segunda-feira, 30 de setembro de 2013

MISTÉRIOS: PIRÂMIDE SUBMERSA EM AÇORES, PORTUGAL






Uma descoberta incrível teria sido realizada por um velejador português, entre as ilhas Terceira e São Miguel, no arquipélago Açores. Em uma entrevista concedida à rede de televisão estatal portuguesa, RTP, Diocleciano Silva afirma ter descoberto uma enorme pirâmide submersa, com 60 metros de altura e 8 mil metros quadrados de base, quando fazia uma busca por navios de pesca. A identificação aconteceu pelo uso de aparelhos de navegação, e a estrutura foi detectada por leitura batimétrica.

A partir dos relatos do velejador, o Governo Regional afirmou que o assunto está sendo investigado pela Marinha portuguesa. Na opinião de Diocleciano Silva, esta pirâmide não é uma estrutura natural, já que, segundo ele, o seu vértice está na orientação norte-sul, como acontece nas pirâmides de Gizé, no Egito.

Diante do mistério e da controvérsia do assunto ainda pouco esclarecido, muitos já especulam, principalmente nas redes sociais, de que esta suposta pirâmide submersa estaria associada à antiga e mitológica civilização de Atlântida.







VEJA OUTRAS IMPRESSIONANTES DESCOBERTAS SUBMARINAS:        

1. Herakleion: O Instituto Europeu de Arqueologia Submarina descobriu Herakleion, uma cidade submersa na costa do Egito, que permaneceu escondida nas profundezas dos oceanos por mais de 1200 anos.

2. A cidade perdida de Dwaraka: a lendária cidade de Krishna, com 12 mil anos, foi encontrada sob sob as águas da costa do ponto ao extremo oeste da Índia.

3. As ruínas de Yonaguni: descobertas ao acaso em 1987 por um instrutor de mergulho, ela engloba uma área de 150 por 300 metros e, entre os vários achados, foram encontrados partes de um castelo, um arco do triunfo, cinco templos e um estádio, todos conectados por estradas, canais de água e cercada por muros altos. Estas ruínas têm pelo menos cinco mil anos de idade.

4. Pavlopetri: esta cidade submersa na costa sul da Grécia é a mais mais antiga do mundo. Seu auge aconteceu na mesma época em que nascia a sociedade ocidental e depois ela mergulhou, literalmente, no fundo do mar, com ruas e edifícios intactos.

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE: QUEDA DE BASTILHA

Segundo a historiografia tradicional, a Queda da Bastilha marca o início da Revolução Francesa. Não há dúvida de que o movimento popular em Paris tenha grande significado, porém a Revolução deve ser vista como um processo, onde é necessário analisar a situação econômica do país, os interesses de classes envolvidos e os interesses dos demais países europeus.

A BASTILHA

A Bastilha foi construída em 1370 e tornou-se uma prisão durante o reinado de Carlos VI; no entanto foi durante a Regência do Cardeal Richelieu, no século XVII que tornou-se uma prisão para nobres ou letrados, adversários políticos, aqueles que se opunham ao governo ou mesmo `a religião oficial.
No dia 14 de julho a Bastilha abrigava apenas 7 prisioneiros, no entanto a multidão invadiu-a tanto por representar um símbolo do absolutismo, como para tomar as armas que haviam em seu interior.

A REVOLUÇÃO

A importância da Queda da Bastilha reside no fato de que a partir desse momento a revolução conta com a presença das massas trabalhadoras, deixando de ser apenas um movimento onde deputados julgavam que poderiam eliminar o Antigo Regime apenas fazendo novas leis.
A gravidade da crise econômica havia envolvido todo o país em uma situação caótica: os privilégios dados à nobreza e ao Alto Clero dilapidaram as finanças do país, situação ainda mais agravada com a participação da França na Guerra de Independência dos EUA em ajuda aos colonos e palas secas, responsáveis por uma crise agrária, que levava os camponeses miséria extrema e determinava o desabastecimento das cidades assim como a retração do comércio interno.

Na medida em que a nobreza recusou-se a abrir mão de seus privilégios, o rei Luís XVI viu-se forçado a convocar a Assembléia dos Estados Gerais, que reuniria os representantes da Nobreza, do Clero e do Povo ( burgueses). As manobras políticas da realeza tinham por objetivo fazer aprovar nova legislação, que preservaria os privilégios do 1° e 2° estados e ao mesmo tempo sobrecarregariam o 3° estado.

Em 17 de junho os representantes do povo se auto proclamam Assembléia Nacional. Esse fato representa de um lado o grau de organização e a consciência da burguesia, ancorada pelos ideais do Iluminismo, e ao mesmo tempo nos dá idéia de qual era a perspectiva de Revolução para essa classe social, eliminar o Antigo Regime, através de uma reforma na legislação, forçando o rei a aceitar o organização de um poder legislativo responsável pela elaboração das leis.
Enquanto os deputados se reuniam na Assembléia, o rei reunia tropas na tentativa de evitar o movimento revolucionário, foi nesse contexto que formou-se a "Milícia de Paris" e no dia seguinte as ruas e a Bastilha eram do povo.
O movimento revolucionário saia às ruas; percebia-se que somente com a participação e o apoio popular poderiam haver mudanças significativas. Apesar de organizada e armada, a camada popular urbana defendia a manutenção da Assembléia Constituinte e portanto acreditava que as novas leis poderiam trazer uma mudança significativa.

Ao contrário, no campo, a situação era de marcada por grande radicalização caracterizada por invasões de propriedades senhoriais,,onde muitos nobres foram executados, cartórios invadidos, onde os títulos de propriedade feudal eram queimados. Os camponeses não possuíam uma ideologia definida e nem um projeto acabado, porém o movimento -- Grande Medo - refletia a situação de profunda miséria vivida no campo
Ao fugir do controle da burguesia, o movimento camponês foi responsável por uma das primeiras mudanças significativas da Revolução: a 26 de agosto foi aprovada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de inspiração iluminista, defendia o direito a liberdade, à igualdade perante a lei, a inviolabilidade da propriedade privada e o direito de resistir à opressão.

sábado, 21 de setembro de 2013

SERES MITOLÓGICOS: ASWANG


ASWANG é uma criatura mística do folclore filipino, supostamente uma criatura-vampira de mau gosto e objeto de uma variedade de mitos e histórias. Os colonizadores espanhóis observaram que o ASWANG era mesmo no século 16, descrita muitas vezes como uma combinação de vampiro e bruxa e são quase sempre do sexo feminino. Eles são usados às vezes como um termo genérico aplicado a todos os tipos de bruxas, manananggals, metamorfos, lobisomens e monstros. Elas são muitas vezes as como um monstro com asas que agitam ruidosamente quando ela está longe e em silêncio quando está mais perto.

CULTURAS AFRICANAS: HISTÓRIA DE BOTSUANA

O atual território botsuano foi primeiramente habitado por povos de línguas khoisan, há mais de 100 000 anos atrás. Aproximadamente no ano 500, povos de línguas bantas invadiram a região, exterminando, misturando-se ou expulsando os habitantes originais. No século XVIII, a tribo makwena invadiu a região, procedente da região sul-africana do Transvaal. Disputas sucessórias fizeram com que uma porção dos makwenas se separasse e fundasse um novo reino ao norte, assumindo o nome Bamangwato. No final do século XIX, conflitos entre os bamangwatos, invasores da tribo ndebele procedentes do leste, colonos bôeres procedentes da região do Transvaal e exploradores alemães procedentes da África do Sudoeste Alemã fizeram com que Khama III, rei do povo bamangwato, pedisse proteção ao governo britânico. Como consequência, em 1885, o norte do território foi declarado pelos britânicos um protetorado com o nome de Bechuanalândia (Bechuana foi a forma anglicizada do nome Botsuana, a comunidade dos falantes da língua setsuana). Já o sul do território foi transformado na Bechuanalândia Britânica e incorporada à colônia do Cabo. Diante de pressões crescentes dos britânicos liderados por Cecil Rhodes, ao norte e de colonos bôeres, ao sul, o rei Khama III conseguiu, em 1895, a confirmação da semiautonomia política dentro do regime de protetorado por parte da rainha britânica Vitória.

Na década de 1950, começaram a ser erigidas cercas de arame farpado delimitando a fronteira com a Rodésia do Sul com o objetivo de proteger o gado botsuano de doenças vindas do país vizinho. O regime de protetorado continuou até 1966, quando Botsuana declarou sua independência. Um ano antes, a capital do protetorado havia sido transferida de Mafeking, na África do Sul, para Gaborone, que se localizava dentro do território do protetorado. Seu primeiro presidente foi Seretse Khama, neto do rei Khama III. Seretse governou até a sua morte em 1980. Sucedeu-o seu vice, Ketumile Masire. No início dos anos 1980, a AIDS começou a preocupar o mundo e, em especial, os países africanos, detentores dos maiores índices de contaminação da população pelo vírus HIV.
Memorial em homenagem ao sítio de Mafeking na guerra dos Bôeres, em Mafeking
Estátua de Seretse Khama em Gaborone
Ao centro, Ketumile Masire

Após quatro mandatos, Masire foi substituído por seu vice, Festus Mogae, em 1998. Em 2003, o país começou a eletrificar a cerca que marca a fronteira com o Zimbábue. O objetivo, além do controle sanitário do gado botsuano, era o controle da entrada de imigrantes ilegais zimbabuanos. Em 2008, Mogae foi sucedido por seu vice, Ian Khama, filho do primeiro presidente botsuano.
Festus Mogae em visita oficial aos EUA em 2005
Ian Khama, presidente de Botsuana, em visita a Cingapura

Desde sua independência, o país gozou de uma estabilidade política rara no continente africano. O dinheiro gerado pela exploração de diamantes foi investido na melhoria da infraestrutura do país, revertendo em melhoria das condições de vida da população. As taxas de crescimento econômico ficaram sempre em torno dos dez por cento anuais, uma das maiores do mundo. Tudo isto motivou a qualificação de Botsuana como a "Suíça africana".

No entanto, alguns problemas surgiram neste período. A dependência em relação à mineração ameaçou as altas taxas de crescimento econômico na recessão mundial do início dos anos 1990. E a altíssima contaminação da população pelo vírus HIV (aproximadamente um terço da população) revela-se um desafio para o governo.