sexta-feira, 30 de julho de 2010

DIVINDADES: TUPÃ, MITOLOGIA TUPI-GUARANI

Made in Brazil, baby.

TUPÃ

Tupã (que na língua tupi significa trovão) é uma entidade da mitologia tupi-guarani.

Os indígenas rezam a Nhanderuvuçu e seu mensageiro Tupã. Tupã não era exatamente um deus, mas sim uma manifestação de um deus na forma do som do trovão. É importante destacar esta confusão feita pelos jesuítas. Nhanderuete, "o liberador da palavra original", segundo a tradição mbyá, que é um dialeto da língua guarani, do tronco lingüístico tupi, seria algo mais próximo do que os catequizadores imaginavam.

Câmara Cascudo afirma que Tupã "é um trabalho de adaptação da catequese". Na verdade o conceito "Tupã" já existia: não como divindade, mas como conotativo para o som do trovão (Tu-pá, Tu-pã ou Tu-pana, golpe/baque estrondante), portanto, não passava de um efeito, cuja causa o índio desconhecia e, por isso mesmo, temia. Osvaldo Orico é da opinião de que os indígenas tinham noção da existência de uma Força, de um Deus superior a todos. Assim ele diz: "A despeito da singela idéia religiosa que os caracterizava, tinha noção de Ente Supremo, cuja voz se fazia ouvir nas tempestades – Tupã-cinunga, ou "o trovão", cujo reflexo luminoso era Tupãberaba, ou relâmpago. Os índios acreditavam ser o deus da criação, o deus da luz. Sua morada seria o sol

Para os indígenas, antes dos jesuítas os catequizarem, Tupã representava um ato divino, era o sopro, a vida, e o homem a flauta em pé, que ganha a vida com o fluxo que por ele passa.

terça-feira, 20 de julho de 2010

DIVINDADES: HEL, MITOLOGIA NÓRDICA


HEL

Na mitologia nórdica, Hel, Hela ou Hell é filha de Loki e da gigante Angrboda, irmã mais nova de Fenrir e da serpente de Midgard. A serpente de Midgard foi banida por Odin para o mar que cerca a Terra, mas a fera cresceu tanto que podia se colocar à volta do mundo e tocar na própria cauda. Lobo Fenris foi preso com uma corrente feita pelos espíritos da montanha, chamada Gleipnir.

Hel foi banida por Odin para o mundo inferior que recebeu seu nome, Helheim, que fica nas profundezas de Niflheim. Helheim fica às margens do rio Nastronol, que equivale ao rio Aqueronte da mitologia grega. Lá, recebeu o poder de dominar nove mundos ou regiões, onde distribui aqueles que lhe são enviados, isto é, aqueles que morrem por velhice ou doença. Seu palácio chama-se Elvidner, sua mesa era a Fome, sua faca, a Inanição, o Atraso, seu criado, a Vagareza, sua criada, o Precipício, sua porta, a Preocupação sua cama, e os Sofrimentos formavam as paredes de seus aposentos. Hela podia ser facilmente reconhecida, uma metade de seu corpo era de uma linda mulher, e a outra parte de um corpo terrivel em decomposição.

A personalidade de Hel difere das dos deuses do mundo inferior das demais mitologias: Ela não é boa e nem má, simplesmente justa.

O termo inglês Hell (Inferno em português) origina-se do nome desta deusa.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: A ARÁBIA ANTES DO ISLÃ

A ARÁBIA ANTES DO ISLÃ

A Arábia ou Península Arábica é uma região desértica do Oriente Médio banhada pelo mar Vermelho e pelas águas do oceano Índico. Do ponto de vista histórico, esta região ficou bastante conhecida como berço de uma das mais importantes religiões do mundo, o islamismo. Surgida no século VII, esta religião estabeleceu mudanças significativas nas configurações políticas, econômicas e culturais de todo o mundo árabe.

Antes do Islã, a Península Arábica esteve basicamente dividida entre as regiões litorânea e desértica. Os desertos da Arábia eram ocupados por uma série de tribos vagantes, que tinham seus integrantes conhecidos como beduínos. Os beduínos não apresentavam unidade política, eram politeístas e sobreviviam das atividades de pastoreio organizadas nos oásis que encontravam no interior da Arábia.

Sob o aspecto religioso, prestavam adoração a objetos sagrados, forças da natureza e acreditavam na intervenção de espíritos maus. Para que pudessem promover as suas crenças e rituais, os beduínos se dirigiam até as cidades litorâneas que abrigavam vários de seus símbolos e objetos sagrados. Com o passar do tempo, esse deslocamento regular firmou uma significativa atividade comercial.

Ao se dirigirem até o litoral, os beduínos aproveitavam da oportunidade para realizarem negócios com os comerciantes das cidades sagradas. Dessa forma, a economia da Península Arábica era fortemente influenciada pelo calendário que determinava as festividades dedicadas aos vários deuses árabes. Já nessa época, as cidades de Meca e Yatreb se destacavam como grandes centros comerciais e religiosos.

Pregando uma crença de natureza monoteísta, Maomé, o maior profeta do islamismo, possibilitava mudanças profundas no mundo árabe. Com a expansão do culto a uma única divindade, as constantes peregrinações religiosas e os negócios poderiam perder o seu sentido. Não por acaso, vários comerciantes da cidade de Meca se opuseram à expansão da crença muçulmana em seus primórdios.

Graças à organização militar dos primeiros convertidos, Maomé conseguira vencer a resistência dos comerciantes de Meca contra o islamismo. Além disso, podemos salientar que a nova religião não abandonou todas as crenças anteriores ao islamismo e preservou a importância religiosa das cidades comerciais. Dessa forma, o islamismo pôde conquistar a Península Arábica a partir do século VII.

DOCUMENTÁRIO - CONFRONTO DOS DEUSES [DUBLADO] (2010)


Informações do Documentário

Titulo Original: Clash of the Gods
Título Traduzido: Confronto dos Deuses
Gênero: Documentário
Duração: 44min cada
Diretor: History Channel
Ano de Lançamento: 2010
Tamanho: 7.25 GB
Resolução: 704 x 400
Formato: TVRip
Qualidade de Audio: 10
Qualidade de Vídeo: 10
Codec do Vídeo: XViD
Codec do Áudio: Mp3
Idioma: Português / Inglês

Sinopse

1×01 - Zeus
O deus mais poderoso da mitologia grega enfrenta seu pai em uma luta pelo controle do Universo. Os deuses desafiam os titãs no que será a grande batalha do Olimpo. Os especialistas acreditam que esta batalha pode ser uma metáfora para um evento cataclísmico ocorrido no mundo antigo.

1×02 - Hercules
É a história do super-herói mais forte da mitologia grega e sua busca por redenção. Para redimir-se de um horrível crime, Hércules embarca em uma série de desafios impossíveis conhecidos como os 12 trabalhos.
Hércules é um dos semideuses mais influentes da mitologia, mas recentes descobertas arqueológicas indicam que pode ter sido baseado em uma pessoa real.

1×03 - Hades
O mito de um dos deuses mais temidos da Antiga Grécia e os mortais que tentaram cruzar seu caminho. Hades nos leva pelo mito grego da vida após a morte, e pelas estranhas conexões com maldições reais, fantasmas e cultos secretos.

1×04 – O Minotauro
Metade homem, metade touro, o Minotauro é um dos monstros mitológicos mais aterrorizantes. Com uma estranha história sobre guerra e sacrifícios humanos, o Minotauro se mantém como símbolo da besta que há dentro de todos os homens.

1×05 – Medusa
Medusa foi a mais famosa vilã da mitologia grega, cujo olhar era capaz de transformar qualquer ser vivo em pedra. Mas, qual seria a verdadeira história por trás desta górgone com cabelos de serpente?

1×06 - Ulisses - Parte 1
A Odisséia de Homero é o poema épico mais famoso já escrito. Acompanhamos o herói arquétipo Odisseu enquanto embarca em uma aventura de mais de 20 anos para regressar ao seu lar e reclamar sua esposa e seu reino. Uma incrível história de bestas mitológicas e deuses cheios de ira. Mas, poderia ter acontecido na realidade?

1×07 - Ulisses - Parte 2
A história de Odisseu continua. Pistas astronômicas e dados geológicos descobertos recentemente podem trazer evidências sobre a realidade por trás deste famoso épico.

1×08 – Beowulf
A lenda de Beowulf, a história do guerreiro mais famoso do mundo Viking, é definitivamente uma história sobre a coragem. Tendo enfrentado sedentos dragões, monstros bárbaros e um dragão que cospe fogo, ele é conhecido como o maior herói da mitologia nórdica.

1×09 - Mitologia de Tolkien
Este é um dos mais famosos mitos modernos. Prepare-se para entrar no fantástico mundo de J.R.R Tolkien, cheio de hobbits, orcs, magos e elfos. Examinaremos as influências mitológicas que o levaram a escrever um dos livros mais influentes do século XX: O Senhor dos Anéis.

1×10 – Thor
Idealizado na antiga mitologia Nórdica como o o Deus Protetor, Thor combate com ogros malignos e com uma serpente gigante que quer destruir a humanidade.
É a própria essência da luta pela sobrevivência, que culmina com um confronto definitivo entre o bem e o mal.


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segunda-feira, 5 de julho de 2010

DIVINDADES: CERIDWEN, MITOLOGIA CELTA


CERIDWEN

Na mitologia celta, Ceridwen era uma feiticeira, mãe de Taliesin, Morfran e a bela filha de Crearwy (ou Creirwy). Seu marido era Tegid Foel e viviam perto de Bala Lake, no País de Gales.

Lenda

De acordo com o Mabinogion, Morfran (também chamado Afagddu) era horrivelmente feio, e Ceridwen quis torná-lo sábio. Ela tinha um caldeirão mágico onde podia preparar uma poção que desse sabedoria. A mistura deveria ser cozinhada por um ano e um dia. Morda, um homem cego, mantinha o fogo aceso sob o caldeirão enquanto Gwion, um menino, mexia o conteúdo. As três primeiras gotas do líquido davam sabedoria; o resto, era um veneno letal. Três gotas quentes espirraram na mão de Gwion enquanto ele mexia, queimando-o. Por instinto, o garoto levou a mão à boca e instantaneamente ficou sábio.

Ceridwen perseguiu Gwion. Ele se transformou em um rato; ela virou um gato. Ele virou um peixe e se jogou no rio; ela se transformou numa lontra. Ele virou um passarinho; ela virou um falcão. Finalmente, Gwion se transformou em um simples grão de milho. Ceridwen então se transformou em uma galinha e o comeu. Quando ficou grávida, Ceridwen sabia que era Gwion e resolveu que iria matar a criança ao nascer. No entanto, quando o menino nasceu, era tão bonito que ela não conseguiu fazê-lo. Ao invés, ela jogou-o no mar dentro de um saco de pele de foca. A criança não morreu e foi resgatada numa praia britânica por um príncipe celta chamado Elffin. A criança renascida cresceu e se tornou o lendário bardo Taliesin.

No neopaganismo, Ceridwen faz um papel de deusa no Wicca, seu caldeirão simbolizando o princípio feminino.