercadores freqüentemente visitavam a ilha, e existia uma comunidade árabe no Sri Lanka desde o século X.

Os primeiros europeus a visitarem o Sri Lanka foram os portugueses: Francisco de Almeida chegou à ilha em 1505, e encontrou-a dividida em 7 reinos que guerreavam entre si, incapazes de derrotar um invasor. Os portugueses fundaram a cidade de Colombo em 1517, e gradualmente extenderam seu controle pelas áreas costeiras. Em 1592 os cingaleses mudaram sua capital para a cidade interiorana de Kandy, local mais seguro contra o ataque de invasores. Guerras intermitentes prosseguiram durante o século XVI.

Muitos cingaleses se converteram ao cristianismo, porém a maioria budista odiava os portugueses, e apoiariam qualquer um que os enfrentasse. Então, em 1602, quando o capitão holandês Joris Spilberg chegou à ilha, o rei de Kandy pediu-lhe auxílio. Porém, somente em 1638 os holandeses atacaram pela primeira vez, e apenas em 1656 Colombo foi tomada. Por volta de 1660 os holandeses controlavam toda a ilha, exceto o reino de Kandy. Os holandeses perseguiram os católicos, porém deixaram os budistas, os hindus e os islâmicos professarem suas religiões. No entanto, cobravam impostos mais pesados que os portugueses. Como resultado do domínio holandês, mestiços de holandeses e cingaleses, conhecidos como burghers existem até hoje no país.

Durante as Guerras Napoleônicas o Reino Unido, temendo que o controle da França sobre os Países Baixos fizesse com que o Sri Lanka passasse ao controle francês, ocuparam a ilha (a qual chamavam de Ceilão (Ceylon)) com pouca dificuldade, em 1796. Em 1802 a ilha foi formalmente cedida à Grã-Bretanha e tornou-se uma colônia real. Em 1815 Kandy foi ocupada, pondo fim à independência do reino do Sri Lanka. Um tratado em 1818 preservou a monarquia de Kandy, porém como dependência britânica.

Os ingleses introduziram o cultivo do chá, café e borracha nas montanhas da ilha. Em meados do século XIX o Ceilão já trouxera fortuna a uma pequena classe de plantadores de chá. Para trabalhar nas fazendas, os proprietarios importaram grande quantidade de trabalhadores tamis do sul da Índia, que logo chegaram a 10% da população.

Os britânicos, seguindo sua prática comum de "dividir para governar", favoreciam ora um grupo ora outro para fomentar a rivalidade. Também favoreceram os "burghers" e também alguns cingaleses de castas mais altas, fomentando divisões e inimizades que sobrevivem desde então. Os "burghers" receberam um certo grau de auto-governo no início de 1833. Somente em 1909 é que um desenvolvimento constitucional ocorreu, com uma assembléia parcialmente eleita. O sufrágio universal só foi introduzido em 1931 sob o protesto dos cingaleses, que rejeitavam o direito a voto para os tamis.

Os registros mais antigos da história do Sri Lanka datam do século VI a.C. quando o povo cingalês (ou sinhala) migrou para a ilha a partir de Bengala, no subcontinente indiano. Antes da invasão cingalesa, a ilha era ocupada pelo povo hoje conhecido como Vedas, que se acredita serem de origem malaia. Ainda hoje, pessoas de origem Veda ainda vivem no leste do Sri Lanka.

A crônica cingalesa de Mahavamsa relata a chegada de Vijaya, o primeiro rei cingalês, em 543 a.C.. Acredita-se que o povo cingalês tenha migrado a partir de algum ponto do norte da Índia: não são povos dravídicos, tais como os povos do vizinho sul da Índia. A língua cingalesa (sinhala) é relacionada ao sânscrito, tal como ocorre com o hindi. O primeiro reino do Sri Lanka tinha sua capital em Anuradhapura. No terceiro século a.C., os cingaleses se converteram ao budismo, e a ilha se converteu em um centro de estudos budista e de trabalho missionário. Isto separou o Sri Lanka da cultura hindu do sul da Índia.

Anuradhapura permaneceu como capital do reino cingalês até o século VIII, quando foi substituída por Polonnaruwa. Os tamis, do sul da Índia, começaram a chegar à ilha no início do século III, e houve seguidas guerras entre cingaleses e os invasores do sul da Índia. Durante boa parte do primeiro milênio d.C., a ilha foi controlada por vários príncipes de origem tamil.

O período áureo do reino do Sri Lanka ocorreu no século XII, quando o rei cingalês Prakrama Bahu derrotou os tamis, unificou a ilha sob o seu governo, e ainda invadiu a Índia e Burma. No século XV a ilha foi atacada pela China, e por 30 anos os reis locais prestaram tributo ao imperador chinês.


HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: OS ASTECAS

Tenochtitlán

São os antigos indígenas habitantes do México. Dominavam o país quando os espanhóis ali aportaram. Os Astecas viviam sobre os restos de uma cultura muito mais antiga, os Toltecas. As pirâmides de Teotihuacan, de Cholula, são consideradas muito mais importantes do que as egípcias; contudo, os Toltecas de diziam descendentes de uma civilização muito mais perfeita: a dos Maias.

O povo asteca era compreendido de lavradores e artesãos; cada clã se dedicava a atividades específicas. Os escravos e os criados ocupavam o último degrau da escada social. Os jovens, além dos ofícios e da guerra, tinham acesso ao comércio. Os comerciantes constituíam classe à parte. Havia dois tipos de escolas: uma para a nobreza (carreira sacerdotal) e outra para o povo, abrangendo os lavradores e artesãos.

Os Astecas conheciam a agricultura e cultivavam, além do milho, grande variedade de feijões, tomates, cacau, pimenta, melão e algodão. O tabaco era somente para fins religiosos. Quanto à arte, era essencialmente de caráter religioso, sobretudo as pinturas e esculturas notáveis.

A religião dOs Astecas admitia divindades para cada mês, dia e noite. O calendário literúrgico regia a vida cerimonial e o calendário solar regia as atividades rurais. Uma das mais importantes relíquias mexicanas é a grande pedra do calendário; ali, Os Astecas descreviam com sinais a sua concepção do mundo, suas quatro idades que procederam a nossa era e que por efeito de cataclismas desapareceram. Montezuma II, imperador asteca, foi escolhido, em 1503, por morte de seu tio, antigo imperador. Sob seu domínio, o reino asteca se estendeu desde as costas do Atlântico até o Pacífico. A sede do seu governo era Tenochtitlan, capital da confederação asteca, que após a conquista dos espanhóis se tornou a cidade do México. Montezuma era extremamente religioso e estava sempre cercado de sacerdotes. A predição de que seu reino terminaria com a chegada do grande deus branco e barbudo muito o preocupava. Com a chegada de Cortez, tentou dissuadi-lo de conquistar seu reino, sem resultado. Foi preso como refém e mais tarde morreu, com seu reino sob o domínio dos espanhóis.

Os Astecas eram um povo guerreiro, mas muito religioso, embora sua religião consistisse inclusive em sacrifícios humanos. Apesar disso, alcançaram um alto nível de civilização.

Fonte: www.vestibular1.com.br

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

III. CRISTO REDENTOR (BRASIL)


III. CRISTO REDENTOR (BRASIL)

O Cristo Redentor é um monumento de Jesus Cristo localizado na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Está localizado no topo do Morro do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar. De seus 38 metros, oito estão no pedestal. Foi inaugurado às 19h 15min do dia 12 de outubro de 1931, depois de cerca de cinco anos de obras. Um símbolo do catolicismo, o monumento tornou-se um dos ícones mais reconhecidos internacionalmente do Rio e do Brasil. No dia 7 de julho de 2007, em Lisboa, no Estádio da Luz, foi eleito uma das novas sete maravilhas do mundo. O Guiness World Records, versão atualizada de 2009, considera o Cristo Redentor a maior estátua de Cristo.

HISTÓRIA

A construção de um monumento religioso no local foi sugerida pela primeira vez em 1859, pelo padre lazarista Pedro Maria Boss, à Princesa Isabel. No entanto, apenas retomou-se efetivamente a idéia em 1921, quando se iniciavam os preparativos para as comemorações do centenário da Independência.

A estrada de rodagem que dá acesso ao local onde hoje se situa o Cristo Redentor foi construída em 1824, no Silvestre. Já a estrada de ferro teve o primeiro trecho (Cosme Velho-Paineiras) inaugurado em 1884. No ano seguinte, 1885, o segundo trecho foi concluído, completando a ligação com o cume. A ferrovia, que tem 3800 metros de extensão, foi a primeira a ser eletrificada no Brasil, em 1906. A construção do Cristo Redentor ainda é considerada um dos grandes capítulos da engenharia civil brasileira. Erguido em concreto armado e revestido de um mosaico de triangulos de pedra-sabão, originária da região de Carandaí, Minas Gerais.

Pedra fundamental

A pedra fundamental do monumento foi lançada em 4 de abril de 1922, mas as obras somente foram iniciadas em 1926. Dentre as pessoas que colaboraram para a realização, podem ser citados o engenheiro Heitor da Silva Costa (autor do projeto escolhido em 1923), o artista plástico Carlos Oswald (autor do desenho final do monumento) e o escultor francês de origem polonesa Paul Landowski (executor dos braços e do rosto da escultura).

Ainda hoje algumas pessoas dizem erroneamente que o monumento foi um presente da França para o Brasil, quando na verdade, a obra foi erigida a partir de doações de fiéis de arquidioceses e suas paróquias por todo o país com o projeto de autoria e chefia do engenheiro Heitor da Silva Costa. Da França vieram apenas uma réplica de 4 metros feita de pequenos moldes, assim como modelos das mãos feitos pelo colaborador Landowski. Todos estes fatos foram atestados com rigor no programa televisivo Detetives da História produzido pelo The History Channel.

Inauguração

Na cerimônia de inauguração, no dia 12 de outubro de 1931, estava previsto que a iluminação do monumento seria acionada a partir da cidade de Nápoles, de onde o cientista italiano Guglielmo Marconi emitiria um sinal elétrico que seria retransmitido para uma antena situada no bairro carioca de Jacarepaguá, via uma estação receptora localizada em Dorchester, Inglaterra, tudo a convite de Assis Chateaubriand. No entanto, o mau tempo impossibilitou a façanha, e a iluminação foi acionada diretamente do local. O sistema de iluminação original foi substituído duas vezes: em 1932 e no ano 2000.

Controvérsia

Antes mesmo de ser construído, o Cristo Redentor era motivo de acaloradas discussões que dividem o país em católicos, protestantes e cidadãos sem religião. Apesar de atualmente protestantes de todo o mundo visitarem o Cristo, inicialmente os líderes da Igreja Batista eram contrários à construção do mesmo, chegando a propor que o dinheiro arrecadado fosse usado na construção de uma obra beneficente.

Reação adversa à construção

Em 22 de março de 1923, seguidores da Igreja Batista declararam em nota publicada em O Jornal Batista, órgão oficial da Convenção Batista Brasileira, seu desgosto quanto à construção do Cristo Redentor. A nota afirmava que a construção "será a um tempo um atestado eloqüente de idolatria da igreja de Roma."

Entretanto, a Igreja Católica sempre manteve-se firme em sua posição, demonstrando claramente que jamais adotou a idolatria em sua Doutrina, esclarecendo sempre que as imagens de santos em suas Igrejas são vistos por seus fiéis como exemplos de fé a serem seguidos.

Sete maravilhas do mundo moderno

No dia 7 de julho de 2007, em uma festa realizada em Portugal, o Cristo Redentor foi incluído entre as novas sete maravilhas do mundo moderno. A decisão, após um concurso informal, foi baseada em votos populares (internet e telefone), votação que ultrapassou a casa dos cem milhões de votos.

Todavia, o concurso não possui o apoio da UNESCO, que apontou a falta de critérios científicos para a escolha das maravilhas.

DIVINDADES: CIHUACOATL, MITOLOGIA ASTECA



Cihuacoatl era uma deusa guerreira do Panteão Asteca, também era a denominação do cargo mais importante situado abaixo do imperador, o Cihuacoatl era juiz supremo militar e do crime, era ele que organizava as expedições militares e nomeava seus comandantes. Quando o Tlatoani(imperador), ausentava-se de Tenochtitlan, era o Cihuacoatl que o substituia.