quinta-feira, 30 de abril de 2009

DIVINDADES: SETH, MITOLOGIA EGÍPCIA


SETH


Seth (ou Set) é o deus egípcio da violência e da desordem, da traição, do ciúme, da inveja, do deserto, da guerra, dos animais e serpentes. Seth era encarnação do espírito do mal e irmão de Osíris, o deus que trouxe a civilização para o Egito. Seth era também o deus da tempestade no Alto Egito. Era marido e irmão de Néftis. É descrito que Seth teria rasgado o ventre de sua mãe Nut com as próprias garras para nascer. Ele originalmente auxiliava Rá em sua eterna luta contra a serpente Apep na barca lunar, e nesse sentido Seth era originalmente visto como um deus bom.

A traição de Néftis e suposta inveja de Seth

Algumas versões contam que na verdade ele foi traído por Néftis com Osíris, daí seu assassinato. O maior defensor dos oprimidos e injustiçados, tinha fama de violento e perigoso, uma verdadeira ameaça. Conta-se que Set ficou com inveja de Osíris e trabalhou incessantemente para destruí-lo (versões contam que Néftis, esposa de Seth, fora seduzida por Osíris, o que seria uma ressalva. Anúbis teria sido concebido desta relação). Auxiliado por 72 conspiradores, Seth convidou Osíris para um banquete. No decurso do banquete, Seth apresentou uma magnífica caixa-sarcófago (ataúde) que prometeu entregar a quem nela coubesse. Os convidados tentaram ganhar a caixa, mas ninguém cabia nesta, dado que Seth a tinha preparado para as medidas de Osíris. Convidado por Seth, Osíris entra na caixa. É então que os conspiradores, sits, servos do proprio Seth trancam-na e atiram-na para o rio Nilo. A corrente do rio arrasta a caixa até o mar Mediterrâneo, acabando por atingir Biblos (Fenícia). Ísis, desesperada com o sucedido, parte à procura do marido, procurando obter todo o tipo de informações dos que encontra pelo caminho. Chegada a Biblos Ísis descobre que a caixa ficou inscrustrada numa árvore que tinha entretanto sido cortada para fazer uma coluna no palácio real. Com a ajuda da rainha, Ísis corta a coluna e consegue regressar ao Egito com o corpo do amado, que esconde numa plantação de papiros.

Contudo, Seth encontrou a caixa e furioso decide esquartejar em 14 pedaços o corpo, que espalha por todo o Egito; segundo alguns textos do período ptolomaico, teriam sido 16 ou 42 partes. Quanto ao significado destes números, deve-se referir que o 14 é o número de dias que decorre entre a lua cheia e a lua nova e o 42 era o número de províncias (ou nomos) em que o Egito se encontrava dividido.

Suas acções fizeram com que a maioria dos outros deuses se voltassem contra ele, mas Seth achava que seu poder era inatacável. Hórus, filho de Ísis e Osíris, conseguiu matar Seth, que acabou identificado como um deus do mal. Em algumas versões, Hórus castra Seth ao invés de matá-lo.

Aparência

Seth é intimamente associado a vários animais, como cachorro, crocodilo, porco, asno e escorpião. Sua aparência orelhuda e nariguda era provavelmente um agregado de vários animais, em vez de representar somente um. Ele também é representado como um hipopótamo, considerado pelos egípcios como uma criatura destrutiva e perigosa. Nos quadrinhos da Marvel Comics e de Conan, o bárbaro, Seth é descrito erroneamente como uma grande serpente. Na verdade a grande serpente era uma referencia a Apep, inimiga de Rá, e esta ironicamente era combatida por Seth.

Adicionais

Seth é o deus do caos, também do deserto e das terras estrangeiras. No Livro dos Mortos, Seth é chamado "O Senhor dos Céus do Norte" e é considerado responsável pelas tempestades e a mudança de tempo. A história do longo conflito entre Seth e Hórus é vista por alguns como uma representação de uma grande batalha entre cultos no Egito cujo culto vencedor pode ter transformado o deus do culto inimigo em deus do mal. Seth é, na verdade, a representação do supremo sacrifício em prol da justiça.


terça-feira, 28 de abril de 2009

SERES MITOLÓGICOS: GIGANTE


Gigante



Gigantes são figuras comuns em folclores e lendas, sendo caracterizados como humanos ou humanóides de grande tamanho, que varia em cada lenda. Graças à sua grande estatura são atribuídos a gigantes grandes força e resistência, algumas vezes são retratados como burros e ignorantes e outras como inteligentes e até amigáveis. Um conceito simples, gigantes aparecem em lendas e historias de todos o mundo, até mesmo sendo citados na Bíblia.


segunda-feira, 27 de abril de 2009

DIVINDADES: KAMI, MITOLOGIA JAPONESA





髪の3つの意味があります:
1 。という言葉' Seishin ' (心、精神の表意文字の意味) 、または'超自然的な力をshinsen ' (中国の隠者) 。この意味は、中国から来ました。
2 。神道の神は、人間として一般的ではない権限を持つ:自然霊、保護の祖先は、神道の宗教の実践に関連する神々 。
3 。神や神々 。 16世紀には、日本ではカトリックの導入によって、神に翻訳されてdeusu神と仏の終わりを区別するための日本語。しかし、明治時代の床deusu髪に交換されました。

神道の神

神道政治家です。つまり、多くの神々は認識しています。という用語を参照するために使用される"神" 。ただし、この言葉は、正確には、一神教の宗教では対応していません"神からのものです。 "これらの宗教は、 "神の超越と優位性は、上記の世界の住人のセンスがある。また、それらの神道の神々には、概念だけでは不十分です。目に見えない神の霊と強力なあらゆることを意味します。言葉の語源は、高い、高最高"の意味にリンクされているとの翻訳よりはましだ。古代の経典には、他の名前を指定するには、神が、表示される全ての不用になった。
原則として、神は、神と悪魔の両方顕著だったという。この文字の後に神聖として指定するに移動しますが失われました。神聖を認識するまでは、ある意味では、髪をリンクされるように見えていたが徐々に神の役割とされたオブジェクトで、各村では、尊敬。今日、多くの神です。無数の経典800 ( 8000000 )が、この番号を話す神々の現実を尊敬一致しませんでした。とにかく、髪を大量に、国民の多くも、名前がないの村からの常連客にしている:彼らは単純にローカルの神です。

髪の種類

*神自然の理解力にリンクします。優れた強度と異常な現象や不思議な文字のいずれかの所有者は、神として崇拝されるようになりました。したがって、我々 (太陽、月、星) 、天候(雨、嵐、雷) 、人間の活動(食品、作物、米)神星関連している。人格の一部の機能を開発しているこれらの一般的に髪disidentified 、 hierofaniasされています。このグループは、日本で最も著名なrenovatio :太陽、アマテラスまたは、三上、日本では伊勢国からは、世界最大規模のこのような神々のオブジェクトを一時的または永続的な儀式を降りるdeign神社の女神と考えで尊敬されると、信徒の遺体;

*髪不妊と成長に関連する、強いと創造力で、生活の忠実な守備によって呼び出さ、危険な状態に;

*また、神として尊敬されており、この神道の特異な、興味深い側面は、一部の人間。英雄たちは、さまざまなレベルで立って、神と尊敬し、日本各地には多くの寺院と考えていると考えることができます長い髪は、皇帝が追加され、これらの一部は、太陽の女神が住むから直接下る先祖や地域社会の創設者も区別するためには、死者の霊の神:これらのいくつかの神のみを考慮することができますdivinizados.Háした。

*天然木のような特定の要素は、河川は、忠実なカスケードのあこがれの原因は、温泉地。この場合には、それ自体では、神とは見なされませんが、そのアドレスを入力します。具体的には、神の意思であり、だからこそ彼は尊敬に値するです。すべては、山々の教団に値する特別な言及。温泉の由来は川の水は農業に欠かせない共通の日本では、特に重要です。重要とされたため、神のような尊敬のアドレスに検討した。

この多様性*にもかかわらず、それらの間の共通の神の多くの側面がある:

*神々は通常、人格なく、あいまいされ、無形、それらを同時に複数の場所で生活することができます;

* 、 、全知全能または絶対的な考えは、富を与えられたことはありません。したがって、他の神道の神々の可能性を認識し;

*ただし、神男に優れているとのこと、過去、現在および将来の知識を持っています。自然を支配以上の新株予約権の行使は、男性に有利には、適用することがあります。そのため、信者の祈りに、彼らの好意に復帰して指揮しています。

*すべての嫌悪感があるが、これだけは無料ですが、人々は、不純物を認める、その原因については、不純な処罰を起動しています。

quinta-feira, 23 de abril de 2009

SERES MITOLÓGICOS: MINOTAURO

Minotauro

Na Mitologia grega, o Minotauro era uma criatura meio homem e meio touro. Ele morava no Labirinto, que foi elaborado e construído por Dédalo, a pedido do rei Minos, de Creta, para manter o Minotauro por lá, bem longe do povo de Creta. O Minotauro foi eventualmente morto por Teseu.
Minotauro é o grego para Touro de Minos. O touro também era conhecido como Asterião (ou Astérios), nome compartilhado com o pai adotivo de Minos.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

DIVINDADES: SATURNO, MITOLOGIA ROMANA



SATURNO



Saturno era um deus romano, equivalente ao grego Cronos. Era um dos titãs, filho do Céu e da Terra. Com uma foice dada por sua mãe mutilou o pai, Urano, tomando o poder entre os deuses. Expulso do céu por seu filho Júpiter (Zeus), refugiou-se no Lácio. Lá exerceu a soberania e fez reinar a idade do ouro, cheia de paz e abundância, tendo ensinado aos homens a agricultura. Em Lácio, criou uma família e uma conduta novas, vindo a ser pai de Pico (Carece de informação). Os Romanos que, segundo outras tradições, atribuem a origem de Roma a Saturno, construíram-lhe um templo e um altar à entrada do Fórum, no Capitólio. Atribui-se ainda a Saturno a criação de divindades como Juno ou Hércules e de heróis como Rómulo.
Os Romanos, com receio que o deus abandonasse o seu lugar (na República depositava-se no seu templo o tesouro do Estado), prenderam a sua estátua com faixas de lã e não a libertavam senão quando se realizavam as Saturnais. Com efeito, estas festas populares, celebradas anualmente por volta do soistício de Inverno, pretendiam ressuscitar por um certo tempo a época maravilhosa em que os homens tinham vivido sem contrariedades, sem distinções sociais, numa paz inviolada. Era uma semana de repouso livre e feliz, durante a qual todas as actividades profissionais eram suspensas - até as campanhas militares eram interrompidas - e se realizavam inúmeros banquetes, onde os cidadãos substituíam a toga pela túnica e serviam os seus escravos que, desobrigados das suas funções habituais, falavam sem papas na língua.
Estas festividades desembocavam, inevitavelmente, em grandes orgias. O culto de Saturno não se propagou com a mesma amplitude em todo o mundo romano, tendo sido objecto de um fervor excepcional junto das populações de África. "Dominus Saturnus" representa para estas o deus fertilizador da terra e, igualmente, o sol, assim como a lua. Espécie de divindade suprema do céu, instalada muitas vezes em substituição dos deuses fenícios, o Saturno africano foi, como Moloque, apreciador de vítimas humanas. Estas práticas cessaram sob o Império e foram substituídas por libações e por sacrifícios de touros e de carneiros.

O sábado é o dia consagrado a Saturno.

O Saturno itálico é representado nas moedas como nas pinturas de Pompeia - testemunho ambivalente da sua actividade agrária e da sua identificação com o castrador Cronos - com a serpente na mão. Um baixo-relevo do museu do Capitólio, réplica de um modelo grego, apresenta-o como Cronos, sentado no trono, recebendo das mãos de sua mulher (por vezes chamada Opes nos textos latinos) a pedra envolvida em panos que ele confundiu com Júpiter recém-nascido.
O Saturno africano é um homem de barba curta, penteado com calátides. Mas o deus chega a figurar, na mesma estrela, com três aspectos distintos: deus barbudo com a foice, jovem deus solar com a cabeça ornada de raios e jovem deus lunar coroado com o crescente.

terça-feira, 21 de abril de 2009

SERES MITOLÓGICOS: HARPIA



Harpia


Na mitologia grega freqüentemente representados como aves de rapina com rosto de mulher e seios. Na história de Jasão, as harpias foram enviadas para punir o rei cego Fineu, roubando-lhe a comida em todas as refeições. Muitas pessoas também acreditam que as harpias eram mulheres com asas, bico e pés de pássaros. Mas não há nenhuma afirmação científica neste caso. As Harpias eram irmãs de Íris, Filhas de Tifão e Equídina.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

DIVINDADES: TIAMAT, MITOLOGIA BABILÔNICA


TIAMAT



Tiamat é uma deusa das mitologias babilônica e sumérica. Na maioria das vezes Tiamat é descrita como uma Serpente do Mar ou um Dragão mas nenhum texto foi encontrado nos quais contenham uma associação clara com essas criaturas.
No Enuma Elish sua descrição física contém, uma cauda (rabo), coxas, "partes baixas", abdômen, tórax, pescoço e cabeça, olhos, narinas, boca e lábios. E por dentro coração, artérias e sangue.
Contudo há uma etimologia semita que pode ajudar a explicar por que Tiamat é descrita como uma serpente. No mito fragmentado "Astarte e o Tributo do Mar" no inglês Astarte and the Tribute of the Sea, há uma menção de "Ta-yam-t" o que parece ser uma referência de uma serpente (*Ta - *Tan) marítima (*Yam). Se tal etimologia estiver correta irá explicar a conexão entre Tiamat e Lotan (Lo-tan, Leviathan).
Apesar do Enuma Elish descrever que Tiamat deu a luz a Dragões e Serpentes, são incluídos entre eles uma grande lista de monstros como Homens Escorpiões e as Sereias. Porém nenhum texto diz que eles se parecem com a mãe ou se limitam a criaturas aquáticas.
Inicialmente, quando o mundo cultuava divindades femininas com suas várias faces, Tiamat era adorado como a mãe dos elementos. Tiamat foi responsável pela criação de tudo que existe. Os deuses eram seus filhos, netos e bisnetos.

Mitologia

O deus Ea (Enki - Eä), acreditava que Apsu se elevou, com o caos que eles criaram, e estavam planejando assassinar os deuses mais novos; e então Ea o matou. Isso enraiveceu Kingu - filho de Tiamat e Apsu - o qual reportou o fato a Tiamat, que criou mais mostros para batalhar contra os deuses. Tiamat possuía as Tábuas do Destino e na batalha decisiva ela as deu á Kingu, o qual era seu filho e líder dos exércitos de Tiamat. Os deuses ficaram desesperados, mas Marduk (Anu - filho de Eä), fez uma promessa de que seria reverenciado como "Rei dos Deuses". Ele batalhou contra Tiamat, armado com flechas do Vento, uma rede, um cajado e sua Lança Invencível.
Cortando Tiamat ao meio, fez de seu tórax o vácuo entre o céu e a terra. Seus olhos de lágrimas se tornaram a fonte do Rio Eufrates e Tigris. Com a permissão dos outros deuses eles tomaram as tabletas do destino de Kingu, instalando-se como o cabeça do Templo Babilônico. Kingu foi capturado e posteriormente assassinado, e seu sangue vermelho foi misturado com a terra vermelha criada do corpo de Tiamat, para então formar o corpo da humanidade. Criado para agir como servos dos deuses mais novos Igigi.

SERES MITOLÓGICOS: CICLOPE


Ciclope


Eram gigantes imortais com um só olho no meio da testa que, segundo o hino de Calímaco, trabalhavam com Hefesto como ferreiros, forjando os raios usados por Zeus. Os ciclopes podem ser divididos em dois grupos de acordo com o tempo de existência: os ciclopes antigos (ou primeira geração) e os ciclopes jovens (nova geração). Eles aparecem em muitos mitos da Grécia, porém com uma origem bastante controversa. De acordo com sua origem, esses seres são organizados em três diferentes espécies: os urânios, filhos de Urano e Gaia, os sicilianos, filhos do deus dos mares Poseidon, e os contrutores, que provêm do território da Lícia.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

SERES MITOLÓGICOS: LEVIATÃ


Leviatã



O Leviatã é umas das maiores criaturas aquáticas. Semelhante a uma serpente ou crocodilo, este monstro marinho funde-se em várias formas e com outros animais. A sua dimensão é enorme e muito temido pelos homens e ninguém ousava encara-lo. Diz-se que quando se levantava as ondas do mar tremiam e as vagas do mar afastavam-se. Seus ossos eram compostos por tubos de bronze e que a sua estrutura era feita por barras de ferro.

domingo, 12 de abril de 2009

DIVINDADES: OSÍRIS, MITOLOGIA EGÍPCIA


OSÍRIS


Osíris era um deus da mitologia egípcia, associado à vegetação e a vida no Além. Oriundo de Busíris, no Baixo Egipto, Osíris foi um dos deuses mais populares do Antigo Egipto, cujo culto remontava às épocas remotas da história egípcia e que continuou até à era Greco-Romana, quando o Egito perdeu a sua independência política.
Marido de Ísis e pai de Hórus, era ele quem julgava os mortos na "Sala das Duas Verdades", onde se procedia à pesagem do coração ou psicostasia.
Osíris, é sem dúvida o deus mais conhecido do Antigo Egipto, devido ao grande número de templos que lhe foram dedicados por todo o país; porém, os seus começos foram os de qualquer divindade local,e é também um deus que julgava a alma dos egípcios se eles iam para o paraíso (lugar onde só há fartura).Para os seus primeiros adoradores, Osíris era apenas a encarnação das forças da terra e das plantas. À medida que o seu culto se foi difundindo por todo o espaço do Egipto, Osíris enriqueceu-se com os atributos das divindades que suplantava, até que, por fim substituiu a religião solar. Por outro lado a mitologia engendrou uma lenda em torno de Osíris, que foi recolhida fielmente por alguns escritores gregos, como Plutarco. A dupla imagem que de ambas as fontes chegou até nós deste deus, cuja cabeça aparece coberta com a mitra branca, é a de um ser bondoso que sofre uma morte cruel e que por ela assegura a vida e a felicidade eterna a todos os seus protegidos, bem como a de uma divindade que encarna a terra egipcia e a sua vegetação, destruída pelo sol e a seca, mas sempre ressurgida pelas águas do Nilo.

O nome Osíris

O nome Osíris deriva do grego que por sua vez deriva da forma síria Usire. O significado exacto do nome é desconhecido. Entre os vários significados propostos pelos especialistas, encontram-se hipóteses como "Aquele que ocupa um trono", "Para criar um trono", "Lugar/Força da Olho" ou "Aquele que copula com Ísis". Contudo, a interpretação considerada mais aceitável é a que considera que Osíris significa "O Poderoso".

Origens e evolução

Deus cujo culto está atestado desde épocas muito antigas, Osíris seria oriundo de Busíris (nome que significa "Lugar de Osíris" ou "Domínio de Osíris) localidade na região central do Delta do Nilo (Baixo Egipto). Nesta localidade julga-se que Osíris substituiu um deus local de nome Andjeti, tendo herdado as suas insígnias. Osíris era em Busíris apenas um deus da fertilidade, cuja principal função era garantir uma boa colheita, personificando o ciclo da vegetação e as águas do Nilo.

No Império Antigo Osíris adquire a vertente de deus funerário, sendo o rei defunto identificado com ele; o rei vivo era por sua vez identificado com o seu filho, o deus Hórus.

A partir do fim do Primeiro Período Intermediário e do Império Médio ocorre aquilo que se designa como "democratização" da possibilidade de uma vida no Além, ou seja, esta deixa de estar reservada ao rei para se alargar, primeiro aos altos funcionários, e depois a toda a população. Todos os homens, independentemente da sua classe social, desde que cumprissem os ritos funerários adequados, poderiam unir-se a Osíris, conquistando a imortalidade.

Iconografia

Representação mais comum de Osíris

A representação mais antiga conhecida de Osíris data de 2300 a.C.. A sua representação mais comum correspondia ao de um homem mumificado com uma barba postiça, com braços que emergem do corpo cruzados sob o peito. As suas mãos seguram os ceptros hekat e nekhakha. Na cabeça Osíris apresentava a coroa atef, isto é, uma coroa branca com duas plumas de avestruz. Em algumas representações poderia ter um uraeus (serpente) sob a coroa e uns cornos de carneiro.
Poderia também ser retratado como uma múmia deitada de cujo corpo emergiam espigas ("Osíris vegetante"). Esta representação está associada a um prática dos Egípcios que consistia em regar uma estátua do deus feita de terra e de trigo. Estas estátuas eram depois enterradas nas terras agrícolas, acreditando-se que seriam a garantia de uma próspera colheita. Este costume está atestado desde a Pré-História do Egito até à época ptolemaica.
A pele do deus poderia ser verde ou negra, cores que os Egípcios associavam à fertilidade e ao renascimento.
A representação de Osíris como um animal era rara. Quando se verificava o deus poderia surgir como um touro negro, um crocodilo ou um grande peixe.

O mito de Osíris

O mito de Osíris é conhecido graças a várias fontes, sendo a principal o relato de Plutarco (século I) De Iside et Osiride (Sobre Ísis e Osíris). Alguns textos egípcios, como os Textos das Pirâmides, os Textos dos Sarcófagos e Livro dos Mortos, narram vários elementos do mito, mas de uma forma fragmentária e desconexa.
Osíris é apresentado como filho de Geb e Nut, tendo como irmãos Ísis, Néftis e Set. É portanto um dos membros da Enéade de Heliópolis. Ísis não era apenas sua irmã, mas também a sua esposa.
Osíris governou a terra (o Egipto), tendo ensinado aos seres humanos as técnicas necessárias à civilização, como a agricultura e a domesticação do animais. Foi uma era de prosperidade que contudo chegaria ao fim.
O irmão de Osíris, Set, governava apenas o deserto, situação que não lhe agradava. Movido pela inveja, decide engendrar um plano para matar o irmão. Auxiliado por setenta e dois conspiradores, Set convidou Osíris para um banquete. No decurso do banquete, Set apresentou uma magnífica caixa-sarcófago que prometeu entregar a quem nela coubesse. Os convidados tentar ganhar a caixa, mas ninguém cabia nesta, dado que Set a tinha preparado para as medidas de Osíris. Convidado por Set, Osíris entra na caixa. É então que os conspiradores trancam-na e atiram-na para o rio Nilo. A corrente do rio arrasta a caixa até ao mar Mediterrâneo, acabando por atingir Biblos (Fenícia).
Ísis, desesperada com o sucedido, parte à procura do marido, procurando obter todo o tipo de informações dos encontra pelo caminho. Chegada a Biblos Ísis descobre que a caixa ficou inscrustrada numa árvore que tinha entretanto sido cortada para fazer uma coluna no palácio real. Com a ajuda da rainha, Ísis corta a coluna e consegue regressar ao Egipto com o corpo do amado, que esconde numa plantação de papiros.
Contudo, Set encontrou a caixa e furioso decide esquartejá-lo em catorze pedaços o corpo que espalha por todo o Egipto; em alguns textos do período ptolemaico teriam sido dezesseis ou quarenta e duas partes. Quanto ao significado destes números, deve referir-se que o catorze é número de dias que decorre entre a lua cheia e a lua nova e o quarenta era o número de províncias (ou nomos) em que o Egipto se encontrava dividido.
Ísis, auxiliada pela sua irmã Néftis, partiu à procura das partes do corpo de Osíris. Conseguiu reunir todas, com excepção do pénis, que teria sido devorado por um ou três peixes, conforme a versão. Para suprir a falta deste, Ísis criou um falo artificial com caules vegetais. Ísis, Néftis e Anúbis procedem então à prática da primeira mumificação. Ísis transforma-se de seguida num milhafre que graças ao bater das suas asas sobre o corpo de Osíris cria uma espécie de ar mágico que acaba por ressuscitá-lo; ainda sob a forma de ave, Ísis une-se sexualmente a Osíris e desta cópula resulta um filho, o deus Hórus. Ísis deu à luz este filho numa ilha do Delta, escondida de Set. A partir de então, Osíris passou a governar apenas o mundo dos mortos. Quanto ao seu filho, conseguiu derrubar Set e passou a reinar sobre a terra.

Mito e história

Alguns autores especulam que o mito de Osíris possa ter ligações com eventos históricos. Assim, Osíris seria um chefe nômade responsável pela introdução da agricultura na região do Delta. Aqui teria entrado em conflito com Seth, líder das populações do Delta. Osíris teria sido morto por Seth e vingado pelo seu filho.

Símbolos

O símbolo mais importante associado a Osíris era o pilar ou coluna djed. Não se sabe o significado exacto deste símbolo, tendo sido proposto que representaria quatro pilares vistos uns atrás dos outros, a coluna vertebral de um homem ou do próprio Osíris ou uma árvore de cedro da Síria com os ramos cortados (esta última hipótese relaciona-se no relato mítico segundo o qual a caixa-sarcófago ficou inscrustrado num cedro). O djed representava para os Egípcios a estabilidade e a continuidade do poder.
O djed era o elemento principal de uma cerimónia ritual que se celebrava durante a festa heb sed do faraó (o jubileu real), denominada como a "erecção da coluna djed" e das quais se conhecem várias representações.
A nébride, ou seja, a pele de um animal esfolado (julga-se que seria a pele de uma vaca ou então de um felino) pendurada num pau que está inserido num recipiente, era outro símbolo associado ao deus.
Osíris tinha como barca sagrada a nechemet, na qual as Ísis e Néftis eram representadas ocupando respectivamente a proa e a popa.

O culto

O culto de Osíris encontrava-se difundido um pouco por todo o Egipto, sendo os seus principais centros cultuais Abido e Busíris, localidades que os Egípcios procuravam visitar em peregrinação pelo menos uma vez na vida.
Em Abido realizava-se uma procissão todos os anos durante a qual a barca do deus era transportada, celebrando-se a vitória do deus sobre os seus inimigos. Nesta cidade o antigo túmulo do rei Djer seria identificado como o túmulo de Osíris.
Os locais onde o culto de Osíris era relevante reclamavam possuir uma das partes do corpo do deus. Assim, acreditava-se que em Abido encontrava-se inumada a cabeça do deus; em Busíris estaria a espinha dorsal; em Sebenitos estaria a parte superior e inferior da parte; em Atribis, o coração; em Heracleópolis a coxa, cabeça, dois flancos e duas pernas.
Um pouco por todo o Egito, anualmente, durante o mês egípcio de Khoaik (o que corresponde no calendário gregoriano a Outubro-Novembro) celebravam-se os "Mistérios de Osíris", nos quais se relatavam episódios do mito. Para os Egípcios tinha sido neste mês que Ísis tinha encontrado as partes do corpo de Osíris.
Foi também adorado fora do Egito em vários pontos da bacia do Mediterrâneo, mas nunca nas dimensões que alcançou o culto da sua irmã e esposa. A popularidade do deus pode ser explicada pela ideia transmitida ao homem comum de que este poderia ter uma vida depois da morte.

SERES MITOLÓGICOS: DJINN


Djinn



Um gênio (do latim genìus) é uma espécie de espírito que rege o destino de alguém ou de um lugar, frequentemente sendo associado a algum dos elementos da natureza, das artes, vícios etc. O termo pode ser empregado como um equivalente em português do árabe jinn, uma vez que na mitologia árabe pré-islâmica e no Islã, um jinn (também "djinn" ou "djin") é um membro dos jinni (or "djinni"), uma raça de criaturas sobrenaturais. A palavra "jinn" significa literalmente alguma coisa que tem uma conotação de dissimulação, invisibilidade, isolamento e distanciamento.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

DIVINDADES: VÊNUS, MITOLOGIA ROMANA


VÊNUS


Vênus é a deusa do panteão romano, equivalente a Afrodite no panteão grego. É a deusa do Amor, da Beleza e da Sacanagem. O nome vem acompanhado, por vezes, de epítetos como "Citereia" já que, aquando do nascimento, teria passado por Citera, onde era adorada sob este nome.
O mito do nascimento conta que surgiu de dentro de uma concha de madrepérola, tendo sido gerada pelas espumas (afros, em grego). Em outra versão, é filha de Júpiter e Dione. Era considerada esposa de Vulcano, o deus manco, mas mantinha uma relação adúltera com Marte.
Vênus foi uma das divindades mais veneradas entre os antigos, sobretudo na cidade de Pafos, onde templo era admirável. Tinha um olhar vago, e cultuava-se o zanago dos olhos como ideal da beleza feminina. Possuía um carro puxado por cisnes.
Vênus possui muitas formas de representação artística, desde a clássica (greco-romana) até às modernas, passando pela renascentista. É de uma anatomia divinal, daí considerada pelos antigos gregos e romanos como a deusa do erotismo, da beleza e do amor.
Os romanos consideravam-se descendentes da deusa pelo lado de Eneias, o fundador mítico da raça romana, que era filho de Vénus com o mortal Anquises.
Na epopeia Os Lusíadas, Luís de Camões apresenta a deusa como a principal apoiante dos heróis portugueses.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

SERES MITOLÓGICOS: NÁIADES


Náiades



Náiades são ninfas aquáticas com o dom da cura e da profecia. Assemelhavam-se às sereias e, com a voz igualmente bela, elas viviam em fontes e nascentes; deixavam beber dessa água, mas não se banhar delas, e puniam os infratores com amnésia, doenças e até com a morte.
Eram extremamente belas; tinham pele clara ou até azulada e olhos extremamente azuis e profundos.

terça-feira, 7 de abril de 2009

SERES MITOLÓGICOS: CÉRBEROS


Cérberos


Cão com três cabeças, corpo de Leão e cauda de serpente, filho de Tífon e de Equidna, guarda dos antros infernais, onde ladrava com voz fúnebre e terrível. Hércules, num de seus famosos trabalhos, conseguiu acorrentá-lo e levá-lo a Eurtisteu.


segunda-feira, 6 de abril de 2009

DIVINDADES: OMETEOTL, MITOLOGIA ASTECA


OMETEOTL


Ometecuhtli (O Senhor Deus) e Omecihuatl, A Senhora Deus, formavam a dualidade criadora na religião mexica.
Eruditos como Miguel León-Portilla traduzem Ometeotl/Omecihuatl como Senhor(a) da Dualidade, implicando um único deus de caráter dual.
Ometecuhtli representa a essência masculina da criação. É esposo de Omecihuatl e pai de Tezcatlipoca vermelho (Xipe Tótec), Tezcatlipoca preto (Tezcatlipoca), Tezcatlipoca branco (Quetzalcoatl), e Tezcatlipoca azul (Huitzilopochtli). Também é chamado de Tonacatecuhtli [tonaka'tekutli], "Senhor da nossa carne".

Este é um deus antigo, que não tinha templos, e era quase desconhecido pelo povo, mas muito nomeado nos poemas das classes altas. Devido a ser mencionado de uma maneira que parece ignorar o restante da cosmogonia asteca, Miguel León-Portilla sugestiona que talvez os sábios astecas estavam num processo de aglutinar os demais deuses nesta deidade.
Omecihuatl (Mulher dois, Senhora da Dualidade), deusa que representa a essência feminina da criação na religião mexica. Esposa de Ometecuhtli. Também é conhecido como tonacacihuatl, Senhora da nossa carne.
Ometeotl é também chamado "in Tonan, in Tota, Huehueteotl", "Mãe a nossa, Pai o nosso, Velho Deus". Como dualidade e unidade masculino-feminina, reside em Omeyocann, "o Sítio da Dualidade", que, pela sua vez, ocupa o mais alto lugar dos céus. São pais do Universo e quanto há nele. Como "Senhor e Senhora da Nossa Carne e Sustento", subministra a energia cósmica universal da qual todas as coisas derivam, bem como a continuidade da sua existência e sustento. Prove e mantém o ritmo oscilante do universo, e confere a cada coisa a sua natureza particular. É em virtude destes atributos que são chamados de "O Um Mediante O Qual Todos Vivemos" e quem "é o verdadeiro ser de todas as coisas, preservando-as e nutrindo-as". Por ser metafísicamente imanente, Ometeotl é chamado Tloque Nahuaque, amo do vizinho e o afastado ou o que está perto de todas as coisas e de quem todas as coisas estão perto. Em tanto epistemologicamente transcendente, chamado de Yohualli-ehecátl, Um que é Invisível (como a noite) e Intangível (como o vento). Recebe também os nomes de Moyocoyatzin, "o inventor de si mesmo" e Ipalnemohua, "o dador de vida".

domingo, 5 de abril de 2009

SERES MITOLÓGICOS: SEREIA


Sereia

Seres fabulosos, metade mulheres e metade aves, demônios ou divindades marinhas, nascidas de Aqéloo e de Melpômene. Situadas, segundo a tradição, numa ilha rochosa no Mediterrâneo, cativavam com o seu canto os marinheiros e os faziam naufragar de encontro aos recifes. Ulisses ouviu-as depois de ter fechado com cera os ouvidos de seus companheiros e ter-se amarrado ao mastro da nau para resistir as suas tentações.


sexta-feira, 3 de abril de 2009

DIVINDADES: HADES, MITOLOGIA GREGA


HADES


Na mitologia grega, Hades é o deus do submundo e das riquezas dos mortos. O nome Hades era usado freqüentemente para designar tanto o deus quanto o reino que governa, nos subterrâneos da Terra. Ele é também conhecido por ter raptado a deusa Perséfone filha de Deméter. É interessante observar que, ao contrário de seus irmãos Zeus e Poseidon, que tiveram dezenas de filhos, Hades teve apenas uma filha, Macária, sendo poucas as tradições nas quais ele teve mais filhos.


Hades, o deus do mundo dos mortos



Hades, filho de Cronos e de Réia, irmão de Zeus e Poseidon, segundo a lenda o poder de Hades Zeus e Poseidon era igualado, Hades era um deus de poucas palavras e seu nome inspirava tanto medo que as pessoas procuravam não pronunciá-lo. Era descrito como austero e impiedoso, insensível a preces ou sacrifícios, intimidativo e distante. Invocava-se Hades geralmente por meio de eufemismos, como Clímeno (o Ilustre) ou Eubuleu (o que dá bons conselhos). Seu nome significa, em grego, o Invisível, e era geralmente representado com o elmo mágico que lhe dava essa habilidade, que ele ganhou dos ciclopes quando participou da titanomaquia contra os titãs. No fim da luta contra os titãs, vencidos os adversários, Zeus, Poseidon e Hades partilharam entre si o universo, Zeus ficou com o céu, e a terra, Poseidon ficou com os mares e Hades tornou-se o deus do inferno e das riquezas. Como reinava sobre os mortos, Hades era ajudado por outras divindades, que serão mais tarde citadas. O nome Plutão "o rico" (pois era dono das riquezas do subsolo) ou "o distribuidor de riqueza", que se tornou corrente na religião romana, era também empregado pelos gregos, e apresentava um lado bom, pois era ele quem propiciava o desenvolvimento das sementes e favorecia a produtividade dos campos. Como divindade agrícola, seu nome estava ligado a Demeter e junto com ela era celebrado nos Mistérios de Elêusis que eram os ritos comemorativos da fertilidade, das colheitas e das estações. Hades, teve uma amante cujo nome era Menthe, que foi transformada por Perséfone em uma planta, hoje chamada de Menta. Teve também outra amante, Leuce, mas esta ele amou antes do rapto de sua esposa.

Era também conhecido como o Hospitaleiro, pois sempre havia lugar para mais uma alma no seu reino. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, Hades não é o deus da morte, mas sim do pós-morte. Apenas Ares e Cronos estão relacionados com a prática da morte. Assim, Hades não é inimigo da humanidade, como o são Ares e Cronos. O deus raramente deixava seu mundo e não se envolvia em assuntos terrestres ou olímpicos. Deixou o seu reino apenas duas vezes; uma para raptar Perséfone, a quem tomou como esposa e outra para curar-se, no Olimpo, de uma ferida provocada por Hércules.

Características

Para Hades, eram consagrados o narciso e o cipreste. O deus é representado de diversas maneiras:
Hades acima de tudo era um deus bonito de aparência jovem, corpo atlético zelava muito pelo seu corpo.
Ou de cenho franzido, cabelos e barbas em desalinho, vestindo túnica e mantos vermelhos, sentado no trono e tendo ao seu lado o cão Cérbero;
Ou como deus da vegetação, com traços mais suaves;
Ou levando nas mãos uma cornucópia ou com uma coroa de ébano na cabeça, chaves na mão e sobre um coche puxado por cavalos negros.

O mundo dos mortos

Na mitologia grega o Mundo dos mortos, chamado apenas de Hades, é o local no subterrâneo para onde vão as almas das pessoas mortas (sejam elas boas ou más), guiadas por Hermes, o emissário dos deuses, para lá tornarem-se sombras, é um local de tristeza. É governado por Hades, cujo nome também é usado para designar seu reino.
No fim da luta dos deuses olímpicos contra os Titãs (a guerra Titanomaquia), os deuses olímpicos saíram vitoriosos, então Zeus, Poseidon e Hades partilharam entre si o universo, Zeus ficou com os céus e as terras, Poseidon ficou com os oceanos e Hades ficou com o mundo dos mortos, os titãs pediram socorro à Érebo do mundo inferior, então Zeus lançou Érebo para lá também, assim ele tornou-se a noite eterna do Hades (Érebo também é outra designação do mundo inferior). Das Idades do Homem e suas raças, a raça de bronze, raça dos heróis e raça de ferro vão para o Hades após a morte.

Filhos

Da mesma forma que Zeus, Hades tinha inúmeras aventuras amorosas, gerando uma grande quantidade de filhos, que, como os filhos de Poseidon, eram violentos e malévolos. São poucas as lendas que falam sobre os filhos de Hades. Entre eles os mais conhecidos eram:
Macária, irmã de Celestas deusa da destruição, e Diaras, deusa dos campos, ambas habitavam os Eliséos, aparecem na mitologia delatando à sua mãe Perséfone que a Ninfa Menth teria um caso com Hades.
Também se destacava Oberon, fruto do romance de Hades com a ninfa Amantéia. Oberon era um deus muito bonito. Inspirou fortes amores em Enio a mensageira de Hades, filha de Ares. Oberon ficou conhecido como um deus sublime, o deus da escuridão. Teve confronto direto com Adônis que acabou sendo aprisionado pelo deus. Havia também Fégia, filho de Hades e Calíope que guardava a entrada para os Eliseos.

SERES MITOLÓGICOS: SÁTIROS


Sátiros

Também chamados de Silenosm, são demônios agrestes represenantes masculinos da vida da natureza em suas variadas formas. Constituiam a parte mais turbulenta da comitiva de Dionísio. A imaginação popular concebia-os como seres maliciosos e sensuais e atribuiam à sua figura, orelhas e patas de cabra, rabo de cavalo e nariz achatado. Viviam geralmente nos bosques dançando e tocando instrumentos musicais, perseguindo as ninfas e bebendo rumorosamente.