terça-feira, 29 de junho de 2010

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: CATARINA, A GRANDE


A alemã que conquistou a Rússia.

Aos 14 anos de idade Sophia Augusta Frederika – futuramente Catarina, a Grande - recebeu um convite da imperatriz Elisabeth I da Rússia. A imperatriz queria que Sophia desposasse seu filho, Pedro III, o herdeiro do trono russo. Sophia aceitou prontamente. Foram rápidos os preparativos para o casamento. Os noivos só se conheceram durante o banquete em homenagem à futura esposa. Para Sophia foi uma decepção, pois o príncipe não era dotado de beleza, com o rosto todo marcado por seqüelas da varíola, além disso, possuía um temperamento instável. O casamento aconteceu em 21 de agosto de 1745, em São Petersburgo. Pedro III não estava muito interessado na esposa. A sogra de Sophia ficou muito feliz com o seu interesse em aprender a língua, a cultura e os costumes russos. Com o abandono da fé luterana, foi admitida na Igreja Ortodoxa Russa e rebatizada como Yekaterine Alekseievna.

Com o passar do tempo Catarina se convenceu de que o marido não tinha aptidão para o poder. Em oito anos de união, Pedro III não havia conseguido engravidá-la. Porém, a imperatriz Elisabeth I não pretendia morrer sem ter um neto. Por isso, permitiu que Catarina arrumasse um pai para o bebê. Sendo assim, Catarina escolheu o guarda imperial Sergei Saltikov, desse caso nasceu seu primeiro filho, Paulo. Para a sociedade russa, a criança era fruto do amor do casal real. Mesmo com o nascimento da criança, Pedro III não deixou de ter a antipatia da população. Muito pelo contrário, sua popularidade caia dia após dia. Um dos motivos era que ele se preocupava mais com coisas banais do que com os assuntos que preocupavam os súditos. Já Catarina era o oposto do marido, tinha sede pelo poder. Em junho de 1762, com a ajuda de Gregory Orlov, herói da Guarda Imperial e o mais famoso dos 12 amantes conhecidos da soberana, ela decidiu pôr em prática um plano audacioso. No dia 21 de junho, tomou sua carruagem com destino ao quartel-general do regimento Ismailovsky e apresentou-se aos soldados com ar frágil e empoeirada pela viagem. Fez um apelo aos soldados; “Vim aqui rogar por sua proteção. O imperador ordenou minha prisão. E temo por minha vida”. O apelo deu certo, tanto que os soldados jogaram-se a seus pés, beijaram suas mãos e reconheceram em Catarina sua tsarina. Também conquistou a Rússia. Do quartel-general a soberana foi escoltada para a Catedral de Kazan, em São Petersburgo, onde fez o juramento que a oficializou como imperatriz e governante única da Rússia. Pedro III recebeu a mensagem de que sua esposa assumira o comando. Enquanto isso, Catarina tomou emprestado um uniforme do regimento e, assim trajada, deixou um bilhete ao Senado dizendo que iria à frente da tropa para trazer paz e segurança ao trono russo.

No dia 29 de junho, Pedro III assinou sua abdicação em favor da esposa. Seis dias depois morreu devido um estranho “acidente”. Mas na verdade, foi assassinado por Orlov. Um dia depois, a soberana se apresentou triunfante em Moscou, culminando na sua coroação oficial em Kremlin. Na sua primeira visita ao senado, se chocou com a realidade na qual o mesmo se encontrava, em total abandono. Parte do exército não recebia havia 8 meses, o déficit do tesouro real era em torno de 17 milhões de rublos e a sociedade reclamava de corrupção. Com tudo, Catarina resolveu pôr a casa em ordem, sabendo que governava um país rural, ela decidiu atacar as áreas improdutivas. Abriu as portas à imigração. Fundou a primeira escola só para meninas, criou diversos hospitais e colégios e bancou o florescimento da arte russa. O exército foi reformado, a Igreja teve seu poder reduzido e a agricultura e o comércio desabrocharam. Catarina enfrentou diversas lutas, saindo vitoriosa de todas elas.

Os ideais iluministas da soberana foram esmaecendo com o tempo, e se decepcionava com a resistência de seus súditos em viver sob ideais de razão e lógica que defendia. O sonho de Catarina, a Grande, era anunciar seu neto Alexandre, como herdeiro, só que sua morte, em 1796, a impediu de excetuar o plano. Seu filho Paulo I assumiu a Coroa. No entanto, cinco anos depois, foi assassinado. Alexandre o sucedeu, estava assim cumprido o desejo de Catarina.

CULTURAS ORIENTAIS: HISTÓRIA DO IRAQUE



Há 6 mil anos o Iraque (ou Irak) serviu de berço à civilização suméria e durante muitos séculos foi cenário de civilizações urbanas como as da Acádia, Babilônia, Assíria e Caldéia. A região onde hoje se encontra o Iraque também era conhecida como Mesopotâmia, palavra que vem do grego “meso” (entre) e “potamos” (rio), podendo, portanto, traduzir-se por “entre rios”. O nome foi dado pelo fato de a região estar situada entre os rios Tigre e Eufrates. Vários foram os povos que passaram por seu território, pois ele se encontrava na rota de todas as migrações de povos e expedições de conquista. Por lá passaram hititas, mitânios, persas, gregos, romanos e bizantinos.

Após ser conquistada pelos árabes no século VII, a Mesopotâmia ficou no centro geográfico de um enorme império. Um século depois, a nova dinastia de Abas decidiu mudar a capital, que até então era Damasco, e para isso o califa al-Mansur construiu às margens do Tigre a nova cidade de Bagdá. Durante os três séculos seguintes, a cidade das Mil e uma noites foi o centro de uma nova cultura.

Gêngis Khan conquistou o território, mas para isso arrasou a economia agrícola do país. Com isso a unidade que havia até então se alterou de forma substancial, sucedendo-se diversos Estados, governados por diferentes povos. Finalmente, no século XVI fez-se a unificação do território sob o domínio dos turcos otomanos.

Alguns acreditam que a palavra “Iraque” era o termo “Irã” mal pronunciado pelos árabes. Há quem diga, porém, que na verdade a palavra “Iraque” era o nome dado pelos árabes à Babilônia.

Pode ser também que a palavra “Iraque” derive de uma antiga cidade bíblica chamada Erech, fundada por Nimrod na “terra de Shinar”, que significa “comprido”, “extenso”, “duradouro” ou “prolongado”. Segundo alguns historiadores, Erech é o nome hebraico de Uruk (hoje Warka), fundada às margens do Eufrates por acádios por volta de 3500 a.C, e pátria de seu herói nacional Gilgamesh.

Alguns pesquisadores acreditam que o nome do país deriva de uma palavra persa que quer dizer “alcantilado”, referindo-se aos rios escarpados ao longo do Tigre.

Outros, porém, afirmam ser “Iraque” um termo árabe que significa “país da água”, em alusão aos muitos rios que o banham.

Em árabe, de onde provavelmente viria o seu nome, “Iraque” quer dizer “raiz”, “costa”, ou “terra baixa”, talvez porque tanto a costa do golfo Pérsico como a planície de Chat el Arab foram as vias naturais de penetração dos árabes no interior do país.

Finalmente, há também quem acredite que sua origem deve ser buscada na expressão árabe “Iraq Arabi”, que quer dizer “província dos árabes”, nome dado pelos árabes do século VII à Mesopotâmia, em oposição à Pérsia conquistada, ou “Iraq Ajemi”, isto é, “província dos sem língua”. “Ajem” significa estrangeiro, que não compreende o árabe. Para os árabes daquela época, quem não compreendia seu idioma era considerado “sem língua”.

A Babilônia estava situada neste território. O nome desta cidade bíblica tem sua origem na palavra “Bab-ilu” ou “Bab-il”, que significa “porta de Deus”. Com o tempo, seu sentido mudou para “confusão”, por causa da conhecida história bíblica da torre de Babel. A raiz hebraica “Bll” ou “Balal” pode ser traduzida como “confundir”. A tradição oral judia diz que um terço da torre afundou na terra, outro terço foi consumido pelo fogo, e o terço restante ainda era visível. Talvez as ruínas do templo Zigurate – construído entre os anos 1667 e 1362 a.C, durante o período babilônico – seja o lugar onde, segundo a Bíblia, se construiu a torre de Babel.

Um importante império que ocupou o território do Iraque foi o assírio. Este limitava-se ao norte com a Armênia, a leste com a Média, ao sul com a Babilônia e a oeste com a Mesopotâmia – e correspondia, em parte, ao atual Curdistão. Seu principal rio era o Tigre, e suas principais cidades Nínive, a capital, e Arbelas, Opis, Artemita e Corcura. Mais antigas, porém, que Nínive eram Calach, Resen, Ashur, Axur ou Ssur, que foi a primeira capital que deu o nome ao país.

O fundador da cidade de Ashur foi Asur, filho de Sem, de onde deriva, supõe-se, o nome Assíria.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

DIVINDADES: PTAH, MITOLOGIA EGÍPCIA



PTAH

Na Mitologia Egípcia Ptah, Tanen, Ta-tenen, Tathenen ou Peteh é o deus criador e divindade patrona da cidade de Mênfis. É um construtor.

Ao contrário de Seker, outro deus construtor, Ptah está associado às obras em pedra. Ápis era seu oráculo. Mais tarde, foi combinado com Seker e Osíris para criar Ptah-Seker-Osiris.

Ele é marido de Sekhmet e, por vezes, de Bastet. Seus filhos incluem Nefertem, Mihos, Imhotep e Maahes. Em alguns mitos, é o criador de .

Nas artes, é representado como um homem mumificado com as mãos segurando um cetro (ceptro) enfeitado com ankh, was e djed (símbolos da vida, força e estabilidade, respectivamente).

quinta-feira, 17 de junho de 2010

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: CASTELOS MEDIEVAIS


Durante a Idade Média (séculos V ao XV) a Europa foi palco da construção de milhares de castelos. Nesta época da história, as guerras eram muito comuns. Logo, os senhores feudais, reis e outros nobres preocupavam-se com a proteção de sua residência, bens e familiares.

Primeiros castelos de madeira

Durante os primeiros séculos da Idade Média (até o século XI, aproximadamente), os castelos eram erguidos de madeira retirada das florestas da região. Seu interior era rústico e não possuía luxo e conforto.

Castelos de pedra

A partir do século XI, a arquitetura de construção de castelos mudou completamente. Eles passaram a ser construído de blocos de pedra. Tornaram-se, portanto, muito mais resistentes. Estes castelos medievais eram erguidos em regiões altas, pois assim ficava mais fácil visualizar a chegada dos inimigos. Um castelo demorava, em média, de dois a sete anos para ser construído.

Arquitetura e funções

Em volta do castelo medieval, geralmente, era aberto um fosso preenchido com água. Esta estratégia era importante para dificultar a penetração dos inimigos durante uma batalha. Os castelos eram cercados por muralhas e possuíam torres, onde ficavam posicionados arqueiros e outros tipos de guerreiros. O calabouço era outra área importante, pois nele os reis e senhores feudais mantinham presos os bandidos, marginais ou inimigos capturados.

Como o castelo medieval era construído com a intenção principal de proteção durante uma guerra, outros elementos eram pensados e elaborados para estes momentos. Muitos possuíam passagens subterrâneas para que, num momento de invasão, seus moradores pudessem fugir.

O castelo era o refúgio dos habitantes do feudo, inclusive os camponeses (servos). No momento da invasão inimiga, todos corriam para buscar abrigo dentro das muralhas do castelo. A ponte levadiça, feita de madeira maciça e ferro, era o único acesso ao castelo e, após todos entrarem, era erguida para impedir a penetração inimiga.

Por dentro, o castelo medieval era frio e rústico, ao contrário do luxo mostrado em muitos filmes sobre a Idade Média. Os cômodos eram enormes e em grande quantidade. O esgoto produzido no castelo era, geralmente, jogado no fosso.

Grande parte destes castelos medievais ainda existem na Europa, porém foram transformados em hotéis, museus ou pontos turísticos. Em cidades do interior da França, Itália, Alemanha, Portugal, Espanha e Inglaterra podemos encontrar vários exemplos destes interessantes tipos de construção antiga.

terça-feira, 15 de junho de 2010

DIVINDADES: XOCHIQUETZAL, MITOLOGIA ASTECA


XOCHIQUETZAL, DEUSA DO AMOR E DA BELEZA

Xochiquetzal significa "flor preciosa". Ela é a deusa das flores, do amor, criadora de toda a humanidade e intermediadora dos deuses. É considerada a Afrodite asteca e é também protetora das prostitutas.
Foi mulher do deus Tlaloc, deus da chuva, mas acabou sendo raptada por Tezcatlipoca que a levou aos nove céus. Vivia em Tamoanchan na "Árvore Florida", um verdadeiro paraíso. Permanecia um determinado tempo sobre a Terra, mas depois retornava ao seu lugar de origem. Qualquer homem que tocasse em uma flor de seu jardim, transformava-se em um amante passional.
Em sua homenagem são celebradas grandes festas, nas quais se ofereciam flores, especialmente calendulas. Teve vários nomes incluindo Ixquina e Tlaelquani. Vivia no alto da montanha dos nove céus.




ARQUÉTIPO DA MULHER JOVEM

Xochiquetzal representa o arquétipo da mulher jovem no auge de sua potência sexual. Ela é a amante divinizada. Deusa extremamente feminina, é a própria personificação da sensualidade. Sua esfera de ação alcança o canto, a dança e a alegria. Ela é também a deusa dos pintores, escultores e bordadeiras. É a deidade da adivinhação e estava relacionada com a água. Xochiquetzal era a deusa primordial que protegia os amores ilícitos. Em todo e qualquer tipo de atividade amorosa, esta deusa é protetora.

ARQUÉTIPO DA MULHER GUERREIRA

Convém acrescentar que a aparência desta deusa é de uma guerreira, carrega escudo, bandeira, flechas e um cinto multicolorido na cintura. Xochiquetzal foi a primeira mulher a morrer na guerra. E, morrer na batalha implica em dizer, que esta Deusa-Mãe foi a primeira mulher a ser sacrificada, já que a guerra foi instaurada pelos deuses nos primórdios dos tempos, para que o Sol tivesse, por meio de sacrifícios, a sua comida: o sangue e os corações.
Em suas festas, participavam as sacerdotisas e guerreiros. Nestas festividades era sacrificada uma donzela em "nome do amor". Seu templo é ornamentado com muitas flores e dentro dele apareciam dançando e bebendo seu mel, jovens vestidos de pássaros e mariposas. Muito importante foi o seu culto!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

CULTURAS ORIENTAIS: HISTÓRIA DA CORÉIA DO SUL



CORÉIA DO SUL

(deixando bem claro que isso aqui não tem nada a ver com a merda da Copa do Mundo)

Os primeiros moradores da península da Coréia, acredita-se que eram tribos migratórias que vinham do centro e norte da Ásia. Estes povos trouxeram consigo um idioma, uma cultura e uma religião animista.

O primeiro reino da Coréia chegou como conseqüência de uma aliança entre as tribos do norte, devido às constantes guerras com os chineses por volta do primeiro século da nossa era. Quatro séculos depois se unificou a metade norte. Na metade sul dominavam, durante o século III os reinos de Pilla e Paekje. Começava o período dos Três reinos que duraria quatro séculos.

China sempre influiu sobre Coréia, sobretudo no referente à religião, com o budismo, e Coréia por sua vez influia sobre o Japão. No século XIX houve uma série de conflitos entre os senhores rivais aparecendo a dinastia Koryo, que também recebeu as ameaças de outros reinos como o dos mongóis, até que esta finalmente, caiu. O neo confucianismo deslocou o budismo, com a dinastia nova de Yi Song-Gye. No fim da Idade Média reinou Sejão, que inventou uma escrita fonética incrementando o alfabeto. A invasão japonesa nos finais do século XVI foi um desastre para Coréia. Nos seguintes anos vieram novas lutas contra os chineses e invasões com os manchúes, como conseqüência Coréia isolou-se durante um século e foi conhecido como o Reino Eremita.

Os japoneses ocuparam a Coréia explorando-a até a Segunda Guerra Mundial. Pouco depois foi ocupada pelos russos no Norte e os norte-americanos no Sul. Colocando a Coréia em um conflito político, que terminou na guerra da Coréia e deixou o país em ruínas.

Em 1953 terminou a guerra. Neste período sucederam numerosos conflitos políticos e governos militares na Coréia do Sul, como o do duríssimo Park, e o corrupto Chun, mais liberal. Assim como o levantamento dos coreanos do sul, que exigiam democracia e eleições justas. Os dois líderes da oposição Kim Dae-Jung e Kim Yong-Sam, disputaram o poder. Os votos dividiram-se e Roh Tae-Woo ganhou as eleições. Em 1988 Chum declarou publicamente o seu arrependimento.

Durante as olimpíadas de Seul em 1988, o ambiente político do país viveu jornadas sem incidentes. A história dirá se o regime de Park tem conseguido mudar o panorama coreano.

Fonte: www.rumbo.com.br
História da Coréia do Sul



(Para o período anterior a 1948, ver o verbete Coréia, história da.) Em 1948, realizaram-se eleições na Coréia do Sul que levaram Syngman Rhee à presidência da nova república, proclamada em 15 de agosto do mesmo ano. Foi esta a primeira república sul-coreana, que representou 12 anos de governo autoritário. Em 1950, a invasão do país pelas tropas norte-coreanas provocou a guerra da Coréia, que só terminou com o armistício de 27 de julho de 1953 e destruiu 43% do parque industrial sul-coreano.

A China exigia que todas as tropas estrangeiras abandonassem a península, mas os Estados Unidos não concordavam com a retirada das forças das Nações Unidas. Os países socialistas propunham o restabelecimento do paralelo 38 como fronteira entre as duas Coréias, enquanto os Estados Unidos queriam fixá-la nas últimas linhas da frente de combate. Um outro problema era o dos prisioneiros de guerra, muitos dos quais não queriam voltar a seus países de origem, que reclamavam seu retorno. Depois de difíceis negociações, concordou-se em fixar a fronteira entre as Coréias na linha de batalha, e as Nações Unidas se encarregaram do problema dos repatriados.

Em 1954, Rhee conseguiu que a Assembléia Nacional o nomeasse presidente vitalício. Em março de 1960, o descontentamento geral obrigou-o a renunciar e ele se refugiou no Havaí.

A segunda república durou apenas nove meses. Nesse período, o Parlamento se fortaleceu, em contraste com o forte presidencialismo do anterior. Um golpe militar derrubou o governo em 16 de maio de 1961. A junta que assumiu o poder dissolveu a Assembléia e proibiu todas as atividades políticas, impôs a lei marcial e criou um Conselho Supremo de Reconstrução Nacional, presidido pelo general Park Chung-Hee. Em novembro do ano seguinte, reformas constitucionais deram mais poder ao presidente e enfraqueceram a Assembléia. As mudanças na constituição foram aprovadas por plebiscito em dezembro de 1962.

Em março de 1963, Park quis prolongar o governo militar por quatro anos, mas encontrou grande resistência civil e teve de marcar eleições para o fim do ano. O próprio Park concorreu como candidato à presidência pelo Partido Democrático Republicano. As eleições que deram origem à terceira república foram realizadas em 15 de outubro de 1963. Park venceu por pequena margem, obtendo também maioria no Parlamento.

Em outubro de 1969, após graves distúrbios, Park recorreu a um plebiscito para se reeleger para um terceiro mandato quadrienal. Acabou derrotando a oposição do Novo Partido Democrata, de Kim Dae-jung, embora esse grupo tivesse ampliado sua representação no Parlamento. Em dezembro de 1971, Park declarou estado de emergência nacional, em outubro do ano seguinte dissolveu a Assembléia e suspendeu a constituição. Em dezembro de 1972, implantou-se um novo regime constitucional que previa a reeleição indefinida dos presidentes para mandatos de seis anos.

Park adotou um novo sistema político, conhecido como "Yushin", isto é, revitalização e reforma. Instaurou-se uma Conferência Nacional para a Unificação, organização baseada na "vontade coletiva do povo", cujo fim era "obter a unificação pacífica da pátria". A Conferência reunia entre dois mil e cinco mil membros eleitos por um período de seis anos, tendo como presidente o próprio Park. Este organismo também elegia dois terços da Assembléia Nacional e aprovava as emendas constitucionais propostas por esta. Em dezembro de 1978, Park foi reeleito segundo o novo sistema.

Na gestão de Park, a Coréia do Sul logrou um impressionante crescimento econômico, sobretudo durante o terceiro plano qüinqüenal, entre 1972 e 1976, quando o produto interno bruto cresceu 11,2% por ano. O volume de exportações sul-coreanas chegou a dobrar e a indústria de construção obteve contratos no exterior. Esses resultados se deveram a uma política de diversificação da produção industrial e de modificações nas estruturas econômicas nacionais. Além disso, adotou-se uma política de distribuição de renda que garantiu a ordem social.

Park foi assassinado, segundo a versão oficial, em 26 de outubro de 1979, por Kim Jae-Kyu, diretor da Agência Central de Inteligência da Coréia. Cinco guardas do presidente também foram mortos nesse incidente, que não ficou esclarecido. Pela primeira vez na história do país um governante foi eliminado nessas circunstâncias.

Depois da morte de Park, o primeiro-ministro Choi Kiu-han assumiu a presidência provisória e em dezembro foi efetivado no cargo. No princípio, tudo indicava que o novo presidente iria liberalizar a vida política do país. Todavia, o poder logo voltou às mãos dos militares, que em maio de 1980 proibiram as atividades políticas, ampliaram a lei marcial e suprimiram os focos de resistência civil, como as universidades, que foram fechadas.

Após um período de desordens, em 27 de agosto de 1980 foi eleito presidente provisório o general Chun Doo Hwan, que prometeu anular a constituição Yushin. Em 27 de outubro daquele ano, inaugurou-se a quinta república. A nova constituição limitou os poderes presidenciais em favor da Assembléia e o mandato presidencial ficou reduzido a um único período de sete anos. Chun foi eleito presidente em fevereiro de 1981.

O Partido Democrático da Justiça, apoiado pelo presidente, tornou-se majoritário na Assembléia Nacional, ficando na oposição os partidos Democrático e o Socialista Democrático. O enfraquecimento da economia e a corrupção política provocaram uma reforma no governo em 1982. Ao mesmo tempo, as relações com a Coréia do Norte, que haviam melhorado temporariamente com Chun, passaram por uma fase conturbada. Em 1983, diversos diplomatas sul-coreanos morreram em um atentado em Rangum, na Birmânia (atual Myanmar), e um avião civil do país foi abatido por mísseis soviéticos. Em 1987, pressões internas e externas obrigaram o presidente a submeter a plebiscito um projeto de lei que democratizava a vida política nacional. Nesse mesmo ano, foram realizadas eleições presidenciais, com a vitória do candidato do partido oficial, Roh Tae Woo, que assumiu o poder em 1988, ano em que Seul foi sede dos jogos olímpicos.
Sociedade e cultura

A maioria das crianças coreanas passa seis anos na escola primária, de freqüência obrigatória. Quase todas seguem algum curso secundário e cerca da metade chega a uma carreira de nível superior. Existem na Coréia do Sul mais de oitenta estabelecimentos de ensino superior. Os serviços de saúde multiplicaram-se depois da guerra da Coréia, mas ainda são insuficientes para atender toda a população. Esse problema agravou-se em virtude do êxodo contínuo de médicos para o exterior. As organizações assistenciais dedicam-se sobretudo a veteranos de guerra, idosos e indigentes.

O nível de vida da população melhorou gradualmente desde a década de 1950, e a renda média per capita multiplicou-se por sete entre 1968 e 1979. A expectativa de vida, que em 1950 era de 53 anos, subiu para 66 em 1980. Entretanto, as diferenças entre a população rural e a urbana continuaram grandes.

Na Coréia do Sul convivem duas religiões tradicionais, o budismo e o confucionismo. Restam também vestígios do xamanismo autóctone do país. Dá-se ainda uma curiosa circunstância: as mulheres geralmente optam pelo budismo, enquanto os homens -- mesmo dentro de uma mesma família -- preferem a ética confucionista.

A vida cultural está ligada às raízes chinesas, embora, como sempre ocorreu na história do país, conserve suas características peculiares. O budismo, a filosofia de Confúcio e o xamanismo continuam a ser a base da produção cultural sul-coreana. O Museu Nacional, que tem unidades em diversas cidades do país, possui uma vasta coleção de objetos artísticos de todo o tipo, entre os quais incluem-se pinturas, cerâmicas, manuscritos, estátuas e telas, muitos deles tesouros nacionais.

Fonte: www.coladaweb.com
História da Coréia do Sul


A Coréia do Sul possui 2 mil anos de história em comum com a Coréia do Norte . O Estado sul-coreano surge em maio de 1948, quando a zona ocupada pelos EUA, na metade sul da península, torna-se um país independente, sob a liderança do nacionalista Syngman Rhee.

Em 1950, a nova nação é invadida pela Coréia do Norte, dando início à Guerra da Coréia, que dura até o armistício de 1953. Rhee permanece no poder até 1960, quando renuncia em meio a acusações de corrupção. Seu sucessor, Chang Myon, é deposto em maio de 1961, em um golpe militar chefiado pelo general Park Chung Hee. Após uma fase conturbada na Presidência, em que é confirmado no cargo por eleições consideradas fraudulentas pelos opositores, Park instaura uma ditadura militar em 1972.

Milagre econômico e repressão - A era Park, na qual o autoritarismo coexiste com uma vertiginosa modernização industrial, termina com seu assassinato, em outubro de 1979. Um mês depois, o general Chun Doo-Hwan assume o poder por meio de um violento golpe militar. Protestos estudantis, em 1980, são reprimidos com a decretação da lei marcial, prisões e a morte de mais de 200 manifestantes na província de Kwangju. Sob o regime de Chun, a economia sul-coreana mantém o crescimento acelerado.

Em 1986, o país obtém pela primeira vez saldo positivo na balança comercial. A partir daí, suas exportações aumentam rapidamente. Democratização - Novos protestos, em 1987, obrigam Chun a convocar eleições diretas para a escolha de seu sucessor. O candidato governista, Roh Tae Woo, vence, beneficiado pela divisão da oposição.

As manifestações estudantis continuam, exigindo a reunificação das Coréias e a retirada das tropas norte-americanas, estacionadas no país desde o fim da Guerra da Coréia. Nas eleições de 1988, Roh perde a maioria no Parlamento para uma aliança de partidos de oposição. Um inquérito parlamentar comprova a existência de corrupção nos altos escalões do governo. Acuado, o presidente pede desculpa à nação, mas não renuncia ao cargo e desencadeia uma onda de repressão contra os opositores. Em 1990 recupera a maioria parlamentar ao promover a fusão do partido do governo com a facção oposicionista liderada por Kim Young-Sam.

Candidato de Roh, Kim Young-Sam vence as eleições presidenciais de 1992 com 41% dos votos. Em 1994 agrava-se a tensão com a Coréia do Norte, diante da recusa do país vizinho em permitir a inspeção internacional de seus reatores nucleares. A crise é encerrada com um acordo promovido pelos EUA. Kim Young-Sam lança uma campanha nacional anticorrupção que atinge o auge em 1996, com a condenação à prisão de dois ex-presidentes militares, Chun Doo-Hwan e Roh Tae Woo, também julgados por envolvimento no golpe de Estado de 1979 e no massacre de Kwangju (1980). Eles são anistiados em 1997.
Crise financeira

O ano de 1997 é marcado por grandes abalos no país. A nova legislação trabalhista, que acaba com a estabilidade no emprego e permite redução salarial e contratações temporárias, gera protestos a partir de janeiro. Em outubro, a crise financeira no Sudeste Asiático atinge a economia sul-coreana. A Bolsa de Seul registra quedas vertiginosas em meio a boatos sobre um ataque especulativo à moeda nacional, o won.

O governo decreta um pacote para atrair dólares, mas o won sofre forte desvalorização. O país recorre ao FMI, que em dezembro aprova um empréstimo de 58,3 bilhões de dólares com outros organismos internacionais. É o maior aporte destinado a uma só nação. Em contrapartida, o FMI exige aumento de impostos e dos juros, facilidades legais para demissão de funcionários e permissão para que o capital estrangeiro detenha mais de 50% das ações de empresas. Reformas - No mesmo mês, o oposicionista Kim Dae-Jung vence as eleições presidenciais com 40,3% dos votos. Kim assume em fevereiro de 1998 e convoca a formação de um comitê tripartite (empresários, trabalhadores e governo) para discutir a superação da crise.

O comitê fecha um acordo para liberar demissões e contratações de mão-de-obra temporária. A central sindical KCTU anuncia uma greve geral, mas decide suspendê-la por causa da crise econômica. A queda nas bolsas continua, as reservas do país caem para 6 bilhões de dólares e 20 mil pequenas e médias empresas decretam falência. Os chaebol - grandes conglomerados que dominam a economia sul-coreana -, em dificuldades, fecham empresas deficitárias e concentram investimentos nos setores mais dinâmicos. O governo, cumprindo o acordo com o FMI, liquida companhias e bancos com problemas financeiros e anuncia a privatização de 11 estatais.

O desemprego, que atinge 7% da força de trabalho (contra 3% antes da crise), provoca greves e protestos. O PIB cai 5,8% em 1998. Apesar do alto custo social, as medidas de ajuste começam a dar resultado. A Coréia do Sul fecha 1998 com superávit externo recorde de 38 bilhões de dólares e reservas de 57 bilhões de dólares. A causa é a queda expressiva nas importações e no consumo. Além disso, as exportações crescem. O governo também consegue controlar o ritmo de entrada de capital estrangeiro. O conglomerado Hyundai vence em 1998 a concorrência para comprar outro chaebol, a Kia, que está falida.

Fonte: www.vestibular1.com.br
História da Coréia do Sul


Depois do fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, as superpotências do mundo dividiram a Coreia em duas zonas de influência, seguindo-se, em 1948, a instalação de dois governos: um norte comunista e um sul influenciado pelos Estados Unidos. Em Junho de 1950 começou a Guerra da Coreia. O sul, apoiado pelos Estados Unidos, e o norte apoiado pela União Soviética acabaram por atingir uma situação de impasse e foi assinado um armistício em 1953, dividindo a península ao longo da zona desmilitarizada, próxima do paralelo 38, que tinha sido a linha de demarcação original.

A partir daí, a República da Coreia, no sul, sob o governo autocrático de Syngman Rhee e a ditadura de Park Chung Hee, alcançou um rápido crescimento económico. A agitação civil dominou a política até que os protestos tiveram sucesso em derrubar a ditadura e instalar uma forma de governo mais democrática nos anos 80. Uma reunificação das duas Coreias tem permanecido no centro da política do país, muito embora ainda não tenha sido assinado um tratado de paz com o Norte. Em Junho de 2000 realizou-se uma histórica primeira conferência Norte-Sul, como parte da "política do Sol" sul-coreana, apesar de um aumento recente de preocupação com o programa de armas nucleares da Coreia do Norte.

Fonte: www.glosk.com
História da Coréia do Sul



A História da Coréia do Sul ocorreu depois do fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, as superpotências do mundo dividiram a Coreia em duas zonas de influência, seguindo-se, em 1948, a instalação de dois governos: um norte comunista e um sul influenciado pelos Estados Unidos.

Em Junho de 1950 começou a Guerra da Coreia. O sul, apoiado pelos Estados Unidos, e o norte apoiado pela União Soviética acabaram por atingir uma situação de impasse e foi assinado um armistício em 1953, dividindo a península ao longo da zona desmilitarizada, próxima do paralelo 38, que tinha sido a linha de demarcação original.

A partir daí, a República da Coreia, no sul, sob o governo autocrático de Syngman Rhee e a ditadura de Park Chung Hee, alcançou um rápido crescimento económico. A agitação civil dominou a política até que os protestos tiveram sucesso em derrubar a ditadura e instalar uma forma de governo mais democrática nos anos 80. Uma reunificação das duas Coreias tem permanecido no centro da política do país, muito embora ainda não tenha sido assinado um tratado de paz com o Norte.

Em Junho de 2000 realizou-se uma histórica primeira conferência Norte-Sul, como parte da "política do Sol" sul-coreana, apesar de um aumento recente de preocupação com o programa de armas nucleares da Coreia do Norte.

Fonte: pt.wikipedia.org

terça-feira, 1 de junho de 2010

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: QIN SHIHUANG

QIN SHI HUANG DI

Qin Shi Huang Di (Novembro/Dezembro 260 a.C. - 10 de Setembro, 210 a.C.), foi rei do Estado chinês de Qin de 247 a.C. à 221 a.C., e posteriormente tornou-se o primeiro imperador de uma China unificada, de 221 a.C. à 210 a.C., reinando sob a alcunha de Primeiro Imperador.

Tendo unificado a China, ele e seu primeiro-ministro, Li Si, iniciaram uma série de reformas significativas com o intuito de fortificar e estabilizar a unidade política chinesa, ordenando projetos de construção gigantescos, como a própria Muralha da China - ainda não em suas dimensões máximas. Apesar de Qin Shi Huang ser considerado ainda hoje como um dos fundadores da China unificada, que assim permaneceria, com certas interrupções e diferenças territoriais, por mais de dois milênios, o imperador também é lembrado como um tirano autocrático.

Convenções do nome

Qin Shi Huangdi nasceu, segundo o calendário chinês da época, no mês de Zheng (正), o primeiro mês do ano (no século III a.C. o ano chinês começava antes do Solstício de Inverno, e não depois, como ocorre atualmente), e portanto recebeu o nome de Zheng (政), podendo ambos ideogramas serem utilizados na China antiga. Naquela época, as pessoas não uniam o nome próprio com o sobrenome como é costume atualmente, portanto referir-se a Qin Shi Huangdi como "Ying Zheng" seria anacronismo. O nome próprio era apenas utilizado por parentes próximos, e portanto seria também incorreto se referir ao jovem Qin Shi Huangdi como "Príncipe Zheng", ou como "Rei Zheng de Qin". Como rei, referiam-se a ele apenas como "Rei de Qin". Ele teria recebido ainda, assim como seu pai, um nome póstumo após sua morte, e teria sido conhecido pelos historiadores como "Rei NN. (nome póstumo) de Qin", mas isto nunca ocorreu, contudo.

Após conquistar o último Estado chinês independente em 221 a.C., Qin Shi Huangdi tornou-se o rei do Estado de Qin governando toda a China, um feito nunca antes alcançado. Para demonstrar que não era um rei como os do Período dos Reinos Combatentes, ele passou a se autodenominar Huangdi (皇帝), combinando as palavras Huang (皇), que era utilizada para denominar os três Huang lendários (três Augustos) que reinaram nos primórdios da história chinesa, com a palavra Di (帝), que era utilizada para denominar os lendários cinco Di (Cinco Imperadores) que reinaram imediatamente após os três Huang. Estes três Huang e cinco Di eram considerados líderes perfeitos de imensos poderes, além de possuírem grande longevidade. A palavra huang também significa "grande". A palavra di também significa o deus supremo, criador do mundo. Neste sentido, juntando essas duas palavras, o que ninguém havia feito anteriormente, Qin Shi Huangdi criou um título relacionado ao seu feito único de unificação do reino da China - ou melhor, de unificação do mundo, já que os antigos chineses, assim como os romanos, acreditavam que seu império englobava todo o mundo.

A palavra huangdi foi traduzida na maioria dos idiomas ocidentais como "imperador", uma palavra também com uma longa história que remete a Roma antiga, e que os europeus consideram como superior a "rei". Qin Shi Huang adotou o nome Primeiro Imperador (Shi Huangdi, literalmente "imperador que começa"). Ele aboliu nomes póstumos, os quais os antigos reis tornavam-se conhecidos após morrerem, julgando-os inapropriados e contrários à piedade filial, e decidiu que as gerações futuras deveriam referir a ele como Primeiro Imperador (Shi Huangdi), seu sucessor deveria ser referido como Segundo Imperador (Er Shi Huangdi, literalmente "imperador da segunda geração"), o sucessor de seu sucessor deveria ser Terceiro Imperador (San Shi Huangdi, literalmente "imperador da terceira geração"), e assim por diante, por dez mil gerações, já que a casa imperial deveria reinar na China por dez mil gerações ("dez mil anos" é equivalente a "eternamente" em chinês, e também significa "boa sorte").

Qin Shi Huang tornou-se então o Primeiro Imperador do Estado de Qin. O nome oficial do Estado recém-unificado ainda era "Estado de Qin", já que Qin absorvera todos os outros Estados. O nome China (中華 ou 中國) originado de "Chin", como era conhecido na Pérsia e Industão, é uma versão romanizada de "Qin". Contemporâneos chamavam o imperador de "Primeiro Imperador", deixando de lado o "do Estado de Qin", o que era obviamente desnecessário. Entretanto, logo após a morte do imperador, seu regime entrou em colapso, e a China entrou em uma guerra civil. Eventualmente, em 202 a.C. a Dinastia Han iria reunificar a China, que ficou conhecida oficialmente como a Dinastia Han (漢國), que também pode significar "Império de Han". Qin Shi Huang não poderia mais ser chamado "Primeiro Imperador", já que isso implicaria que ele era "Primeiro Imperador do Império de Han". Tornou-se hábito então ter seu nome procedido por Qin (秦), o que não se referia mais ao Estado de Qin, mas a Dinastia Qin, uma dinastia agora substituída pela Dinastia Han. A palavra huangdi (imperador) em seu nome foi também minimizada para huang, e então ele ficou conhecido como Qin Shi Huang. Provavelmente huangdi foi encurtado para obter um nome de três ideogramas, o que está de acordo com o costume chinês (é raro entre os chineses um nome composto de quatro ou mais ideogramas).

O nome Qin Shi Huang (i.e., "Primeiro Imperador da Dinastia Qin") é o nome que aparece no livro Registros do Historiador, escrito por Sima Qian, e é o nome mais aceito atualmente na China para se referir ao Primeiro Imperador. Ocidentais as vezes escrevem "Qin Shi Huangdi", o que não é convencional - o mais comum é escrever "Qin Shi Huang" ou "Primeiro Imperador".

Juventude e Rei de Qin: O Conquistador

No período em que o jovem Zheng nasceu, a China estava dividida em Estados feudais que guerreavam entre si. Este período da história chinesa é conhecido como o Período dos Reinos Combatentes. A competição entre eles era extremamente violenta, e aproximadamente em 260 a.C. haviam apenas alguns Estados (tendo os outros sido conquistados e anexados pelos demais), mas o Estado de Zheng, Qin, era o mais poderoso. Ele era governado por uma filosofia Legalista e se centrava desde seus primórdios em assuntos militares.

Zheng nasceu em Handan (邯鄲), a capital do Estado inimigo de Zhao. Ele era filho de Zichu, um príncipe da casa real de Qin que havia se tornado refém em Zhao devido a um acordo político entre os Estados de Qin e Zhao. Zichu posteriormente retornou a Qin após muitas aventuras e com a ajuda do rico mercador chamado Lü Buwei. Ele planejou ascender ao trono de Qin, colocando Lü Buwei como chanceler (primeiro-ministro) de Qin. Zichu é conhecido póstumamente como Rei Zhuangxiang de Qin. De acordo com uma história bastante difundida, Zheng não era o verdadeiro filho de Zichu, mas sim filho do poderoso chanceler Lü Buwei. Esta história surgiu porque a mãe de Zheng era originalmente uma concubina de Lü Buwei antes dele dá-la ao seu bom amigo Zichu pouco antes do nascimento de Zheng. Entretanto, a história é duvidosa já que os confucionistas teriam tido muito facilidade em denunciar um líder cujo nascimento foi ilegítimo.

Zheng ascendeu ao trono em 247 a.C. com pouco mais de 12 anos de idade, e era auxiliado por um regente até 238 a.C., quando atinge a idade de 21 anos e passa a assumir o poder de forma absoluta. Zheng continou a tradição de atacar com tenacidade os Estados feudais (escapando de uma tentativa de assassinato realizada por Jing Ke enquanto o fazia) e finalmente tomou controle de toda a China em 221 a.C. derrotando o último Estado chinês independente de Qin, o estado de Qi

Então no mesmo ano, com 38 anos de idade, o rei de Qin proclamou a si mesmo "Primeiro Imperador".

Unificação da China

Para evitar o caos do Período dos Reinos Combatentes, Qin Shi Huang e seu primeiro-ministro Li Si aboliram completamente a economia tradicional, predominantemente considerada como feudal. Em vez deste sistema, o que fizeram foi dividir o império em trinta e seis províncias, governadas cada uma por três governadores, que poderiam ser dispensados de acordo com a vontade do governo central. Poderes civis e militares eram também divididos, para evitar que muito poder caísse nas mãos de uma única pessoa. Assim, cada província era governada por um governador civil, auxiliado por um governador militar. O governador civil era superior ao governador militar (uma constante na história chinesa). O governador civil também era redirecionado para uma província diferente em poucos anos, para evitar que pudesse construir uma base de poder própria. Um inspetor também governava cada província, sendo responsável de informar o governo central a respeito dos outros dois governantes, e possivelmente evitando conflitos entre estes.

Este sistema administrativo era apenas uma extensão do sistema já em voga no reino de Qin antes da unificação da China. No Estado de Qin, o feudalismo havia sido abolido já no século IV a.C., e o reino já era dividido em províncias.

Qin Shi Huang ordenou que todos os membros das antigas casas reais que ele conquistou se mudassem para Xianyang (咸陽), a capital de Qin (atualmente a província chinesa de Shaanxi), para que estes fossem mantidos sob uma vigilância rígida, evitando assim qualquer tentativa de rebelião.

O imperador também desenvolveu uma extensa rede de estradas e canais conectando as províncias, para assim acelerar o comércio entre estas, além de facilitar e acelerar o transporte de tropas no caso de uma província rebelde.

Qin Shi Huang e Li Si unificaram a China economicamente, padronizando os pesos e medidas, assim como a moeda, a largura das carroças (assim todas carroças poderiam ser utilizadas sem problemas nas novas estradas), o sistema legal, etc.

Talvez o mais importante tenha sido a unificação da escrita. Li Si desenvolveu um conjunto de caracteres chamado selos pequenos, baseados nos caracteres utilizados no Estado de Qin. Escritos utilizando o novo sistema foram encontrados encravados nas encostas de montanhas sagradas na China, como o Monte Taishan, para assim fazer com que os céus soubessem a respeito da unificação da terra sobre um único imperador, além de propagar a nova escrita para as pessoas.

Qin Shi Huang continuou a expansão militar durante seu reinado, anexando regiões ao Sul (o que é atualmente a província de Guangdong foi penetrado pela primeira vez pelos exércitos chineses) e combatendo tribos nômades ao norte e noroeste (os Xiongnu). Foi para prevenir que os Xiongnu avançassem mais pela fronteira Norte que Qin Shi Huang ordenou a construção de uma imensa muralha defensiva, unindo várias muralhas já existentes desde o Período dos Reinos Combatentes. Esta muralha, em cuja construção foram mobilizados centenas de milhares de homens (e um número desconhecido morreu), é a precursora da atual Muralha da China. Ela foi construída muito mais ao Norte do que a atual muralha, que foi construída apenas durante a Dinastia Ming, quando a China possuía pelo menos o dobro de habitantes em relação ao período do Primeiro Imperador, e quando mais de cem anos foram dedicados na construção da muralha, em oposição aos meros dez anos devotados durante o período do Primeiro Imperador. Muito pouco restou das muralhas construídas por Qin Shi Huang.

Morte e Consequências

O imperador morreu durante uma viagem para o Leste da China, à procura das lendárias Ilhas dos Imortais (possivelmente localizadas além da costa Leste da China), onde pretendia descobrir o segredo da imortalidade. Supostamente, Qin Shi Huang teria morrido ao beber uma poção, que havia sido preparada pelos cientistas e médicos da corte. A poção, que ironicamente deveria tornar o imperador imortal, continha altas taxas de mercúrio.

Sua morte ocorreu no começo de Setembro de de 210 a.C. no palácio da prefeitura de Shaqiu, cerca de dois meses de distância, por terra, da capital Xianyang. O primeiro-ministro Li Si, que o acompanhava, estava extremamente preocupado com as notícias de sua morte, temendo que isto pudesse impulsionar um levante geral no império, dadas as brutais políticas utilizadas no império por Qin Shi Huang, assim como o ressentimento geral que a população sentiria por ser forçada a trabalhar em projetos gigantescos, como a grande muralha ao Norte da China ou o mausoléu do imperador. Levaria dois meses para o governo chegar a capital, e não seria possível controlar um levante que se iniciasse neste meio tempo. Li Si decidiu ocultar a morte de Qin Shi Huang, e retornar para Xianyang.

A maioria dos servos do imperador que o acompanhavam não foram informados por Li Si de sua morte, e todos os dias Li Si entrava na carruagem onde supostamente o imperador estaria viajando, e fingia discutir assuntos políticos. Tendo o imperador sido um homem bastante retraído e de poucas aparições, o estratagema de Li Si funcionou perfeitamente, sem levantar dúvidas na corte. Li Si também ordenou que duas carruagens contendo peixes fossem levadas uma atrás e outra na frente da carruagem do imperador, para que ninguém sentisse o cheiro exalado pelo seu corpo sem vida. Após dois meses, Li Si e a corte imperial estavam novamente em Xianyang, e então apenas neste momento é que foi anunciada a morte do imperador.

Qin Shi Huang não gostava muito de falar sobre a morte, e nunca escreveu um testamento. Após sua morte, Li Si e o chefe eunuco Zhao Gao persuadiram seu segundo filho Huhai para que forjasse um testamento do imperador. Eles forçaram o primeiro filho do imperador, Fusu, a cometer suicídio, e tomaram o comando das tropas de Meng Tian - que era leal a Fusu -, além de matarem a família de Meng. Hunai tornou-se o Segundo Imperador (Er Shi Huangdi), conhecido pelos historiadores como Qin Er Shi.

Qin Shi Huang foi enterrado em seu mausoléu, com o famoso Exército de terracota, próximo a atual Xi'an (província de Shaanxi), mas sua câmara mortuária ainda não foi aberta. Contudo, uma análise magnética do sítio arqueológico revela que um grande número de moedas podem ser encontradas na tumba ainda lacrada, ocasionando especulações de que o tesouro real foi enterrado junto com o imperador. Arqueólogos, temendo destruir ou avariar a tumba ainda intocada, não pretende abri-la. Contudo, há um outro lado da história; de que, na cultura popular chinesa - e para a grande massa da população, principalmente no meio rural, onde foi encontrada a tumba - não quer abri-la, pois teme que, de acordo com a tradição religiosa chinesa, o espírito de Qin Shi Huang seja liberado. De qualquer modo, seja por crenças religiosas locais, ou por medo de destruição material, a abertura da tumba do imperador, ao menos no momento, está fora de cogitação.

Qin Er Shi não foi um imperador tão capaz quanto seu pai. Revoltas rapidamente surgiram, e após apenas quatro anos da morte de Qin Shi Huang, sei filho também estava morto. O palácio imperial e os arquivos do Estado foram queimados, e a dinastia Qin chegou ao fim. Foi durante o governo de Qin Er Shi que poderosas famílias entraram em guerra, com as mais poderosas ascendendo politicamente e trazendo ordem, novamente, para a China (contudo iniciando uma nova dinastia de imperadores). Esta foi uma época de grande agitação civil, e tudo que o imperador havia solidificado e criado em seu governo entrou em colapso, por um curto período.

A próxima dinastia chinesa, a Dinastia Han, rejeitou o legalismo (a favor do confucionismo) e tornaram as leis mais moderadas, apesar de manterem os aspectos políticos e econômicos de Qin Shi Huang quase intactos. Neste sentido, a obra do Primeiro Imperador foi mantida durante os séculos que seguiram sua morte, e tornou-se uma característica duradoura da sociedade chinesa.

Qin Shi Huang na Historiografia

Na historiografia tradicional chinesa, o Primeiro Imperador quase sempre foi descrito como um tirano brutal, supersticioso -como resultado de sua suposta obsessão paranóica em atingir a imortalidade (de fato ele morreu por intoxicação por mercúrio contido em suas "poções" para atingi-la)-, e muitas vezes foi colocado mesmo como um líder medíocre. Discriminações contra o Estado legalista de Qin começaram a surgir já em 266 a.C., quando o filósofo confucionista Xun Zi comparou-o com tribos bárbaras e escreveu "Qin possui o coração de um tigre ou um lobo; [e é] avarento, perverso, ávido para o lucro, e sem sinceridade".

Posteriormente, historiadores confucionistas condenariam o imperador por queimar os clássicos, além de queimar os próprios estudiosos confucionistas. Eles eventualmente iriam compilar a lista dos Dez Crimes de Qin para destacar suas ações tirânicas. O famoso estadista e poeta do período Han, Jia Yi, concluiu seu ensaio As Faltas de Qin com o que se tornaria o julgamento confucionista padrão acerca das razões para o colapso de Qin. O ensaio de Jia Yi, admirado como uma obra-prima em retórica e racionalidade, foi copiado em duas histórias Han, tendo alcançado uma grande influência no pensamento político chinês como um exemplo clássico da teoria confucionista. Ele explicou a maior fraqueza de Qin como resultado da busca desenfreado por poder, o mesmo fator que havia tornado-o tão poderoso; pois como Confúcio havia ensinado, a força de um governo é baseado em última instância no apoio do povo e na conduta virtuoso de seu governante.

Devido a esta oposição sistemática ao Primeiro Imperador, por parte de estudiosos de Han, algumas das histórias a respeito de Qin Shi Huang são duvidosas, e muitas provavelmente foram criadas para enfatizar seu caráter negativo. Por exemplo, a acusação de que ele executou 460 estudiosos enterrando-os vivos, deixando apenas suas cabeças acima do chão - para então decapitá-los -, muito provavelmente não é verdadeira.

Existem também muitas lendas a respeito da fúria do Paraíso contra o Primeiro Imperador, como a história de uma pedra que teria caído do céu, e onde estavam gravadas palavras que denunciavam o imperador e profetizavam o colapso de seu império após sua morte. A maioria das histórias deste gênero foram descreditadas pelos sinólogos, classificadas como lendas para denegrir a imagem do Primeiro Imperador.

Apenas em tempos modernos os historiadores tornaram-se aptos a penetrar além das limitações da historiografia tradicional chinesa. A rejeição política da tradição confucionista, colocando esta como um impedimento para a modernização da China, abriu as portas para mudanças de perspectivas a respeito de Qin Shi Huang. Nas três décadas entre a queda da Dinastia Qing e o início da Segunda Guerra Mundial, com a profunda insatisfação com a fraqueza e desunição presentes na China, começa a surgir uma reinterpretação da memória e do legado do homem que unificara a China. Quando o território chinês se via totalmente ocupado por nações estrangeiras, o famoso historiador do Kuomitang, Xiao Yishan, enfatizava em seus escritos o papel de Qin Shi Huang na expulsão dos bárbaros do Norte, particularmente com a construção da Grande Muralha. Outro historiador, Ma Feibai (馬非百), publicou em 1941 uma biografia revisionista completa a respeito do Primeiro Imperador, intitulada Qin Shi huangdi Zhuan (《秦始皇帝傳》), onde colocava Qin Shi Huang como um dos maiores heróis da história chinesa. Ma comparava-o com o líder chinês contemporâneo Chiang Kai-Shek, apresentando muitos paralelos na carreira e política dos dois homens (desnecessário dizer que ele admirava ambos). A Expedição ao Norte da década de 1920 de Chiang Kai-Shek, que procedeu diretamente o novo governo nacionalista em Nanjing foi comparada, por exemplo, com a unificação realizada por Qin Shi Huang.

Com a chegada da Revolução Comunista em 1949, novas interpretações a respeito do Primeiro Imperador surgiriam. O estabelecimento do novo regime revolucionário significava outra resignificação do Primeiro Imperador, desta vez de acordo com a teoria marxista. A nova interpretação dada a Qin Shi Huang era geralmente uma combinação de visões tradicionais e modernas, mas essencialmente, era uma visão crítica. Isto é exemplificado na obra História Completa da China, compilada em Setembro de 1955, como uma pesquisa oficial da história chinesa. A obra descrevia os principais passos do Primeiro Imperador em direção da unificação e padronização nacional, como correspondente aos interesses da classe social dominante (mercantil), e não como correspondente aos interesses da nação ou do povo. Além disso, a obra descrevia a subsequente queda da Dinastia Qin, também de acordo com a teoria marxista, como resultado da luta de classes: rebeliões de camponeses contra a opressão - uma revolta que demoliu a dinastia, mas que estava fadada a falhar devido ao compromisso com os "elementos da classe proprietária".

Desde 1972, entretanto, uma visão do Primeiro Imperador radicalmente diferente das usuais começou a tornar-se proeminente ao redor de toda a China. O movimento de resignificação foi iniciado por Hong Shidi com sua obra Qin Shi Huang. A obra foi publicada pela própria editora oficial do governo chinês, que almejava que tal obra atingisse as massas populares. Foram vendidas 1,85 milhões de cópias em dois anos. Nesta nova interpretação, Qin Shi Huang é visto como um líder com visão ampla do futuro, que destruiu as tentativas de desunir o país e finalmente o unificou, pela primeira vez. Atributos pessoais, como sua busca por imortalidade, tão enfatizadas na historiografia tradicional, são vagamente mencionados. As novas interpretações mostavam agora, neste tempo (uma era de grandes mudanças políticas e sociais), que o Primeiro Imperador não tinha escrúpulos em utilizar métodos violentos para sufocar contra-revolucionários, como o "dono de escravos comercial e industrial" chanceler Lü Buwei. Infelizmente, ele não teria sido tão minucioso quanto deveria ser, e após sua morte, subversivos ocultos, sob liderança do chefe eunuco Zhao Gao, tomaram o poder e usaram-no para retornar à velha ordem feudal.

Ainda para circular esta resignificação, uma nova interpretação do rápido colapso da Dinastia Qin foi apresentada no artigo intitulado "Sobre a Luta de Classes entre os Períodos Qin e Han", por Luo Siding, em um boletim de 1974 de Bandeira Vermelha, para substituir a explicação antiga. A nova teoria clamava que a causa da queda de Qin devia a falta de minuciosidade em sua "ditadura sobre os reacionários, incluindo até a extensão de permitir que eles adentrassem em órgãos de autoridade política e usurpassem postos importantes."

Qin Shi Huang foi apontado por Michael H. Hart em sua Lista das Figuras Mais Influentes da História como a 17ª figura mais importante.

Diversos

Qin Shi Huang se interessava pela imortalidade e visitou a Ilha Zhifu. Estes feitos tornaram-se uma história muito popular, do imperador enviando um habitante de Zhifu, Xu Fu, como o líder religioso dos navios com centenas de jovens homens e mulheres que sairia à procura do elixir da imortalidade. Estas pessoas nunca retornaram, já que sabiam que se retornassem sem o "elixir da imortalidade", eles seriam certamente executados. A lenda diz que eles se instalaram em uma das ilhas japonesas. A lenda também diz que este é o porque de vários aspectos do idioma japonês serem similares ao chinês, e o fato de as pessoas japonesas serem parecidas com as chinesas.

O imperador geralmente viajava para as maiores cidades do império para inspecionar a eficiência da burocracia e para simbolizar a presença do prestígio de Qin. (foi em uma dessas viagens que ele teria morrido). De qualquer modo, estas viagens proporcionavam oportunidades para tentativas de assassinatos, sendo a mais famosa delas a executada por Zhang Liang.

Posteriormente, quando já havia sofrido inúmeras tentativas de assassinato, Qin Shi Huang começou a tornar-se paranóico com o fato de permanecer em um lugar por muito tempo e contrataria servos para levá-lo cada noite em diferentes edifícios de seu complexo de palácios. Ele também teria contratado vários "sósias" para confundir os assassinos.