domingo, 26 de dezembro de 2010

CULTURAS ORIENTAIS: HISTÓRIA DO IRÃ



As origens do Irã atual estão no antigo Império Persa, fundado em 539 antes de Cristo por Ciro, o Grande. A invasão árabe, em 642, marca a conversão de seus habitantes ao islamismo. O zoroastrismo, religião tradicional persa, é suprimido e seus últimos praticantes fogem para a Índia. É adotado o alfabeto arábico, mas o idioma persa se mantém… O país é invadido pelos turcos no século XI e pelos mongóis no século XIII. Recupera a independência e passa por várias dinastias: Safávida, Afjar, Kajar… No século XIX é cenário de disputa entre o Reino Unido e a Rússia, que dividem o território em áreas de influência em 1906. Cabe aos ingleses explorar o petróleo, descoberto em 1908…

Rebelião curda

O período moderno tem como marco o golpe de Estado de 1921, quando o general Reza Khan derruba o último sultão Kajar, coroando-se xá, em 1926, com o nome de Reza Shah Pahlevi. Um decreto real em 1935 muda o nome do país de Pérsia para Irã. A II Guerra Mundial atinge o Irã em 1941 com a ocupação do país por tropas inglesas e soviéticas. O xá, que simpatizava com o nazismo, abdica em favor do filho, Mohammad Reza Pahlevi. A ocupação estrangeira termina em 1946, com a saída dos últimos soldados soviéticos… Em 1948 (Scott: B1, SG: 899), com valor facial de 50 dinares + 25d (verde), foi emitido o primeiro selo de caridade (Charity): Fundo para reconstrução da Tumba de Avicenna, em Persépolis – antiga capital do Império Persa e Patrimônio da Humanidade, atualmente.

A história política recente do Irã

Do ponto de vista histórico, o Irã é visto como uma nação fortemente influenciada pela expansão islâmica que marcou o período medieval. De fato, os valores religiosos deste país possuem um grau de penetração que se manifesta em diferentes esferas do cotidiano do povo iraniano. Contudo, a compreensão deste conturbado cenário político não deve somente limitar-se a simples crítica à hegemonia do pensamento islâmico no interior de sua cultura. Nas primeiras décadas do século XX, o Irã despertou o interesse do mundo Ocidental por causa de suas valiosas reservas petrolíferas. Inicialmente, a interferência no Irã partiu do governo britânico, que tentava preservar seus interesses para com as reservas energéticas da nação islâmica. Contudo, no ano de 1951, a interferência político-econômica estrangeira sofreu um duro golpe quando o primeiro ministro Mohammad Mossadegh nacionalizou a exploração do petróleo em seu país. Entretanto, dois anos mais tarde, com apoio logístico e militar norte-americano, Mohammad Reza Pahlevi consagrou um governo ditatorial comprometido com os interesses do bloco capitalista. Desfrutando de amplos poderes, esse estadista perseguiu os partidários do movimento nacionalista iraniano e estabeleceu a adoção de práticas, vestimentas e padrões de consumo ocidentais no país. Acuados, os nacionalistas promoveram a manutenção de sua orientação política no interior das mesquitas iranianas.
A fusão entre o discurso nacionalista e a defesa dos ideais religiosos passou a ganhar vigor sob a voz do aiatolá Ruhollah Khomeini. Dessa forma, a defesa da interferência política conservadora do clero iraniano se transformou em uma via de defesa dos interesses nacionais contra a intervenção estrangeira. Exilado no Iraque, Khomeini acabou obrigado a se retirar do país por exigência do ditador Saddam Hussein, então aliado dos norte-americanos. No início de 1979, uma série de revoltas, protestos e greves anunciavam a insustentabilidade do governo de Reza Pahlevi. Com isso, sob a tutela do aiatolá Khomeini, a chamada Revolução Iraniana alicerçou um Estado conservador, teocrático e contrário à intervenção Ocidental. Nesse contexto transitório, Saddam Hussein promoveu uma guerra que pretendia enfraquecer a influência política dos xiitas e controlar as ricas reservas petrolíferas da nação vizinha. Após o conflito, que não estabeleceu nenhum tipo de ganho para nenhum dos lados, a tutela religiosa prosseguiu orientando a vida política iraniana. Em 1997, a eleição de Mohammad Khatami representou uma possibilidade de reformas que desmobilizassem os rigores que a cúpula religiosa tinha dentro do Irã. Contudo, não foi possível alcançar as transformações que eram, principalmente, almejadas por mulheres e estudantes. No ano de 2005, por conta das frustrações vivenciadas no governo Khatami, uma grande evasão de eleitores permitiu que o líder ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad vencesse o processo eleitoral. Em seu primeiro mandato, observamos o acirramento das tensões políticas para com os Estados Unidos, a pretensão do desenvolvimento de um programa nuclear e a realização de várias declarações polêmicas contra os regimes ocidentais e o governo de Israel. Em 2009, um novo pleito estabeleceu a disputa entre Mahmoud Ahmadinejad e Mir Hossein Mousavi, que teria uma política de pretensões liberais. Apesar das pesquisas que sugeriam uma acirrada disputa, o processo eletivo acabou apontando uma vitória esmagadora de Ahmadinejad, detentor de mais de 60 % dos votos contabilizados. Com isso, vários protestos e denúncias sugerem a ilegalidade do processo eletivo iraniano, que foi ratificado pelo aiatolá Ali Khamenei, Líder Supremo do país.

Por Rainer Sousa

DIVINDADES: SCATH, MITOLOGIA CELTA


Scathach / Scota / Scatha / Scath

Seu nome traduzia-se como A Sombra, Aquela que combate o medo. Deusa do submundo, Scath era a deusa da escuridão, aspecto destruidor da Senhora. Mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, e que ensinava artes marciais para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era tida como dura e impiedosa. Não foi à toa que o adestramento do herói Cuchulainn foi levado a cabo por ela mesma, considerada a maior guerreira de toda a Irlanda. Scath era ainda a patrona dos ferreiros, das curas, magia, profecia e artes marciais.

SERES MITOLÓGICOS: ALKONOST




ALKONOST

A Alkonost é uma ave lendária da mitologia eslava, com o corpo de uma ave e o rosto de uma mulher. Seu nome deriva das ninfa alciônides, transformadas pelos deuses nas aves alcíones ou guarda-rios.

Na tradição da igreja ortodoxa russa, Alkonost personifica a vontade de Deus. Ela vive no paraíso, mas vem ao nosso mundo para transmitir mensagens divinas. Sua voz é tão doce que ninguém que a escute pode jamais esquecer o que ela cantou. Ao contrário da maligna Sirin (Sirena), de aparência similar, ela é inteiramente benévola.

VII. TAJ MAHAL (ÍNDIA)


VII. TAJ MAHAL (ÍNDIA)

Umas das 7 maravilhas do mundo, praticamente todos já o viram em inúmeras fotografias, mas o que poucos sabem, é a história que está por detraz deste inigualável monumento. O Taj Mahal, é não mais do que uma ode ao amor e representa toda a eloquência que este sentimento pode ser. Durante séculos, o Taj Mahal inspirou poetas, pintores e músicos que tentaram capturar a sua magia em palavras, cores e música. Viajantes cruzaram continentes inteiros para ver esta esplendorosa beleza, sendo poucos os que lhe ficaram indiferentes.

Surge assim o Taj Mahal. O seu nome é uma variação curta de Mumtaz Mahal.. o nome da mulher cuja a memória preserva. O nome "Taj", é de origem Persa, que significa Coroa. "Mahal" é arábico e significa lugar. Devidamente enquadrado num jardim simétrico, tipicamente muçulmano, dividido em quadrados iguais cruzado por um canal ladeado de ciprestes onde se reflecte a sua imagem mais imponente. Por dentro, o mausoléu é também impressionante e deslumbrante. Na penumbra, a câmara mortuária está rodeada por finas paredes de mármore incrustado com pedras preciosas que forma uma cortina de milhares de cores. A sonoridade do interior, amplo e elevado é triste e misterioso, como um eco que soa e ressoa sem nunca se deter.

Sobre o edifício surge uma cúpula esplendorosa, que é a coroa do Taj Mahal. Esta é rodeada por quatro cúpulas mais pequenas, e nos extremos da plataforma sobressaem quatro torres que foram construídas com uma pequena inclinação, para que em caso de desabamento, nunca caiam sobre o edifício principal.

Os arabescos exteriores são desenhos muçulmanos de pedras semi preciosas incrustadas no mármore branco, segundo uma técnica Italiana utilizada pelos artesãos hindus. Estas incrustações eram feitas com tamanha precisão que as juntas somente se distinguem à lupa. Uma flor de apenas sete centímetros quadrados, pode ter até 60 incrustações distintas. O rendilhado das janelas foi trabalhado a partir de blocos de mármore maciço.

Diz-se que o imperador Shah Jahan queria construir também o seu próprio mausoléu. Este seria do outro lado do rio. Muito mais deslumbrante, muito mais caro, todo em mármore preto, que seria posteriormente unido com o Taj Mahal através de uma ponte de ouro. Tal empreendimento nunca chegou a ser levado a cabo. Após perder o poder, o imperador foi encarcerado no seu palácio e, a partir dos seus alojamentos, contemplou a sua grande obra até à morte. O Taj Mahal foi, por fim, o refúgio eterno de Shah Jahan e Mumtaz Mahal. Posteriormente, o imperador foi sepultado ao lado da sua esposa, sendo esta a única quebra na perfeita simetria de todo o complexo do Taj Mahal.

Após quase quatro séculos, milhões de visitantes continuam a reter a sua aura romântica... o Taj Mahal, será para todo o sempre um lágrima solitária no tempo.



FONTE: http://obviousmag.org/archives/2005/08/taj_mahal.html#ixzz19GRqZCUq

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: NZINGA MBANDI


Uma das maiores governantes da história da África, a rainha obrigava seus amantes a se fantasiarem de mulher

Por Gilberto Stam

O maior símbolo da resistência africana à colonização foi uma mulher. Rainha do Ndongo, atual Angola, Nzinga Mbandi (1582-1663) entrou para a história como combatente destemida, exímia estrategista militar e diplomata astuciosa. Ela chefiou pessoalmente o exército até os 73 anos de idade e era tão respeitada pelos portugueses que Angola só foi dominada depois da sua morte, aos 81 anos.

Falar de Nzinga é falar de um mundo ao mesmo tempo muito distante e muito próximo. Ela nasceu entre os africanos de língua bantu, os mesmos que, escravizados no Brasil, criaram o samba e a capoeira. Seu povo está, portanto, na raiz da nossa identidade nacional. A sociedade a que ela pertencia, no entanto, é bem pouco conhecida.

Como se a invasão lusitana não bastasse, o reino de Ndongo tinha que se defender dos ataques de inimigos mais tradicionais: os jagas, um povo de guerreiros saqueadores. Ainda assim, as guerras não eram a única dor de cabeça da heroína Nzinga Mbandi (pronuncia-se inzinga imbandi). Ela também teve de aturar forte oposição interna por ser mulher e ter como mãe uma escrava – mancha grave em sua ficha, já que todo o poder, no reino, se baseava nas relações de parentesco. Nzinga fora criada pelo pai, o rei Jinga Mbandi, para ser uma rainha guerreira. Mas, quando ele morreu, em 1617, foi o irmão dela, Kia Mbamdi, quem assumiu o trono. Começou, então, uma agitada luta pelo governo de Ndongo. Uma das primeiras medidas de Kia foi matar o filho único de Nzinga, concorrente em potencial. Ela mesma só virou rainha em 1624, após o assassinato de Kia durante uma das piores crises do reino, quando o Ndongo rapidamente perdia terreno para os portugueses.

É claro que não faltaram más línguas para insinuar que teria sido Nzinga a responsável pela morte do rei.

Foi ele, seu próprio irmão, quem abriu as portas para a brilhante carreira diplomática da rainha. Em meio à crise, Kia precisava de alguém capacitado para negociar com os portugueses e resolveu pedir ajuda à irmã. Ela, então, partiu para Luanda com a missão de negociar um acordo de paz com os invasores. Foi recepcionada em grande estilo, com salvas de canhões, soldados perfilados e tapetes cobrindo toda a extensão do trajeto. Mas, quando se encontrou com o governador, notou que havia somente uma cadeira no recinto, sobrando para ela algumas almofadas no chão. Nzinga imediatamente ordenou que uma escrava se ajoelhasse e sentou sobre ela, para não se inferiorizar.

Anos depois, já coroada, ela realizou sua mais bem-sucedida manobra política: a união com os terríveis jagas. Para isso, teve de adotar muitos costumes estranhos à cultura de Ndongo, como os rituais de canibalismo, que ajudavam a manter os soldados animados para a batalha. Os jagas eram especialmente perigosos: combatiam até o último homem e a covardia era punida com a morte. Diz a lenda que, em certos rituais, Nzinga se vestia de homem e obrigava seus inúmeros amantes a se fantasiarem de mulher. Sua fama era mesmo a de subverter tradições, provavelmente uma forma de reafirmar o próprio poder em uma sociedade que não aceitava uma mulher como soberana.

Também não faltam contradições curiosas em sua biografia. Nzinga lutou contra a escravidão do seu povo, mas vendeu os próprios escravos – prisioneiros de guerra – para os portugueses. Defendeu a religião do seu reino, mas adotou muitos costumes católicos. Abraçou uma cultura diferente só para aproveitar o poderio militar dos jagas. Tinha tudo para fracassar, mas tornou-se uma das maiores governantes da história da África. Por fim, conseguiu manter a independência do seu povo durante todo o reinado e hoje permanece uma figura central na cultura de Angola, país ainda dividido por conflitos internos. No Brasil, apesar de quase desconhecida, a rainha Nzinga ainda é homenageada em festas populares de origem bantu, como a congada. Zumbi dos Palmares, contemporâneo dela que adoraria tê-la conhecido, certamente diria: ela merece!

FONTES:

http://super.abril.com.br/superarquivo/2001/conteudo_180260.shtml


http://humbertoosousa.blogspot.com/

DIVINDADES: MINERVA, MITOLOGIA ROMANA


Minerva era a deusa romana das artes e da sabedoria. Correspondente à grega Atena.

Origem

Equivalente romana da deusa grega Atena, Minerva era filha de Júpiter, após este engolir a deusa Métis (Prudência). Com uma forte dor de cabeça, pediu a Vulcano que abrisse sua cabeça com o seu melhor machado, após o qual saiu Minerva, já adulta, portando escudo, lança e armadura. Era considerada uma das três deusas virgens, ao lado de Diana e Vesta.

Deusa da sabedoria, das artes e da estratégia de guerra, era filha de Júpiter. Minerva e Netuno disputaram entre si qual dos dois daria o nome à cidade que Cécropes, rei dos atenienses, havia mandado construir na Ática. Essa honra caberia àquele que fizesse coisa de maior beleza e significado. Minerva, com um golpe de lança, fez nascer da terra uma oliveira em flor, e Netuno, com um golpe do seu tridente, fez nascer um cavalo alado e fogoso. Os deuses, que presidiram a este duelo, decidiram em favor de Minerva, já que a oliveira florida, além de muito bela, era o símbolo da paz. Assim, a cidade nova da Ática foi chamada Atenas.

Minerva representa-se com um capacete na cabeça, escudo no braço e lança na mão, porque era deusa da estratégia de guerra, tendo junto de si um mocho e vários instrumentos matemáticos, por ser também deusa da sabedoria. A Minerva é o símbolo oficial dos engenheiros.

Minerva era para os ateanienses a deusa da excelência, da misericórdia e da pátria.

SERES MITOLÓGICOS: ANFISBENA


Anfisbena (Plural: Anfisbenas), Anfisbênia, Anfibena, Anfisbênio, Amphisboena, Amphisbaena, Anfista, Anfivena, palavra Grega, que significa "que vai em duas direções", do (amphis), que significa "ambos os caminhos", e (bainein), que significa "ir", também chamado a Mãe das Formigas, é uma serpente mitológica, que come formigas e com uma cabeça em cada ponta. Segundo a mitologia grega, a Anfisbena nasceu do sangue que gotejou da cabeça de Górgona Medusa quando Perseu voou por cima do Deserto da Líbia, com ela em suas mãos. Foi então que o exército de Cato encontrou-a junto com outras serpentes em sua marcha. A Anfisbena alimentou-se dos cadáveres deixados para trás. Ela tem sido citada por poetas, como Nicandro de Cólofon, John Milton, Alexander Pope, Alfred Tennyson, e Alfred Edward Housman, e a Anfisbena como uma criação mitológica e lendária foram citados por Lucano, Caio Plínio Segundo, Isidoro de Sevilha, e Thomas Browne, os últimos dos quais desiludiram a sua existência.

Aparência

A Amphisbaena tem cabeça dupla, uma que está na extremidade da cauda, bem, como se não fosse o suficiente para ser envenenado por uma boca.

Esta recente descrição da Anfisbena apresenta uma criatura parecida a uma cobra venenosa, de duas-cabeças. Contudo, os desenhos Medievais e posteriores muitas vezes mostram-na com dois ou mais pés escamosos, em particular pés de frango e asas emplumadas. Alguns até representam-na como uma criatura chifruda, semelhante a um dragão com o rabo de cabeça-de-serpente e orelhas pequenas e redondas, enquanto outras têm os dois "pescoços" do mesmo tamanho para que não possam ser destinguido qual é a cabeça traseira. Muitos relatos da Anfisbena dizem que seus olhos incandescem como luz de velas ou como relâmpago, mas o poeta Nicandro parece contradizer isto descrevendo-a como "sempre de olho fosco". Ele também diz que "de uma ponta a outra sobressai um queixo embotado; cada um é distante um do outro." O relato de Nicandro de Cólofon parece estar se referindo ao que de fato é chamado de Anfisbena.


Habitat

A Anfisbênia faz sua habitação em desertos.

Habilidades

  • Natação
  • Hipnose
  • Escavação
  • Caninos venenosos
  • Velocidade
  • O contato com os olhos mata imediatamente quando em lua cheia.

Origens

Em O Livro das Bestas, T.H. White sugere que a criatura provém de descobertas de Ubijaras do mesmo nome. Estas criaturas são encontradas nos países do Mediterrâneo, onde muitas destas lendas surgiram.

sábado, 27 de novembro de 2010

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: LEGIÃO ROMANA

Este termo foi até ao século IV a. C. empregue como designativo do total do exército de Roma, passando a partir desta data a referir-se apenas a um regimento de infantaria pesada.
Durante o regime republicano apenas os cidadãos que tivessem idades compreendidas entre os dezassete e os quarenta e seis anos e fossem proprietários eram recrutados para as campanhas, sendo organizados em centúrias. Estas centúrias, chefiadas por um centurião, votavam nos comícios.
O general do exército era um pretor ou cônsul, eleito para o desempenho do cargo, e para ocupar o lugar de oficial era necessário ser tribuno militar.
Uma legião continha dez coortes, e cada coorte comportava seis centúrias de oitenta homens, que por sua vez continha dez contubérnios. A coorte era composta por três manípulos e cada manípulo por duas centúrias.
O recrutamento, com a duração de quatro meses, era árduo e visava sobretudo incrementar a agilidade e a velocidade em campanha. Cada legionário tinha por obrigação carregar as rações correspondentes a três dias, as armas e as ferramentas para a erecção dos acampamentos.
A estrutura em campo de batalha distribuía-se em três linhas em quincôncio formadas por triarii (legionários com lanças e gládios), principes (homens munidos de lanças compridas e gládios) e hastati, reforçadas por homens a cavalo, fundeiros, vélites e archeiros. No entanto, a estrutura e a forma de actuar da legião foi-se alterando ao longo dos tempos.
Foi somente no século II a. C., em 107, que os estratos sociais de nível inferior tiveram possibilidade de integrar o exército, sendo remunerados. O poder desta entidade aumentou de tal forma que condicionava a eleição do imperador e foi mesmo do seu seio que saíram muitos dos governantes do Império.
Era necessário possuir determinados requisitos para ingressar na legião, entre os quais se encontravam a boa constituição física, a possessão de um ouvido apurado e de uma vista aguçada, medir pelo menos 1,75 metros e saber ler e escrever. Aos legionários estava também vedado o casamento, apesar de serem bastante bem remunerados e a pilhagem se proporcionasse frequentemente.

CULTURAS ORIENTAIS: HISTÓRIA DO BUTÃO



A tradição situa o início da sua história no século VII, quando o rei tibetano Songtsen Gampo construíu os primeiros templos budistas nos vales de Paro e de Bumthang. No século VIII, é introduzido o budismo tântrico pelo Guru Rimpoche, "O Mestre Precioso", considerado o segundo Buda na hierarquia tibetana e butanesa.

Os séculos IX e X são de grande turbulência política no Tibete e muitos aristocratas vieram instalar-se nos vales do Butão onde estabeleceram o seu poder feudal.

Nos séculos seguintes, a actividade religiosa começa a adquirir grande vulto e são fundadas várias seitas religiosas, dotadas de poder temporal por serem protegidas por facções da aristocracia. No Butão estabeleceram-se dois ramos, embora antagônicos, da seita Kagyupa. A sua coexistência será interrompida pelo príncipe tibetano Ngawang Namgyel que, fugido do Tibete, no século XVII unifica o Butão com o apoio da seita Drukpa, tornando-se no primeiro Shabdrung do Butão, "aquele a cujos pés todos se prostram". Ele mandaria construir as mais importantes fortalezas do país que tinham como função suster as múltiplas invasões mongóis e tibetanas. A partir do seu reinado estabeleceu-se um sistema político e religioso que vigoraria até 1907, em que o poder é administrado por duas entidades, uma temporal e outra religiosa, sob a supervisão do Shabdrung.

Desde sempre que o Butão só mantinha relações com os seus vizinhos na esfera cultural do Tibete (Tibete, Ladakh e Sikkim) e com o reino de Cooch Behar na sua fronteira sul. Com a presença dos ingleses na Índia, no século XIX, e após alguns conflitos relacionados com direitos de comércio, dá-se a guerra de Duar em que o Butão perdeu uma faixa de terra fértil ao longo da sua fronteira sul. Ao mesmo tempo, o sistema político vigente enfraquecia por a influência dos governadores regionais se tornar cada vez mais poderosa. O país corria o risco de se dividir novamente em feudos.

Um desses governadores, o "Penlop" de Tongsa, Ugyen Wangchuck, que já controlava o Butão central e oriental, conseguiria dominar os seus opositores de Thimbu e, assim, implantar a sua influência sobre todo o país. Em 1907 seria coroado rei do Butão, após consultas ao clero, à aristocracia e ao povo, e com a aliança dos ingleses. Foi assim criada a monarquia hereditária que hoje vigora.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

DOCUMENTÁRIO : CHINA POR DENTRO DA CIDADE PROIBIDA


Sinopse

Conheça um pouco da fascinante história da China Imperial através de seu coração simbólico: a Cidade Proibida, em Pequim, ou melhor, Beijing. Por muito tempo fechado ao mundo exterior, o Palácio Imperial – hoje Museu Imperial, um dos mais importantes da China – ficou conhecido por Cidade Proibida por que ali só era permitida a entrada do imperador, sua mulher, concubinas e eunucos. Construído entre 1406 e 1420, foi o palácio de 24 imperadores das dinastias Ming e Qing que viveram lá durante 491 anos. Com seus 9.999 quartos, 240 acres de palácios e jardins, o centro de todo o governo chinês tem escolas, templos, teatros e câmara de punição. Através desse documentário você também descobrira pinturas históricas, gravuras a água-forte, arquivos especiais e registros de mais de 1.000 anos de diários imperiais. Este documentário comemora o 70º aniversario da fundação do Museu do Palácio, ou Go gong bo wu yuan em Pequim / Beijing.
Informações do Arquivo
Áudio: Português
Tamanho: 90 MB
Formato: Rmvb
Qualidade: DvdRip

Informações do Documentário
Ano de Lançamento: 2005
Duração: 60min

VI. COLISEU (ITÁLIA)


VI. COLISEU (ITÁLIA)

O Coliseu, também conhecido como Anfiteatro Flaviano, deve seu nome à expressão latina Colosseum (ou Coliseus, no latim tardio), devido à estátua colossal de Nero, que ficava perto a edificação. Localizado no centro de Roma, é uma excepção de entre os anfiteatros pelo seu volume e relevo arquitectónico. Originalmente capaz de albergar perto de 50 000 pessoas[1], e com 48 metros de altura, era usado para variados espetáculos. Foi construído a leste do Fórum Romano e demorou entre oito a dez anos a ser construído.

O Coliseu foi utilizado durante aproximadamente 500 anos, tendo sido o último registro efetuado no século VI da nossa era, bastante depois da queda de Roma em 476. O edifício deixou de ser usado para entretenimento no começo da Idade Média, mas foi mais tarde usado como habitação, oficina, forte, pedreira, sede de ordens religiosas e templo cristão.

Embora esteja agora em ruínas devido a terremotos e pilhagens, o Coliseu sempre foi visto como símbolo do Império Romano, sendo um dos melhores exemplos da sua arquitectura. Actualmente é uma das maiores atrações turísticas em Roma e em 7 de julho de 2007 foi eleita umas das "Sete maravilhas do mundo moderno". Além disso, o Coliseu ainda tem ligações à igreja, com o Papa a liderar a procissão da Via Sacra até ao Coliseu todas as Sextas-feiras Santas.

História da construção

O Coliseu de Roma foi construído entre 70 e 90 d.C. Iniciado por Vespasiano de 68 a 79 d.C., mais tarde foi inaugurado por Tito por volta de 79 a 81 d.C., embora apenas tivesse sido finalizado poucos anos depois. Empresa colossal, este edifício, inicialmente, poderia sustentar no seu interior cerca de 50 000 espectadores[1], em três andares. Durante o reinado de Alexandre Severo e Gordiano III, foi ampliado com um quarto andar, podendo abrigar então cerca de 90 000 espectadores. Finalmente foi concluído por Domiciano, filho de Vespasiano e irmão mais novo de Tito, por volta de 81 a 96 d.C..

A construção começou sob ordem de Vespasiano numa área que se encontrava no fundo de um vale entre as colinas de Celio, Esquilino e Palatino. O lugar fora devastado pelo Grande incêndio de Roma do ano 64, durante a época de governo do imperador Nero, e mais tarde havia sido reurbanizado para o prazer pessoal do imperador com a construção de um enorme lago artificial, da Domus Aurea (em latim, "casa dourada"), situada num complexo de uma villa, e de uma colossal estátua de si mesmo.

Vespasiano, fundador da dinastia Flaviana, decidiu aumentar a moral e auto-estima dos cidadãos romanos e também cativá-los com uma política de pão e circo, demolindo o palácio de Nero e construindo uma arena permanente para espectáculos de gladiadores, execuções e outros entretenimentos de massas. Vespasiano começou a sua própria remodelação do lugar entre os anos 70 e 72, possivelmente financiada com os tesouros conseguidos depois da vitória romana na Grande Revolta Judaica, no ano 70. Drenou-se o lago e o lugar foi designado para o Coliseu. Reclamando a terra da qual Nero se apropriou para o seu anfiteatro, Vespasiano conseguiu dois objectivos: Por um lado realizava um gesto muito popular e por outro colocava um símbolo do seu poder no coração da cidade. Mais tarde foram construídos uma escola de gladiadores e outros edifícios de apoio dentro das antigas terras da Domus Aurea, a maior parte da qual havia sido derrubada.

Vespasiano morreu mesmo antes de o Amphitheatrum Flavium ser concluído. O edifício tinha alcançado o terceiro piso e Tito foi capaz de terminar a construção tanto do Coliseu como dos banhos públicos adjacentes (que são conhecidos como as Termas de Tito) apenas um ano depois da morte de Vespasiano.

A grandeza deste monumento testemunha verdadeiramente o poder e esplendor de Roma na época dos Flávios.

Utilizações do Coliseu

Os jogos inaugurais do Coliseu tiveram lugar ano 80 d.C., sob o mandato de Tito, para celebrar a finalização da construção. Depois do curto reinado de Tito começar com vários meses de desastres, incluindo a erupção do Vesúvio, um incêndio em Roma e um surto de "peste", o mesmo imperador inaugurou o edifício com jogos pródigos que duraram mais de cem dias, talvez para tentar apaziguar o público romano e os deuses. Nesses jogos de cem dias teriam ocorrido combates de gladiadores, "venationes", lutas de animais, execuções, batalhas navais, caçadas e outros divertimentos numa escala sem precedentes.

Espetáculos

No Coliseu eram realizados diversos espectáculos, com os vários jogos realizados na urbe. Os combates entre gladiadores, chamados muneras, não eram pagos pelo Estado, mas sim por indivíduos em busca de prestígio e poder.

Outro tipo de espetáculos era a caça de animais, ou venatio, onde eram utilizados animais selvagens importados de África. Os animais mais utilizados eram os grandes felinos como leões, leopardos e panteras, mas animais como rinocerontes, hipopótamos, elefantes, girafas, crocodilos e avestruzes eram também utilizados. As caçadas, tal como as representações de batalhas famosas, eram efetuadas em elaborados cenários onde constavam árvores e edifícios amovíveis. Estas últimas eram por vezes representadas numa escala gigante; Trajano celebrou a sua vitória em Dácia no ano 107 com concursos envolvendo 11 000 animais e 10 000 gladiadores no decorrer de 123 dias.

Segundo o documentário produzido pelo canal televisivo fechado History Channel, o Coliseu também era utilizado para a realização de naumaquias, ou batalhas navais. O coliseu era inundado por dutos subterrâneos alimentados pelos aquedutos que traziam água de longe. Passada esta fase, foi construída uma estrutura, que é a que podemos ver hoje nas ruínas do Coliseu, com altura de um prédio de dois andares, onde no passado se concentravam os gladiadores, feras e todo o pessoal que organizava os duelos que ocorreriam na arena. A arena era como um grande palco, feito de madeira, e se chama arena, que em italiano significa areia, porque era jogada areia sob a estrutura de madeira para esconder as imperfeições. Os animais podiam ser inseridos nos duelos a qualquer momento por um esquema de elevadores que surgiam em alguns pontos da arena; o filme "Gladiador" retrata o funcionamento dos elevadores. Os estudiosos, há pouco tempo, descobriram uma rede de dutos inundados por baixo da arena do Coliseu. Acredita-se que o Coliseu foi construído onde, outrora, foi o lago do "Palácio Dourado de Nero"; O imperador Vespasiano escolheu o local da construção para que o mal causado por Nero fosse esquecido por uma construção gloriosa.

Sylvae, ou recreações de cenas naturais eram também realizadas no Coliseu. Pintores, técnicos e arquitectos construiriam simulações de florestas com árvores e arbustos reais plantados no chão da arena. Animais seriam então introduzidos para dar vida à simulação. Esses cenários podiam servir só para agrado do público ou como pano de fundo para caçadas ou dramas representando episódios da mitologia romana, tão autênticos quanto possível, ao ponto de pessoas condenadas fazerem o papel de heróis onde eram mortos de maneiras horríveis mas mitologicamente autênticas, como mutilados por animais ou queimados vivos.

Embora o Coliseu tenha funcionado até o século VI, foram proibidos os jogos com mortes humanas desde 404, sendo apenas massacrados animais como elefantes, panteras ou leões.

Os cristãos e o Coliseu

Os relatos romanos referem-se a cristãos sendo martirizados em locais de Roma descritos pouco pormenorizadamente (no anfiteatro, na arena...), quando Roma tinha numerosos anfiteatros e arenas. Apesar de muito provavelmente o Coliseu não ter sido utilizado para martírios, o Papa Bento XIV consagrou-o no século XVII à Paixão de Cristo e declarou-o lugar sagrado. Os trabalhos de consolidação e restauração parcial do monumento, já há muito em ruínas, foram feitos sobretudo pelos pontífices Gregório XVI e Pio IX, no século XIX

Utilização no fim do Império Romano do Ocidente

O monumento permaneceu como sede principal dos espetáculos da urbe romana até o período do imperador Honório, no século V. Danificado por um terremoto no começo do mesmo século, foi alvo de uma extensiva restauração na época de Valentiniano III. Em meados do século XIII, a família Frangipani transformou-o em fortaleza e, ao longo dos séculos XV e XVI, foi por diversas vezes saqueado, perdendo grande parte dos materiais nobres com os quais tinha sido construído.

Arquitetura e dimensão social

O Coliseu, como não estava inserido numa zona de encosta, enterrado, tal como normalmente sucede com a maioria dos teatros e anfiteatros romanos. Em vez disso, possuía um "anel" artificial de rocha à sua volta, para garantir sustentação e, ao mesmo tempo, esta substrutura serve como ornamento ao edifício e como condicionador da entrada dos espectadores. Tal como foi referido anteriormente, possuía três pisos, sendo mais tarde adicionado um outro. É construído em mármore, pedra travertina, ladrilho e tufo (pedra calcária com grandes poros). A sua planta elíptica mede dois eixos que se estendem aproximadamente de 190 metros por 155 metros. A fachada compõe-se de arcadas decoradas com colunas dóricas, jónicas e coríntias, de acordo com o pavimento em que se encontravam. Esta subdivisão deve-se ao facto de ser uma construção essencialmente vertical, criando assim uma diversificação do espaço.

A arena (87,5 m por 55 m) possuía um piso de madeira, normalmente coberto de areia para absorver o sangue dos combates (certa vez foi colocada água na representação de uma batalha naval), sob o qual existia um nível subterrâneo com celas e jaulas que tinham acessos diretos para a arena.Alguns detalhes dessa construção, como a cobertura removível que poupava os espectadores do sol, são bastante interessantes, e mostram o refinamento atingido pelos construtores romanos. Formado por cinco anéis concêntricos de arcos abóbadas, o Coliseu representa bem o avanço introduzido pelos romanos à engenharia de estruturas.Esses arcos são de concreto (de cimento natural) revestidos por alvenaria. Na verdade, a alvenaria era construída simultaneamente e já servia de forma para a concretagem.

Os assentos eram em mármore e a cavea, escadaria ou arquibancada, dividia-se em três partes, correspondentes às diferentes classes sociais: o podium, para as classes altas; as maeniana, sector destinado à classe média; e os portici, ou pórticos, construídos em madeira, para a plebe e as mulheres. O pulvinar, a tribuna imperial, encontrava-se situada no podium e era balizada pelos assentos reservados aos senadores e magistrados. Rampas no interior do edifício facilitavam o acesso às várias zonas de onde podiam visualizar o espectáculo, sendo protegidos por uma barreira e por uma série de arqueiros posicionados numa passagem de madeira, para o caso de algum acidente. Por cima dos muros ainda são visíveis as mísulas, que sustentavam o velarium, enorme cobertura de lona destinada a proteger do sol os espectadores e, nos subterrâneos, ficavam as jaulas dos animais, bem como todas as celas e galerias necessárias aos serviços do anfiteatro.

Influência do Coliseu

O Coliseu era sobretudo um enorme instrumento de propaganda e difusão da filosofia de toda uma civilização, e tal como era já profetizado pelo monge e historiador inglês Beda na sua obra do século VII "De temporibus liber": "Enquanto o Coliseu se mantiver de pé, Roma permanecerá; quando o Coliseu ruir, Roma ruirá e quando Roma cair, o mundo cairá".

O Coliseu é conhecido como o maior símbolo da cidade de Roma, e um dos melhores exemplos da engenharia e da arquitetura romana.

Representações na cultura

* No filme Gladiador, de 2000, de Ridley Scott, o Coliseu foi recriado via computer-generated imagery (CGI) para "restaurá-lo" à glória do século II. A imagem do edifício é geralmente acurada e dá uma boa impressão de como o hypogeum (porão) teria sido.

O Coliseu hoje

O coliseu atualmente é a maior atração turística de Roma, com milhares de turistas pagando para ver o interior da arena, embora a entrada seja subsidiada para cidadãos europeus, e grátis para europeus menores de 18 e maiores de 65 anos.

O Coliseu é lugar de cerimônias da Igreja Católica no século XX e século XXI. Por exemplo, a Via Crúcis, cerimônia realizada na Sexta-Feira Santa, tem uma das estações no Coliseu.

sábado, 20 de novembro de 2010

DIVINDADES: SEBEK, MITOLOGIA EGÍPCIA



Sebek ou Sobek é um deus solar egípcio, a deificação dos crocodilos.

Origens e atribuições

Originalmente Sebek era considerado um demônio, já que os crocodilos eram temidos em uma nação tão dependente do Nilo, seu culto começou como uma tentativa de pacificá-los, para que não mais atacassem barcos, gado e mesmo pessoas.

Gradualmente Sebek começou a simbolizar a produtividade do Nilo, a fertilidade que vinha do rio à terra, o que foi tornando-o um deus cada vez mais ambíguo. Algumas vezes Sebek podia ser visto como patrono do exército do faraó, devido à sua força e ferocidade.

Seu culto floreceu na época da décima-segunda dinastia. Originalmente "nativo" de Al Fayum, onde ainda há alguns templos ainda em pé, seu culto logo foi se espalhando para outros centros, como Tebas e Kom Ombo. Esta área (Al Fayum) era tão associada a Sebek que Arsinoe, uma de suas cidades (conhecida pelos Gregos como "Crocodilópolis") mantinha crocodilos domesticados, ornamentados com jóias e alimentados à mão. Os gregos chamavam estas criaturas de "Petsuchos" ou "aquele pertencente a Suchos" (Sobek para os gregos). Os Petsuchos eram vistos como encarnações de Sebek.

A natureza ambígua de Sebek levaram alguns a especular que ele era um reparado do mal que havia sido feito, diferente de uma estritamente boa, indo até o Duat restaurar o mal feito aos mortos. Também era conhecido como um dos deuses chamados por proteger as pessoas, efetivamente mantendo os perigos distantes delas. Desta forma ele era visto como um deus mais primitivo, eventualmente tido como avatar de outro deus primitivo: Amon. Logo após Amon ser considerado o deus líder e mais tarde se fundir com Rá (criando a entidade Amon-Rá), Sebek, como um avatar de Amon-Rá, ficou conhecido como Sebek-Rá.

Mais sobre Sebek

Sebek era descrito como um crocodilo comum ou um homem com cabeça de crocodilo segurando um Ankh, pela sua capacidade de desfaer o mal e curar doenças.

Quando considerado patrono do exército do faraó, ele era mostrado com o símbolo da autoridade real: O Uraeus.

Quando se tornou Sebek-Rá, ele era mostrado com o símbolo solar: Um disco solar sobre sua cabeça.

Nos mitos Ogdoades que apareceram em um período mais tardio no Egito, Sebek foi creditado por capturar os quatro filhos de Hórus em uma rede, quando eles emergiram do Nilo em uma flor de Lótus.

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: ODA NOBUNAGA

ODA NOBUNAGA

Oda Nobunaga (em japonês: 織田 信長)Oda Nobunaga (23 de Junho de 1534 - 21 de Junho de 1582) foi um grande daimyo do período Sengoku da história japonesa. Filho de Oda Nobuhide, um guerreiro de menor importância e poucas terras na província de Owari. Nobunaga Oda nasceu em 23 de Junho de 1534 no castelo de Nagoya e foi dado seu nome de infância de Kippōshi (em japonês: 吉法師). Sua mãe era Gozen Tsuchida esposa de Nobuhide, fazendo ele ser o primeiro filho legítimo; depois disso, aos dois anos se tornou o dono do castelo de Nagoya. Através da infância e começo da adolescência, ele era muito bem conhecido por seu comportamento bizarro e recebeu o nome de Owari no Ooutsuke (em japonês: 尾張の大うつけ Tolo de Owari).

Com a introdução de armas do fogo no Japão, entretanto, ele ficou conhecido por seu afeto pelas armas de fogo Tanegashima. Ele também era conhecido por correr com outros jovens da área, sem qualquer consideração por seu próprio ranking na sociedade.

Nobunaga casou-se com Nōhime, filha de Saitō Dōsan, por estratégia política; contudo, ela não gerava nenhuma criança e foi considerada estéril. Foi as suas concubinas Kitsuno e a Senhora Saka que geravam seus filhos. Foi Kitsuno que deu à luz ao filho mais velho de Nobunaga, Nobutada. O filho de Nobutada, Hidenobu Oda, se tornou o soberano do clã Oda depois das mortes de Nobunaga e Nobutada.

Nobunaga viveu uma vida de contínuas conquistas militares até conquistar quase todo o Japão, quando suicidou-se em 1582.

No que diz respeito à força militar, os sonhos revolucionários de Nobunaga não somente mudaram a maneira de guerrear-se no Japão, mas também, no processo, criaram uma das forças mais modernas do mundo de sua época. Ele desenvolveu, implementou e expandiu o uso de lanças de longo alcance (anticavalaria), armas de fogo, navios blindados e fortificações de castelos, em perfeito ajuste a batalhas envolvendo grande número de guerreiros, o que era comum à época. Nobunaga também instituiu um sistema de classes guerreiras especializadas escolhendo posições para seus súditos e demais cidadãos sob seu julgo de acordo com suas habilidades, e não somente pelo nome, ranking ou relação familiar que tivessem, como tinha sido feito em períodos históricos anteriores. Seus súditos também ganhavam terras de acordo com a quantidade de arroz que pudessem produzir, não pela extensão de suas terras. Esse sistema de organização, em especial, foi muito utilizado e desenvolvido por seu aliado Tokugawa Ieyasu na formação do xogunato Tokugawa em Edo.

O domínio e a grande inteligência de Nobunaga não se restringiam ao campo de batalha, pois ele também era um homem de negócios e entendia muito bem tanto os princípios de micro como os de macroeconomia. Primeiro, para modernizar a economia a partir de uma base agrária para atingir uma com base em manufatura e serviços, ele desenvolveu cidades-castelos que vieram a ser tanto os centros como as bases de economias locais. Em áreas sob seu controle, ele também construiu estradas entre essas cidades-castelos, não só com o objetivo de facilitar o comércio, mas também para que pudesse mover seu batalhões através de grandes distâncias em um curto espaço de tempo. O comércio internacional também foi expandido para além da China e da península Coreana até a Europa, ao mesmo tempo em que o comércio nambam (bárbaro) com as Filipinas, Sião e a Indonésia também era posto em prática.

Nobunaga também implantou medidas rakuichi rakuza como meio de estimular o comércio e a economia em geral. Essas políticas aboliram e proibiram monopólios, além de liberalizarem sindicatos, associações e guildas, que antes eram proibidas por serem vistas por Nobunaga como um impecílio ao comércio geral. Ele também desenvolveu isenções de impostos e estabeleceu leis para regular e facilitar empréstimos.

Ao conquistar o Japão do período Sengoku, Nobunaga acumulou grandes riquezas, gradualmente aumentando seu investimento em arte e cultura, o que sempre lhe tinha interessado. Mais tarde, porém, usou-se delas como mostra de seu poder e prestígio. Construiu vastos jardins e castelos que eram, em si mesmos, grandes obras de arte. Diz-se que o Castelo Azuchi, erigido às bordas do Lago Biwa, é o mais grandioso castelo do Japão, coberto de ouro e estátuas no exterior, e decorado com telas fixas, portas corrediças, paredes e pinturas no teto do lado de dentro feitas por seu súdito Kano Eitoku.

Nobunaga é lembrado no Japão como um dos personagens mais brutais do período Sengoku. Ele adotou o Cristianismo quando a religião infiltrou-se no Japão e a usou como desculpa para perseguir os monges de Ikko. Durante este período, seu súdito e mestre-de-chá Sen no Rikyu criou a cerimónia do chá, que Nobunaga difundiu, originalmente com a intenção de discutir política e negócios. O kabuki moderno também teve seu começo durante esse período, sendo completamente desenvolvido no início do período Edo.

Pelo fato de Nobunaga ser cristão (seu nome cristão era Gerônimo) e pela insensibilidade com que esmagou os Ikkoshu, conclui-se que ele não tinha o menor respeito pela religião tradicional. Em 1571, chacinou cerca de três mil monges do templo Enryakuji, no monte Hiei, um poderoso núcleo político e religioso do início do período Heian, porque aquele mosteiro o desafiara militarmente. Nobunaga era implacável com todo aquele que lhe fizesse frente, mas não deixava de reconhecer a autoridade imperial, nem a autoridade de outros templos e santuários desde que não pusessem em causa a sua hegemonia.

A tentativa de Oda Nobunaga para unificar tenka foi suspensa. Em 1582, enquanto ele e os seus companheiros estavam em Honnoji em Kyoto, Nobunaga foi surpreendido e assassinado por Akechi Mitsuhide, um dos seus principais generais. Os guerreiros de Nobunaga delegaram em Mitsuhide, que foi destronado dois dias depois por outro general de Nobunaga, Toyotomi Hideyoshi (1536-1598), que lhe sucedeu como o novo tenkajin.

Uma frase pode resumir o estilo de Oda Nobunaga: "Se o pássaro não canta, eu o mato."

SERES MITOLÓGICOS: ESPECIAL DRAGÕES

O Naga – República da índia
Naga é um tipo de dragão sem asas indiano, hindu, da cultura budista. A palavra Naga refere-se as características de ambas as serpentes e seres humanos. No hinduísmo, os Nagas são retratadas de maneira semelhante à família de dragões chineses, sendo natural que os espíritos se associem a fontes de água, mas também podem ser responsáveis em estilo europeu, por um tesouro imenso.


O Bakunawa – A República das Filipinas

O Bakunawa é realmente uma divindade que era representada como um dragão serpentino, segundo a mitologia filipina. Ele tem dois conjuntos de asas, bigodes, uma língua vermelha, e uma boca "do tamanho de um lago". Os filipinos acreditavam que os Bakunawas viviam no mar no momento em que o mundo tinha sete luas e que os dragões, sendo fascinados pela sua luz, passaram a consumir as luas. Assim, os dragões foram a causa dos eclipses. Para evitar que o mundo tornar-se escuro o povo iria sair de suas casas, levando os seus tachos e panelas, para fazer mais barulho que podiam, a fim de assustar os Bakunawas para que eles parassem de comer as luas. Curiosamente, o nome do dragão, Bakunawa, pode ser traduzido como "comedor de lua 'ou' comedor de homem ', sendo este último o típica dos dragões asiáticos.


O Yilbegan – Sibéria

O Yilbegän é mais estreitamente relacionado com os dragões turcos e eslavos da Europa do que aos do Leste da Ásia e, consequentemente, é retratado como o canibal e ogro ao invés de gentil e amável. Este dragão réptil está representado na mitologia dos dois grupos étnicos que vivem na Sibéria – os povos turcos e os tártaros da Sibéria – como um monstro polycephalous. Em algumas lendas o Yilbegän assume a forma de um dragão alado ou criatura serpentina, mas em outras ele é um leviatã que monta um boi com 99 chifres.


O Níðhöggr – Escandinávia
O Níðhöggr é uma espécie de dragão que existe na lenda nórdica. Ele vive sob uma árvore gigante de cinzas, o Yggdrasil ou Árvore do Mundo, que liga os nove mundos da mitologia nórdica juntos. Níðhöggr é geralmente traduzido como Malice Striker (às vezes como atacante no Escuro) e faz jus ao seu nome, como ele violentamente rói a raiz da Árvore do Mundo que o mantém preso acima de um caldeirão fervente, em Hel (Hel nórdicos é equivalente ao inferno em Inglês). Níðhöggr mastiga o seu caminho através da raiz da Árvore do Mundo que anuncia a chegada do Ragnarök e a posterior destruição do mundo.


O Zmaj – República da Eslovênia
O Zmaj vem da Eslovénia e tem muito em comum com os outros dragões eslavos – três cabeças que podem voltar a crescer se decapitado, pele escamosa verde e habilidades cuspindo fogo. Seu nome, Zmaj, é uma versão masculina da palavra serpente, que é geralmente feminina. Os dragões eslavos são geralmente semelhantes à outros dragões europeus e são apresentados em histórias cristãs de São Jorge, bem como histórias pré-cristãs em que são aliciadas para comer presentes contendo enxofre e, portanto, derrotados.


Os dragões Chuvash – Chuvashia
Os dragões Chuvash, de Chuvashia, no centro da parte européia da Rússia. Estes dragões são classificados como cuspidores de fogo, mas com a capacidade de se metamorfosear de dragão ao ser humano (e vice-versa). O povo ancestral da Chuvashians, que moram lá até hoje, eram búlgaros e contam a história de quando a cidade de Bilar foi fundada em cima de uma grande serpente. A serpente, que os búlgaros decidiram matar, pediu paz e foi-lhe dada asas por Deus – e o dragão veio a voar. O dragão mais famoso Chuvash, porém, é um chamado Veri Celen (literalmente, "cobra de fogo" em Chuvash), que foi capaz de assumir a forma humana a fim de visitar os homens e mulheres na noite e dormir com eles.


O Cuélebre – Asturias/Cantabria

O Cuélebre é a variedade espanhola de dragão, especificamente, das regiões das Astúrias e Cantábria. Serpente alada e com escamas coloridas, os Cuélebres são imortais e obcecados por objetos bonitos e brilhantes. Eles acumulam tesouros e fadas e ninfas loiras de contos de fadas. Confira a lenda relatando como o Cuélebre originou:

"Uma mulher bonita, jovem descrê advertências de sua família contra a pentear seu cabelo enquanto ela admira seu reflexo em uma poça de água. Infelizmente, a poderosa ninfa da água na piscina observa que ela negligencia suas tarefas em prol desta atividade. Uma vez que a menina penteia os cabelos na superfície da água, como um fio de seus cabelos cai, a ninfa aproveita a oportunidade para lhe ensinar uma lição. A ninfa amaldiçoa a garota, ela cresce mais ainda, o cabelo dela é substituído por cristas e sua pele coberta de escamas, e ela cria asas. Na forma de conto de fadas a moça só pode ser devolvida a seu estado original por um cavaleiro", que é tão bravo que ele não tem medo de dela e tem um coração tão puro que ele acha que ela linda." O Cuélebre se esconde em uma caverna à espera… "

Copiado descaradamente daqui:

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: OS HITITAS


OS HITITAS

Foi a chegada dos hititas, em torno do ano 2000 a.C., que deu unidade política à região da Anatólia. Até então, as populações que ali habitavam desde o neolítico haviam alcançado notável desenvolvimento cultural, mas mantinham-se independentes.

Os hititas foram um dos vários grupos indo-europeus que atingiram a Anatólia a partir do terceiro milênio a.C. Os hititas souberam assimilar as culturas autóctones da Anatólia para criar um estado poderoso, que resultou da extinção ou subordinação de comunidades isoladas, e uma notável civilização.

A integração dos pequenos povos da região em um poderoso estado ocorreu ao tempo do rei Labarna. Seu filho Hattusilis I reconstruiu a antiga cidade de Hattusa (posteriormente Bogazköy, na Turquia) e dali organizou incursões para o sudeste, chegando até o Eufrates, com intenção de apoderar-se do norte da Síria. Seu herdeiro e continuador chegou até a Babilônia, onde derrotou a dinastia amorrita em 1590 a.C. Com a morte de do rei, ocorreram lutas dinásticas, das quais saiu vencedor Telipinus I, que mobilizou o exército hitita para defender suas possessões na Anatólia dos ataques de povos vizinhos.

No princípio, os hititas não participaram das lutas entre egípcios e hurritas na Síria; mais tarde intervieram contra os egípcios, de quem arrebataram Alepo. No entanto, os hurritas logo depois ocuparam a cidade e uniram-se aos egípcios. O império hitita perdeu o controle da Síria e entrou em processo de decadência, agravado por invasões dos hurritas e de outros povos, como os kaska, do norte. A capital, Hattusa, foi incendiada durante um ataque.

Entre 1380 e 1346 a.C., o rei conseguiu reconquistar e repovoar a Anatólia e empreendeu a conquista da Síria. Esse foi o reinado em que a civilização hitita alcançou o ponto culminante. O novo império demonstrou a superioridade de seu exército frente aos egípcios e hurritas. Durante o reinado de Muwatallis, entre 1320 e 1294 a. C., ressurgiu a luta pela conquista da Síria e houve um grande choque entre hititas e egípcios na batalha de Kadesh. Mesmo com a área sob domínio hitita, o faraó Ramsés II proclamou-se vitorioso; a batalha foi representada no famoso relevo do templo egípcio de Karnak. Com Hattusilis III (1275-1250 a.C.), houve um período de estabilização, no qual empreenderam-se grandes construções em Hattusa e restabeleceu-se a amizade com o Egito.

Pouco depois do ano 1200 a.C., o império hitita desfez-se, provavelmente devido a incursões dos chamados "povos do mar" e dos frígios no interior. Algumas zonas da Cilícia e Síria mantiveram a identidade hitita e organizaram-se em pequenos principados independentes que, pouco a pouco, foram incorporados pelos assírios.

A história dos hititas foi reconstituída pelos arqueólogos a partir do século XIX, quando Archibald Henry Sayce começou a investigar a existência dos hittiim, a que o Antigo Testamento se refere como habitantes da zona palestina antes dos israelitas. A documentação escrita revelou a história desse povo, mas os períodos mais antigos, anteriores à escrita, permaneceram desconhecidos até achados arqueológicos mais completos. Os documentos hititas, gravados em tábulas e esculturas, demonstraram que a região da Anatólia teve uma notável organização política e social. A principal forma de escrita, de origem mesopotâmica, era a cuneiforme, embora no norte da Síria também se empregasse um tipo de hieróglifo. A língua hitita era indo-européia, ainda que com raízes de outros ramos lingüísticos.

Desde os tempos mais remotos, os chefes de estado adotavam o título de reis com caráter hereditário. O monarca era legislador, chefe do exército e juiz supremo. A assembléia de nobres, pankus, a cuja jurisdição estava submetido o monarca, foi criação de Telipinus, e sua função era a de um tribunal especial, que regulava a sucessão ao trono. O estado era do tipo feudal, sendo os familiares do rei os príncipes das cidades e estados vassalos. Em um nível inferior estavam os sacerdotes e os funcionários civis e militares e, abaixo desses, os artesãos e comerciantes das cidades. Nas zonas rurais encontravam-se os agricultores e os pastores, esses últimos habitualmente nômades. Os deportados, reféns de guerra e escravos chegaram a formar um contingente considerável na sociedade hitita. Os colonos povoavam as zonas rurais e recebiam do governo sementes e animais para trabalhar a terra.

A administração das aldeias estava a cargo dos anciãos ou notáveis. O exército era numeroso e constava de unidades de infantaria e de carros ligeiros. Hábeis na arte da cavalaria - sobre a qual escreveram um tratado - os hititas alcançaram grande perfeição no manejo de carros dotados de arqueiros, com que atacavam de surpresa seus inimigos e deslocavam-se silenciosamente à noite. Consideravam a guerra como uma decisão divina, se bem que não deixassem de mostrar grande interesse pela justiça e acordos internacionais, como testemunham os numerosos textos legais encontrados.

Os hititas respeitaram e toleraram as formas religiosas dos povos autóctones e chegaram a integrar em seu panteão inúmeros deuses de outras procedências. Os mais importantes eram a deusa solar e o deus da tempestade. O rei era também sumo sacerdote, considerado intermediário entre as divindades e os homens. Diversos documentos descrevem as preces e os rituais nos grandes festivais religiosos.

A arte hitita que sobreviveu está ligada geralmente ao culto religioso. Não foram encontrados restos anteriores a 1.400 a.C. Exceção feita para a arquitetura, de tipo ciclópica, da qual existem restos nas tumbas de Alaca Hüyük, bem como nas muralhas e na acrópole de Hattusa, a arte é especialmente abundante em esculturas. Nela manifesta-se a influência de egípcios e babilônios, povos mais avançados. No período do novo império, a escultura destacou-se por apresentar maior originalidade, ainda que conservando a rusticidade do estilo; maior volume e naturalismo aparecem em relevos de um deus da Porta do Rei, em Hattusa. Da Síria os hititas copiaram as esculturas monumentais de animais, como leões e esfinges, protetores das portas das cidades. Alcançaram alto nível artesanal na cerâmica e no trabalho de metais preciosos, assim como na carpintaria.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

DIVINDADES: NUIT, MITOLOGIA EGÍPCIA


Na mitologia egípcia, Nuit era a deusa dos céus, ao contrário de muitas outras mitologias, onde o Pai dos Céus é quase sempre uma figura masculina. Nuit é a filha de Shu e Tefnut. Ela era uma do Grupo dos nove.

, o deus do sol entrou em sua boca após o pôr-do-sol no anoitecer e renasceu de sua vulva na manhã seguinte. Ela também engoliu e renasceu as estrelas.

Ela era a deusa da morte, e sua imagem está no lado de dentro da maioria dos sarcófagos. O faraó entrava no corpo dela após a morte e posteriormente era ressuscitado.

Na arte, Nuit é representada como uma mulher sem roupas, cobertas com as estrelas e sustentada por Shu; o oposto a ela (o céu), é o seu marido, Seb (a Terra). Com Seb, ela foi a mãe de Osíris, Ísis, Set, e Néftis.

Alternativas: Nu, Nut

Curiosamente, o francês nuit significa "noite".

No túmulo de Tutankhamon foi encontrado junto a sua múmia um peitoral no qual era invocado a proteção desta deusa: “Nut minha divina mãe, abre tuas asas sobre mim enquanto brilharem nos céus as imorredouras estrelas”.

CULTURAS ORIENTAIS: HISTÓRIA DA RÚSSIA


Antes da era cristã, a Rússia era habitada por diversos grupos étnicos dispersos. O norte era ocupado pelos eslavos e o sul, pelos povos asiáticos. Estes por sua vez foram expulsos pelos godos, que estabeleceram uma reino no mar Negro. Os eslavos, um povo comercial, foram fundando burgos e postos de comércio. A partir do século X, a Rússia estreitou relações comerciais com o Império Bizantino e aproximou-se da religião católica. Em 988, Vladimiro I converteu o povo russo ao cristianismo. Posteriormente, o Estado foi sendo desmembrado em pequenos principados autónomos. No século XIII, os mongóis invadiram a Rússia e tomaram todo o território que está compreendido entre o Adriático e o Pacífico. O oeste estava sob o domínio dos polacos, dos cavaleiros teutónicos, dos lituanos e de uma ordem religiosa. No século XIV formou-se um Estado soberano, centralizado, governado pelo príncipe Ivan III, onde a igreja ortodoxa tinha um grande poder. Na segunda metade do século XVI, o Estado russo integrava os povos da região adjacente ao médio e baixo Volga, os montes Urais e a Sibéria Ocidental. No século XVII a Rússia tornou-se uma grande potência europeia.

O seu Estado foi reorganizado, bem como o Governo e a sociedade. Passaram a ser adoptadas formas de governo mais ocidentais, com a criação de um senado e ministérios. A indústria foi desenvolvida e as relações externas fomentadas, sobretudo através do comércio com os ingleses. Pedro, o Grande, que ascendeu ao trono em 1682, foi o grande mentor das mudanças sociais, culturais e científicas que ocorreram na Rússia. Em 1721, Pedro, o Grande foi proclamado imperador do Império Russo. Em 1805, a Rússia juntou-se à Prússia e à Áustria contra Napoleão I. Com a invasão napoleónica à Rússia, as relações com a França foram-se deteriorando.

No reinado de Nicolau I, o Império Russo alargou as suas fronteiras. A expansão foi feita em três direcções: para sul, em direcção ao Mediterrâneo; para o Cáucaso e Ásia Central; e para este, em direcção ao oceano Pacífico. O imperador conquistou a Moldávia e a Valáquia, toda a região de Amur e na Ásia Central, foi até às fronteiras da Índia.

Em 1864 foi decretada a emancipação dos servos e em cada distrito foi criada uma assembleia e uma junta executiva (zemstvo). Os movimentos revolucionários ganharam força e Alexandre III instaurou de novo medidas repressivas, para os silenciar. As ideias revolucionárias e as teorias de marxistas propagaram-se pelos empregados fabris e pelos camponeses. A derrota da Rússia com o Japão, na guerra pela expansão na Ásia Central, contribuiu para aumentar o fervor revolucionário. Numa manifestação, em 1905, as tropas do czar fizeram centenas de vítimas, num massacre que ficou conhecido como o «Domingo Sangrento». As greves e os distúrbios propagaram-se por todo o país. A I Guerra Mundial veio agravar as dificuldades económicas e as tensões sociais que ser viviam no Império Russo.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

GRANDES PERSONALIDADES DA HISTÓRIA: ASHOKA

Ashoka é considerado o primeiro imperador da Índia, pois foi o primeiro a reinar sobre grande parte do sub-continente indiano, com excepção da regiões do sul.

O rei Ashoka, filho do rei Bindusara, foi o terceiro da dinastia Maurya. Nasceu cerca de 304 A.C.

Parece ter havido uma guerra de sucessão durante dois anos, durante a qual pelo menos um dos seus irmãos foi morto. Ashoka começou a governação cerca de 274 A.C..

Em 262 A.C., Ashoka conquistou a região de Kalinga, correspondente aproximadamente ao moderno Estado de Orissa. A mortandade e sofrimento resultantes desta guerra provocaram uma alteração na personalidade do rei. Desde então, governou o seu vasto império sob o signos da paz, moralidade, respeito, justiça, prosperidade, sem esquecer a proteção da natureza vegetal e animal.

Protegeu e apoiou a doutrina budista com respeito pelas outras religiões. Ashoka chegou a criar um ministério para a moral e a religião cerca de 261 A.C.. No ano 253 A.C. convocou um concílio budista para Pataliputra, a capital. Diz-se que construiu 84000 stupas (santuários budistas).

Ashoka desenvolveu a culturas do arroz e do algodão. Desenvolveu o comércio interno e com o exterior. A Índia exportava especiarias, pedras preciosas, elefantes, algodão, etc. e importava seda, cavalos e ouro.

Muito do pouco que se sabe hoje do rei Ashoka resulta da decifração dos seus éditos inscritos em pedra.

Ashoka mandou construir colunas encimadas por um capitel com quatro leões em posição de dorso contra dorso. Por baixo de cada leão está uma roda. Este capitel de leões tornou-se um emblema nacional da Índia, figurando em muito símbolos oficiais e a roda foi incorporada na bandeira da Índia.

Ashoka morreu em 232 A.C..

O império desmoronou-se em 180 A.C., apenas cerca de 50 anos após a morte de Ashoka. Atribui-se este desenlace às grandes despesas com um enorme exército necessário durante as conquistas, mas supérfluo em tempo de paz e também a problemas religiosos.


Bibliografia
Les mystères de l’Inde (L’Histoire – 2003)

The edicts of King Ashoka – Ven. S. Dhammika (1993)

Fonte: http://www.grupoescolar.com/

DIVINDADES: PARVATI, MITOLOGIA HINDU


Parvati (sânscrito: Pārvatī, पार्वती), às vezes escritas Parvathi ou Parvathy, é uma deusa hindu e nominalmente a segunda consorte de Shiva, o deus hindu da destruição e renovação. No entanto, ela não é diferente de Sáti, sendo a reencarnação da ex-consorte de Shiva. Ela também é a mãe de Ganesha, Skanda (Kartikeya). Algumas comunidades também acreditam que ela é a irmã de Vishnu e Shaktas. Ela é considerada como a derradeira Divina Shakti - a encarnação da energia total do Universo. Em muitas interpretações das escrituras, Parvati é também considerada como uma representação de Shakti, embora com aspecto mais suave do que a deusa mãe, porque ela é uma deusa. Ela é considerada a filha do Himalaia.

Parvati quando retratada junto com Shiva aparece com duas armas, mas, quando sozinha, ela é mostrada com quatro braços, e astride um tigre ou leão. Geralmente considerada uma deusa benigna, mas também tem aspectos temerosa como Durga, Kali, Chandi e os Mahavidyas bem como benevolente formas como Mahagauri, Shailputri e Lalita. Às vezes, Parvati é considerado como a suprema Mãe Divina e todas as outras deusas são referidas como encarnações ou manifestações dela. Em Shavias, Parvati e Durga são iguais, mas seguidores de Shakti e Vishnu consideram Durga, Kali e Chandi como aspectos temerosos de Parvati, considerando-se ela como Deusa Suprema.

domingo, 17 de outubro de 2010

V. CHICHEN ITZÁ (MÉXICO)


V. CHICHÉN ITZÁ (MÉXICO)

Chichén Itzá (do iucateque: Chi'ch'èen Ìitsha) é uma cidade arqueológica maia localizada no estado mexicano de Iucatã que funcionou como centro político e económico da civilização maia. As várias estruturas – a pirâmide de Kukulkán, o Templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas, e o Campo de Jogos dos Prisioneiros – podem ainda hoje ser admiradas e são demonstrativas de um extraordinário compromisso para com a composição e espaço arquitetónico. A pirâmide foi o último e, sem qualquer dúvida, o mais grandioso de todos os templos da civilização maia. O nome Chichén-Itzá tem raiz maia e significa "na beirada do poço do povo Itza". Estima-se que Chichén-Itzá foi fundada por volta dos anos 435 e 455. Foi declarada Património Mundial da Unesco em 1988.

HISTÓRIA

Chichen Itzá ganhou proeminência regional em aproximadamente 600 a.C., mas foi no final dos século clássico que tornou-se um grande centro político regional. A ascensão de Chichen Itzá está relacionada ao declínio de outros centros regionais das planícies do sul de Iucatã, como, por exemplo, Tikal.

Algumas fontes etnográficas afirmam que em 987 um rei tolteca de nome Topiltzin Ce Acatl Quetzalcoatl dominou esta região com o apoio de algumas tropas maias e fez de Chichén Itzá a capital, juntamente com Tula Xicocotitlan. A paritr de então houve uma aglutinação entre os estilos arquitetônicos do povo maia e dos toltecas. A arte e a arquitetura desse período mostra uma mistura interessante de Maya e estilos tolteca. Alguns estudiosos afirmam que neste período a região não fora liderada por um único governante, mas por um conselho formado pelos mais notórios cidadãos. Entretanto, recentemente esta teoria vêm sendo menos apontada pelos historiadores durante as pesquisas sobre a origem de Chichén Itzá.

Durante a era de ouro de Chichén Itzá, a cidade experimentou um período de forte crescimento econômico e tornou-se o centro financeiro de Iucatã. As rotas de comércio possibilitaram a obtensão de ouro e outros recursos minerais para a região.

Segundo o Chilam Balam a cidade foi conquistada por Hunac Ceel no século XIII. Hunac Ceel propôs sua ascensão ao poder e controle da região. Na época as crenças maias destiguiam dolinas chamadas de Cenotes Sagrados e durante algumas cerimônias indivíduos eram lançados nestes Cenotes. Se algum indivíduo sobrevivesse, este era considerado de linhagem sagrada. Mas, durante uma das cerimônias não houve sobreviventes e Hunac Ceel se auto-proclamou rei de Chichén Itzá.

Embora existam algumas evidências arqueológicas que indicam que Chichén Itzá foi saqueada, algumas fontes históricas provam que a região não poderia ser atacada por ladrões. A questão está envolvida em um grande enigma arqueológico até os dias atuais. Após o período de ouro, acredita-se que Chichén Itzá entrou em declínio, mas alguns estudiosos sugerem que a região não foi completamente abanonada, já que os cenotes foram usados como local de pregrinação durante o extermínio do povo maia.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

IV. MACHU PICCHU (PERU)



IV. MACHU PICCHU (PERU)

Machu Picchu (em Portugal também denominado de Machu Pichu), em quíchua Machu Pikchu, "velha montanha", também chamada "cidade perdida dos Incas", é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, atual Peru. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas.

Consta de duas grandes áreas: a agrícola formada principalmente por terraços e recintos de armazenagem de alimentos; e a outra urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus reais.

A disposição dos prédios, a excelência do trabalho e o grande número de terraços para agricultura são impressionantes, destacando a grande capacidade daquela sociedade. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Segundo a histórica inca, tudo planejado para a passagem do deus sol.

O lugar foi elevado à categoria de Património mundial da UNESCO, tendo sido alvo de preocupações devido à interacção com o turismo por ser um dos pontos históricos mais visitados do Peru.

Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque.

Pela obra humana e pela localização geográfica, Machu Picchu é considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO. A 7 de julho de 2007, em Lisboa, estádio da Luz, Portugal, o monumento foi eleito e considerado oficialmente como uma das sete maravilhas do Mundo.

HISTÓRIA

Machu Picchu no séc. XIX

Em 1865, no curso de suas viagens de exploração pelo Peru, o naturalista italiano Antonio Raimondi passou ao pé das ruínas sem sabê-lo e menciona o quão escassamente povoada era a região na época. Porém, tudo indica que foi por esses anos que a região começou a receber visitas por interesses distintos dos meramente científicos.

De fato, uma investigação em curso divulgada recentemente revela informação sobre um empresário alemão chamado Augusto Berns que em 1867 não só havia "descoberto" as ruínas mas também havia fundado uma empresa "mineira" para explorar os presumidos "tesouros" que abrigavam (a "Compañía Anónima Explotadora de las Huacas del Inca"). De acordo com esta fonte, entre 1867 e 1870 e com a aprovação do governo de José Balta, a companhia havia operado na zona e logo vendido "tudo o que encontrou" a colecionadores europeus e norte-americanos.

Conectados ou não com esta suposta empresa (cuja existência espera ser confirmada por outras fontes e autores) o certo é que nesta época que os mapas de prospecções mineiras começam a mencionar Machu Picchu. Assim, en 1870, o norte-americano Harry Singer coloca pela primeira vez em um mapa a localização do Cerro Machu Picchu e se refere ao Huayna Picchu como "Punta Huaca del Inca". O nome revela uma inédita relação entre os incas e a montanha e inclusive sugere un caráter religioso (uma huaca nos Andes antigos era um lugar sagrado).

Um segundo mapa de 1874, elaborado pelo alemão Herman Gohring, menciona e localiza em seu local exato ambas montanhas.

Por fim, em 1880 o explorador francês Charles Wiener confirma a existência de restos arqueológicos no lugar (afirma "há ruínas na Machu Picchu"), embora não possa chegar ao local. Em qualquer caso está claro que a existência da suposta "cidade perdida" não se havia esquecido, como se acreditava até há alguns anos.

Redescobrimento

Foi o professor norte-americano Hiram Bingham quem, à frente de uma expedição da Universidade de Yale, redescobriu e apresentou ao mundo Machu Picchu em 24 de julho de 1911. Este antropólogo, historiador ou simplesmente, explorador aficcionado da arqueologia, realizou uma investigação da zona depois de haver iniciado os estudos arqueológicos. Bingham criou o nome de "a Cidade Perdida dos Incas" através de seu primeiro livro, Lost City of the Incas. Porém, naquela época, a meta de Bingham era outra: encontrar a legendária capital dos descendentes dos Incas, Vilcabamba, tida como baluarte da resistência contra os invasores espanhóis, entre 1536 e 1572. Ao penetrar pelo cânion do Urubamba, Bingham, no desolado sítio de Mandorbamba, recebeu do camponês Melchor Arteaga o relato que no alto de cerro Machu Picchu existiam abundantes ruínas. Alcançá-las significava subir por uma empinada ladeira coberta de vegetação.

Quando Bingham chegou à cidade pela primeira vez, obviamente encontrou a cidade tomada por vegetação nativa e árvore. E também era infestada de víboras.

Embora céptico, conhecedor dos muitos mitos que existem sobre as cidades perdidas, Bingham insistiu em ser guiado ao lugar. Chegando ao cume, um dos meninos das duas famílias de pastores que residiam no local o conduziu aonde, efetivamente, apareciam imponentes construções arqueológicas cobertas pelo manto verde da vegetação tropical e, em evidente estado de abandono há muitos séculos. Enquanto inspecionava as ruínas, Bingham, assombrado, anotou em seu diário:
Cquote1.svg Would anyone believe what I have found?" (Acreditará alguém no que encontrei?) Cquote2.svg
— Hiram Bingham

Depois desta expedição, Bingham voltou ao lugar em 1912 e, nos anos seguintes (1914 e 1915), diversos exploradores levantaram mapas e exploraram detalhadamente o local e os arredores.

Suas escavações, não muito ortodoxas, em diversos lugares de Machu Picchu, permitiram-lhe reunir 555 vasos, aproximadamente 220 objetos de bronze, cobre, prata e de pedra, entre outros materiais. A cerâmica mostra expressões da arte inca e o mesmo deve dizer-se das peças de metal: braceletes, brincos e prendedores decorados, além de facas e machados. Ainda que não tenham sido encontrados objetos de ouro, o material identificado por Bingham era suficiente para inferir que Machu Picchu remonta aos tempos de esplendor inca, algo que já evidenciava seu estilo arquitetônico.

Bingham reconheceu também outros importantes grupos arqueológicos nas imediações: Sayacmarca, Phuyupatamarca, a fortaleza de Vitcos e importantes trechos de caminhos (Caminho Inca), todos eles interessantes exemplos da arquitetura desse império. Tanto os restos encontrados como as evidências arquitetônicas levam os investigadores a crer que a cidade de Machu Picchu terminou de ser construída entre fim do século XV e início do século XVI.

A expedição de Bingham, patrocinada não somente pela Universidade de Yale como também pela National Geographic Society, foi registrada em uma edição especial da revista, publicada em 1913, contendo um total de 186 páginas, que incluía centenas de fotografias.